2026: movimentações em marketing esportivo aquecem o jogo para a Copa do Mundo

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Walney Barbosa*

É fato: a contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA de 2026 já começou!

E, como em todo grande evento esportivo global, o apito inicial acontece muito antes da bola rolar e os torcedores apaixonados entrarem em campo. Nos bastidores, marcas, plataformas e patrocinadores já estão se estruturando para disputar a atenção, relevância e conexão com o público em um jogo cada vez mais orientado por aqueles que são os reais do momento: os dados.

Isso acontece porque, se antes o marketing esportivo era concentrado em grandes patrocínios e campanhas sazonais específicas, agora o jogo (literalmente) mudou e o cenário atual revela uma transformação significativa: o engajamento passou a ser contínuo, digital e altamente personalizado.

Para 2026 veremos essa lógica se intensificar, impulsionada pela proximidade do maior evento do futebol mundial. É nesse novo ecossistema que não é exagero afirmar que os dados são o novo “camisa 10” das campanhas de marketing. Isso acontece porque, com o avanço das tecnologias de análise e inteligência artificial, as marcas conseguem mapear com mais precisão os interesses, hábitos e emoções dos fãs. Não se trata, portanto, apenas de saber quem assiste aos jogos, mas de entender pontos cruciais, como:

  • Quais conteúdos geram mais engajamento
  • Em quais momentos o torcedor está mais propenso a interagir
  • Como diferentes perfis se conectam com seleções, atletas e causas

Esse scanner permite a criação de campanhas mais relevantes, segmentadas e contextuais, se tornando um diferencial competitivo em um ambiente que já está saturado de estímulos.

O fato é que a jornada do consumidor esportivo já não começa na abertura do torneio, ela é construída meses, ou até anos, antes. Dados de comportamento mostram que o interesse por seleções, atletas e competições cresce gradualmente, criando uma janela estratégica para marcas se posicionarem com antecedência.

Um exemplo claro vem do ciclo da Copa anterior: ativos digitais ligados ao futebol, como fan tokens, registraram picos de valorização e engajamento até seis meses antes do torneio, impulsionados pela expectativa dos fãs. Além disso, alguns dados indicam que o interesse pela Copa do Mundo FIFA de 2026 já está em expansão. Entre diferentes gerações, a intenção de acompanhar o torneio cresceu em relação à edição anterior, como no caso dos Millennials, que passaram de 41% para 47% de interesse . Esse avanço reforça que o engajamento não apenas aumenta, mas se amplia para novos públicos ao longo do tempo.

Nesse contexto, as plataformas digitais, redes sociais e streaming transformaram o consumo esportivo em uma experiência fragmentada, porém constante. Isso significa que campanhas isoladas perdem força frente a narrativas de longo prazo, que acompanham o torcedor em diferentes momentos da sua rotina.

Outro ponto de atenção para quem atua no setor é o fato de que o marketing esportivo está migrando de uma lógica de exposição para uma lógica de pertencimento. Afinal, não basta aparecer durante os jogos, é preciso “fazer parte da conversa”. Dessa forma, as marcas que se destacarão são aquelas que conseguirem criar experiências digitais imersivas; participar de pautas culturais e sociais ligadas ao esporte; e ativar comunidades e não apenas audiências.

Outro fator inegável e que ganhará ainda mais força com a proximidade dos jogos é o papel dos criadores de conteúdo. Influenciadores esportivos, torcedores apaixonados e perfis especializados têm se tornado canais estratégicos para marcas que buscam autenticidade. Ou seja, ao invés de campanhas centralizadas, veremos uma descentralização da comunicação, estratégias aplicadas a múltiplas vozes, formatos e plataformas amplificando narrativas.

Por fim, a Copa de 2026 será um marco não apenas pelo espetáculo esportivo, mas pelo nível de sofisticação das estratégias de marketing envolvidas e empresas que utilizarem dados de forma inteligente terão vantagem na construção de campanhas mais eficientes e mensuráveis.

