Grandes nomes do mercado nacional e regional trazem tendências mundiais para o Fest´UP Vale

Edição 2023 do Fest’up Vale
Foto de Ana Victória de Cássia Mangini Nery

Ainda dá tempo de garantir ingressos para o evento, que ocorre sábado nos dois auditórios do Departamento de Comunicação e Negócios da Unitau.

Está chegando a hora do Vale do Paraíba mostrar sua ginga, ziriguidum, sotaque e borogodó na terceira edição do Fest’UP Vale, o Festival Universitário de Propaganda, que será realizado no próximo dia 29 de novembro (sábado), das 9h às 18h, no Departamento de Comunicação e Negócios da Universidade de Taubaté (UNITAU), em Taubaté.

Os ingressos do último lote serão vendidos até a próxima sexta-feira e custam R$ 40,00 para estudantes e R$ 60,00 para profissionais neste link. Na plataforma também foi disponibilizada a programação completa do evento.

Entre alguns dos temas que serão abordados no festival estão a criatividade, experiência com o cliente, patrocínio esportivo, o lado B2B do Marketing, a estratégia do riso, comunicação audiovisual em tempos de inteligência artificial e muito mais.

Esse é um dos principais festivais de comunicação e publicidade do Brasil. Com quase 40 anos de história, o Fest’UP é realizado pela APP Brasil (Associação de Profissionais de Propaganda).

Este ano, a organização, que espera contar com a presença de um público de 300 pessoas, decidiu dar um salto ainda maior, convidando algumas das lideranças mais influentes do mercado, grandes nomes da propaganda que irão ocupar dois auditórios. Entre eles, André Kassu, sócio e chief creative officer da CP+B, e Gisele Estefano, superintendente executiva nacional da Rádio e TV Band. Kassu é um dos criativos mais premiados e Gisele é prata da casa.

Segunda edição do Fest’up Vale em 2024 – Foto de Ana Victória de Cássia Mangini Nery

Nessa edição o objetivo é trazer as últimas tendências mundiais da comunicação, mas sem deixar de valorizar a nossa região e os profissionais formados nas instituições regionais de ensino superior.

Para que o festival acontecesse, a organização contou com o apoio de várias empresas: Comunicaê, Globo, Unitau, Verge, Rede Vanguarda, Only Entretenimentos, grupos Band Vale e 012 Comunicação, Locomotiva, TH+ SBT, Parlo, Podcast Bora Escutar, C+ Plus, Eletromidia e Record Litoral e Vale.

O artista plástico Felipe If fará uma intervenção de pintura mural (grafite) patrocinada pela Locomotiva e que depois ficará como legado para o campus de Comunicação e Negócios da Universidade de Taubaté.

Já a C+Plus, uma das apoiadoras do evento, montará um lounge com o objetivo de mostrar aos estudantes que a área de eventos é uma boa opção de carreira.

Fonte: Patrícia Lima (Comunicaê)
12 997866261

Branding Emocional: a nova relação do consumidor com o produto

Por Gustavo Tavares*

A História do Branding, como parte das ações de Marketing e Negócios das marcas, tem um novo capítulo nos últimos anos com a consolidação do Branding Emocional no papel central de interface simbólica e conceitual dos produtos para os consumidores. Isto é, em última análise, as marcas deixaram de ser criadas e gerenciadas como uma ferramenta de uma transação comercial, para apresentar, e mais do que isto, representar a essência, valores e personalidade das instituições, aqui colocadas de forma cada vez mais tangíveis como e em uma marca.

Se na origem, o Branding estava focado em demonstrar a procedência de um produto, suas características funcionais e diferenciais frente à concorrência, hoje as marcas também precisam se presentificar no dia a dia de uma vivência de imagens nas redes sociais, tal qual fazem os seus consumidores.

É neste modo de ser, como uma experiência viva, em que as marcas conseguem uma fina sintonia com o que nós somos, com aquilo que mostramos e também com o que queremos ser. As marcas atuam como experiência e linguagem, que toca, vibra e se mistura e não mais com o propósito de nos cercar para gerar conhecimento, lembrança e efetividade no ato de compra. As marcas devem buscar uma adequação com o “espírito do tempo” atual e principalmente com as identidades, interesses e afetos dos seus consumidores e também dos consumidores potenciais, para poder gerar pertencimento. Afinal o que sentimos, vemos e desejamos nas marcas, de alguma forma é sentido, visto e desejado por elas de volta.

