Quais as dicas de um CMO para um aprendiz de marketing?

por Marcelo Trevisani*

O século XXI nunca fora considerado, nas previsões dos mais consagrados especialistas, como um período tão inconstante e repleto de mudanças como tem se apresentado até este momento. Um cenário pandêmico, cheio de incertezas e de anseios do que está por vir. Diante de todas as dificuldades, os diversos setores do mercado de trabalho permaneceram ativos da forma como puderam, transformando tudo que era tendência em áreas como Marketing, Tecnologia, Inovação, em realidade cada vez mais presente na sociedade.

Dessa forma, em termos de carreira, é nítido que houve uma corrida por parte de muitos profissionais para que estivessem aptos às exigências que se fizeram necessárias quase que de um dia para o outro. Na verdade, o mundo digital saiu de algo simples como apenas um site www para algo intrínseco ao negócio, de influência em massa, de personalização de produtos e serviços, de velocidade, de automatizando processos, escalando negócios. Da criação de um ecossistema digital que o valor está na cadeia que você cria que usa a tecnologia para conectar pessoas, organizações e recursos em um ecossistema interativo. E essa avalanche de conteúdo que surge como resultado de todo esse movimento frenético da sociedade, com certeza, nos traz muitos ensinamentos.

Entretanto, hoje, como CMO e com mais de 20 anos de experiência, sei o valor que é contribuir e retribuir com o crescimento profissional de alguém. Vivi em uma época mais “dura”, em que o colega de trabalho muitas vezes era visto como um concorrente e a hierarquia não abria espaço para a troca. Era cada um na sua posição e desenvolvendo as tarefas que lhe pertenciam. Atitudes que não fazem mais sentido nos dias de hoje em que a palavra de ordem é colaboração – pois hoje nenhum saber detêm todo conhecimento, é preciso somar as visões, perspectivas, olhares para resolver assuntos muito mais complexos. Portanto, é esse o sentido que busco por meio desse texto, oferecer e compartilhar algumas orientações que me deram – ou que eu gostaria de ter recebido no início de minha carreira; pois são sagazes para fazer a diferença na vida de quem inicia sua jornada, em especial, na área do marketing:

  • Faça algo que te preencha, encontre um sentido pessoal e profissional: vivemos em uma sociedade acometida pela ansiedade, onde tudo precisa ser “pra ontem”. Portanto, procurar conteúdos, fazer cursos, estar antenados em noticiários é de grande valia.
  • Antes de entender de negócios, é preciso entender de Pessoas. Se você consegue entender de pessoas, vc consegue colaborar e se um líder melhor.
  • Agradeça a todos os NÃOs que receber na vida, acredite, eles são bem mais educadores que os SIMs.
  • Jamais confie em quem nunca erra. Você conhece os melhores profissionais no momento em que eles erram e como lidam com isso.
  • A forma como tomamos decisões será mais importante do que as próprias decisões em si: ser uma pessoa mais centrada, equilibrada ao tomar decisões obterá mais sucesso em sua trajetória de vida.
  • Seja um resolvedor de problemas, as pessoas fogem de problemas e esquecem que são neles que podemos encontrar e enxergar novas possibilidades, soluções e oportunidades
  • Nunca pare de estudar: um profissional da área de Marketing precisa ser antenado, precisa saber atuar em todas as frentes na empresa, interna e externamente. Seja capaz de influenciar e engajar novas parcerias.
  • Pedir ajuda é necessário: a maneira mais fácil de resolver um problema é pedindo ajuda pra quem é especialista. Não ter medo, não ter orgulho, não ter vergonha são peças-chaves. A verdade é que a sua vida vai mudando na proporção da sua coragem e atitudes.
  • Respeito ao próximo: quem faz bem o seu trabalho não só demonstra respeito pelo próximo como entende que o sucesso é uma medida relativa, cada um tem a sua. Por isso, nunca se espelhe somente pelo sucesso do outro e muito menos espere querer ser mais feliz do que os outros. Cada um constrói o seu caminho.

