Marketing digital lidera investimentos em marketing para 2025

Estudo exclusivo da Croma Consultoria mostra que 74% dos budgets serão destinados à mídia digital

Crédito: Divulgação

Segundo dados exclusivos do estudo “Bússola de Marketing”, realizado pela Croma Consultoria, mostra que 74% do orçamento das agências serão destinados à mídia digital. Entre os 26% destinados a outros meios, a TV aberta se destaca com 13%, seguida pelo OOH com 7% . Redes Sociais (29%) e os buscadores (22%) lideram como os principais canais digitais de investimento de 2025, refletindo a crescente importância da performance e da segmentação.

Entre os 74% de budget destinados ao marketing digital, 29% serão alocados para redes sociais. Entre os anunciantes que faturam até R$300 milhões/ano, esse número sobe para 35%. Buscadores receberão 22% da verba destinada. Entre as empresas de serviço, esse percentual sobe para 28%.

Quanto à alocação de recursos, observa-se um equilíbrio entre diferentes estratégias: promoções (23%), influenciadores (22%), patrocínios (21%) e retail media (16%). Enquanto o varejo intensificará ações promocionais (31%), a indústria ampliará investimentos em influenciadores (29%) e patrocínios, e o retail media ganhará mais espaço entre empresas de serviços (20%).

“Os insights revelados mostram um mercado cada vez mais orientado por tecnologia e performance. A Inteligência Artificial será um dos grandes impulsionadores da inovação, com 75% dos anunciantes apostando nela para automação e personalização. O Retail Media se consolida como uma força estratégica, transformando a relação entre marcas e consumidores dentro dos ecossistemas de e-commerce. Ao mesmo tempo, o OOH mantém sua relevância como um meio híbrido, combinando presença física e inteligência digital para impactar audiências de forma mais precisa”, explica Edmar Bulla, fundador do Grupo Croma e idealizador do estudo.

2025 é o ano da Inteligência Artificial e da precisão da estratégia de marketing

Ainda de acordo com a pesquisa, apesar da queda no otimismo de 53% em 2024 para 40% em 2025, as empresas mantêm a intenção de aumentar os investimentos em marketing (52%), indicando um ano de ajustes estratégicos e análise de resultados.

A Inteligência Artificial ganhará ainda mais espaço nas estratégias de marketing e comunicação, passando de 64% em 2024 para 75% em 2025, ampliando automação, personalização e eficiência nas campanhas.

Foram realizadas 151 entrevistas entre os dias 12 de dezembro de 2024 e 21 de janeiro de 2025, abrangência nacional, com empresas de diversos segmentos representativos dos setores de serviços, indústria e varejo, considerando o nível de confiança de 95%.

A pesquisa quantitativa é aplicada a decisores ou a influenciadores que têm autonomia com relação aos investimentos de marketing e comunicação de empresas anunciantes.

Fonte: Press FC Assessoria e Consultoria – Fábio Bouças

AdTechs e suas tendências para 2025: estamos aqui e com mais força ainda

Por Jesse Benedito*

As AdTechs seguem com um papel crucial no setor de marketing digital, impulsionadas por avanços tecnológicos e mudanças nas expectativas dos consumidores. Em 2024, especificamente, o universo das AdTechs foi palco de dois debates centrais: a descontinuação dos cookies e o uso onipresente da Inteligência Artificial. E, ao que tudo indica, eles prometem seguir seu protagonismo este ano, junto com outros desafios.

No âmbito dos cookies, se eles geram preocupações da sociedade quanto a privacidade dos usuários, eles também são essenciais para a personalização dos anúncios, proporcionando uma experiência mais relevante para o consumidor. Com os navegadores eliminando, gradualmente, o suporte a cookies de terceiros, cabe às AdTechs focar em soluções alternativas para rastreamento e personalização, por exemplo.

Já o uso das ferramentas de Inteligência Artificial voltadas para campanhas online e offline começou a revolucionar o modo como as AdTechs podem trazer resultados para seus clientes. A IA, especialmente em sua vertente generativa, já altera o panorama do setor. Com foco inicial na redução nos custos operacionais, as ferramentas se tornam ainda mais acessíveis e dominantes em 2025 para a personalização e otimização de anúncios, ajudando as empresas a oferecer campanhas mais eficientes e direcionadas

A monetização híbrida, estratégia que combina diferentes formatos para aumentar a receita, deve ganhar espaço além do universo dos aplicativos – e a IA aqui também será o seu motor. Afinal, a abordagem que permite unir anúncios e compras em uma mesma plataforma, tende a ser adotada por diversos segmentos e o uso da IA pode projetar cenários e auxiliar na montagem de estratégias mais eficientes. Além disso, as plataformas de AdTech que auxiliam as empresas a diversificar suas fontes de receita deverão ter destaque, já que mais anunciantes devem explorar seus próprios inventários.

No cenário macro, com orçamentos publicitários otimizados ao extremo, a preferência por métricas de valor direto, como CPA (Custo por aquisição), ROAS (Retorno sobre investimento publicitário) e LTV (Valor do cliente ao longo da vida), continuará crescendo, e aqui novamente a IA ajuda na montagem de reports e painéis de acompanhamento de resultados.

