Por que empresas orientadas ao mercado são as que realmente vencem?

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com aquela mão amiga da IA)

De “vender mais” para “entender melhor”

Durante décadas, muitas empresas operaram sob a lógica de produzir muito, melhorar o produto ou empurrar ofertas ao consumidor. Esse modelo funcionou enquanto a concorrência era baixa e o consumidor tinha poucas alternativas. Mas o cenário mudou — e mudou rápido. Hoje, como defendem Kotler e Keller (2022), negócios bem-sucedidos são aqueles que começam sua estratégia a partir de um ponto simples: o cliente. Empresas orientadas para o mercado entendem que valor se constrói a partir das necessidades reais das pessoas, e não de dentro para fora.

As quatro orientações que moldaram o marketing

Ao longo da história empresarial, quatro grandes orientações guiaram as decisões de marketing. A primeira, orientação para produção, privilegia eficiência e volume, representada pelo clássico modelo fordista. Depois surge a orientação para produto, que aposta na superioridade técnica como diferencial. A terceira, orientação para vendas, foca em convencer o público a comprar, independentemente de alinhamento com suas necessidades. Só então surge a orientação para o marketing, defendida por Kotler (2022) como a mais sustentável: uma filosofia de negócios centrada em identificar e atender desejos do mercado com mais eficácia que os concorrentes.

Cultura organizacional: o que sustenta o foco no cliente

Uma empresa só se torna verdadeiramente orientada para o mercado quando sua cultura organizacional respira foco no cliente. Narver e Slater (1990) argumentam que a orientação ao mercado depende de uma cultura que incentive empatia, escuta ativa e coordenação interna. Exemplos contemporâneos ilustram essa força cultural: o “customer obsession” da Amazon, o empowerment dos colaboradores da Zappos e a eliminação de atritos praticada pelo Nubank. Em todos esses casos, a cultura não é um discurso — é prática diária.

Estratégia centrada no mercado: dados, insights e ação

Empresas orientadas para o mercado se apoiam em três pilares estratégicos, também discutidos por Narver e Slater (1990): foco no cliente, foco no concorrente e coordenação interfuncional. Isso exige uso de inteligência de mercado, integração entre áreas e capacidade de transformar dados em experiências genuinamente valiosas. A Netflix é referência nesse modelo: seu uso avançado de dados guia desde recomendações individuais até a criação de séries originais — sempre a partir de comportamentos reais dos usuários.

Por que essa orientação tornou-se indispensável

No ambiente atual, onde o consumidor compara, avalia e abandona marcas com facilidade, operar sem orientação ao mercado é praticamente um convite ao fracasso. Muitas empresas que se mantêm presas à lógica do produto ou da venda acabam ignorando mudanças culturais e comportamentais — e isso as coloca atrás de concorrentes mais atentos. Segundo Kotler e Keller (2022), o foco no cliente é hoje um imperativo estratégico, e não uma diferenciação opcional.

O cliente como ponto de partida — e não de chegada

Empresas vencedoras entendem que a jornada começa antes do produto e continua muito depois da venda. A orientação para o mercado não é uma campanha, nem um departamento: é uma mentalidade. Como reforçam Narver e Slater, trata-se de uma filosofia organizacional que direciona inovação, atendimento, experiência e relacionamento. No fim, o recado é simples: negócios que colocam o cliente no centro constroem valor; os que não colocam, ficam para trás.

Binder e Prefeitura de São José dos Campos lançam campanha para divulgar nova frota 100% elétrica

A Prefeitura de São José dos Campos lançou neste domingo (09 de novembro), uma campanha publicitária criada pela Binder, cujo foco é o início da substituição integral da frota de ônibus do transporte público municipal por veículos 100% elétricos, um passo histórico rumo ao futuro da mobilidade sustentável da cidade.

Com o conceito “Aqui o que fala mais alto é o trabalho”, a campanha traduz o espírito dessa transformação, mostrando que o verdadeiro progresso se faz com trabalho e uma escuta atenta às necessidades da população. A iniciativa reforça o protagonismo de São José dos Campos como uma das cidades mais inovadoras do País, comprometida com a sustentabilidade e a qualidade de vida urbana.