Apesar de todas as mudanças que estamos passando, as empresas continuam esperando que o trabalho de marketing e comunicação seja ousado e transgressor, que a leve para um outro patamar de imagem e relacionamento com o mercado e consumidores. Portanto, inovação e criatividade continuam sendo alicerces para esse profissional, que tem de gostar muito de experimentação, trabalhando quase como um cientista. O novo mercado e os novos clientes não esperam. É preciso encontrar na soma Construir, Medir e Aprender os caminhos para alcançar a rapidez e a agilidade necessárias. Validando hipóteses rapidamente em busca de aprendizado e melhoria constantes sempre utilizando dados, novas tecnologias e ser condutor da introdução do “novo” na empresa e saber que os seus líderes estão lá para te orientar nesse caminho. É uma troca de experiência, de vivência profissional e, acima de tudo, uma troca de saberes singulares que só uma pessoa é capaz de passar à outra.

Um outro ponto que não posso deixar de destacar são os relacionamentos profissionais, o denominado Networking. Compreender que, mesmo com uma transformação digital constante, tentar quebrar barreiras e promover interações pessoais, pode trazer grandes resultados, principalmente, para sua trajetória profissional. Hoje o profissional de marketing precisa saber navegar dentro e fora da empresa. Estabelecer parcerias e desenvolver bons relacionamentos. Acabou a era do profissional isolado, o que chamo de gênio solitário. É preciso ter espírito conciliador, ser capaz de influenciar e engajar parceiros. Essas condições passam a ser premissas para alcançar os resultados, e por consequência, o sucesso.

Por isso é tão importante nos planejarmos para grandes mudanças, para grandes trajetórias. Acredito no provérbio da poetisa Adélia Prado, “Não quero a faca, nem o queijo. Quero a fome”. Entenda seu caminho, defenda seu propósito. Isso, com certeza, te levará muito longe.

*Marcelo Trevisani – com mais de 18 anos de experiência como profissional nas áreas de Digital Marketing, Transformação Digital e Inovação, é Chief Marketing Officer da IBM no Brasil. Participou de grandes cases de Marketing Digital do Brasil para empresas como Tecnisa, BRF, Itaú, Coca-Cola, Nestlé e Vivo, além de ter sido finalista e vencedor em prêmios como Caboré 2017 e CMO 2019, respectivamente. Foi criador e professor do primeiro curso de pós-graduação em Marketing Digital do Brasil, além de professor de MBAs e Pós-Graduações por mais de 10 anos em instituições como ESPM, FGV Business School e FIAP. Também é palestrante em eventos da área em locais como ESPM, Endeavor, CUBO Itaú, SEBRAE, Digitalks, Casa Digital, ProXXima, Social Media Week, In Companies, entre outros.

Fonte: Grupo Image – Fabiana Cardoso

Novo aplicativo de pesquisas de baixo custo realiza mapeamentos de consumo nas periferias

O Outdoor Social Inteligência® coleta dados para a comunicação com a periferia, potencializando resultados para empresas que buscam alcançar público periférico

Durante muitos anos, as periferias foram negligenciadas nos planejamentos estratégicos e planos de mídia da maioria das empresas. Mas, esse cenário está começando a mudar. Pesquisas têm revelado que essas regiões representam a maior parte da população brasileira e que o potencial de consumo dentro das favelas movimenta bilhões anualmente. Uma das principais dificuldades para atrair os investimentos para esses territórios é a falta de informação sobre esse público, seus desejos de consumo e seus hábitos, pois faltam pesquisas – que são uma forma de potencializar resultados e minimizar riscos.

Segundo Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social® – negócio de impacto que atua há 8 anos como mídia OOH para a comunicação nas periferias – a falta de conhecimento sobre as favelas foi o maior desafio da trajetória da empresa no mercado publicitário. Não existiam pesquisas com foco em consumo nessas regiões e, por isso, era difícil mostrar que existiam oportunidades. Outro entrave para a veiculação de uma publicidade efetiva, é a falta de representatividade nas campanhas, que precisam ser pensadas com foco no público-alvo. “A favela tem uma identidade própria. Os anunciantes precisam estar atentos a isso”, comenta Emília.

Dessa necessidade, surgiu o Outdoor Social Inteligência® que, no último ano, vem realizando pesquisas e fornecendo informações confiáveis sobre as regiões periféricas do país e que, agora, lança um aplicativo para facilitar o processo de coleta de dados, agilizar os resultados e minimizar os custos, democratizando o acesso de pequenas e médias empresas às pesquisas de mercado.