A primeira camada desse fenômeno está na construção de identidade. Se o problema da marca era ser conhecida e reconhecida por meio de uma cor, logo, som, frase de assinatura (slogan) ou demais itens que constituem a identidade visual e identidade verbal, hoje, estamos em outra fase em que a demonstração clara dos manifestos da marca destrincham em detalhes a sua essência e os valores desta marca. O sistema de representação e presentificação das marcas construiu um espelho simbólico para o consumidor se ver e se reconhecer em sua identidade, em lugar de uma janela com vistas para o que era interno ao produto e/ou empresa.

Um outro ponto importantíssimo é o foco no reflexo e não mais na troca entre consumidores e marca. As pessoas estão dispostas e propiciam um vínculo afetivo forte de “ser com” uma marca em vez de “ter” um produto de tal marca. Mas vale ressaltar que esta virada está ligada à transformação da vida (em termos mais amplos e corriqueiros) por meio das tecnologias digitais, em especial as redes sociais, que por vezes podem atuar de maneira antissociais. O digital foi o catalisador dessa nova relação.

A proximidade constante entre marcas e consumidores instaura uma sensação de intimidade que nenhuma campanha de TV de 30 segundos seria capaz de sustentar sozinha. No feed, a marca fala, responde, reage, erra e pede desculpas como uma persona viva. As marcas ganharam rosto, humor, e emoção quando se tornaram personagens. E no Instagram, no TikTok ou no X, a marca responde, se emociona, compartilha, comenta, posta com a voz de quem vive.

A frieza institucional do Marketing deu lugar à vulnerabilidade performática das brand personas encarnadas. O jogo não se trata mais apenas sobre uma estrutura de consumo de produtos, mas fala muito sobre um convívio como presença digital. As marcas que riem e choram, que celebram e postam stories como se fossem a gente, estão na verdade vivenciando o dia a dia em outra escala que as permite ser, viver e sentir.

Enxergamos muito da legitimidade das marcas, porque estas são construídas de fora para dentro, pelos likes, reviews, fanpages, reacts, remixagens e memes dos consumidores, como um tipo de coautoria de construção de identidades. A audiência não é mais audiência, também é autora, editora e distribuidora de significados co-criadores. O Branding Emocional reconhece isso, pois: entender o afeto é também ceder o controle, abrir espaço para que as pessoas co-criem, contestem e ampliem o sentido da marca.

O “pai do branding” Walter Landor dizia que “[…] os produtos são criados na fábrica. As marcas são criadas na mente”, e eu não tenho dúvidas para complementar que atualmente as marcas vivem no coração dos fãs e ganharam alma presentificada nas telas e pontas dos dedos dos clientes. Em termos práticos, a marca é uma promessa que ganhou voz, um símbolo que carrega (boas) memórias e é aquilo que sobra quando o produto acaba e o eco que continua ressoando quando o consumo termina. A marca é uma ficção co-criada e compartilhada que se tornou mais que real porque acreditamos (e queremos acreditar) nela. Ela é feita de histórias, de sensações, de narrativas que se entrelaçam com nossas identidades individuais e coletivas.

Vale lembrar que no ecossistema digital surgiram os influenciadores digitais que atuam como pontes emocionais e operam como mediadores afetivos das marcas, traduzindo o discurso das marcas em cotidiano. O que era um comercial de tv, hoje é um potentíssimo “Get ready with me” no TikTok. A aspiracionalidade não está mais nos castelos de mármore, mas na vida compartilhada, nas falhas editadas, na emoção crua e próxima. A influência se tornou o novo campo de legitimação da verdade das marcas e o mais potente combustível da emoção.

Mas por que nós sentimos tanto por certas marcas? Porque, no fundo, elas aprenderam a nos narrar. Não amamos as marcas por aquilo que elas vendem, mas por aquilo que nos fazem sentir, quando uma marca toca nossas histórias de infância, de pertencimento e de futuro, ela aciona memórias e desejos que vão muito além da lógica de compra. Sentimos porque também fomos escritos dentro desta trama. O Branding Emocional é a arte de construir essas tramas com empatia, verdade, escuta e a fala no tom certo, na hora certa e do jeito certo. E talvez o grande segredo não esteja em fazer o público amar as marcas, mas em permitir que as marcas aprendam, humildemente, como amar o público.

