Ação que transforma rede wi-fi em defesa ao meio-ambiente vira Lei em cidade do Litoral Paulista

Criada pela agência Felicidade Collective, “Wi-Fi Consciente” busca novos destinos para ampliar programa de conscientização e preservação ambiental

Um projeto que nasceu como uma forma simples e efetiva de levar maior conscientização sobre importantes causas do meio ambiente acaba de virar Lei na cidade de Ubatuba, litoral norte do estado de São Paulo. Intitulada “Wi-Fi Consciente e criada no início de 2025 pela agência Felicidade Collective para a Associação Amigos de Itamambuca, a iniciativa foi aplicada primeiramente no bairro de Itamambuca, tendo ampla adesão do comércio e estabelecimentos de serviços locais para, na sequência, evoluir para uma proposta de legislação – que foi rapidamente aceita e, agora, promulgada.

A Lei N.º 132/2025, em vigor desde fevereiro de 2026, leva o nome da campanha “Wi-Fi Consciente” e estabelece a divulgação de mensagens ambientais no nome das redes de wi-fi. Aprovada por unanimidade, ela já começa a ser adaptada pelos estabelecimentos da região. Em vez de “Pousada_da_Maria”, por exemplo, o público começa a se deparar com mensagens de incentivo e conscientização ambiental como “não_deixe_lixo_na_praia”, “mantenha_a_praia_limpa”, “proteja_o_sarue” e “preserve_o_jundu” ao buscar o acesso ao wi-fi.

Com isso, instituições públicas da cidade são obrigadas, enquanto estabelecimentos privados são convidados, a trocar o nome de suas redes de internet sem fio oferecidas à população por dicas e direcionamentos de preservação, ampliando conscientização e engajamento da população e, principalmente, dos turistas e visitantes sobre o cuidado com o meio ambiente. Além dos nomes das redes, os estabelecimentos também são orientados a colocar uma senha que dê continuidade às mensagens de boas práticas.

“Foi uma ideia simples, que dependia apenas do engajamento dos comerciantes para funcionar e ser amplamente divulgada entre a população. Em alguns meses de projeto rolando, a aceitação foi tão boa que logo levaram para discussão na Câmara Municipal com objetivo de estabelecer uma lei. É um projeto com custo zero para quem adere, que usa um elemento que todos querem como ponto de contato para educar e gerar consciência”, conta Tomás Correa, cofundador e CCO (Chief Creative Officer) da Felicidade Collective.

Para ampliar ainda mais a participação de comércios e instituições privadas, o projeto prevê que as empresas que aderirem ao programa recebam o selo de Empresa Amiga do Meio Ambiente, concedido pela Prefeitura de Ubatuba e que precisa ser renovado anualmente, estabelecendo uma chancela para quem cuida e ajuda a disseminar a educação e boas práticas ambientais. Além dos adesivos que sinalizam “Aqui tem wi-fi com educação ambiental”, a agência está trabalhando em novos materiais de comunicação como displays e banners que vão ampliar o conhecimento do projeto, convidando o público a acessar via QR Code uma cartilha que ensina como aproveitar as praias preservando a natureza. Com a mensagem distribuída por toda a cidade, a campanha deixa de ser uma ação isolada e passa a fazer parte da cultura local, e os turistas entendem o contexto e, naturalmente, passam a fazer parte do movimento.

Criada em formato “open source”, em que qualquer comunidade ou município pode replicar, a Felicidade busca agora ampliar a iniciativa para outras cidades brasileiras, transformando os nomes das redes de wi-fi em veículos de conscientização. O programa conta com um site que permite aos estabelecimentos solicitar o selo participante, baixar materiais de comunicação do programa e guias de capacitação para empresas.

“Estamos falando de uma ação que não tem fronteiras ou barreiras de língua. Uma vez que a conscientização ambiental é importante e necessária em qualquer lugar do mundo, sobretudo em pontos turísticos, essa iniciativa pode em breve se tornar um padrão global com zero investimento e baixíssima complexidade, mas com um enorme impacto positivo.”, complementa Correa.

Como transformar um cliente pequeno em uma conta recorrente

Foto de Kampus Production

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

No imaginário de muitas agências e profissionais de marketing, clientes pequenos costumam ocupar um lugar ambíguo: são importantes para o fluxo imediato, mas raramente vistos como estratégicos. Esse é um erro clássico. Na prática, é justamente nesse território que se constrói previsibilidade de receita e crescimento sustentável. Afinal, segundo a IBM, até 80% do valor gerado por empresas em crescimento vem da base de clientes já existente . Ou seja, transformar um cliente pontual em recorrente não é apenas desejável — é um dos movimentos mais inteligentes do ponto de vista de negócio.