Para comunicar essa transformação à população, a Binder criou o filme “Silêncio”, peça central da campanha que destaca um dos principais atributos dos novos ônibus elétricos: a ausência de ruído. “O filme mostra que o futuro nem sempre chega com barulho, às vezes, chega em silêncio. É nesse silêncio que os novos ônibus começam a cruzar as ruas da cidade, sem fumaça, sem ruídos e com muito respeito ao meio ambiente e às pessoas”, conta Leandro Euzébio, Diretor de criação da Binder.

Em apenas um ano, serão 400 novos ônibus elétricos em circulação, um marco que coloca o município à frente das grandes cidades do país em mobilidade limpa e inteligente.

“Estamos construindo uma São José dos Campos mais moderna, limpa e silenciosa, com foco nas pessoas e no futuro sustentável. Esta campanha mostra parte desse caminho que já está sendo trilhado. Em um ano seremos a primeira cidade do Brasil a ter toda a frota de ônibus 100% elétrica”, destaca Lucan Vinicius , Diretor de Publicidade e Marketing da Prefeitura de São José dos Campos

A campanha será veiculada até o dia 30 de dezembro em emissoras de TV aberta, Globo, Record, Band e SBT.

FICHA TÉCNICA

Cliente: Prefeitura de São José dos Campos

Aprovação: Lucan Vinicius

Agência: Binder
CEO: Glaucio Binder

Diretor de Operações: Igor Binder

Atendimento: Daniel Timm

VP de Planejamento: Lucas Daibert

Planejamento: Rodrigo Salles

VP de Criação: Marcos Apostolo

Direção de Criação: Leandro Euzébio

Direção de Arte: Camila Veloso

Redação: Alex Bittencourt e Leandro Euzébio

RTVC: Gabriella Cardoso e Nathália de Freitas

Mídia: Tatiana Musto

Produtora do Filme: Maori Filmes

Diretor: Thiago Artmonte
Produtora da Áudio: Ellos

Mais resultado, menos investimento: o novo mantra do marketing inteligente

Imagem de Anand KZ do Pixabay

Por Gabriel Chaves, sócio da AlwaysON*

Durante muito tempo, o marketing operou sob uma lógica quase inquestionável por muitos: quanto maior o investimento, maior o retorno. Essa relação funcionou enquanto o ambiente digital era menos competitivo e as margens mais confortáveis. Mas o jogo mudou. O público está mais exigente, o custo de aquisição subiu e a margem de erro diminuiu drasticamente. O novo marketing, aquele que realmente cria valor, é aquele que transforma dados em decisões e resultados, mesmo com orçamentos mais enxutos.

Fazer mais com menos não significa cortar verbas, mas sim aumentar eficiência. Isso passa por compreender profundamente o comportamento do consumidor, usar dados como bússola estratégica e ajustar o rumo constantemente. Quando a estratégia é guiada por informação, e não só por intuição, cada real investido ganha propósito. O marketing deixa de ser um custo operacional e se torna um motor previsível de crescimento.

Na minha experiência à frente de times de performance e estratégia, percebi que o verdadeiro ganho está em eliminar desperdícios. Campanhas eficientes não dependem apenas de impulsos maiores, mas de leituras mais inteligentes. Testar, medir e otimizar deixou de ser uma etapa final: é parte da cultura. É o que diferencia quem cresce de quem apenas anuncia.

O marketing inteligente pede análise e rotina. Análise para medir e ajustar constantemente, e rotina para também identificar rápido o que não entrega. Nesse contexto, criatividade e dados não competem, mas se completam. O dado aponta o caminho, a criatividade o torna relevante. É dessa parceria que surgem campanhas que performam e constroem marca ao mesmo tempo.

Essa mentalidade também exige uma virada cultural. Marcas que continuam operando no modo “campanha por campanha” acabam reféns da intuição. Já aquelas que integram dados, CRM, mídia e conteúdo de forma estratégica conseguem crescer de forma sustentável, mesmo com menos investimento. Criatividade e dados não são opostos; são aliados indispensáveis.

Gabriel Chaves Foto: Divulgação

O futuro do marketing não pertence a quem gasta mais, mas a quem entende melhor. E entender significa mergulhar em dados sem perder a sensibilidade humana, planejar com método sem engessar o olhar criativo e agir com propósito sem abrir mão de resultado. Fazer mais com menos é um exercício de disciplina, inteligência e visão e esse é o verdadeiro diferencial competitivo das marcas que vão liderar o próximo ciclo do mercado.

*Gabriel Chaves é sócio da AlwaysON, hub de marketing que integra dados, performance e propósito para impulsionar resultados de marcas em diferentes segmentos.