Portanto, mais do que investir grandes verbas, será essencial investir melhor: com precisão, timing e relevância.

*Walney Barbosa é Diretor de Delivery da Okiar, consultoria de pesquisa brasileira.

Mais uma vez no shortlist do Festvideo

A Outracena, produtora de SJCampos, está mais uma vez no shortlist do Festvideo, edição 2026, com o filme do natal de 2025 do Vale Sul Shopping.

Para a produção foi construída uma praça de 400m2, com árvores, bancos, playground, e um fundo cenográfico de 320m2, em um estúdio de 1.000 m2 em São Paulo, onde a produtora contou uma emocionante história sobre gentileza, que foi a mensagem escolhida pelo shopping no natal de 2025.

Foram mais de 97 profissionais envolvidos, uma equipe incrível, elenco, figurino, maquiagem, cenografia, canção original, montagem, color, tudo feito com muito detalhe.

Nesse link você assiste ao filme 
E quem quiser ver um pouco sobre o que rolou por traz das câmeras, tem o making of nesse link

De job pontual a conta fixa: um case fictício sobre construção de recorrência

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Esse é o terceiro e último texto da série que iniciamos na última terça feira. Você pode ler os textos anteriores aqui e aqui.

Quando se fala em transformar clientes pequenos em contas recorrentes, a teoria é clara — mas é na prática que as nuances aparecem. Para ilustrar esse processo, vale observar um case fictício, mas bastante próximo da realidade de muitas agências e profissionais independentes.

Tudo começa com a “Padaria Nova Estação”, um negócio de bairro que procura uma agência para criar uma campanha simples de inauguração. O pedido inicial é direto, com orçamento limitado e foco em panfletagem e redes sociais básicas. Um típico cliente pequeno, com demanda pontual e expectativa restrita.

A primeira virada acontece na entrega. Em vez de apenas executar o job, a agência apresenta não só as peças, mas uma leitura do posicionamento da marca, sugestões de linguagem e um pequeno direcionamento estratégico. Esse movimento amplia a percepção de valor. O cliente não vê apenas “posts”, mas começa a enxergar construção de marca.

Após a campanha inicial, a agência não encerra o contato. Pelo contrário: realiza um follow-up estruturado, apresentando resultados (mesmo que simples) e propondo ajustes. Pequenas melhorias são sugeridas — frequência de postagem, padronização visual, testes de promoções. Aqui, o cliente ainda não tem contrato, mas já percebe continuidade.

Com o tempo, a relação evolui para um modelo mensal básico. Nada sofisticado: gestão de redes sociais e apoio em ações promocionais. O ponto-chave é que o serviço passa a impactar diretamente o fluxo de clientes da padaria. Quando o dono percebe aumento no movimento em dias de campanha, a lógica muda — deixa de ser custo e passa a ser investimento.

A partir daí, novas frentes são incorporadas: campanhas sazonais, identidade para embalagens, parcerias locais. A agência passa a participar de decisões mais amplas, e não apenas da comunicação. Esse é o momento em que a dependência estratégica começa a se formar — no melhor sentido possível.

Esse tipo de evolução não é exceção. Segundo a Bain & Company, empresas que priorizam relacionamento com clientes têm crescimento de receita significativamente superior ao mercado. No caso da padaria, o que começou como um job pontual se transforma, ao longo de meses, em uma conta recorrente com previsibilidade de receita.

Aprendizado

O aprendizado aqui é claro: grandes contas não surgem prontas. Elas são construídas na soma de boas entregas, visão consultiva e relacionamento consistente. E, muitas vezes, estão escondidas exatamente onde poucos estão olhando — nos pequenos clientes que ainda não descobriram o próprio potencial.

