Hoje é dia do livro e trouxemos dicas de obras

Dicas de obras para empreendedores

Um bom gestor sempre está em busca de novos conhecimentos e informações sobre seu negócio. Estar atento às novidades do mercado é importante, mas explorar experiências de quem é da área é essencial. Por isso, em comemoração ao dia do livro, comemorado em abril, listamos 4 livros que todo empreendedor deve ler.

É importante destacar que a leitura para ajudar nos seus negócios não fica restrita aos livros indicados neste texto. O bom empreendedor está em constante aprendizado.

1. A Estratégia do Oceano Azul

Publicado em 2005, o livro “A Estratégia do Oceano Azul”, escrito por W. Chan Kim e Renée Mauborgne é considerado um clássico no empreendedorismo. O livro apresenta uma maneira diferente de pensar sobre estratégia, mostrando a criação de um espaço chamado de oceano azul, que significa longe da concorrência (oceano vermelho).

No oceano vermelho, a concorrência é maior e por consequência a lucratividade é menor. Já no oceano azul, o contrário acontece e as chances de conseguir um lucro melhor crescem. Mauborgne e Kim escreveram o livro após estudarem 150 ganhadores e perdedores de 30 indústrias diferentes. Para eles, quando há a criação de um novo nicho, a concorrência se torna irrelevante. Um dos exemplos apresentados no livro é o Cirque du Soleii e o Starburcks.

Sem dúvidas esse é um dos livros que todo empreendedor deve ler!

2. O mito do empreendedor

Para aqueles que estão em busca de uma produtividade melhor ou até mesmo estão na fase de criação do negócio, o livro de Michael E. Gerber, dá dicas essenciais para alcançar não apenas o sucesso, mas uma empresa organizada e lucrativa.

Gerber questiona o leitor “como posso criar um negócio tão bem organizado e amarrado que ele poderia ser replicado em todos os estados do país, ou países do mundo?”. O exemplo citado por ele é da rede Mc Donald’s. Hoje, independente do lugar, qualquer franquia aberta oferece lucro para seu dono.

O mito do empreendedor se torna um dos livros que todo empreendedor deve ler pelo simples fato de dar dicas que funcionaram. Isso porque Gerber já ofereceu consultoria para mais de 65 mil empresas e trouxe resultados interessantes.

3. O poder do hábito: Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios?

Todos nós temos algum hábito e são eles os protagonistas na obra do jornalista do The New York Times Charles Duhigg. O repórter mostrou em seu livro que uma das chaves para criar empresas revolucionárias e alcançar uma gestão de sucesso é conseguir entender como os hábitos funcionam.

Além disso, Duhigg mostra como a transformação dos hábitos pode alavancar sua vida pessoal e profissional. Segundo pesquisas, estudos e fontes ouvidas pelo autor, os hábitos a longo prazo causam impacto na nossa saúde, produtividade e até mesmo na estabilidade financeira.

Esse não é só um exemplo de livros que todo empreendedor deve ler, mas também para todos que desejam alcançar suas metas.

4. Os segredos da arte vender

Para quem está começando na trilha do empreendimento, o livro de Zig Ziglar é essencial para dar dicas importantes de como conquistar o “sim” do seu cliente. O autor apresenta uma série de técnicas básicas e simples para auxiliar o empreendedor a alcançar o sucesso.

O livro de Ziglar está na lista dos mais vendidos do mundo e sem dúvidas é um dos livros que todo empreendedor deve ler.

Fonte: ADV Tecnologia

Coluna “Discutindo a relação…”

O trabalho de redação publicitária

Dou aulas de redação publicitária já há alguns bons anos. E adoro! Foi o texto, o gosto pelas palavras, pelas ideias traduzidas em frases que me atraiu para o universo da propaganda.

Volta e meia algumas pessoas que não foram meus alunos me perguntam sobre redação, entram em contato para tirar algumas dúvidas. Em função disso, resolvi adaptar uma das minhas aulas para esse texto.

A primeira coisa que digo é que o Redator é um criativo. Os departamentos de criação das agências têm como base as chamadas duplas de criação, ou seja, um diretor de arte e um redator encaram juntos os jobs (trabalhos) de criação.

