Tendências de marketing digital para 2023

4 tendências de marketing digital para ficar de olho em 2023

É hora de olhar para frente e pensar nas tendências de Marketing Digital que farão parte das estratégias de negócios ao longo de 2023. Para Robinson Friede, diretor de marketing na RD Station, “vivemos em um período em que tudo muda muito rápido, então apontar o que vem pela frente não é tarefa das mais simples”.

Com novos conceitos, siglas, redes sociais, formas de agir, a forma de consumir muda e as empresas precisam estar atentas para enxergar as demandas até mesmo antes que elas surjam. “Isso não significa que as tendências precisam ser coisas muito mirabolantes ou necessariamente revolucionárias – como metaverso ou NFTs, pois ainda são um pouco distantes do dia a dia das pequenas e médias empresas”, diz Friede.

O executivo lista abaixo quatro das tendências de marketing digital para ajudar pequenas e médias empresas de diversos setores:

1. Conversational Marketing – O Brasil é um dos países que mais utiliza o WhatsApp, segundo informações da empresa de pesquisas alemã, Statista. Cerca de 99% dos brasileiros possuem o aplicativo instalado em seus celulares e muitos o utilizam para tarefas do dia a dia, como agendar consultas, tirar dúvidas sobre produtos e serviços e fazer compras com poucos cliques pelo WhatsApp. O Conversational permite criar conversas que reforçam e criam vínculos entre clientes e empresas ao permitir a criação de fluxos humanizados de mensagens, leads e clientes no processo de vendas.

2. Webinars como principal conteúdo educativo – Os webinars podem ajudar a aumentar a popularidade e a visibilidade de uma marca, mas vale destacar que também é o formato de conteúdo que mais atrai leads qualificados. Conteúdos em vídeo chamam atenção por conta das inúmeras possibilidades criativas no desenvolvimento de conteúdos ricos e informativos. Além disso, o formato ainda funciona como um novo canal de divulgação.

3. Conteúdo cada vez mais personalizado usando a automação – Não basta apenas disseminar o conteúdo, é preciso ter planejamento. Neste sentido, estratégias de automação de Marketing definidas por segmentação, por exemplo, permite a criação de jornadas super personalizadas. Assim, a empresa de fato segue todos os passos do funil de vendas e o cliente sai satisfeito.

4. Conteúdos imersivos e interativos – Foi-se o tempo em que o mesmo conteúdo era apresentado de uma única forma. Hoje, as pessoas consomem conteúdos em múltiplos formatos, diferentes aplicativos e lugares diversos. Vídeos longos no YouTube, ou curtos no Tik Tok, podcasts no Spotify, fotos no Instagram, dentre muitos outros exemplos, mostram como é possível criar de maneira multimidiática. O foco agora é na interatividade.

Fonte: RD Station

Três tendências de marketing para o varejo em 2023

Por Larissa Lopes*

O ano de 2023 será lembrado para sempre pelo que veio depois de pandemia. Nesse contexto, acompanhar as tendências do mercado é essencial para qualquer varejista. Quem deseja ampliar as vendas deve estar atento às novidades e desejos do consumidor a fim de aproveitar as melhores oportunidades e entender o que foi passageiro e o que fica em definitivo.

Com o boom do comércio online durante os períodos de isolamento, as expectativas para o e-commerce são grandes. Uma pesquisa da Opinionbox mostra que 7 em cada 10 consumidores brasileiros aumentaram a frequência com que fazem compras online e, mais da metade dos entrevistados (55%), pretendem aumentar esse volume em 2023.

Apesar do grande avanço, o varejo físico prova seu valor a cada dia, demonstrando que o futuro deve ser mesmo do phydigital, num contexto híbrido entre os dois modelos de compra. Com tantas possibilidades a serem exploradas, listo aqui três tendências que devem perdurar pelos próximos dozes meses.

Estratégias omnichannel: embora amplamente abordada, a omnicanalidade ainda tem um longo caminho a ser percorrido até oferecer experiências realmente completas e satisfatórias aos clientes. Viver experiências integradas entre loja física e online é um ponto indissociável para os consumidores, já que 87% dizem que pesquisam o preço na loja e compram pela internet e, 80% pesquisam o preço na internet e compram na loja física.

Para manter a fluidez entre os canais, o varejo precisa investir em tecnologia, em captação, armazenamento e organização de dados e, principalmente, no treinamento da equipe para que elas consigam oferecer uma experiência única em cada modal, sem nenhum tipo de fricção na jornada de compra, que pode começar em um meio e terminar em outro.

Comunicação personalizada: surpreender clientes em diferentes canais de comunicação, identificando o preferido por eles, é uma necessidade latente para o varejo. Canais como WhatsApp, e-mail e redes sociais são bastante conhecidos de empresas e do público. Contudo, o novíssimo RCS, canal de mensagens interativas criados pelo Google, é uma das apostas de grandes empresas em todo o mundo e vem ganhando espaço também no Brasil.

