Tráfego pago se consolida como motor de crescimento no Instagram e muda a dinâmica da plataforma

Foto de Alexander Shatov na Unsplash

Levantamento do Reportei com dados de mais de 44 mil contas mostra como o investimento em mídia redefiniu as estratégias de crescimento na rede social em 2024

Após um período de desaceleração que se estendeu por boa parte de 2023 e início de 2024, a curva de crescimento de seguidores no Instagram foi retomada, mas com um perfil diferente. Segundo uma análise realizada pelo Reportei, plataforma de relatórios e dashboards de marketing e vendas, esse avanço ficou concentrado principalmente nas contas que operam com estratégias contínuas de tráfego pago. Agências, freelancers e empresas apresentaram desempenho inferior quando comparados a esse grupo.

O levantamento analisou dados de mais de 44 mil contas na plataforma e aponta que perfis gerenciados por especialistas em mídia, como gestores de tráfego, foram os que mais cresceram em 2024. Na prática, isso significa que perfis que contratam profissionais ou utilizam estratégias de mídia paga conseguem ampliar sua base de seguidores de forma mais consistente, em contraste com estratégias exclusivamente orgânicas, como a publicação recorrente de conteúdo sem impulsionamento.

A pesquisa também avaliou o desempenho dos formatos de conteúdo. Entre mais de 10 mil publicações analisadas, os reels seguem como o formato que mais gera engajamento, seguidos pelos carrosséis e pelos posts no feed.

Para Renan Caixeiro, cofundador e CMO do Reportei, o cenário reflete uma mudança estrutural na dinâmica das plataformas. “Fazer anúncios nas redes sociais é uma prática bastante recente. Atuamos nesse mercado desde 2015 e, até pouco tempo, o investimento em mídia era uma possibilidade, mas não necessariamente determinante. O que vemos agora é que, para muitas empresas e criadores, esse investimento se tornou decisivo para garantir crescimento, alcance e competitividade dentro da plataforma”, explica.

Esse movimento também pressiona o orçamento de mídia de pequenos negócios, agências e criadores. À medida que o crescimento orgânico perde força, o investimento se torna uma linha fixa mais relevante nas estratégias de marketing. “Na prática, quem reduz ou interrompe a compra de tráfego sente uma desaceleração mais acentuada na expansão da base de seguidores, enquanto aqueles que mantêm investimento consistente conseguem sustentar e até acelerar seu ritmo de crescimento”, contextualiza o executivo.

Geração Z redefine estética digital com modelo Cybershot

Estilo cru, espontâneo e nostálgico impulsiona explosão no uso de câmeras digitais compactas entre jovens criadores

Em um cenário saturado por filtros, perfeição digital e imagens ultrarroteirizadas, a Geração Z vem puxando um novo movimento estético que valoriza exatamente o oposto: fotos cruas, desfocadas, com luz estourada, ruído na imagem e estética caseira. Nesse contexto, câmeras digitais compactas dos anos 2000 — como a clássica Sony Cybershot — voltaram ao centro da cultura visual, agora como símbolo de autenticidade e liberdade criativa.

Mais do que um “revival” nostálgico, trata-se de um novo código visual. Segundo levantamento da Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a busca por câmeras digitais aumentou até 563% em 2024, com a Geração Z liderando o resgate dessa linguagem. Plataformas como TikTok, Instagram e Pinterest têm registrado uma explosão de conteúdos com essa estética, incluindo tutoriais do tipo “como editar como se fosse 2007” e ensaios fotográficos feitos inteiramente com Cybershot.

Esse novo comportamento reflete valores centrais da geração: verdade, espontaneidade, vulnerabilidade e identidade visual própria. A estética “imperfeita”, antes considerada amadora, agora é buscada intencionalmente, como forma de expressão e contraponto à superprodução digital. Nesse contexto, plataformas especializadas em equipamentos criativos têm reposicionado seus portfólios para acompanhar essa mudança. A Octoshop (www.octoshop.com), marketplace voltado à tecnologia para criadores de conteúdo, registrou um crescimento expressivo na demanda por câmeras digitais compactas, especialmente pelas Cybershots. Entre novembro de 2024 e maio de 2025, as vendas da linha Cybershot cresceram 1.456%, totalizando um salto de R$ 89.946,53 em valor absoluto.

