Marketing para micro e pequenas empresas: sete dicas para impulsionar essa estratégia

Por Letícia Araújo*

Em um mercado dominado por grandes marcas e referências globais, o marketing para micro e pequenas empresas é uma peça primordial para seu destaque competitivo. Uma boa estratégia é o que construirá um negócio forte, atraindo e fidelizando cada vez mais clientes e, por consequência, elevando os níveis de venda. Para aquelas que ainda não sabem como aproveitar esse plano para prosperar, é importante se atentar a algumas dicas que, quando implementadas internamente, contribuirão para a implementação de ações realmente eficazes na conquista dos objetivos desejados.

Segundo dados divulgados na pesquisa SPC Brasil e Boa Vista em 2022, 65% das MPEs consideram o marketing como um investimento importante para seu crescimento. Porém, apenas 38% delas possuem um plano estruturado e formalizado nesse sentido.

A falta deste cuidado, certamente, dificultará com que a empresa se torne reconhecida em seu segmento. Por isso, veja sete dicas que irão contribuir para a construção de uma estratégia assertiva para esses empreendedores:

#1 Conheça bem seu cliente: as necessidades e anseios dos consumidores devem ser o foco de qualquer ação de marketing. Por isso, as MPEs devem conduzir um estudo aprofundado sobre seu público-alvo, compreendendo seu comportamento, expectativas e desenhando personas a partir disso. Ao entender essas necessidades, será possível criar campanhas mais relevantes e assertivas, otimizando seus investimentos e alcançando melhores resultados.

#2 Mapeie seu concorrente: toda empresa precisa saber, muito bem, quem são seus competidores, seus pontos fortes e fracos para que consiga disputar esse jogo por igual. Isso exige um mapeamento profundo acerca de seus concorrentes, identificando como se posicionam, produtos ofertados e estratégias lançadas para que consigam identificar gaps de oportunidades de diferenciação. Esse panorama permitirá que as MPEs tomem decisões mais assertivas para se destacar e alcançar seus objetivos.

#3 Entenda a jornada de compra do consumidor: compreender com máxima clareza o caminho que percorrem até a finalização da venda, contribuirá para que as MPEs otimizem seus esforços de marketing e prospecção, proporcionando uma experiência mais personalizada, relevante e satisfatória para seus clientes e, consequentemente, aumentando suas vendas e as chances de fidelizá-los. Essa jornada inclui quatro etapas: aprendizado, reconhecimento, consideração e decisão – cada qual com sua importância para o desenvolvimento de uma campanha aderente.

#4 Faça um bom planejamento estratégico de maketing: com os dados dos itens anteriores colhidos e analisados, chega o momento de as MPEs desenharem seu planejamento estratégico. Aqui, leve em consideração as matrizes da análise SWOT (pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades), de forma que tenham uma visão mais nítida sobre seu ambiente de trabalho e qual o melhor plano de ação a ser colocado em prática. Lembre-se que a estratégia precisa ser realista e executável, evitando frustrações dos times na dificuldade em atingir as metas estipuladas.

#5 Crie conteúdos relevantes: ficar de fora do universo online é impensável. As MPEs precisam reforçar sua imagem no digital, criando conteúdos relevantes para seu público-alvo de forma que consigam alcançar uma maior quantidade de clientes, aumentar o conhecimento da marca, fidelizá-los e criar um maior tráfego para seu site. Isso irá contribuir muito para uma maior autoridade em seu segmento.

#6 Tenha um atendimento de excelência: clientes bem atendidos tendem a retornar à marca para futuras compras, além de recomendá-la organicamente para outras pessoas. Essa é uma das maiores prioridades das MPEs, garantindo uma relação próxima, ágil e humanizada entre as partes. Existem muitos treinamentos que podem ser aplicados aos profissionais para que saibam como conduzir esse contato da melhor forma possível, ajudando a construir experiências memoráveis.

#7 Firme boas parcerias: escalar um negócio de forma isolada, nem sempre, é uma boa opção. Ao invés disso, as MPEs podem firmar parcerias estratégicas com outras pequenas empresas ou micro influenciadores, como exemplo, unindo forças para que, juntos, se tornem multiplicadores de ambas as marcas.