Dia da Mentira: 4 mitos sobre Live Marketing em que o mercado ainda acredita

Especialista analisa como a estratégia passou a integrar as iniciativas de construção de marcas

Todo 1º de abril costuma ser marcado por brincadeiras e histórias duvidosas. Mas, fora das redes sociais, algumas ideias equivocadas continuam circulando com bastante seriedade no mercado de comunicação. Uma delas envolve o Live Marketing, estratégia que, apesar de cada vez mais presente em eventos, festivais e ativações de marcas, ainda é cercada por interpretações erradas.

“Em muitos casos, essa estratégia é reduzida a ações pontuais ou associada apenas a grandes produções. Na realidade, o Live Marketing evoluiu para uma frente estratégica de relacionamento entre marcas e público, com impacto que vai muito além do momento da experiência”, comenta Haynabian Amarante, COO da HUSTLERS. BR.

Pensando nisso, a executiva cita quatro mitos sobre o live marketing. Confira:

Mito 1: Live Marketing é apenas entretenimento

A associação com experiências divertidas e chamativas é compreensível — estandes interativos em festivais, ativações que rendem fotos nas redes sociais e ambientações imersivas fazem parte do repertório do Live Marketing. Mas reduzir a estratégia a entretenimento é parar na superfície.

Na prática, o Live Marketing funciona como um ambiente privilegiado de experimentação e relacionamento. É quando as marcas conseguem observar o comportamento do público em tempo real, testar narrativas, apresentar produtos com profundidade e criar conexões que dificilmente se constroem por meio de publicidade tradicional.

A experiência pode ser divertida, mas o que fica é a construção de uma relação entre marca e pessoa que influencia percepção, preferência e decisão de compra.

Mito 2: Live Marketing é coisa de empresa grande

Estruturas monumentais em festivais de grande porte têm visibilidade garantida, e ajudam a alimentar a ideia de que Live Marketing é sinônimo de alto investimento. Esse cenário existe, mas está longe de representar tudo o que a estratégia oferece.

Ativações locais, experiências em pontos de venda, intervenções urbanas e iniciativas culturais de menor escala podem gerar conexão intensa com o público sem exigir produções complexas.

A precisão da proposta é que define resultados, muito mais do que o tamanho do orçamento. Uma experiência bem pensada, contextualizada e alinhada ao público certo frequentemente supera, em impacto real, iniciativas de alto custo que não dialogam com quem participa.

Mito 3: Live Marketing é somente evento corporativo

Durante muito tempo, o Live Marketing foi confundido com eventos empresariais, convenções, feiras de negócios e encontros internos. Essa associação ajudou a consolidar a ideia de que se trata de uma área ligada exclusivamente à produção de eventos institucionais.

Hoje o conceito se expandiu e abrange formatos muito distintos, como ativações em festivais culturais, experiências em espaços públicos, ações itinerantes, intervenções artísticas, pop-up stores, experiências em lojas e iniciativas híbridas que combinam presença física e interação digital.

Cada formato responde a objetivos específicos, como lançamento de produto, construção de marca, fidelização e geração de leads, e pode ser aplicado em contextos completamente diferentes entre si.

Mito 4: É uma ação pontual, sem impacto de longo prazo

A ideia de que o Live Marketing se esgota no dia do evento desconsidera uma das características centrais da estratégia, que é sua capacidade de gerar desdobramentos. Experiências ao vivo produzem conteúdo espontâneo nas redes sociais, estimulam cobertura da imprensa, geram material para campanhas futuras e, quando bem executadas, influenciam a percepção da marca por um período prolongado.

A ativação é só o ponto de partida, o impacto real costuma se revelar nos dias e semanas seguintes, quando a experiência continua circulando em forma de relatos, vídeos e compartilhamentos. Quando integrado a uma estratégia de comunicação mais ampla, o Live Marketing ocupa um dos pontos de maior densidade na jornada do consumidor.

“Talvez o maior equívoco seja tratar o Live Marketing como algo pontual. Na prática, ele funciona como um catalisador de conversas, conteúdo e relacionamento. Quando bem planejada, uma experiência pode manter acesa a chama do tema durante muito tempo depois do momento em que acontece”, finaliza.