Então, seja você diretor de arte ou redator, seu trabalho é criar. O Redator, junto ao diretor de arte, deve criar peças publicitárias originais, pertinentes e relevantes.

A redação publicitária é um tipo especial de redação, com algumas peculiaridades. Ela é a busca para dizer o que deve ser dito de maneira original e persuasiva. É sedução, persuasão e informação.

O que faz um Redator

O Redator Publicitário cria textos para todas as peças publicitárias exigidas por uma campanha.Para tanto, ele adapta linguagens para diferentes públicos e apoia o trabalho do diretor de arte, estabelecendo forte sintonia com ele.

Um Redator Publicitário lida com diversos jobs para diversas campanhas. E na maioria das vezes de forma simultânea. Isso quer dizer que é comum que ele se envolva em trabalhos diferentes para diferentes campanhas e clientes.

O dia dia de um Redator

No trabalho cotidiano o Redator deve estar preparado para criar em meio ao caos. Além disso, não se escolhe job: o trabalho que chegar para o Redator encarar ele terá que encarar. E resolver!

E para isso não tem dia nem hora apropriado e nem um ambiente perfeito. O trabalho dele é criar!

Para solucionar os problemas de comunicação que lhe são colocados o Redator deve escrever muito sempre: da quantidade é que sai a qualidade.

Um agravante para o dia a dia do Redator é que há cada vez menos tempo (e mais trabalho). Portanto, deve pensar cada vez mais rápido e ter muitas referências (repertório).

Além disso, um bom Redator deve ser pró-ativo (pesquisar muito e sempre). Não espere tudo chegar até sua mesa de trabalho. Vá atrás!

Conselhos que podem ser úteis

Algumas dicas podem ajudar quem quer trilhar o caminho da redação publicitária. Vamos a eles:

– Não se prenda a regras e tabus;

– Escreva bastante sempre;

– Busque sempre um ponto de vista novo, uma idéia original;

– Fuja do lugar comum, da frase feita, do chavão;

– Não fique na superfície: mergulhe!

Vem aí a Semana Monteiro Lobato

SML, evento que celebra Monteiro Lobato, será realizado de 16 a 22 de abril no Taubaté Shopping

Entre as atrações estão Pedro Bandeira, Juca Kfouri, Affonso Solano, Kiusam Oliveira e Roger Mello; atividades são gratuitas e abertas ao público

A SML, evento da Semana Monteiro Lobato, terá sua terceira edição realizada de 16 a 22 de abril na Praça de eventos do Taubaté Shopping.

Com o intuito de aproximar o público do universo literário, a SML contará com uma programação multicultural com exposições, lançamento de livros, painéis e bate-papos, que terão a participação de um variado time de autores best-sellers e nomes respeitados da literatura brasileira e internacional.

Entre os convidados desta edição estão Pedro Bandeira, Roger Mello, José Carlos Sebe, Affonso Solano, Juca Kfouri, Vladimir Saccheta, Felipe Castilho, Kiusam Oliveira, Chandramukha Swami, Guto Domingues, Wilson Gorj, Tonho França, Alexandre Barbosa, Joaquim Maria Botelho, Zenilda Lua, Tiago Feijó, Wagner Fernandes Fonseca, Idalina Sabadine, Junia Botelho, Diego Amaro, Thunder Dellu, Mari Maria, Pam Gonçalves, Babi Dewet e Vitor Martins.

A edição deste ano celebrará o centenário de Urupês, obra que revolucionou o mercado editorial brasileiro.

A abertura oficial será no dia 16 de abril, às 20h, e contará com a presença de Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o lançamento do programa integração Brasil-Índia.

No dia 17, às 20h, o evento conta com a participação do escritor indiano Chandramukha Swami com a palestra “Bondade como estilo de vida”.

No dia 18, data que se celebra o nascimento de Monteiro Lobato, a programação será dedicada a ele com as palestras “Centenário do Urupês” com Vladimir Saccheta, às 19h, e “Cem anos do saci” com José Carlos Sebe, às 20h.