Todos os pontos destacados, por mais que possam exigir um certo investimento financeiro, serão cruciais para ajudar as MPEs a alavancarem seu potencial no segmento atuado. Para dar ainda mais segurança nesse planejamento, é sempre vantajoso buscar o apoio de um profissional especializado na área, que traga uma visão holística de marketing a fim de identificar oportunidades de crescimento do empreendimento.

No final, uma boa estratégia de marketing não deve se restringir ao físico ou online, mas unir todas as fontes possíveis que possam trazer resultados cada vez melhores – o que, com a orientação de um especialista na área, reforçará ainda mais essa prosperidade.

*Letícia Araújo é consultora de marketing e vendas, e fundadora da Escola de Lojistas e da LA Consultoria.

Americanas e NEOOH lançam parceria para aprimorar a experiência de compra nas lojas físicas e anunciam a PepsiCo como primeira cota fundadora

O projeto tem como objetivo oferecer soluções de retail media que melhoram a comunicação das marcas com o consumidor final

Neste mês, o Americanas Advertising, hub omnichannel de retail media da Americanas, e a NEOOH, uma das líderes brasileiras em soluções DOOH (digital out of home) do país, lançam uma parceria para o desenvolvimento e gerenciamento do canal Digital Signage da rede Americanas. A iniciativa é uma oportunidade para marcas anunciantes transformarem a experiência do cliente no ponto de venda das lojas físicas a partir da digitalização da comunicação e já conta como parceira na cota fundadora a PepsiCo, uma das maiores fabricantes de bebidas e alimentos do mundo, dona de marcas como LAY’S®, DORITOS®, CHEETOS®, GATORADE®, PEPSI®, KERO COCO®, TODDY®, QUAKER®, entre outras.

Seguindo o plano estratégico de reformatação das lojas físicas e evolução das soluções de retail media, a parceria prevê a instalação de mais de 700 telas digitais em centenas de lojas da Americanas, espalhadas em todo o Brasil. As primeiras cidades escolhidas foram as capitais Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. As unidades foram selecionadas em função de seu alto tráfego de clientes.

A PepsiCo, em parceria com sua agência de Retail Media, a Acessooh, será a primeira anunciante a fazer parte do projeto. Além das telas digitais, a marca contará com outras entregas, como spots de rádio e ativação de trade marketing nas lojas físicas da Americanas. Todo esse movimento busca engajar os clientes e impulsionar as vendas de produtos estratégicos para a marca. Esta também é a primeira campanha viabilizada pelo novo hub de retail media da Acessooh, o A.VAREJO para a PepsiCo.

Por meio do retail media, as marcas e anunciantes têm a possibilidade de se conectarem com seus consumidores em momentos específicos da jornada de compra, seja no e-commerce ou nas lojas físicas. Com soluções que vão de awareness, isto é, conhecimento do consumidor sobre a marca anunciada, à performance e vendas, é possível entender melhor todo o comportamento do cliente nas plataformas de vendas, criar campanhas segmentadas e influenciar de forma eficaz a decisão de compra.

“A Americanas é uma marca centenária que tem se reinventado e aproveitado as tecnologias disponíveis no mercado para oferecer a melhor experiência entre produtos e consumidores. A parceria com a NEOOH chega justamente para avançarmos nesse objetivo. Unimos a experiência desse parceiro com toda a capilaridade e conhecimento do consumidor de nosso hub de retail media. Essa é uma excelente oportunidade para a evolução da jornada de compras na Americanas e para que as marcas tenham mais visibilidade e conversão de vendas através de uma solução diferenciada”, afirma Washington Theotonio, CMO da Americanas.

As lojas participantes do projeto contarão com telas que acompanharão toda a jornada dos clientes, desde a entrada, com painéis de vitrine, até o interior das lojas, nos corredores e checkout. Desse modo, os anunciantes podem impactar seu público-alvo ao longo da circulação do local.

“Nas lojas, os consumidores estão mais receptivos e atentos a comunicações de ofertas, já que estão em um local próprio para compras. Por isso, essa mídia é altamente eficiente e gera muito engajamento. As telas ainda reforçam o storytelling de campanhas, impulsionam o trade marketing, oferecem uma segmentação inteligente e conectam condições comerciais às comunicações”, complementa o executivo.

