FEST’IDEIAS propõe retorno às origens da criação com a Criatividade Artesanal

Festival reúne publicitários, artistas e criadores para discutir processos criativos, cultura e inovação no Vale do Paraíba

Já imaginou passar um dia inteiro falando apenas sobre criatividade? Essa é a proposta do Fest’Ideias – Festival de Criatividade do Vale do Paraíba, iniciativa da APP Vale – Associação dos Profissionais de Propaganda, que chega à sua terceira edição em 2026 reunindo criativos da região e nomes relevantes da comunicação nacional para discutir processos criativos, cultura e inovação.

O evento será realizado no dia 28 de março de 2026, um sábado, das 8h às 18h, no Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté (UNITAU) e tem como tema desta edição “A Criatividade Artesanal”, um convite para refletir sobre as origens da criação e o valor do gesto humano no processo criativo.

A programação contará com palestras e painéis sobre artes visuais, cinema, música, criação publicitária e cultura popular, reunindo profissionais de diferentes áreas para compartilhar experiências, cases premiados, inspirações e reflexões sobre os desafios e o futuro da criatividade.

O público esperado é de cerca de 100 participantes, entre estudantes universitários, artistas, profissionais de agências, empresas, startups e interessados em criatividade e inovação.

A primeira edição do Fest’Ideias foi realizada em 22 de junho de 2024, no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos (SP), reunindo cerca de 90 participantes em um dia inteiro de programação com oito palestras. A segunda edição ocorreu em 14 de junho, em Caçapava, no Espaço Ruy Barbosa, com aproximadamente 80 participantes.

Segundo Eduardo Spinelli, diretor da APP Vale, o conceito deste ano busca resgatar a essência do processo criativo: “O tema da edição deste ano do Fest’Ideias é a Criatividade Artesanal. Queremos voltar às origens. Valorizar o artista, o pequeno artesão. Não estamos renegando a tecnologia, a inteligência artificial. Pelo contrário, somos entusiastas da I.A. Mas temos que lembrar que a I.A. é uma ferramenta. A criatividade ainda é humana. Por isso, teremos uma programação plural, com palestras que vão de cineastas às famosas Figureiras de Taubaté.”

Entre os convidados confirmados estão Gustavo Guives e André Ueno, diretores de criação da Crispin, agência internacional premiada e reconhecida pela inovação criativa; a arquiteta Anne Matarazzo, pesquisadora em arquitetura sensorial e criatividade; o sambista Rica Araújo e o cineasta André Pires, que apresentarão o projeto audiovisual “Tamborimbaté: Sambas da Minha Terra”; além do painel sobre cultura popular com Betinha Figureira, da tradicional Casa do Figureiro de Taubaté, e o realizador audiovisual Bruno Urzua, da Rever Produções.

A programação inclui ainda a palestra “Criatividade vs. Produtividade: A arte de organizar o caos com Scrum”, com Vitor Kobbaz, diretor criativo da Verge Parceria Estratégica, e uma apresentação sobre pensamento criativo em agências com Marcos Ferraz, CCO da agência Lebbe.

Com uma abordagem plural e diversa, o Fest’Ideias propõe um encontro entre arte, comunicação, cultura e tecnologia, reforçando a importância da criatividade como ferramenta de transformação social, cultural e econômica. As inscrições já estão abertas pela plataforma Even3.

PROGRAMAÇÃO

9h00 – Palestra
“Crispin, a nova identidade”
Gustavo Guives e André Ueno – Crispin

10h00 – Palestra
“Tamborimbaté: sambas da minha terra”
Rica Araújo (sambista) e André Pires (cineasta)

11h00 – Painel
“As Figureiras: A essência da cultura popular em um mundo digital”
Betinha Figureira (Casa do Figureiro) e Bruno Urzua (Rever Produções)

14h00 – Painel
“Arquitetura Criativa”
Anne Matarazzo – Arquiteta

15h00 – Palestra
“Criatividade vs. Produtividade: A arte de organizar o caos com Scrum”
Vitor Kobbaz – Diretor Criativo da Verge

16h00 – Palestra
Pensamento criativo em agência
Marcos Ferraz – CCO da Agência Lebbe

INSCRIÇÕES
https://www.even3.com.br/festideias-2026-689714

APOIO
UNITAU
Fio da Imagem

SERVIÇO
Evento: Fest’Ideias 2026 – Festival de Criatividade do Vale do Paraíba
Data: 28 de março de 2026
Horário: 8h às 18h
Local: Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté (UNITAU) – Taubaté (SP)
Realização: APP Vale

Estão abertas as inscrições para o Fest’Ideias 2026, festival de criatividade do Vale do Paraíba

A criatividade já tem data marcada para ocupar o centro do debate no Vale do Paraíba.

