Coluna Propaganda&Arte

Quanto custa essa arte?

guerraarteDiscutir sobre arte é saber, desde o começo, que estamos certos e errados e que muitas interpretações são possíveis, pois tratamos do subjetivo, do psicológico, daquilo que não se pode medir: a importância da arte para um indivíduo e para a história da humanidade.

Se o assunto é preço essa diferença pode ser gritante (desculpe o trocadilho), como é o caso de “O grito”, obra do norueguês Edvard Munch, vendido por mais de US$119 milhões.

http://www.updateordie.com/2015/04/16/curta-em-stop-motion-inspirado-em-o-grito/

Se você acha esse preço alto, saiba que ele é só o terceiro no ranking dos mais caros já vendidos no mundo. Isso quer dizer que existem outros fora desse ranking, que nunca foram vendidos e possuem preços gigantes ou “incalculáveis”. Sobre esses casos específicos, falaremos em outra oportunidade.

“Mulheres de Argel” do Pablo Picasso e “Três estudos de Lucian Freud” do Bacon, fecham nosso top 3, respectivamente com primeiro sendo vendido por mais de US$179 milhões e o segundo por mais de US$142 milhões. (Olha que estamos falando em dólares!)

Tudo bem… Que o negócio da arte pode ser lucrativo e movimentar bilhões anualmente, você já deve ter percebido, porém esse reconhecimento (muitas vezes tardio) já ultrapassa o nicho dos especialistas e está chegando até a cultura popular. Nessa hora a propaganda ganha material relevante para trabalhar em suas campanhas e peças interessantes surgem, como o caso dessa ótica que representou o autorretrato de Vincent Van Gogh sendo corrigido pelas lentes do produto.

Vemos então, que a propaganda pode se apropriar de uma obra introduzindo-a explicitamente como um item de argumentação visual, ou inspirar-se no seu conteúdo para gerar um conceito. Como exemplo, lembro as propagandas totalmente malucas que surgiram nos últimos anos, inspiradas em surrealistas, como Salvador Dalí, que brincam com imagens, recortes realistas e ao mesmo tempo impossíveis, com repetições bizarras de cenas e simbologias oníricas. Dessa nova geração, lembro das propagandas e cortes de câmera realmente pirados do Old Spice, um desodorante masculino, que para mim é um exemplo contemporâneo do nonsense em grande estilo.

Mas o que a propaganda tem a ver com o preço da arte?

Parece que tudo. Se pensarmos que a propaganda tem o poder de agregar valores subjetivos a um artista ou a um movimento, ela tem papel fundamental no reconhecimento de alguém. Um exemplo atual é o caso do polêmico Romero Britto, artista brasileiro que mora no exterior e tem grande reconhecimento mundial. Não estou aqui para discutir sobre a relevância ou qualidade de seu trabalho, mas sim reconhecer sua importância na cultura popular, uma vez que suas obras estão sendo compradas aos milhares por famosos e anônimos de todo o mundo.

É observável que suas peças são coloridas, simples e retratam coisas e pessoas sempre de forma irreverente e positiva. Talvez ele tenha conseguido fazer algo que poucos artistas conseguem: transformar seus trabalhos em produtos e seus traços em um tipo de marca registrada. Ele soube criar o seu valor e não precisou morrer para ser reconhecido.

Obras de Romero Britto já foram vendidas na faixa de US$800 mil, apesar de esse não ser o seu foco, conforme disse em uma entrevista. Segundo relatado, sua estratégia é apostar na venda em quantidade para o público em geral, ganhando assim, maior receita. Isso pode ser comprovado com tantos produtos no mercado que utilizam suas obras para ilustrar cadernos, móveis, vestuários, bolsas, etc.

No final das contas, o artista que percebeu o poder da propaganda e usou ela a seu favor, conseguiu criar um estilo, uma tendência e hoje consegue fazer o que muitos artistas sonham um dia alcançar: viver de arte. Agora, se para você essa arte não tem valor, isso já são outros 500s.

Minha obra favorita de todos os tempos? Eu gosto do Salvador Dalí e da obra “Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar”.

E você? Qual sua obra de valor incalculável?