Com ele, é possível enviar diretamente para o celular do cliente, ofertas em formato de imagens, links para compras ou até mesmo abrir uma conversa automatizada com a ajuda de um chatbot, onde o cliente pode fazer compras, consultar entregas ou tirar dúvidas sozinho, sem precisar falar com um atendente. Eficiência operacional para a empresa e agilidade para o cliente.

Marketing de influência: já tão difundido no Brasil, o marketing de influência deve continuar em crescimento em 2023. Segundo a pesquisa da Opinionbox, essas estratégias exercem um grande impacto nas vendas, sendo que 41% dos entrevistados disseram já terem comprado produtos indicados por influenciadores digitais.

Obviamente, é preciso encontrar os influenciadores que tenham afinidade com a marca, em vez de ver apenas o seu número de seguidores. Não se pode anunciar um produto que não seja usado, de fato, pelo influenciador. Além disso, é preciso conhecer o público atingido e a credibilidade do profissional, visto que, feita a parceria, a reputação de ambos estará misturada.

Independentemente de o varejo ser físico ou online, fato é que o marketing digital oferece inúmeras possibilidades de divulgação, seja nas redes sociais, e-mail marketing ou mesmo por canais de mensagens, como WhatsApp e SMS. A empresa precisa estar preparada para o consumidor atual: que quer ter entrega rápida e, se possível, gratuita; que quer ter facilidade em encontrar o que procura; que quer menos burocracia para fazer trocas; que quer ter a mesma experiência, mesmo preço e mesmo serviço nos dois ambientes. Usar a criatividade para dialogar diretamente com o público com o objetivo de criar experiências memoráveis é o que vai fazer a diferença em 2023.

*Larissa Lopes é Head de Marketing na Pontaltech, empresa especializada em comunicação omnichannel.

Mobiles respondem por 77% do consumo de publicidade digital em 2022

Mercado digital vem ganhando cada vez mais espaço nos smartphones, tablets e outros dispositivos móveis brasileiros

O mercado digital brasileiro está se estabelecendo cada vez mais nos dispositivos móveis. No último ano, 77% da distribuição de publicidade digital foi mobile e apenas 23% foi destinada para desktop, segundo pesquisa realizada pela Digital AdSpend, do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), em parceria com a Kantar Ibope Media.

Um fator que leva a esse investimento em publicidade nos dispositivos móveis é o amplo acesso à internet nas principais regiões metropolitanas do Brasil, que alcança 97% dos consumidores. Os smartphones são os mais utilizados pelos usuários, chegando a marca de 82%, seguidos por computadores e notebooks (desktop), que foram utilizados por 40% dos internautas, conforme o mesmo estudo da Digital AdSpend.

“O investimento em publicidade digital em apps para dispositivos móveis é extremamente necessário atualmente. Os aplicativos passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Hoje você pode utilizar apps para tudo, desde jogos online, prática de exercícios e até transações bancárias”, comentou Bruno Niro, COO & founder da AdGrowth, startup focada em aquisição de usuários e rentabilização em aplicativos móveis. “Aparecer para os internautas nesses momentos específicos é a oportunidade que as empresas não podem perder”, completou.

Os anúncios publicitários ficam cada vez mais bem aceitos pelos internautas. De acordo com levantamento realizado pela Hibou, empresa de pesquisa e insight de mercado e consumo, 51% da população diz clicar em publicidade pelos mais variados motivos, 66% clicam por curiosidade sobre o tema, 58% se interessam por promoções, 33% querem conhecer a marca e 19% acessam por conta de uma imagem inspiradora.

Para Niro, a tendência para 2023 é que a distribuição de publicidade digital mobile ultrapasse a casa dos 80%. “Atualmente, temos mais celulares inteligentes em circulação do que pessoas no país. São aproximadamente 242 milhões de smartphones em uso, para 214 milhões de habitantes”, detalhou o COO da AdGrowth. “Esse número deve crescer ainda mais e, junto com ele, o investimento na área”, finalizou.

Sobre a AdGrowth
A AdGrowth é uma adtech de mobile marketing, com foco em aquisição de novos usuários e rentabilização para aplicativos móveis. Fundada em 2019 pelos sócios Bruno Niro, Thiago Cavalcante e Tiago Brandão, a AdGrowth ocupa atualmente uma posição privilegiada ao liderar a inovação na publicidade mobile brasileira.

Por que as Martechs estão dominando o mercado?

Por Adalberto Generoso*

Não é novidade nenhuma que um dos setores que mais se transforma ao longo dos anos, justamente pela necessidade de renovação quase que instantânea, é o marketing. A área é um poço de ideias, que precisam ser tiradas do papel de jeitos diferentes e inovadores a todo momento. Por essa razão, não é à toa que o desenvolvimento tecnológico é um grande aliado do segmento e vem sendo parte do centro de diversas empresas novas, especialmente startups. O nome atribuído para essas marcas, que já estão nascendo com domínio de mercado, é martechs.