Plataformas de AdTech baseadas em IA ajudam a ajustar automaticamente os investimentos em tempo real, direcionando mais recursos para canais ou campanhas que estão apresentando melhor desempenho. Neste caso, indicadores associados a “metas de vaidade”, como CPM (Custo por mil impressões) e CPC (Custo por clique), deverão perder relevância, à medida que anunciantes buscam retornos mais assertivos para seus investimentos.

O mundo sem cookies?

Mesmo com a ascensão avassaladora das IAs, o grande objetivo para 2025 será encontrar soluções que harmonizem e equilibrem a dicotomia da privacidade e da personalização, atendendo às expectativas dos consumidores e às necessidades dos anunciantes. Paralelamente, em um mercado publicitário em constante evolução, as empresas precisarão demonstrar agilidade e diversificar suas estratégias de monetização.

Paralelo a isso, a mídia de varejo (ou retail media) também se apresenta como um dos destaques do marketing digital deste ano. Diante da escassez de inventários publicitários, a modalidade surge como uma solução interessante, especialmente para pequenos e médios varejistas que poderão explorar seus próprios espaços publicitários com mais facilidade. Além disso, o uso de dados primários nesses canais, sem a necessidade de compartilhar informações com terceiros, pode simplificar as questões voltadas à privacidade.

Com isso, os varejistas transformam os seus canais digitais em fontes secundárias de receita e valorizam o ecossistema da informação, oferecendo conteúdos publicitários relevantes e que ajudam no fortalecimento do relacionamento com consumidores. Nesse viés, com os consumidores cada vez mais inclinados a realizar compras via aplicativos em vez de navegadores, os apps se consolidam como um canal estratégico para as AdTechs.

Não por acaso, ferramentas oferecidas por plataformas de streaming já permitem que comerciantes alcancem públicos de aplicativos sem a necessidade de criar um app do zero, ampliando as possibilidades de aquisição de novos usuários. Além disso, os aplicativos, especialmente no setor de jogos, devem se tornar uma fonte significativa de inventário publicitário, combinando anúncios com compras dentro do app.

E, na medida em que os orçamentos publicitários migram de forma ainda mais acelerada da TV aberta para o digital, a criatividade na exploração de novos inventários e criação de anúncios interessantes é o grande “X” da questão atualmente. O desafio para as empresas de AdTech é grande, mas tem um caminho aberto para inúmeras oportunidades.

Por fim, um dos grandes desafios do setor continua sendo repensar a abordagem dos anúncios, que muitas vezes são vistos como irrelevantes ou invasivos. Para conquistar a atenção do consumidor, é fundamental que a publicidade traga valor agregado em vez de ser apenas uma fonte de incômodo para um potencial cliente.

*Jessé Benedito é Gerente Líder de Parcerias da Yango Ads Space no Brasil

IAB Brasil lança Manual de Conformidade e Boas Práticas sobre Inteligência Artificial na Publicidade Digital

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Material fornece orientações para o uso ético, seguro e responsável da IA no mercado publicitário, destacando os principais desafios e práticas regulatórias

O IAB Brasil anuncia o lançamento do “Manual de Conformidade e Boas Práticas sobre Inteligência Artificial na Publicidade Digital”. O material, elaborado pelo Comitê de Assuntos Regulatórios e Jurídicos do IAB Brasil, tem como objetivo apoiar anunciantes, agências, mídias e plataformas digitais na adoção responsável da IA, garantindo que suas campanhas sejam conduzidas de acordo com as regulamentações e boas práticas do setor.

O manual é um complemento ao Guia de Uso da Inteligência Artificial na Publicidade Digital, lançado no ano passado pelo IAB Brasil, e aborda tópicos fundamentais como o cenário atual de regulação de IA, conformidade com leis de proteção de dados pessoais, brand safety em publicidade programática, além de questões éticas relacionadas à mensuração publicitária impulsionada por IA.

O lançamento acontece em um momento com importantes iniciativas em andamento para regular o uso de Inteligência Artificial no Brasil. Entre elas, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o Projeto de Lei 2338/2023, que está em discussão no Congresso Nacional e visa estabelecer um marco legal para o uso responsável da IA, com foco em privacidade e transparência.

“O IAB Brasil atua como ponte entre o setor e o governo, assegurando que as políticas públicas sejam reflexo da realidade do mercado. Nossa prioridade é que qualquer regulação proteja os consumidores, promova um ambiente digital saudável e, ao mesmo tempo, preserve a inovação e a sustentabilidade do nosso setor. Este manual, com certeza, é mais um passo importante para que todos façam bom uso da IA, de forma ética, segura e responsável”, afirma Denise Porto Hruby, CEO do IAB Brasil.

O conteúdo do manual foi estruturado em duas partes. A primeira aborda a regulamentação atual da IA no Brasil, o direito autoral relacionado à IA, e as diretrizes para conformidade legal e proteção de dados. A segunda parte traz discussões sobre brand safety, ética e transparência na utilização de IA para mensuração publicitária, finalizando com sugestões para a implementação de boas práticas.