Cannes será assunto no Ampro

Cannes Lions é um dos temas do 1º Ampro Live Festival

Evento visa a fomentar ideias, inspiração, referências, insights, trocas, informações e conteúdo. Letícia Abraham Malta, da Ascential LATAM, falara sobre o Cannes Lions

O Estadão, representante oficial do Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade, informa que a Associação de Marketing Promocional (Ampro) promove, dia 28 de novembro (segunda-feira), o 1º Ampro Live Festival. O encontro visa a fomentar ideias, inspiração, referências, insights, trocas, informações e conteúdo para todo o mercado de comunicação. A programação tem como objetivo atrair profissionais de agências, profissionais ligados ao marketing e público universitário.

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“Queremos reunir grandes nomes que utilizaram de inspiração e criatividade para criar cases de sucesso, em diversas áreas. Cada vez mais temos que valorizar e compartilhar as boas ideias. Vai ser um festival bem Live”, afirma Celio Ashcar Junior, chairman da Ampro.

Sob o ícone da lâmpada e sua evolução, remetendo ao progresso das ideias, o evento prevê um dia inteiro de conteúdo inspiracional, intercalando profissionais de diversos setores. Na programação, nomes como Letícia Abraham Malta, diretora-geral da Ascential LATAM, que falará sobre a importância da criatividade e o Cannes Lions Festival; Claudio Rocha, designer, tipógrafo, editor e representante brasileiro da Associação Tipográfica Internacional; Tim Lucas, CEO da The Listening Agency, trazendo inspiração da Hyper Island; Guto Índio da Costa, coordenador do Núcleo de Design da Índio da Costa A.U.D.T.; e o artista Michel Onguer, fundador da Ciclo Social Arte.

Um painel sobre Novas Mídias trará Pérola Cussiano, brand develpment lead do Instagram; Maurício Ferreira, CMO Lead da Microsoft; e Maia Mau, head do YouTube Marketing; além de palestra de Átila Francucci, consultor responsável pela coordenação da campanha de João Doria Jr. à Prefeitura de São Paulo. Haverá painel coordenado pela Rede Globo, entre outros nomes.

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“A indústria do Live Marketing está no fluxo da nova economia, que traduz novos anseios da sociedade, mais verdadeira, com mais valores que fazem parte do mundo real e não do mundo fake, pois a vida das pessoas é ao vivo todo dia, e cada dia mais digital”, opina Maurício Magalhães, VP da Ampro.

O Ampro Live Festival acontece no Teatro Cetip e no Rooftop5, que ficam no mesmo do endereço do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e será finalizado com grande festa e cerimônia do Ampro Globes Awards 2016, a maior premiação do Live Marketing no Brasil.

Os interessados em participar do Festival e da Premiação Ampro Globes Awards podem solicitar suas reservas por meio do telefone (11) 5632-3113 ou e-mail ampro@teleeventos.com.br. Outros detalhes: www.amprolivefestival.com.br. Credenciamento de imprensa: por meio do e-mail camila@cbscomunicacao.com.br ou (11) 98478-3776, até às 14h do dia 25 (sexta-feira).

Serviço:
1º Ampro Live Festival e 16º Ampro Globes Awards
Data: 28 de novembro (segunda-feira)
Horários:
Live Festival – das 9h às 18h30
Festa de encerramento e cerimônia do 16º Ampro Globes Awards – das 18h30 às 23h
Local: Teatro Cetip e Rooftop5
Endereço: Rua Coropés, 88 – Pinheiros
Informações e convites: (11) 5632-3113 ou ampro@teleeventos.com.br
Outros detalhes: www.amprolivefestival.com.br

Sobre a Associação de Marketing Promocional (Ampro) – Maior entidade representativa do setor de Live Marketing em todo o País e a única que desenvolve nacionalmente a teoria e a prática do setor de forma ampla. Com sede em São Paulo, completou 23 anos em 2016 e possui cerca de 400 empresas associadas, com representação em várias regiões (sul, sudeste, centro-oeste e norte/nordeste). Mais informações: www.ampro.com.br.