Dando início às atividades do palco, às 18h, haverá a mesa “Manual prático de sobrevivência literária” com Joaquim Maria Botelho, Zenilda Lua e Tiago Feijó.

No dia 19, às 18h, Guto Domingues, Wilson Gorj e Tonho França discutem a literatura regional, na sequência, às 20h, a escritora Kiusam de Oliveira participará do painel “Meu CorpObra basta: Tensionando as Estruturas Brancocêntricas através da Literatura Negra do Encantamento”.

No dia 20, às 19h, o jornalista Juca Kfouri participa de bate-papo, seguido de sessão de autógrafos do livro “Confesso que perdi. Memórias”, sua autobiografia.

No dia 21, a programação conta, às 12h, com sarau promovido pela Casa Ruth Guimarães; às 14h, um bate-papo com Roger Mello; às 16h, encontro com o escritor Pedro Bandeira; às 18h, painel com Pam Gonçalves, Babi Dewet e Vitor Martins; e, às 20h, mesa com os escritores Diego Amaro, Thunder Dellu e Sonia Gabriel.

O último dia da programação (22), começará às 11h com sessão de cinema especial Turma da Mônica; às 14h tem painel com os criadores de “Ordem Vermelha” – livro de fantasia lançado na CCXP 2017; às 16h, bate-papo com Affonso Solano; e, às 18h, lançamento do livro da influencer de beleza Mari Maria.

A sessão de autógrafos com os autores será mediante distribuição de senha.

Todos os dias, das 10h às 22h, haverá atividades na Praça Literária, do Coletivo Editorial, no espaço Zumbi dos Palmares e no Jeca´s Alley, espaço do CCAA, para pequenos leitores que contará com a exposição “Mr. Lobato by himself”. A Alameda das Letras conta com escritores e editoras da Região Metropolitana do Vale e a exposição “Donas da Rua da História”, além de sessão de cinema especial Turma da Mônica, da Mauricio de Sousa Produções.

Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.

A edição 2018 da SML é realizada pelo Taubaté Shopping, Almanaque Urupês e Livraria Leitura e conta com o apoio do CCAA Taubaté, World Study, Ibis Styles Hotel, Volkswagem do Brasil, Moviecom Cinemas, Coletivo Editorial, Câmara Brasileira do Livro (CBL), Anhanguera, Prefeitura de Taubaté, Instituto Pró-Livro e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

A SML tem como missão renovar a figura do escritor Monteiro Lobato para novas gerações, despertar e fomentar o hábito da leitura e promover e valorizar a cultura regional.

Fonte: Communicare – Camila Dezze

Coluna “Branding: a alma da marca”

Uma ideologia presente

Nós comunicadores estamos acostumados a trabalhar com ideologias. Criar símbolos que portem discursos ideológicos é, antes de mais nada, um dos grande objetivos que um profissional desta área deve buscar. Não vejo possibilidade de um publicitário, jornalista ou relações públicas estar fora dessa imensidão, por isso a tamanha necessidade da presença do pensamento ético entre estes profissionais.

Na publicidade, a propaganda ideológica está em exemplos cotidianos, como o Itaú usando discurso do técnico da seleção para motivar o pensamento positivo ao consumo e ao trabalho, ou da Chevrolet tomando para si o conceito de mudança das ruas com seu “find new roads”.

Ideologias são grandes materiais brutos que na mão de bons comunicadores tomam fins diversos, sendo moldadas, encabrestadas ou até manipuladas às necessidades dos objetivos da sociedade.

No entanto, há momentos na história que precisamos prestar atenção para uma construção simbólica, que nasce quase espontaneamente e que aos poucos materializa uma proposta que nem sempre é a imagem do cavalo domável da comunicação social.

Este é o caso do fenômeno midiático de Marielle Franco, ou mais especificamente do símbolo “Marielle Presente”, bordão herdado pela vereadora após um discurso seu na câmara dos vereadores, onde ela respondia a palavra “presente” a chamada de mulheres assassinadas, as quais ela defendia o direito à justiça, e portanto representava.

Desde já, para que não me compreendam mal, deixo claro que não estou analisando o contexto político da vereadora, nem de quem é a culpa pelo ato bárbaro acontecido a ela, o qual repudio muito mas deixo a opinião àqueles que tem mais conhecimento sobre a história da vereadora e sobre como se faz segurança pública.