*Gustavo Tavares é professor do Centro de Comunicação e Letras (CCL), na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

Grupo AD e Shopping Jardim Oriente preparam Black Week com descontos de até 70%

Campanha entre 24 e 30 de novembro antecipa as compras de fim de ano e reforça movimento do varejo em segmentos como moda, acessórios, decoração e eletrônicos

O Shopping Jardim Oriente, administrado pelo Grupo AD, uma das maiores gestoras de centros comerciais do País, inicia sua operação de Black Week com projeção de elevado tráfego de consumidores ao longo dos três dias de campanha. Entre 24 e 30 de novembro, o empreendimento reúne descontos de até 70% em diversas categorias, estimulando a antecipação das compras de Natal e ampliando a atratividade para itens de moda, beleza, eletrônicos, brinquedos, decoração e produtos sazonais.

“A Black Week é um dos períodos mais relevantes do calendário do varejo e representa uma oportunidade estratégica tanto para os lojistas quanto para os consumidores. A força da campanha corporativa do Grupo AD potencializa o desempenho de vendas em toda a rede, impulsionando um importante fluxo de visitantes e a conversão nas lojas”, afirma Beth Andrade, Head de Marketing do Grupo AD.

A data marca também o início oficial da dinâmica natalina do shopping, que já está decorado e com ações promocionais em andamento. Dessa forma, quem busca ofertas encontra uma experiência integrada que combina economia, conveniência e lazer, consolidando o período como a principal porta de entrada para o consumo de fim de ano.

No Shopping Jardim Oriente, parte das ofertas pode ser encontrada em lojas como Lojas Americanas, Pernambucanas, C&A, Morana, Life Vivara, Oscar Calçados, Polo Play, Di Gaspi, Caedu, Hipermercado Shibata entre outras lojas com condições ampliadas para diferentes perfis de compra e tíquetes variados. E também na Praça de Alimentação, pratos selecionados com desconto.

“Além das promoções imperdíveis, o clima de Natal já toma conta do empreendimento, o que torna a experiência de compra ainda mais prazerosa. Nossa expectativa é de um aumento expressivo no movimento e de resultados muito positivos para nossos lojistas”, comenta Alexandre Balúgoli, gerente geral do Shopping Jardim Oriente.

Além de descontos da Black Week, os clientes poderão participar das Campanhas Natalinas, confira:

Um Carro Peugeot 208 e 20 Vales Compras

O Noel do Shopping Jardim Oriente quer dar um presentão para os consumidores. A cada R$250,00 em compras o cliente concorre a um carro 0km, Peugeot 208 e 20 vales compras de R$1.000,00 na loja Oscar Calçados. A Campanha Promocional de Natal vai de 12 de novembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026, com sorteio no dia 5 janeiro de 2026. Outra boa notícia é que os números da sorte poderão valer em dobro em dias específicos: as segundas e quintas. Compras na loja Oscar Calçados, valem cupons em dobro todos os dias. A campanha promocional é válida para as trocas no balcão do shopping, no autoatendimento localizados em frente da loja C&A.

Confira o regulamento completo de participação no site

Campanha Hipermercado Shibata

Realizando compras no Hipermercado Shibata e cadastrando as notas fiscais no site do estabelecimento, os clientes concorrem a R$1,5 milhão em prêmios. A campanha vai até 7 de dezembro de 2025.

Shopping Jardim Oriente – Local: Rua Andorra, 500, Jd. América, São José dos Campos – SP. Estacionamento: GRATUITO.

Fonte: Solução Textual Assessoria

Coluna Propaganda & Arte

O Eleitor de Schrödinger: Por que sua opinião política talvez não exista até alguém perguntar

Por R. Guerra Cruz

O que um elétron e um eleitor indeciso têm em comum? Aparentemente, tudo. Na estranha e maravilhosa realidade da física quântica, existe um princípio chamado “Efeito do Observador”. De forma simplificada, ele diz que o ato de observar uma partícula subatômica altera seu comportamento. Um elétron pode se comportar como onda ou como partícula, e o que define isso é o experimento que montamos para observá-lo. A realidade, nesse nível, parece tímida: ela só se decide quando olhamos para ela.