Fonte:Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone

Curso no Senac aborda comunicação

Comunicação Assertiva

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Este curso faz parte do programa Gestão Executiva, direcionado para profissionais que buscam especializar-se, atualizar seus conhecimentos e aprimorar o desempenho profissional. Os participantes poderão usufruir de um ambiente de networking para compartilhar experiências e criar soluções empresariais alinhadas à sustentabilidade dos negócios.

Data: 26/11 a 10/12
Horário: 8h30 às 17h30; sábado.

Serviço:
Local: Senac São José dos Campos
Endereço: Rua Saigiro Nakamura, 400, Vila Industrial
Informações e inscrições: (12) 2134-9000 / www.sp.senac.br/sjcampos

Fonte: KMS Comunicação – Thaís Mazini/Natalee Neco

Coluna “Discutindo a relação…”

Empreender é preciso

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Amanhã participarei de um dos painéis da SGE – Semana Global de Empreendedorismo de Taubaté, mais especificamente da mesa redonda sobre Desenvolvimento da Cultura Empreendedora nas Cidades ao lado de Carlos Santis, Rubinho Fernandes e Felipe Pinheiro. O convite foi feito pelo Lucas Resende e eu prontamente aceitei. Vou tentar falar um pouco sobre o quanto a educação superior pode contribuir para a criação de uma cultura empreendedora.

Melhorar o ambiente para abertura de empresas e negócios em todo o país é fundamental. Criar uma cultura empreendedora é altamente saudável para o país.Eventos como estes são, portanto, urgentes e determinantes.

Já empreendi. Tive duas agências de propaganda. Comecei ambas só por que queria muito ser publicitário. Não fui treinado ou formado para ser empreendedor. Não aprendi na escola. E nem havia muito apoio para quem quisesse empreender naqueles tempos, já que abri minha primeira agência em 1984 e a segunda em 1989. E confesso que volta e meia sinto muita vontade de voltar a empreender na área de comunicação.

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Atualmente, na universidade e no curso em que leciono, temos a disciplina Empreendedorismo. Ela é apoiada por disciplinas como Administração em Propaganda, Economia e Pesquisa de Mercado. E procuramos incentivar nossos alunos a ter uma visão empreendedora. E vem dando certo. É claro que temos uma geração que pensa mais em construir seu próprio emprego do que em procurar um. Há também a forte presença e atuação de órgãos de apoio ao empreendedorismo. A informação para empreender está mais acessível.E isso é ótimo!

Vários de meus ex alunos criaram negócios de comunicação nos últimos 10 anos. O surgimento da comunicação digital e a criação das MEI – Micro Empresas Individuais – impulsionou a criação de empresas de comunicação. O interessante e revelador é que o formato tradicional de AGÊNCIAS DE PROPAGANDA vem perdendo espaço para outros formatos de negócios. Grossa parte dos TGs – trabalhos de graduação, o trabalho final do curso – nos últimos anos gira em torno da criação de um negócio.

As cidades também precisam aproveitar este momento de ampliação da cultura empreendedora e procurar meios para criar um cenário mais favorável. Agilizar processos, facilitar o trânsito de documentação. Desburocratizar, enfim. As cidades têm que se tornar atrativas para investidores e empreendedores.

A Revista Exame de 26/10 traz uma extensa matéria sobre o ranking das melhores cidades do Brasil para fazer negócio. Nesta matéria a pesquisa realizada pela consultoria Urban Systems aponta as 100 melhores cidades do Brasil quando o assunto é ambiente de negócios/empreendedorismo.

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As três primeiras colocadas são Barueri, São Caetano do Sul e São Paulo. Foram analisados 28 indicadores para se fechar o ranking. Indicadores como nível de formação de mão de obra, PIB per capta, renda média dos trabalhadores, infraestrutura, excelência nos serviços públicos são determinantes. Entre as cidades de nossa região a melhor colocada, em 24°lugar, é São José dos Campos. Depois vem Jacareí, em 44°, e Taubaté, em 54°. O estudo mostra que as cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba podem e devem evoluir.

Eventos como a SGE são ótimos espaços para troca de conhecimentos, discussão de ideias e promoção da cultura empreendedora e podem colaborar muito para que as nossas cidades atinjam posições melhores em rankings como o da Revista Exame.

Simbora empreender!