O aplicativo já contém o formulário para ser utilizado pela equipe que fará as entrevistas e possibilita todos os formatos de perguntas. Quando a resposta é selecionada, ele leva automaticamente para a pergunta sequencial. Como a internet ainda é um problema em algumas regiões, ele foi criado para ser usado off-line, sem comprometer seu desempenho. Ao finalizar o questionário, a informação é gravada no banco de dados da plataforma, que, automaticamente, faz as análises estatísticas da pesquisa.

A primeira pesquisa realizada pelo novo aplicativo, foi encomendada pelo G10 Favelas – bloco de Líderes e Empreendedores de Impacto Social das Favelas – e contou com 400 questionários, respondidos por moradores de Paraisópolis e Heliópolis, em São Paulo. O objetivo era conhecer as expectativas e prioridades dos entrevistados sobre as eleições para prefeito. Outro foco do projeto, é a formação de pesquisadores dentro das favelas, por isso, a equipe de entrevistadores foi formada por um time misto das duas comunidades.

“Conseguimos rodar uma pesquisa com 400 pessoas em apenas dois dias de campo e, em menos de 24 horas, já tínhamos todos os cruzamentos estatísticos. O aplicativo otimizou o processo e possibilitou termos resultados muito mais rápidos”, conclui Emília.

Fonte: Tide Social – Assessoria de Imprensa do Outdoor Social®

Comércio eletrônico deve continuar crescendo em 2021, apontam dados da Criteo

Pesquisa mostra as principais mudanças no estilo de vida do consumidor neste período e o que podemos esperar para 2021

Da descoberta de um novo vírus letal ao impacto nas compras online, o início da pandemia no Brasil trouxe novas experiências. Diante do isolamento social, os brasileiros foram obrigados a encontrar diferentes formas para manter seus hábitos e atender às novas necessidades que surgiam com esse momento atípico do mundo e o e-commerce se destacou.

De acordo com pesquisa realizada pela Criteo, empresa global de tecnologia que fornece publicidade confiável e impactante a profissionais de marketing, 56% dos consumidores brasileiros pesquisados afirmaram que compraram em canais de e-commerce pela primeira vez durante o pico do COVID-19; além disso, 94% pretendem continuar comprando nas lojas online que descobriram nesse período. No Brasil, podemos esperar uma transformação digital acelerada.

 

Por necessidade, o hábito de comprar online ganhou destaque entre os consumidores brasileiros. A tendência, que antes da pandemia esperava-se que iria levar anos para acontecer no país, foi alcançada em meses. De acordo com outro estudo da Criteo, 67% descobriram pelo menos uma nova forma de consumo que pretendem continuar usando na fase pós-coronavírus. Comprar produtos pela internet, pedir comida por delivery e fazer compras por apps estão entre os principais comportamentos adotados pelos consumidores.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Com a digitalização, a Black Friday deste ano também marcou forte presença no e-commerce. Mundialmente, de acordo com os dados mais recentes da empresa de tecnologia, houve um crescimento de 139% nas compras online em relação a outubro de 2020.

“Depois de 2020, as marcas não conseguirão sobreviver se não estiverem online para contato. Se o consumidor precisar, ele deve conseguir contatar a empresa de qualquer maneira, seja de formas simples como por e-mail ou WhatsApp. Mas a presença online é essencial. E não é necessário que o comerciante venda por meio de um site tradicional, mas pode explorar outras formas – por exemplo, o social commerce”, afirma Tiago Cardoso, diretor geral para a América Latina da Criteo.

O QUE ESPERAR DE 2021

Formas de pagamento “sem toque”

De acordo com estudo do Plano CDE realizado pelo Banco Pan no início deste ano, cerca de ¾ dos brasileiros com renda familiar mensal de até R$ 10.000 usam suas contas bancárias menos de uma vez por mês. Ainda assim, existe um percentual de pessoas que não têm conta em banco – mais representativo entre a população com renda mensal de até R$ 4.999,00.

Apesar dessa desigualdade, que pode excluir alguns consumidores do ambiente exclusivamente online fortalecido pela pandemia, novidades como o pagamento pelo WhatsApp e opções de pagamento pelas carteiras digitais facilitarão essas transações. No início da pandemia, muitas marcas brasileiras – grandes e pequenas – viabilizaram a opção de compra com um consultor pelo WhatsApp. Novas “experiências sem toque”, como os QR codes, também forçarão os varejistas a se adaptarem a esse novo comportamento de consumo, já que facilitam a experiência de compra do consumidor.