Estão oficialmente abertas as inscrições para o Fest’Ideias 2026 – Festival de Criatividade do Vale do Paraíba, promovido pela APP Vale (Associação dos Profissionais de Propaganda do Vale).

A terceira edição do evento será realizada no dia 28 de março de 2026 (sábado), das 8h às 18h, no Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté (UNITAU), em Taubaté (SP). A expectativa é reunir cerca de 100 participantes entre estudantes universitários, artistas, profissionais de agências, empresas, startups e interessados no universo criativo.

Tema 2026: A Criatividade Artesanal

Com o conceito “A Criatividade Artesanal”, o Fest’Ideias 2026 propõe uma reflexão sobre a essência do processo criativo em tempos de transformação tecnológica. A proposta é valorizar o olhar humano, o gesto que cria, a sensibilidade, o repertório e a experiência individual como elementos centrais da inovação.

Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial e da automação, o festival reforça a tecnologia como ferramenta — e não como essência — destacando que a criatividade nasce da vivência, da experimentação e da capacidade humana de atribuir significado.

Programação e histórico

A programação contará com palestras e painéis sobre temas como Fotografia, Artes Visuais, Influenciadores, Meditação Criativa, Criação Publicitária, Economia Criativa, processos criativos, cases premiados, inspirações, desafios do mercado e o futuro da criação.

A primeira edição do Fest’Ideias foi realizada em junho de 2024, no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, reunindo cerca de 90 participantes. A segunda edição ocorreu em junho de 2025, em Caçapava, com aproximadamente 80 inscritos.

O evento consolida-se como um espaço regional de conexão, atualização profissional e fortalecimento do ecossistema criativo do Vale do Paraíba.

Serviço

Evento: Fest’Ideias 2026 – Festival de Criatividade do Vale do Paraíba
Data: 28 de março de 2026
Horário: 8h às 18h
Local: Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté (UNITAU) – Taubaté (SP)
Realização: APP Vale
Inscrições por aqui

O Fest’Ideias 2026 reafirma seu propósito de transformar o Vale do Paraíba em palco de ideias, conexões e protagonismo criativo, fortalecendo a cultura da inovação com identidade regional e visão de futuro.

Cinco atitudes que transformam um criativo comum em um criativo indispensável

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Muita gente acha que ser criativo em agência é ter “ideias geniais o tempo todo”. Não é. O mercado publicitário não premia apenas quem tem boas ideias — ele valoriza quem resolve problemas de comunicação com consistência, estratégia e repertório.

No dia a dia e na vida real das agências o prazo é curto, o cliente exigente, a verba muitas vezes é  limitada e hoje há a necessidade de gerar peças e ideias para múltiplas plataformas.

Em função disso, trago cinco dicas para você ser um criativo indispensável mesmo em tempos de inteligência artificial generativa

1. Entenda o problema antes de pensar na ideia

O ponto central aqui é: Criatividade sem direção é só improviso.

Trocando em miudos. Um bom criativo não começa pelo layout, pelo roteiro ou pelo título. Começa pelo briefing — e pelas entrelinhas do briefing. Uma boa, profunda e correta interpretação do briefing.

Um bom criativo faz perguntas importantes:

  • O que o cliente realmente precisa resolver?
  • O problema é de comunicação ou de produto?
  • Essa campanha quer vender, reposicionar, gerar percepção, engajamento?

Ideia bonita chama atenção. Ideia certa gera resultado.

2. Alimente seu repertório fora da publicidade

Esse é um diferencial gigante. Entensa que referência não é só propaganda premiada. Um criativo forte consome: cinema, música, comportamento digital, memes, moda, tecnologia, conversas de bar.

Fique atento: a criatividade nasce da conexão improvável entre coisas que já existem.

Quem só consome propaganda começa a ter ideias que parecem propaganda.

3. Ouça mais do que defende

Criativo bom não é o que briga pela ideia. É o que sabe adaptar, reformar, melhorar a ideia.

O ego é inimigo da criação em equipe. Aprenda a abrir mão de muitas de suas ideias. E ouvir outros do time. Direção de arte, redação, mídia, atendimento, planejamento — todos influenciam o resultado. Feedback não é ataque, é refinamento.

Em agência, ideia boa não é a sua — é a que sobrevive ao processo.

4. Aprenda a criar sob pressão (sem romantizar o caos)

Vida real de agência é assim: prazo curto, cliente muda tudo, briefing incompleto, urgência eterna.