Para acessar o manual completo, clique aqui.

Brasil chega a 2 milhões de influenciadores, somando crescimento de 67% em relação ao ano anterior

Em 2024, eram 1.2 milhão de influenciadores no país, aponta levantamento comparativo da Influency.me

Dados da Influency.me apontam crescimento de 67% no número de influenciadores em relação ao ano anterior (Foto: Canvas)

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking global de tempo diário dedicado às redes sociais, segundo dados da DataReportal, que também destaca Instagram, TikTok e YouTube como plataformas mais usadas no país. Com alto consumo digital, o país se torna terreno fértil para o marketing de influência, abordagem que consiste em praticar ações focadas em indivíduos com influência ou liderança sobre potenciais clientes de uma marca.

O aumento do uso das redes sociais no cotidiano é acompanhado por um crescimento expressivo no número de influenciadores digitais nos últimos anos. Dados da Influency.me apontam que, entre março de 2024 e março de 2025, o volume de criadores de conteúdo cresceu 67%, saltando de 1.2 milhão para 2 milhões.

“Esse crescimento reflete o protagonismo digital do Brasil e a consolidação da influência digital como profissão. Os produtores de conteúdo não apenas promovem produtos e serviços, mas exercem papel fundamental na publicidade ao engajar suas comunidades e conquistar a confiança dos seguidores por meio de credibilidade e conexão autêntica”, analisa Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me.

Perfil dos influenciadores brasileiros

Segundo a plataforma, entre os influenciadores que declararam sua idade, a faixa etária entre 25 e 34 anos é a que conta com mais influenciadores, conforme dados abaixo.

  • Entre 13 e 24 anos: 39,37% dos influenciadores
  • Entre 25 e 34 anos: 48,66% dos influenciadores
  • Entre 35 e 44 anos: 9,19% dos influenciadores
  • Entre 45 e 54 anos: 2,75% dos influenciadores
  • Acima de 55 anos: 0,02% dos influenciadores

No aspecto de gênero, 56% dos influenciadores declararam ser do sexo feminino, enquanto 43% se identificam como do sexo masculino. Já 1% se declara como marca, não inserindo gênero.

Jovens na influência digital

O crescimento do número de influenciadores jovens reflete uma mudança cultural significativa. “Antigamente, os jovens queriam ser jogadores de futebol. Hoje em dia, a profissão dos sonhos é influenciador”, observa Azevedo, CEO da Influency.me. A atração pelo aparente glamour da carreira tem conquistado muitas pessoas, especialmente os mais novos, que buscam reconhecimento e autonomia.

No entanto, pontua Azevedo, os desafios da profissão vão além da exposição nas redes sociais. “A gestão de audiência, a criação constante de conteúdo relevante e o atendimento às expectativas das marcas tornam a influência digital uma carreira tão extremamente exigente, que vem demandando cada vez mais dos profissionais”, complementa o executivo.

Hiperprofissionalização do setor

O CEO da empresa descreve o momento como de hiperprofissionalização. “Com número crescente de influenciadores disponíveis, marcas e audiência estão mais exigentes. Isso requer dos criadores uma abordagem mais estruturada, que inclua roteiros bem elaborados, cenários cuidadosamente planejados e um nível elevado de qualidade em gravações e edições. Ou seja, essa corrida diária por espaço e visibilidade está transformando as práticas do setor, exigindo habilidades técnicas, criatividade e um olhar estratégico por parte dos profissionais que desejam se destacar”, avalia Azevedo.

Por meio de plataformas dedicadas, como a Influency.me, a crescente profissionalização do setor oferece novas oportunidades e desafios para empresas e influenciadores. Esse movimento reafirma a importância dos influenciadores na construção de pontes entre marcas e consumidores.

Sobre a Influency.me

Lançada em 2018, a Influency.me é a principal empresa brasileira especializada em Marketing de Influência. Com foco em alta performance, oferece soluções completas para marcas que desejam impulsionar seus resultados por meio da contratação de influenciadores digitais, conforme abaixo.

  • Influency.me Studio: plataforma para gestão de campanhas com influenciadores digitais. Com mais de 8 milhões de influenciadores registrados, auxilia centenas de marcas a executarem campanhas de forma a maximizar seus resultados;
  • Influency.me House: agência de influencer marketing com foco em alta performance, que conta com time especialista na gestão completa de campanhas para empresas de todos os portes e segmentos;
  • Influency.me Stars: agência de talentos da Influency.me. Conta com casting exclusivo de influenciadores digitais, selecionados mediante entrega de resultados excepcionais às marcas.

Nos últimos cinco anos, a empresa cresceu mais de 200%, finalizando 2024 com faturamento superior a R$ 11 milhões. A Influency.me tem como propósito liderar o movimento que visa torna o Brasil referência mundial em influência digital. Ainda, disponibiliza gratuitamente cursos na Academia Influency.me e conteúdos ricos em seu blog a fim de estimular o desenvolvimento da influência digital no País.