Trato neste texto apenas da construção comunicacional dos símbolos antes e após o ato da morte da representante popular, e das repercussões midiáticas e das ruas.

Filósofos clássicos gregos como Platão falavam que um ideal nasce primeiro em um mundo incorpóreo, esperando por receptáculos físicos aptos a mostrar seus sinais e aos poucos ir se manifestando. Veja que usei o adjetivo “apto”, mas não necessariamente “certo” pois, como grandes potências simbólicas naturais se mostram em tudo aquilo que tem condições de representá-las, sem fazer distinção de juízo.

Acredito até que este tipo de construção faz parte de uma evolução coletiva de nossa consciência humana, pois, se apoia no nosso papel nesta história.

O ser humano é o único “animal” com possibilidade de fazer este juízo de valores por escolha, o nosso ” livre arbítrio” é o elemento que tem fundamentação na moral. As escolhas que fazemos na condução dos nossos símbolos que representam estes ideais nos levam a construção da nossa História. Se acertamos na condução simbólica costumamos viver períodos felizes, mas se erramos vivemos então grandes depressões.

Estas ideias são “substâncias” tão imensas que não cabem em um contexto de um comercial de TV apenas. Vão se apresentando em oratórias, em comunicações de massa, em atitudes populares, até que enfim, algo se consolide em uma única representação.

Tenho lido a comparação do símbolo Marielle ao de Vladmir Herzeg, jornalista morto durante a ditadura militar que foi o símbolo usado como estopim para o fim deste período. A representação da resistência ao militarismo.

A movimentação de massa por todo Brasil acontecida após essa tragédia da vereadora mostra que a opressão popular chegou ao limite em nosso país e não é mais tolerada pela sociedade brasileira, algo que só é comparável às movimentações durante a ditadura militar realmente, como diz a antropóloga Alba Zaluar.

No entanto, antes mesmo do acontecimento com Marielle, um compartilhamento em massa de uma ilustração do tabloide francês Le Monde havia me chamava a atenção nesse sentido, pois era compartilhado por “gregos e troianos”, pelos dois lados da moeda política brasileira. O que me pareceu ser o retrato de um pensamento unificador.

Por falar em troianos, algo que se destaca nesta imagem é a figura de um pato de Tróia ilustrado pelo jornalista, a clara representação do uso de um símbolo de ideal de um povo voltado para manipular o mesmo povo. Exatamente o que me parece intolerável e que é a causa dos problemas do Brasil.

Marielle, assim como a ilustração do Lê Monde, representam um país cujo a sua liderança, nos três poderes, estão desconectados da população que representa, e isso é a causa da grande revolta!

Veja que o símbolo da Marielle não pode ser transformada no novo pato brasileiro, que é preciso que nossa sociedade compreenda o recado sem cair na manipulação dos aproveitadores de plantão. Se hoje ela é a representante de um povo cansado de ser manipulado, oprimido e deixado a margem, deve continuar sendo seu símbolo legitimo, sem que seja usada para vender carro, banco ou lado político.

Afinal, ela é a imagem de um povo corajoso que quer discursos reais, protagonismo e heroísmo patriótico verdadeiro. Aquele que conseguir realmente ser esta pessoa, leva consigo o direito de sair como representante dessa nação.

A palavra “presente” que Marielle usava e que foi gritada por muitos no Brasil após a sua morte condensa grande importância, pois presente não é estar perdido no passado, nem estar voltado para as disputas futuras, é antes de mais nada estar consciente de suas escolhas, de estar certo que não existem lados horizontais nessa disputa, mas sim uma busca por uma representação melhor no caminho vertical.

Precisamos estar presentes, ligados, pois, estamos chegando muito perto de uma nova rota para o Brasil, que não me parece ser assim tão bonita e segura como na propaganda de carros e nem assim tão palpável e infalível como nas propagandas de um banco, porque na vida real o símbolo não cessa seu movimento ao apagar a TV e o sangue dado pelos idealistas não é produção feita em estúdio.