“Essa parceria representa uma troca mútua entre nossa experiência em mídia de varejo, como um dos líderes do setor de OOH, a Americanas, uma das maiores varejistas do Brasil. Alinhados na oferta de soluções às marcas, essa é uma oportunidade única de expandir nossa presença e proporcionar uma experiência de impacto ao longo da jornada de compras. É uma proposta que envolve a construção de experiências e inovação para resultados eficazes. Estamos muito animados e orgulhosos com essa nova parceria e ansiosos pelo que ainda está por vir”, ressalta Leonardo Chebly, CEO da NEOOH.

Tendências e perspectivas para o varejo para 2024 após profundas mudanças em 2023

Por Júlio Bastos*

O ano de 2023 foi marcado por significativas transformações no setor de varejo, impulsionada pela fusão entre avanços tecnológicos e as transformações no comportamento do consumidor. Em meio a desafios, o mercado identificou oportunidades excepcionais para o crescimento, moldando um cenário dinâmico e altamente inovador. Vamos explorar algumas tendências que não apenas marcaram o ano, mas também redesenham o panorama do varejo.

Integração Omnichannel: A Nova Fronteira da Conveniência

O varejo expandiu suas operações omnichannel, convergindo as experiências online e offline para proporcionar máxima conveniência aos consumidores. O aumento estimado de cerca de 55% nas vendas via dispositivos móveis, conforme dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, evidencia essa tendência. Além disso, a crescente adesão às compras online com retirada na loja destaca a importância dessa integração, tornando-se uma estratégia imperativa para os varejistas que buscam se destacar em um mercado competitivo.

Personalização e Experiência do Cliente: O Diferencial Competitivo

Estratégias personalizadas tornaram-se vitais no ambiente varejista em constante evolução. Marcas investiram pesadamente em tecnologias de análise de dados para compreender a fundo o comportamento do consumidor. Essa compreensão profunda possibilitou oferecer produtos e experiências adaptados às necessidades individuais, solidificando a relação marca-consumidor e impulsionando a fidelidade.

Sustentabilidade e Responsabilidade Social: O Caminho para o Crescimento Sustentável

O crescimento do setor também foi impulsionado por iniciativas sustentáveis e ações sociais. Marcas comprometidas com práticas mais sustentáveis e causas sociais conquistaram a preferência dos consumidores, refletindo a crescente importância desses valores nas decisões de compra. A sustentabilidade não é mais uma opção, mas sim um pilar central nas estratégias de negócios, gerando não apenas impacto ambiental, mas também retorno financeiro.

Inovação Tecnológica: Transformando a Jornada de Compra

A aplicação de tecnologias emergentes, como realidade aumentada, inteligência artificial e machine learning, revolucionou a interação e a experiência de compra. Chatbots, assistentes virtuais e recomendações personalizadas elevaram a jornada de compra a novos patamares de eficiência e personalização em larga escala.

Trade Marketing e Estratégias Inovadoras: Impulsionando Conexões e Vendas

O Trade Marketing desempenhou um papel crucial no crescimento do varejo ao estabelecer parcerias estratégicas, promoções customizadas e experiências imersivas. A coleta avançada de dados por meio de ferramentas de CRM permitiu análises mais detalhadas do comportamento de compra do consumidor, capacitando os grandes varejistas a analisar entre 70% e 80% desses dados. Essa análise aprofundada proporcionou insights valiosos, permitindo ofertas personalizadas e estratégias de marketing direcionadas.

Perspectivas para 2024

À medida que nos aproximamos de 2024, antecipamos a continuidade e expansão de tendências-chave que continuarão a moldar o setor de varejo:

  • Aprimoramento da Experiência do Cliente: O foco na satisfação do cliente será central para impulsionar inovações na experiência de compra.
  • Expansão da Inteligência Artificial e Realidade Aumentada: Tecnologias avançadas continuarão a transformar a interação do consumidor, proporcionando experiências mais envolventes.
  • Sustentabilidade como Pilar Central: A conscientização ambiental e social se aprofundará, consolidando a sustentabilidade como um elemento essencial nas estratégias de negócios.
  • Crescimento do Comércio Social: A integração de elementos sociais nas plataformas de compras online ganhará destaque, promovendo a interação e a colaboração entre consumidores.
  • Data-Driven Marketing e Análise Avançada: A coleta e análise de dados se tornarão ainda mais sofisticadas, impulsionando estratégias de marketing altamente personalizadas e eficazes.

    Em 2024, essas tendências continuarão a transformar o panorama do setor de varejo, promovendo um ambiente mais dinâmico e inovador para marcas e consumidores. Estar à frente dessas mudanças será fundamental para o sucesso em um mercado que exige adaptação contínua e inovação constante.

