O futuro do mercado de Mobile Marketing

Por Francisco Neto*

O Mobile Marketing vem se consolidando no mercado e tornando-se uma excelente oportunidade de crescimento para os negócios. Segundo a 31° Pesquisa Anual da Fundação Getúlio Vargas (FGV), existem mais de 234 milhões de aparelhos ativos no país. O número representa cerca de 20 milhões de aparelhos a mais do que a população brasileira.

A estratégia de Mobile contempla as ações de marketing realizadas através de celulares e dispositivos móveis e, nos tempos atípicos da pandemia, ganhou ainda mais força com o aumento de downloads dos aplicativos. Podemos considerar essa alta no país uma evolução de mercado. Afinal, mesmo tendo surgido há cerca de 10 anos depois do que hoje conhecemos como Marketing Web, o Mobile, em alguns casos, já detém a maior representatividade de budget de marketing das grandes marcas que antes apenas optavam por mídias digitais tradicionais.

Além de novos produtos já nascerem com foco em Mobile, outros apps são lançados todos os dias em busca de complementar seu mix de marketing e se adaptar ao movimento de seus consumidores. Esse processo significa que, quanto mais tempo os usuários estão conectados, mais audiência disponível para ser explorada pelas marcas que querem alcançar seus potenciais interessados.

A evolução tecnológica em diversos segmentos, juntamente com a mudança nos hábitos de consumo de conteúdos e produtos por parte das pessoas, mostra que o Mobile é um mercado em constante expansão, principalmente no Brasil, onde mais se acessa apps no mundo. De acordo com dados da App Annie, em 2021 o país ocupou o primeiro lugar no ranking de horas gastas no celular, com uma média de 5,4h por dia, seguido por Indonésia e Índia com 5,3h e 4,9h respectivamente.

Analisando o setor de Mobile Marketing mundialmente, prevejo crescimento, naturalmente em ritmo menor, motivado pelo fim da pandemia, somado a outros fatores macroeconômicos, porém é inevitável que o celular e os aplicativos estejam presentes cada vez mais em nosso dia a dia.

É essencial que o mercado entenda as necessidades de cada produto para iniciar as melhores estratégias de venda para atingir os consumidores. Além de ser fundamental manter o conhecimento técnico, o profissional precisa estar atento às novas tendências que constantemente se transformam, pois, por mais que muitos conceitos possam ser semelhantes com os de marketing digital tradicional, existem outras particularidades que precisam ser pautadas no momento de definir a melhor estratégia de crescimento.

Por isso, entendo que Mobile Marketing é uma grande oportunidade para entrar em um setor em expansão, que hoje conta com poucos profissionais com bagagem especializada. O mercado precisará acompanhar o movimento social e abraçar o consumidor. Isso nos mostra que existem muitos caminhos abertos, pois haverá muito investimento no setor para os próximos anos. Em outras palavras, é necessário reciclar alguns conceitos para encontrar novas formas de fazer marketing.

*Francisco Neto é COO da Appreach, empresa especializada em mobile marketing para aplicativos

Vaga na Prod para Designer PI

Prod  tem vaga para Designer Pl (Campanhas)

A Prod é uma agência digital sediada em Passa Quatro, Minas Gerais, com mais de 14 anos de mercado e que trabalha com foco total no sucesso de cada cliente e também na felicidade de seu time.

Job Description

Criar e entregar peças digitais com foco em resultado.

Responsabilidades e Tarefas

Atuar como parceiro de negócios do cliente;

Elaborar, junto com o Coordenador, o planejamento estratégico das campanhas;

Elaborar, junto com o Coordenador, o planejamento operacional;

Alinhar briefing, cronograma e resultados esperados com o cliente;

Criar layout, assunto, snippet e texto para as peças de email mkt, ads e peças digitais no geral;

Criar pequenas animações;

Aprovar os materiais com o Coordenador e, posteriormente, com o cliente.

Conhecimentos necessários:

Conhecer técnicas de criação de arte e conteúdo para peças de email mkt e ads;

Conhecer regras e boas práticas atuais para criação de email mkt e ads.