“A Geração Z está reconstruindo os códigos visuais da internet. Eles não buscam apenas estética: buscam narrativa, significado e uma conexão mais honesta com o que produzem e consomem”, afirma Ricardo Steffen, Chief Growth Officer da Octoshop. “A missão da Octoshop é justamente garantir que esses criadores tenham acesso às ferramentas certas para expressarem sua visão com liberdade”, complementa. Além de expandir a oferta de produtos conectados à nova estética, a plataforma também investe em curadorias editoriais, conteúdos educativos e parcerias com fotógrafos independentes — criando um ecossistema em que o equipamento é só o ponto de partida.

A experiência, o repertório e o olhar do criador são o que realmente importam. Para a fotógrafa e socióloga Tania Buchmann, supervisora do Núcleo de Fotografia do Centro Europeu, o interesse pelas câmeras digitais compactas como a Cybershot revela muito mais do que uma simples tendência estética. “Na minha opinião, o que torna a Cybershot mais interessante é justamente o fato de que o jovem que está usando hoje está em busca de novas linguagens, sensações e experiências. Existe, sim, um resgate nostálgico: o desejo de entender como eram feitas as imagens dos pais e avós, como aquelas fotos ficavam daquele jeito”, observa.

Segundo Tania, o distanciamento da câmera do smartphone também é um fator importante nesse movimento. “Com o celular, tudo é imediato. Se a imagem não fica boa, você apaga, edita, usa IA e segue. A Cybershot exige outra postura: cada clique é mais pensado. É preciso parar, refletir, compor. Isso exige mais do olhar e da intenção de quem fotografa, e é aí que está o valor”, destaca a profissional. Ela ainda destaca a conexão entre esse comportamento e outras manifestações culturais da juventude. “Na moda e nas artes, esse vai e vem é comum. Mas, quando falamos de tecnologia, o retorno da Cybershot representa um deslocamento intencional da urgência. É uma fotografia que não precisa provar nada para ninguém, que carrega memória e construção de identidade”, comenta.

A socióloga e fotógrafa ainda faz uma provocação sobre o futuro desse hábito: “Com o aumento das restrições ao uso de celulares nas escolas, por que não levar uma Cybershot no bolso? Já que não posso usar o smartphone, por que não fotografar os amigos com uma compacta? Isso pode virar não só uma tendência estética, mas um novo estilo de documentação pessoal. Mais livre, mais analógico na prática, mesmo que digital no suporte”, sugere.

O retorno das Cybershots, nesse sentido, não é uma moda passageira: é sintoma de uma transformação mais profunda nos hábitos de consumo de imagem. “Se antes a regra era a perfeição, agora é o gesto real que comove, o clique rápido que revela, o retrato tremido que representa. E nesse novo contexto visual, marcas que conseguem entender a linguagem de sua geração saem na frente”, completa Tânia.

Seis dicas para evitar crises de imagem ao trabalhar com influenciadores

Imagem gerada pela IA do Canva

Devido a evolução das redes sociais, criou-se um mercado que tem se mostrado bastante diversificado e lucrativo: o de influenciadores digitais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen, o número de brasileiros que trabalham na área, no Instagram, já passa de 500 mil. O dado coloca o país em primeiro lugar no ranking mundial, com influenciadores cobrindo praticamente todos os nichos e temáticas.