Agora, respire fundo e troque o laboratório de física pelo cenário caótico de uma eleição. O que as pesquisas de opinião pública fazem? Elas tentam “medir” a intenção de voto, a aprovação de um governo ou a opinião sobre um tema polêmico. No entanto, assim como o físico que espia o elétron, o pesquisador, com sua prancheta (ou tablet), não está apenas tirando uma foto da realidade. Ele está, muitas vezes, ajudando a criá-la.

A opinião que nasce do questionário

Muitos teóricos de metodologia, como o sociólogo francês Pierre Bourdieu, foram categóricos ao afirmar que “a opinião pública não existe”. O que ele queria dizer com essa provocação? Que a maior parte das pessoas não passa o dia refletindo sobre a reforma tributária ou a política externa para o Mercosul. Vivemos nossas vidas, e nossas “opiniões” sobre esses temas são, na melhor das hipóteses, um nevoeiro de sentimentos, informações parciais e conversas de bar.

Aí chega o pesquisador e pergunta: “Em uma escala de 0 a 10, qual o seu grau de concordância com a nova política de juros do Banco Central?”.

Nesse exato momento, um universo de possibilidades colapsa em um único ponto. Você, que nunca havia pensado em “grau de concordância”, é forçado a criar uma opinião ali, na hora. Você busca no seu HD mental fragmentos de notícias, o comentário de um tio no grupo da família, a cara do ministro da economia… e pimba: “Acho que… 7”.

Parabéns, você acaba de participar da criação da “opinião pública”. Sua reflexão não existia um minuto antes. A pergunta não mediu uma opinião pré-existente; ela a invocou à existência.

A arte de induzir a realidade: pesquisas como armas

Se o simples ato de perguntar já altera a realidade, imagine quando a pergunta é desenhada para isso. Entramos no campo das perguntas tendenciosas (ou induzidas), a ferramenta quântica preferida de certos estrategistas políticos.

Compare estas duas perguntas:

“Você é a favor do candidato Fulano?”
“Você é a favor do candidato Fulano, que promete aumentar os investimentos em educação e saúde, ou do candidato Beltrano, cujas propostas podem levar a cortes no orçamento?”

A primeira pergunta tenta ser um observador neutro. A segunda é um observador que já chega com um martelo na mão, pronto para forçar a partícula-eleitor a se comportar de um jeito específico. A “experiência” muda porque o método de observação foi alterado. O resultado não reflete a opinião do entrevistado, mas a sua reação à moldura que lhe foi apresentada.

É por isso que diferentes institutos de pesquisa, usando metodologias distintas, podem chegar a resultados tão díspares.

Alguns usam amostras mais aleatórias, outros estratificam por renda e região, e alguns… bem, alguns parecem mais interessados em construir uma narrativa do que em medir a realidade.

A política no multiverso da opinião

A analogia com a física quântica não é apenas uma licença poética. Ela nos leva a uma conclusão vertiginosa sobre o nosso tempo. Se o ato de observar cria a realidade e vivemos na era da observação constante – com pesquisas diárias, trending topics, enquetes de Instagram e monitoramento em tempo real –, então a “opinião pública” nunca foi tão instável e multifacetada.

Ela não é mais uma fotografia, mas um filme frenético. Pior: um filme interativo onde os próprios cineastas (institutos de pesquisa, mídia, campanhas) alteram o roteiro enquanto filmam.

A grande revelação não é que as pesquisas erram. É que, talvez, elas não possam acertar por definição. Não existe uma “verdadeira” intenção de voto a ser descoberta, assim como não existe uma “verdadeira” posição do elétron antes de ser medido. O que existe é um campo de potencialidades, uma superposição de estados – o eleitor é, ao mesmo tempo, pró-candidato A, pró-candidato B e completamente desinteressado, tudo ao mesmo tempo. Ele é o Eleitor de Schrödinger.

A opinião só se materializa quando a “caixa” é aberta pela pergunta de um pesquisador. E, no instante seguinte, ela já pode ter voltado a ser uma nuvem de probabilidades.

Portanto, da próxima vez que você vir uma pesquisa de opinião, não a encare como um retrato da realidade, mas como o resultado de um experimento. Um experimento que, por sua própria natureza, nos diz mais sobre o observador e suas ferramentas do que sobre o objeto observado, esse misterioso e fascinante universo quântico que chamamos de “eleitorado”.