Millennials brasileiros preferem experiências

52% dos millennials brasileiros preferem gastar em experiências do que em bens materiais

Novo estudo da Kantar mostra a relação dos consumidores brasileiros com as principais marcas de varejo de moda

· Apenas 23% dos consumidores brasileiros acreditam que as lojas das marcas que frequentam são centradas no cliente

· Apenas 22% consideram as marcas de varejo como uma excelente inspiração de moda

· As marcas com atendimento rápido têm 3,6 vezes mais clientes satisfeitos

· Os clientes satisfeitos estão 2,4 vezes mais dispostos a comprar produtos adicionais

Apesar de comprar na loja ser um prazer para os brasileiros, as marcas de varejo de moda ainda não aproveitam todo o potencial que uma boa experiência do cliente pode trazer. Essa é uma das conclusões do relatório A Vantagem da Experiência – Brasil, realizado pela Kantar com marcas de varejo de moda com presença no país.

O estudo entrevistou 2.785 consumidores de 10 marcas e constatou que os ambientes de varejo, on-line e off-line, são mais do que um local para comprar mercadorias, são onde as pessoas socializam, exploram, relaxam e se conectam. E os brasileiros valorizam as experiências, principalmente os jovens: 52% dos millennials preferem gastar em experiências do que em bens materiais.

Já as marcas de moda de varejo estão trabalhando para atender melhor a essas necessidades em experiência do cliente em constante evolução. Elas têm pontos fortes a seu favor: clientes experientes no uso de smartphones, altamente engajados nas mídias sociais e dispostos a gastar nas mais recentes tendências da moda.

Por outro lado, os clientes não estão satisfeitos com o atendimento na loja – apenas 23% dos consumidores brasileiros acreditam que as lojas das marcas que frequentam são centradas no cliente -, suspeitam de pagamento online e ainda desejam a gratificação instantânea de fazer compras offline.

O estudo conclui que as marcas que são centradas nos clientes trazem mais satisfação e vendas: aquelas com um atendimento rápido têm 3,6 vezes mais clientes satisfeitos e eles estão 2,4 vezes mais dispostos a comprar produtos adicionais. Elas também crescem mais. Segundo o estudo Mastering Momentum, também da Kantar, marcas que excedem altamente as expectativas dos consumidores em experiência crescem mais de 247%.

Aprendizados para empresas que querem melhorar sua CX

O relatório sobre da Kantar também lista alguns aprendizados que podem ajudar marcas a serem mais centradas em seus clientes:

1. Comunique uma promessa diferenciada de marca;

2. Inspire seus clientes por meio das redes sociais;

3. Promova a inclusão, celebrando a diversidade;

4. Crie emoções positivas durante a experiência dentro da loja;

5. Desenvolva aqueles aspectos específicos da experiência da compra online.

“Para aumentar o valor vitalício do consumidor, as marcas devem aumentar a fidelidade por meio de experiências emocionalmente envolventes, orientadas pela promessa da marca”, afirma Juliana Honda, líder de CX da divisão Insights da Kantar Brasil. “Para além dos descontos, é preciso oferecer benefícios e
experiências satisfatórias. As marcas de moda no Brasil precisam alcançar essa vantagem, já que que esses elementos vão se tornar cada vez mais importantes enquanto a economia cresce.”

A Vantagem da Experiência – Brasil está disponível para download gratuito aqui.

Fonte: Kantar – Karina Rodrigues da Silva

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Aprimorando a experiência do consumidor

Avanço da tecnologia aprimora experiência do consumidor e contribui para melhores margens nos supermercados

*Por Christian Rempel, consultor de varejo da Logicalis

O supermercado é um dos segmentos mais relevantes para o setor de varejo. De acordo com a Pesquisa Natal 2018, lançada em outubro pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o crescimento acumulado de vendas de janeiro a setembro deste ano foi de 1,92% e o setor projeta um aumento de 10,27% no fim de ano, ambos em comparação com os mesmos períodos de 2017. Porém, mesmo com os sinais de avanço, a pesquisa apontou que muitos empresários ainda estão cautelosos e apenas 18% acreditam em uma ampliação dos negócios se comparado com ano passado.

A eficiência na gestão das lojas é fundamental para apoiar o desenvolvimento deste setor, mas continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pelos estabelecimentos. Isso vale tanto para custos com funcionários, quanto para o gerenciamento do fluxo de produtos e clientes. Há sempre contas a serem feitas, como quantos clientes é possível atender por caixa, o número de colaboradores necessários para manter as gôndolas abastecidas para que não haja ruptura, entre outros detalhes.

E, mesmo que o e-commerce esteja cada vez mais presente no dia a dia do consumidor, a eficiência das lojas físicas ainda é muito importante para o crescimento do setor. Portanto, para aumentar o lucro, é necessária uma combinação de ações dentro da loja, logística e nos centros de distribuição, e até mesmo no e-commerce.