Neste cenário, ao desenvolver uma estratégia de influência para uma marca, Flávio Santos, CEO e co-fundador da MField, especializada em estratégias de ativação de influenciadores e conteúdos nas redes sociais, entende que, na hora de fechar uma parceria, é preciso encontrar aqueles que possuam os valores alinhados com a empresa. “Trabalhar com criação humanizada não é simples, especialmente quando o objetivo é influenciar a massa. Assim, colocar um produto ou serviço nas mãos de um criador de conteúdo precisa ser muito bem pensado. É necessário que a empresa converse com o público desse creator, pois qualquer erro pode desgastar a imagem de ambos”, pontua.

Pensando nisso, o executivo aponta seis dicas de como evitar crises na hora de escolher um influenciador para atrelar a uma marca, ou vice-versa:

1. Monitoramento contínuo

Acompanhar o conteúdo do criador e compreender a forma de interação e engajamento com seus seguidores é o ponto de partida, afinal, é preciso saber se as opiniões e o modo de se comunicar se encaixam com o que a marca espera. Assim, ferramentas de monitoramento de mídias ajudam a identificar tendências negativas ou comentários críticos.

2. Planejamento e comunicação

Antes de iniciar uma parceria, é preciso definir um planejamento interno, já prevendo possíveis crises. É crucial a criação de um canal de comunicação transparente com o público caso ocorra algum problema. Uma forma de se precaver é deixar mensagens e respostas dos mais diferentes cenários já preparadas.

3. Plano de Gestão de Crise

É essencial que seja elaborado um plano de gestão de crise bastante detalhado, incluindo etapas como a identificação do problema e avaliação do impacto; comunicação interna e externa; resposta rápida e transparente ao público; tomada de medidas corretivas e preventivas; monitoramento contínuo da situação; e avaliação dos resultados.

4. Escolha do influenciador

Para ter certeza de que o produto ou serviço estará em boas mãos, é preciso pesquisar a história do influenciador antes de fechar o contrato. Assim, verificar se o perfil está alinhado com os valores e com a identidade da marca é o determinante. Provavelmente, o criador de conteúdo fará o mesmo em relação a marca. Dessa forma, é garantido que o público poderá confiar tanto no creator, quanto na empresa.

5. Transparência e autenticidade

Ter uma boa comunicação é extremamente importante quando se lida com pessoas, especialmente em grande escala. Ser transparente com o que se espera da parceria e como a marca gostaria de ser apresentada ao público é crucial. Além disso, também é imprescindível que isso seja feito com os seguidores caso ocorra algum imprevisto. Assim, priorize a autenticidade nas campanhas, evitando a manipulação ou produção de um conteúdo enganoso.

6. Resiliência e aprendizado

Por fim, quando se trabalha com a mídia, é impossível ter o controle sobre comentários e a reação alheia. Sendo assim, crises são muito comuns. É importante aprender com elas, buscando entender as causas para que não ocorram novamente. Adaptar a estratégia de acordo com a resposta do público melhora a gestão de crise e protege a reputação da marca.

Rafael Giupponi inaugura sede da startup InCicle em São José dos Campos

A InCicle, startup brasileira especializada em soluções inovadoras para gestores e profissionais de Recursos Humanos, está de casa nova. O especialista em gestão de pessoas focada em resultados e CEO Rafael Giupponi, de Cruzeiro, acabou de inaugurar a sede no Jardim Esplanada, em São José dos Campos.

O município paulista foi escolhido como parte do plano de expansão de negócios, marcando a fase de crescimento e novos projetos. O novo espaço, agora completo, foi planejado para ser moderno, acolhedor e colaborativo, reforçando a missão da InCicle em transformar os RHs das empresas de todo o país.

Giupponi celebrou o novo endereço ao lado de colaboradores e parceiros, destacando o potencial da cidade e o alinhamento estratégico da startup. “São José oferece um ambiente inovador, universidades de excelência e forte conexão com empresas dos mais diversos setores e a InCicle vem com uma camada de serviços, consultoria e soluções inovadoras para gestores e especialistas de RHs. As expectativas estão altas e temos muitos projetos pela frente. Que venham os novos voos”, disse.