A dança das cadeiras está em ritmo quente neste mês de agosto. Dá só uma olhada em mais algumas movimentações de profissionais pelo mercado valeparaibano de comunicação e marketing.
Marcelo Ramos é o novo Analista de Redes Sociais na Vincere Comunicação, agência digital com foco em política localizada em Taubaté.
Na Momento Marketing & Comunicação a Natalia Souza assumiu o posto de Designer gráfico para reforçar o time criativo da agência.
E a jovem publicitária Alana Alvarenga acaba de assumir o cargo de Analista de mídias sociais na Alameda Comunicação, agência situada em São José dos Campos.
Exposição de peças feitas a partir de sucata chega ao Via Vale Garden Shopping
Obras de arte foram feitas por um grupo de artistas de Taubaté e mostram como a criatividade pode reaproveitar materiais descartados em depósitos de sucata da cidade
O olhar apurado precisa ir além das aparências. Para encontrar a peça perfeita, a sensibilidade nasce espontaneamente e revela a alma do artista. Garimpada feito um cobiçado tesouro, a sucata mostra sua riqueza bruta, pronta para ser lapidada por talentosas mãos.
O empresário Sidnei Santos reuniu os melhores profissionais das áreas de design, ferramentaria, arquitetura e artes plásticas do Brasil e criou um projeto em Taubaté que reaproveita materiais descartados em depósitos de sucata e transforma em móveis e peças de design funcionais e decorativas.
O resultado final das obras impressiona pelo cuidadoso e requintado acabamento. “Quando estamos diante daquele amontoado de resíduos, que levaria séculos para se decompor na natureza, temos ali o nosso primeiro desafio: encontrar uma nova funcionalidade para aquelas peças consideradas lixo. Por isso, a criatividade é a nossa matéria-prima nesse fascinante processo de transformação. Provamos que a sucata só precisa de uma nova oportunidade para renascer em uma nova forma, uma arte exclusiva”, diz Sidnei.
O projeto, batizado de “Total Design Art”, nasceu em fevereiro deste ano. Inicialmente, a ideia era criar uma oficina para customizar motos, mas logo os rumos dessa parceria mudaram e o grupo decidiu partir para uma proposta sustentável relacionada a itens de decoração e mobiliários. O Sidnei divide o ateliê, que fica na estrada do Barreiro, com outras quatro feras da área: André Maeda, designer e especialista em pinturas especiais, Vagner Cunha, designer e ferramenteiro, Ralf Santos, arquiteto e técnico em eletrônica, e Paulo Saloni, artista plástico e especialista na utilização de bambu e madeira em peças decorativas e funcionais. “O que fazemos é criar uma nova funcionalidade para aquilo que foi descartado e permitir que a tendência da sustentabilidade envolva e inspire a nossa arte, diminuindo a quantidade de resíduos no meio ambiente”, explica o idealizador do projeto.
Entre as raridades encontradas pela equipe do Sidnei, seis poltronas de um cinema da década de 50, completamente desfiguradas pelo tempo, foram recuperadas e ficaram novinhas em folha, prontas para a estreia de um filme nas telonas outra vez. Elas e outras peças feitas pelo grupo vão estar em exposição no Via Vale Garden, Shopping em curta temporada nos dias 18 e 19 de agosto, das 11h às 22h. No sábado, 18, o visitante ainda pode participar de palestras com a arquiteta especialista em Feng Shui, Raíza Pastorell, e com a engenheira florestal Jéssika Luane que fala sobre sustentabilidade corporativa e economia circular.
No domingo, a conversa é com o artista plástico e mestre bambuzeiro Paulo Saloni que fala sobre as tecnologias associadas ao bambu. “O nosso trabalho mostra como a arte pode contribuir com a natureza. Devolvemos para a casa das pessoas aquilo que um dia elas descartaram. Com criatividade tudo pode ser transformado, inclusive a consciência”, diz Sidnei.
Para a gerente de marketing do Garden, Bruna Marcon, o projeto vai ao encontro de uma das missões do shopping, a sustentabilidade. “Abrir as portas do Via Vale para esses profissionais com um trabalho admirável como o deles é apoiar uma iniciativa onde natureza e arte se completam. O resultado das peças feitas por esses artistas com certeza vai impressionar”, finaliza.
Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.
A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).
É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.
É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.
No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.
Foto: Pixabay
Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.
O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.
O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.
Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.
Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.
Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.