Conhecimentos Que Podem Ajudar

Conhecer aplicativos de gerenciamento de campanhas de email mkt;

Possuir conhecimento em inglês;

Possuir conhecimento em espanhol.

Modo De Contratação

CLT

Benefícios

Ações de felicidade;

Videogame;

Yoga;

Day off de aniversário;

Cartinha surpresa de aniversário;

Dress code;

Cerveja toda sexta;

Happy Hour;

Lanchinhos rápidos e deliciosos;

Plano de saúde;

Cartão Flash;

Vale transporte;

Convênio com farmácia;

Parceria com dentista, academia e psicólogas.

Candidate-se por aqui

O marketing será live ou não será marketing

Por Cássio Motta Mello*

Em épocas de mudanças sísmicas, como a que vivemos, quando tudo parece ficar obsoleto, é curioso como o vocabulário demora um pouco para acertar o passo. Alguns termos se tornam irrelevantes, inadequados às novas realidades. Enquanto outros ganham espaço para dar conta de diferentes demandas e contextos.

Imagem de June Aye por Pixabay

Veja-se o verbo compartilhar, por exemplo, usado raramente até alguns anos atrás e que se tornou corriqueiro com a disseminação das mídias sociais. Ou a denominação start-ups, agora onipresente. Ou ainda o sufixo tech, para categorizar empreendimentos inovadores viabilizados pelas tecnologias digitais. Inclusive no marketing, que vem sendo revolucionado pelo creative tech.

Por isso, é provável que a expressão live marketing se torne, logo mais, redundante, porque todo marketing terá que ser, necessariamente, live. Num conceito ampliado e ressignificado de live, é claro, que vai muito além de eventos e ativações. E levando em conta que as disciplinas do marketing continuarão se fundindo, transversal e progressivamente, no design de soluções e estratégias – embora o mercado continue se pautando, na maioria das concorrências, pela divisão anacrônica das disciplinas tradicionais, velhas de mais de um século.

E por que acredito que todo marketing será live ou não será?

Porque com a aceleração da digitalização impulsionada pelo 5G, o presencial e o digital vão se juntar cada vez mais numa única experiência indivisível, tanto no consumo de mídias como na interação com as marcas. Um contexto no qual os diferenciais que tornam o live marketing altamente impactante e engajador se tornarão críticos para o marketing como um todo.

Será live porque terá que ser necessariamente empático, data-driven e stakeholder centric, ou seja, customizado para cada perfil específico, e as diferentes personas que os stakeholders encarnam nos múltiplos momentos das suas jornadas e nas inúmeras mídias com as quais interagem. Não apenas como consumidores de produtos e serviços, mas como parceiros ativos dos ecossistemas de marcas e negócios.

Será live porque terá que se distanciar de narrativas pré-concebidas para se configurar como experiência, ou séries de experiências de engajamento, a serem cocriadas em tempo real nas interações com os públicos. E apoiadas em plataformas de relacionamento 24/7 com integração de diferentes mídias e ativações, de forma que o presencial alimente continuamente o digital e vice- versa, num flow interativo, num ciclo virtuoso.

Será live, também, no sentido de verdadeiro e real, já que nesse novo ambiente de transparência não caberá mais distância entre discurso e prática. As marcas que antes apenas “falavam” por meio da publicidade, agora tem que participar de múltiplas conversações, posicionar-se e “comportar-se” em diversos contextos sociais e culturais. O que as mantém continuamente sob holofotes e as obriga a, conforme a consagrada expressão em inglês, walk the talk.

Será live, ainda, porque a tecnologia possibilita gerar experiências cada vez mais imersivas, onde o virtual se confunde com o real, e os conteúdos e mensagens se mesclam com entretenimento, cultura e gamificação.

Mas o marketing será live, sobretudo, porque estará em constante evolução, impulsionado pela curiosidade e a inovação, para ser capaz de conectar pessoas e ideias em ambientes de crescente volatilidade e complexidade. Para que possa contribuir, de forma efetiva, para transformar positivamente pessoas, marcas e negócios.

*Cássio Motta Mello é CEO da TV1