Adalberto Generoso, cofundador e CEO da Yapoli

E quando digo “nascendo”, é literalmente nesse sentido, uma vez que essas companhias ainda estão subindo degraus para crescerem internamente. De acordo com pesquisas da plataforma Distrito, 84,4% das organizações brasileiras dessa categoria são compostas por cerca de 50 colaboradores. No entanto, vale destacar que dois terços delas têm até 20 funcionários. Ou seja, não estamos tratando de grandes corporações que já começam as suas atividades com estruturas gigantescas de equipes e recursos.

Mesmo assim, é importante frisar que, segundo a mesma pesquisa do Distrito, o número de martechs disparou desde 2021: em fevereiro deste ano, haviam 727 empresas do segmento no país, enquanto hoje já há mais de mil. E, ainda que somem um grupo menor no território nacional no ramo de startups, em relação a fintechs e retailtechs, por exemplo, a tendência em aportes também só cresce, visto que no ano passado o setor conseguiu captar um montante de mais de US$ 228 milhões.

Em resumo, essas companhias estão assumindo de forma acelerada um protagonismo no mercado. A grande pergunta é: como fazem isso? Simplificando a resposta, podemos dizer que elas entenderam os princípios básicos da transformação digital e estão conseguindo gerar soluções eficientes a partir disso. Assim, os clientes percebem rapidamente os efeitos positivos dessas estratégias nos seus negócios e, por consequência, também notam as vantagens levadas sobre as marcas concorrentes. Isso sem falar nos investidores, que ganham mais segurança por apostarem em organizações que recorrem a ações assertivas e modernas.

Um bom exemplo de uma delas é a plataforma DAM (Digital Asset Management ou, em português, Gestão de Ativos Digitais). Hoje, a produção e o consumo de documentos nos ecossistemas digitais crescem exponencialmente em quase todas as empresas, sejam elas grandes, médias ou pequenas. Com isso, o remanejamento dos conteúdos presentes neles torna-se fundamental para qualquer atividade realizada pelos seus colaboradores. É dentro deste enorme desafio, mas que é completamente inerente ao dia a dia de corporações de todos os segmentos, que a ferramenta atua.

Esse recurso utilizado pelos departamentos de marketing ou agência, basicamente, organiza a gigantesca quantidade e complexidade de materiais presentes no meio digital. Ou seja, a plataforma centraliza e distribui os arquivos de forma clara, permitindo que todos sejam encontrados rapidamente e sem grandes problemas. Com a popularização do 5G, o consumo de mídias será exponencialmente maior e as empresas terão cada vez mais o desafio de organizar o volume substancial de materiais digitais para atender essa nova demanda se quiserem manter a relevância cada vez mais digital.

Também vale ressaltar que a segurança faz parte da concepção dessa tecnologia, garantindo a adaptação a normas de governança no mundo todo. Consequentemente, no caso do Brasil, o principal expoente da linha de conduta dela é a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

Apesar dessas vantagens, o benefício da ferramenta de automação vai muito além do teor técnico e legal. Todo o compartilhamento de conteúdos é otimizado, o que melhora a relação da liderança com clientes, equipe interna, escritórios locais, times de vendas, dentre outros. Transformando-se em um verdadeiro portal da marca, no caso de uma DAM também acompanha todas as alterações que os usuários fazem em seus ativos digitais por meio do controle automático de versão, que fornece insights mais profundos sobre seus históricos e viabilizando a formação de estratégias disruptivas.

Em outras palavras, o recurso pode ser primordial para fidelizar o público-alvo, atrair e engajar novos consumidores e desenvolver as soluções da companhia. Essa é só uma amostra de como a tecnologia não acompanha o processo de crescimento das corporações, mas sim é totalmente parte dele. O setor de marketing, com a sua necessidade de alavancar planos de ação de acordo com a atualidade, notou essa tendência, fazendo com que as martechs saíssem na frente no mercado. Essa é apenas uma prova da capacidade das startups desta categoria mostrarem que podem se sobressair à concorrência, não há dúvidas de que ainda há um longo caminho de sucesso a ser explorado.

*Adalberto é cofundador e CEO da Yapoli, principal referência em gestão de ativos digitais do Brasil, uma das 100 Startups To Watch 2022 da Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Startup destaque do ano pela Darwin Startups e TOP 6 Martechs da 100 Open Startups. Empreendedor serial e com mais de 10 anos de experiência em marketing digital, já ganhou 3 Cannes Lions e mais 10 prêmios internacionais de publicidade digital. Foi um dos idealizadores do GuiaBolso e ex-sócio e CMO da Cheftime, foodtech adquirida em 2019 pelo GPA. Além disso, é mentor de marketing, tecnologia e growth para startups e atua como palestrante para a turma do curso de Marketing Digital do Núcleo de Empreendedorismo Tech da USP.