O criativo profissional não espera “inspiração”, desenvolve método, anota ideias o tempo todo (tenha um veho e bom caderninho de anotações – escreva suas anotações a mão) e treina o cérebro a pensar soluções rápido.

É fundamental desenvolver e ter disciplina criativa, uma rotina de referências e, uma coisa que amo e sempre faço, guardar ideias “não usadas”.

Criatividade é talento, mas também é treino.

5. Pense no público, não na banca de prêmios

Voltamos ao ego… A campanha não é feita para outros criativos elogiarem. É feita para alguém comprar, clicar, lembrar da marca e mudar uma percepção.

O bom criativo sempre se  pergunta:

  • “Isso faz sentido pra quem vai ver?”
  • “A pessoa entende ou só eu acho genial?”

Se só o criativo entende a ideia, não é insight — é código secreto.

Não é lampejo, é construção!

No fim das contas, ser um bom criativo em agência não é sobre ter lampejos de genialidade, mas sobre construir um olhar estratégico, um repertório amplo e uma postura profissional. Ideias nascem da inspiração — mas sobrevivem graças à disciplina, escuta e entendimento de pessoas.

Branding ou Blanding? A era da marca morna

Por Rodrigo Cerveira*

Branding ou Blanding? Caso tenha sentido confusão com o jogo de palavras, saiba que foi intencional. Tenho falado bastante sobre como o trabalho de marca, ou “branding”, não é capricho, mas um ativo econômico estratégico. Acontece que vivemos um momento ainda mais crítico. Branding é sobrevivência.

A comoditização, que transforma produtos e canais em meros itens indistinguíveis, nos empurra para um cenário em que a marca funciona como farol na névoa da decisão do consumidor. Quando bem construída, evidencia o valor percebido e influencia diretamente a disposição a pagar.

Os números não mentem. O valor total das 100 marcas mais valiosas do mundo atingiu a cifra de US$ 10,7 trilhões em 2025, um salto de 29% em relação ao ano anterior, segundo a Kantar. É um testemunho do retorno financeiro de um branding que pulsa, que tem alma. Mas, enquanto alguns constroem valor e reputação, outras marcas se diluem no caminho, virando seguidoras eternas do “benchmark”.

A proliferação de conteúdos gerados por Inteligência Artificial, essa nova força de produção, nos lança em um paradoxo. Entramos na era da “blandificação”. Uma tendência à mediocridade e à mesmice, um oceano de conteúdo morno, sem sabor. É o triunfo do “ok”, a celebração do “suficiente”. E, nesse pântano de banalidade, as marcas que ousarem serão as sobreviventes.

O que diferencia o branding do blanding? Coragem! É necessário se encorajar para ter uma voz, defender um território, ser amado por alguns e, por que não, odiado por outros? O blanding é o marketing do medo. É a comunicação que tenta agradar a todos e, no fim, não fala com ninguém. É o design por comitê, o texto revisado até a exaustão, até perder qualquer vestígio de personalidade.

O blanding está por toda parte. Nas startups que se descrevem como “a Uber de não sei o quê”. Nos logotipos minimalistas e sem alma que se multiplicam no Vale do Silício. Nas campanhas publicitárias feitas com os mesmos bancos de imagens, as mesmas frases de efeito e a mesma trilha sonora genérica. É a ausência de risco e, consequentemente, de paixão.

Fique atento aos sinais da blandificação: comunicação genérica, que fala em “qualidade”, “inovação” e “soluções” sem provar, na prática, o que isso significa. Identidade visual intercambiável, quando seu logo poderia ser o de qualquer outra empresa do setor. Medo de ofender, evitando qualquer posicionamento que possa gerar desconforto, mesmo quando é coerente e legítimo para a marca.

Em um mundo saturado de informações e opções, a atenção é o que conta. E atenção não é conquistada com “Muzak”, mas com impacto. As marcas que prosperarão são aquelas que entendem que branding não é sobre o que você vende, mas sobre o que você representa. É sobre ter uma história para contar e contá-la com a convicção de quem acredita nela.

A IA pode até gerar conteúdo, mas não pode gerar alma. Criatividade, autenticidade e a coragem de ser diferente ainda são, e sempre serão, o verdadeiro motor do branding. O resto é blanding.

*Rodrigo Cerveira é CMO da Vórtx e co-fundador do Strategy Studio. Com 30 anos de experiência em estratégia, liderança e desenvolvimento de negócios globais e locais, é especializado em construção de marca e estratégia criativa. É formado em Publicidade e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero, com extensão em Gestão pelo INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Negócios).