De maneira geral, o crescimento exponencial do e-commerce continuará – e a digitalização constante possibilitará uma maior participação da população brasileira neste modelo de compra online.

Novos eventos com descontos

Diante das boas experiências nas compras virtuais, com a facilidade e praticidade do comércio online, os novos consumidores digitais continuarão ativos em 2021. Ao mesmo tempo, o consumo nas lojas físicas não vai acabar, mas ficará mais focado em experiências relevantes. Segundo participantes de um estudo da Criteo, 69% dos brasileiros sentem falta de fazer compras fisicamente e o ideal para o varejo no próximo ano é saber trabalhar cada vez mais com estratégias de vendas omnichannel.

Os insights da Criteo também mostram que mais varejistas vão querer criar seus próprios eventos de compras para impulsionar as vendas em 2021 – seja online ou offline – como uma forma de alcançar o sucesso em vendas e envolvimento do consumidor.

Setor de viagem em recuperação

Além disso, as viagens tendem a voltar gradualmente ao normal. Dados da empresa mostram que a procura por viagens aumentou 32% na semana anterior ao Dia da Criança, graças à redução das medidas de isolamento em algumas cidades. O aumento na semana de 4 a 11 de outubro foi superior aos 21% registrados no mesmo período de 2019. Além disso, na Black Friday deste ano, as companhias aéreas no Brasil tiveram um aumento de 504% no tráfego do site e 217% nas reservas de voos em comparação com as duas primeiras semanas de agosto.

“Os voos domésticos começaram a dobrar nos últimos meses e semanas. E esperamos que essa tendência continue aqui no Brasil. Com o tempo, teremos que viajar de avião, não só de carro, e certamente as pessoas vão preferir ficar por perto em vez de viajar para o exterior”, completa Tiago Cardoso.

Fonte: Sherlok Communications – Fabiana Moreno Rosa

Conheça seis aplicativos que bombaram em 2020

Veja alguns dos apps que mais se destacaram no ano

2020 foi um ano atípico e que causou mudanças, inclusive, na tecnologia. Com a chegada da quarentena em março, as tendências foram modificadas, fazendo com que aplicativos que divertem e, principalmente, auxiliam no dia-a-dia e no auto aperfeiçoamento ganhassem mais destaque. Confira alguns apps que bombaram no ano da pandemia:

Image by Gerd Altmann from Pixabay

TikTok

O app se destacou como fonte de entretenimento para os jovens logo no início da quarentena, com vídeos de coreografias, imitações e humor. Muitas celebridades entraram na brincadeira, e começaram a utilizar o aplicativo também. O sucesso foi tão grande que o TikTok, atualmente, é usado por adultos e crianças.

Zoom

Devido à pandemia, reuniões de trabalho e até mesmo encontros com amigos tiveram que ser realizados virtualmente, o que resultou em um aumento no número de usuários de aplicativos de vídeo-conferências, como o Zoom.

Meditopia

Uma das formas mais utilizadas para reduzir o estresse da quarentena foi o uso de aplicativos de meditação e relaxamento. Desde 2017, os brasileiros já ocupavam o segundo lugar no ranking de países mais estressados, no levantamento realizado pelo International Stress Management Association. Com o isolamento social, esse quadro só piorou, levando as buscas por meditação no Google baterem recordes, com crescimento de 4.000%. O app que se destacou, nesse sentido, foi o Meditopia.

Babbel

Com o impedimento de aulas presenciais, os interessados em aprender novos idiomas encontraram a solução em aplicativos que possibilitam o ensino on-line. A Babbel, considerada uma das empresas de educação mais inovadoras do mundo, bateu recordes de assinaturas em 2020 e se consolidou como a plataforma de ensino de idiomas mais lucrativa do mundo.

Microsoft Teams

A partir de março de 2020, as instituições de ensino tiveram que se adaptar ao ensino à distância. Por isso, escolas e universidades começaram a utilizar apps que possibilitassem aulas on-line. O aplicativo que mais se destacou na categoria foi o Microsoft Teams.

Gmail

Após o início da quarentena, milhares de empresas adotaram o home office para os funcionários. Com a tendência do trabalho remoto, o aplicativo de e-mails do Google, que já era conhecido, se tornou ainda mais essencial, sendo um dos mais utilizados no ano para trabalhos compartilhados.

Fonte: Arebo – Roberto Moreno