*Júlio Bastos é Diretor comercial de Outsourcing da Gi Group Holding

Jornada do consumidor e Zona ‘O’

por Josué Brazil

Em seu livro Marketing 4.0, os autores Kotler, Kartajaya e Setiawan falam do Novo Caminho de Compra do Consumidor. Eles afirmam que no marketing moderno, os clientes estão todos conectados, e isso faz com que a jornada de compra dos consumidores seja modificada e melhorada, com a adição de novas características.

O caminho de compra do consumidor diz respeito ao estágios que o consumidor enfrenta ao adquirir um produto.

Antes do advento e consolidação do marketing digital, ele era formado por 4 etapas: atenção, interesse, desejo, ação.

Agora, com o marketing digital entrando na jogada, o processo a ser seguido mudou e as quatro etapas tornaram-se 5, como veremos na sequência.

Os 5 As

Assimilação: É o início da jornada do consumidor. Nesse ponto ele é exposto passivamente a várias marcas e produtos e passa a ficar ciente da existência dessas marcas. Os autores definem o pensamento chave do consumidor nessa etapa como: “eu sei”.

Atração: depois de conhecer as marcas disponíveis e entender suas características, ele se sentirá atraído por algumas delas e são essas empresas que serão levadas em consideração. O pensamento chave do cliente é: “eu gosto”.

Arguição: A partir de sua lista de interesses, o comprador pesquisará ativamente sobre os produtos, pesquisará opiniões diversas de amigos e familiares e testará os produtos nos pontos de venda, além de, claro, comparar preços. Ao final, seu pensamento chave será: “estou convencido”.

Ação: Nesta etapa, o cliente já conheceu as opções, pesquisou e entendeu todas as características, então, está na hora da ação. Aqui será realizada a compra do produto e sua utilização. O pensamento chave do comprador nessa etapa é: “estou comprando”.

Apologia: com o tempo, os consumidores devem desenvolver uma fidelidade com a marca, o que faz com que eles não só comprem mais uma vez o produto, mas o recomendem para outras pessoas. Assim, sua a marca passar a ter o cliente como promotor, como apologista.

Zona ‘O’ (O3)

Para entender como o consumidor é influenciado ao longo dessa jornada (e saber como conduzi-lo desde o estágio de consciência até ao de recomendação), é importante conhecer o conceito que Kotler, Kartajaya e Setiawan chamam de “A zona O” (ou O3).

Segundo os autores, durante a jornada de compra, o consumidor sofre três tipos de influência:

  • Própria (own);
  • De outros (others);
  • Externa (outer).

Influências externas são aquelas que vêm de fontes como propaganda e outras ações de marketing. Também podem chegar ao consumidor através de vendedores e atendentes de serviços de atendimento ao consumidor. São propositalmente iniciadas pela marca e a empresa tem controle sobre a mensagem.

Quando o público tem mais confiança em fontes externas, a empresa deve investir bastante em ações de marketing e comunicação institucional.

Influências de outros também têm origem em fontes externas, mas não relacionadas diretamente à marca. Podem ser dicas de familiares e amigos ou conversas em comunidades, tais como redes sociais. As empresas não conseguem controlar essas mensagens.

Quando essa influência é mais importante para o público, a marca deve focar em ações nas comunidades.

Influência própria é calcada no conhecimento, vivência e experiência do próprio indivíduo. Depende do julgamento das experiências que ele teve anteriormente com diferentes marcas.

Se a influência própria é mais forte para o seu público consumidor, a marca deve dar mais ênfase à construção de uma experiência de pós-compra positiva e marcante.

Essas três fontes de influência estão conectadas entre si.

Em geral, o primeiro contato do consumidor com a marca é por meio de influência externa, seguido pela influência de outros.

Esses dois primeiros contatos irão ajudar a moldar a influência própria do cliente. “Novos consumidores geralmente passam por todos os cinco As e confiam mais em influências externas.”

A medida que se tornam mais experientes, após algumas rodadas de compra, confiam mais na influência dos outros e, às vezes, pulam o estágio de apelo, pois confiam mais nas influências próprias. Quando finalmente as pessoas encontram sua marca favorita, praticamente pulam todos os As e passam a usar a marca de forma continua – até que ela o decepcione.