O avanço da tecnologia vem possibilitando aos supermercados aprimorar a experiência do cliente e, com isso, aumentar o faturamento. As possibilidades são inúmeras, como por exemplo a implementação de totens interativos no autoatendimento. A digitalização do atendimento, aliás, é uma das tendências que mais deve crescer nos próximos anos.

O autoatendimento pode funcionar como uma complementação da compra e e estar disponível em totens a serem instalados na loja, ou estar em aplicativos para os dispositivos moveis do cliente. Assim, produtos em falta na loja física poderiam ser adquiridos através deles e entregues na casa do consumidor.

Outra tendência para aprimorar o autoatendimento são os carrinhos com scanners e balanças. Em vez de enfrentar a fila do caixa, o consumidor colocaria os produtos no carrinho, que pesaria e leria o código de barras do produto automaticamente, eliminando o tempo de espera em longas filas.

O setor supermercadista brasileiro vem investindo em tecnologia há algum tempo e algumas soluções já são realidade em várias redes. Elas vão desde a oferta de Wi-Fi aberto, propiciando que o cliente permaneça mais tempo na loja e, consequentemente, consuma mais; passando por etiquetas eletrônicas que facilitam a troca de preços automaticamente em promoções relâmpago, por exemplo, reduzindo erros no momento do caixa e melhorando a relação com o cliente; e, até mesmo, o self checkout, que passa por um momento de alto investimento e amadurecimento no País.

As possibilidades são inúmeras, mas a grande discussão que precisa ser feita ao decidir implementar uma tecnologia é definir qual faz mais sentido para empresa. Quando os supermercados investem em tecnologias que entregam uma melhor experiência ao consumidor, há retorno em diversas frentes, tanto com relação à redução de custos, quanto ao aumento de vendas. As companhias têm mudando suas missões e a digitalização está no centro desta mudança. Escolhendo o parceiro correto, o varejo só tem a ganhar com esta evolução.

Fonte: Rafaela Mello – Comuniquese

O que é importante para o novo varejo?

Tecnologia e fator humano no novo varejo

*por Fabrizzio Topper

O que não falta na maior e mais importante feira de inovação e tendência de varejo, como a NFR – National Retail Federation – é tecnologia sofisticada e cada vez mais intuitiva, tendências que fazem toda diferença para o varejo.

Em tecnologia, os cinco sentidos vão proporcionar experiências interessantes ao consumidor, tanto nas plataformas de venda online (ecommerce e marketplaces) como na loja física. Sem entrar em detalhes técnicos, vamos abordar o uso da tecnologia sob o ponto de vista de fidelizar e satisfazer o consumidor e melhora a performance comercial das marcas.

Imagem: Pixabay

As novas tecnologias enriquecem a experiência por meio da inclusão de interações digitais que melhoram a experiência. De forma cognitiva, imersiva e tecnológica, o novo varejo digitalizado promete entregar experiências reais, completando a lacuna de anseios dos mais diferentes e exigentes shoppers (consumidores).

A tecnologia em conjunto com interfaces digitais amigáveis permitirá a customização em tempo real de forma escalável e ágil para produtos, serviços e experiências. Isso é muito relevante quando queremos proporcionar um ambiente de dados para captação de imputs (informação) do consumidor e da equipe, não só da venda, mas de toda a jornada de compra. Por isso, a implantação de melhorias digitais ou estruturais precisarão acontecer em ciclos cada vez menores, explorando o modelo de MVPs que reduzam o “time to market” e acelerando a curva de aprendizado. A velocidade de processamento de dados passa a ser um desafio e precisa estar acessível para toda a operação, basicamente em tempo real, para reduzir o atrito e permitir a personalização de abordagem.

Tudo deve ser capaz de gerar dados ou não deveria ser realizado, caso contrário não poderá ser otimizado e refinado até o estado da excelência entre valor gerado e custo versus complexidade reduzida e melhor rentabilizada, mas pirotecnia digital e tecnológica ou lojas experiência que não reforcem e ampliem a conversão comercial direta ou indiretamente não fazem sentido, qualquer ponto de contato deve se certificar que captou o consumidor para a base para construção de uma jornada estruturada, que possibilite atingir a conversão comercial ou entendimento do que deu errado.

Quanto mais a tecnologia estiver nas mãos dos vendedores, fornecendo dados que melhorem o posicionamento na loja, a abordagem e o apoio para a construção da venda para verificar estoque, preço e informações de produto instantaneamente melhor.

O consumidor precisa sentir que valeu a pena comprar e ter a percepção de valor da marca. Entendo que o varejo de ponta internacional não tem mais fronteiras quando o tema é consumidor na era digital.

*Fabrizzio Topper, professor, consultor, empreendedor e cientista de consumo da era digital.

Fonte: Vera Moreira Comunicação – Assessoria de Imprensa