O primeiro passo dessa transformação passa por uma mudança de mentalidade: deixar de vender entregas e passar a vender evolução. Clientes pequenos, em geral, compram soluções pontuais porque ainda não enxergam o todo — seja por limitação de orçamento, maturidade ou visão estratégica. Cabe ao profissional atuar como consultor, ajudando a ampliar essa percepção. Isso exige repertório, mas principalmente escuta ativa. Entender profundamente dores, objetivos e contexto permite construir propostas progressivas, que evoluem junto com o cliente e não o assustam com escopos irreais.

A partir daí, entra um fator decisivo: consistência de valor. Um cliente só se torna recorrente quando percebe claramente que o investimento gera retorno — seja em vendas, posicionamento ou eficiência. E aqui não há atalhos. Entregas bem executadas, comunicação transparente e capacidade de traduzir resultados são fundamentais. Clientes satisfeitos tendem a comprar novamente e por mais tempo, além de se tornarem promotores da marca . Mais do que isso: dados indicam que clientes recorrentes podem gastar até 67% mais do que novos compradores .

Outro ponto crucial é estruturar o pós-venda como estratégia — não como formalidade. A maioria das relações comerciais se perde justamente após a entrega inicial. Follow-ups inteligentes, relatórios interpretativos (não apenas descritivos) e sugestões de próximos passos transformam o fim de um job no início de um novo ciclo. A retenção, nesse sentido, não acontece por acaso: ela é construída ativamente ao longo da jornada. Como aponta a Amazon Ads, retenção é, essencialmente, a capacidade de gerar lealdade e recorrência a partir da experiência do cliente .

Personalização também desempenha um papel determinante. Clientes pequenos não querem — e não devem — ser tratados como “miniaturas” de grandes contas. Eles esperam atenção proporcional à relevância que têm no seu próprio negócio. Estratégias baseadas em dados, histórico de interação e necessidades específicas aumentam significativamente a percepção de valor. Inclusive, cerca de 59% dos consumidores esperam interações personalizadas com base em seus dados . Em outras palavras: personalizar não é diferencial, é requisito.

Há ainda uma dimensão pouco explorada, mas extremamente poderosa: a construção de dependência estratégica. Isso não significa aprisionar o cliente, mas integrar sua atuação ao funcionamento do negócio dele. Quando sua entrega deixa de ser pontual e passa a impactar processos, decisões e resultados contínuos, você deixa de ser fornecedor e se torna parceiro. E parceiros não são facilmente substituídos. Esse é o ponto em que o contrato deixa de ser uma formalidade e passa a ser consequência.

Retenção é vantagem financeira

Por fim, vale lembrar que retenção é também uma equação financeira. Reter clientes pode custar até cinco vezes menos do que adquirir novos, além de aumentar significativamente a lucratividade . Em um mercado cada vez mais competitivo, transformar pequenos clientes em contas recorrentes não é apenas uma tática comercial — é uma estratégia de sobrevivência e crescimento. No fim das contas, grandes contas raramente começam grandes. Elas são construídas, relacionamento a relacionamento, entrega a entrega.

Mensagem da CES para o setor de marketing: diferencial está na tecnologia que usa inteligência construída com dados próprios

Por Luciana Miranda*

A edição 2026 da Consumer Electronics Show (CES), considerada a mais importante convenção de tecnologia do mundo, reforçou uma tendência que o marketing já vinha enfrentando nos bastidores: tecnologia sem inteligência proprietária não sustenta vantagem competitiva para as martechs.

Mais do que lançar ferramentas ou acelerar processos, a inovação que realmente importa é aquela construída sobre dados próprios, capazes de gerar respostas rápidas, decisões mais precisas e uma relação consistente com o cliente.

Isso porque o cenário atual do marketing nos mostra que, ao mesmo tempo que há uma enormidade de ferramentas à disposição, nunca foi tão caro e complexo justificar o Retorno sobre o Investimento (ROI).

O Custo de Aquisição de Clientes (CAC) está aumentando rapidamente, enquanto o rendimento da mídia tradicional sofre com a saturação. Ou seja: muitas decisões ainda continuam baseadas em dados de plataformas externas (como redes sociais e provedores de mídia), e não na interação direta e real entre marca e cliente.

O resultado é um ciclo onde se paga por alcance em vez de inteligência de mercado.

O que é martech e qual a sua importância?

Para reverter essa dinâmica, é imperativo dominar o conceito de martech, que significa a convergência entre marketing e tecnologia.

Sua atuação constrói um ecossistema robusto, no qual as ferramentas de automação, análise e relacionamento trabalham em sincronia para transformar dados brutos de interação em decisões coordenadas. Os insights gerados são acionáveis e, principalmente, alinhados com a expectativa do público-alvo.

Três pilares da CES que interessam diretamente ao marketing brasileiro

Os dados validados pela CES apontam para três pilares que devem conduzir a pauta das martechs:

1. Maturidade da Inteligência Artificial (IA): de acordo com análise da Kantar, a IA deve ser posicionada como diferencial de infraestrutura ao sair do campo experimental e entrar no centro da operação de marketing, especialmente na leitura de comportamento.

Considero essencial que a IA seja utilizada com maturidade que priorize a fluidez da experiência e comprove que resolver problemas do cliente com simplicidade é o novo parâmetro de avaliação para vantagem em longo prazo.

2. Inovação que o cliente sente: a Bain & Company destacou que as empresas têm oito vezes mais chances de utilizar tecnologias personalizáveis impulsionadas por IA, ajustando ações em tempo real conforme a demanda.

Considero essencial fazer da IA um instrumento de personalização contextual no ciclo de relacionamento, a partir de uma base sólida de dados próprios (first-party data) e processos bem definidos.

Caso contrário, ela representa apenas velocidade baseada em informações de terceiros.

3. Medição contínua de resultados: uma pesquisa da Deloitte indicou a crescente necessidade de transformar mensuração em sistema contínuo de feedback. Nesse contexto, as empresas obtêm alto desempenho majoritariamente quando organizam o tripé “dados, processos e governança” antes de investir na escalabilidade da automação.

Considero essencial que as martechs deem importância à transição da cultura de “relatórios de retrospectiva” para a cultura de “sistemas de feedback contínuo” rumo à otimizar o uso das verbas e ampliar a criatividade.

Etapas para confirmar o triunfo da IA sobre a mídia

Um erro comum é acreditar que a IA, por si só, resolverá gargalos operacionais do marketing, sem analisar o ponto de vista financeiro.

Para reverter o cenário de altos custos e transformá-lo em lucros, é necessário:

  • Governança em first-party data: mapear eventos críticos de interação (visitas, cliques e transações), utilizando políticas claras de consentimento e rastreamento para garantir qualidade e conformidade.
  • Base única de dados: integrar canais de venda, histórico do Gerenciamento do
  • Relacionamento com Cliente (CRM) e dados de atendimento em um repositório central, evitando réplicas não sincronizadas que criem decisões conflitantes entre times.
  • Novos indicadores de desempenho (KPIs): medir impacto real, em vez de apenas impressões e cliques, por meio de métricas de retenção, recorrência e Valor do Tempo de Vida (LTV).

A partir dessas etapas, a CES deixou claro que, se o objetivo é reduzir CAC e garantir previsibilidade no marketing, a resposta passa por analisar a operação sob a perspectiva do cliente: algo que deveria ser ponto de partida, mas que muitas vezes se torna secundário, especialmente quando o foco se desloca para dados de plataformas externas, e não para a inteligência construída a partir de dados próprios.

Portanto, eficiência operacional com hiperpersonalização é a união ideal para o sucesso das martechs. Consequentemente, o retorno virá da inteligência construída em uma estratégia sólida de crescimento.

*Luciana Miranda é COO e CMO da AP Digital Services

Amanhã é o dia de mergulhar na criatividade

O Fest’Ideias 2026 acontece em Taubaté e promete uma jornada intensa de inspiração, troca e aprendizado para todos que vivem — ou se interessam — pelo universo criativo.

Com mais de 100 inscritos confirmados, o festival chega à sua terceira edição consolidando-se como um dos principais encontros de criatividade do Vale do Paraíba. Será um dia inteiro dedicado a ideias, processos criativos, cultura, inovação e, principalmente, ao valor do fazer humano no centro de tudo.

A programação reúne profissionais de diferentes áreas — da publicidade ao cinema, da arquitetura à cultura popular — em uma experiência plural, rica e provocadora. Um convite para sair do automático, repensar caminhos e se reconectar com a essência da criação.

Montagem de parte da infraestrutura do evento no Depto. de Arquitetura da Unitau

Se você ainda não garantiu sua participação, essa é a hora. Ainda dá tempo de fazer parte desse encontro e viver de perto tudo o que o Fest’Ideias preparou.

PROGRAMAÇÃO

9h00 – Palestra
Crispin, a nova identidade
Gustavo Guives e André Ueno

10h00 – Palestra
Tamborimbaté: sambas da minha terra
Rica Araújo e André Pires

11h00 – Painel
As Figureiras: A essência da cultura popular em um mundo digital
Betinha Figureira e Bruno Urzua

14h00 – Palestra
Arquitetura Criativa
Anne Matarazzo

15h00 – Palestra
Criatividade vs. Produtividade: A arte de organizar o caos com Scrum
Vitor Kobbaz

16h00 – Palestra
Criatividade Cria Atividade
Marcos Ferraz

SERVIÇO

Evento: Fest’Ideias 2026 – Festival de Criatividade do Vale do Paraíba
Data: 28 de março de 2026 (sábado)
Horário: das 8h às 18h
Local: Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté (UNITAU) – Taubaté (SP)
Realização: APP Vale

Inscrições aqui