O que faz o consumidor perder a confiança nas marcas?

Por Larissa Lopes*

Vivemos em uma era marcada pelo excesso de informação. São inúmeras mensagens chegando por todos os lados: ofertas, lembretes de pagamento, cobranças, convites e muito mais. Mas, ao invés de facilitar a vida do consumidor, essa enxurrada de comunicação, muitas vezes, causa o efeito inverso, gerando desconfiança, irritação e distanciamento entre o consumidor e as marcas. Sendo isso algo extremamente prejudicial para o destaque de qualquer empresa, e que deve ser uma prioridade internamente.

Um dos maiores problemas que acaba ocasionando essas insatisfações está nas bases de contato desatualizadas, fazendo com que muitas dessas mensagens sejam enviadas para as pessoas erradas, em canais inadequados ou em horários inoportunos. Dados incorretos levam a inúmeras tentativas frustradas de contato, e qual o resultado disso? Um consumidor que não quer mais atender chamadas, abrir e-mails ou interagir com marcas de forma geral.

Segundo um relatório da CX Trends, como prova disso, 65% dos consumidores já desistiram de comprar de uma marca após terem tido uma experiência ruim. Além disso, de tanto receber ofertas que não fazem sentido, o cliente simplesmente desliga da comunicação – algo que não ocorre apenas de uma ineficiência operacional.

Quando uma marca aborda o usuário de forma inadequada, ela mina a credibilidade que levou tempo para construir, o que ocasiona em dinheiro perdido, campanhas ineficientes e ROI baixíssimo. Afinal, ao disparar uma comunicação em massa para pessoas erradas, o investimento nunca retornará. Algo que pode, certamente, ser evitado com alguns cuidados diários.

Para reverter esse cenário, é essencial priorizar a relevância e a precisão na comunicação. Isso significa, antes de mais nada, que é preciso ter certeza de que a mensagem chegará à pessoa certa. Hoje, felizmente, já é possível cruzar os números de contato ao CPF do usuário através de ferramentas que certificam que o contato da marca será feito, exatamente, com quem ela quer falar.

Além disso, investir em canais interativos e não invasivos é fundamental. O RCS, sistema de mensageria do Google, por exemplo, permite que as marcas interajam com seus clientes de forma criativa e eficiente, usando mensagens ricas em conteúdo que incluem o envio de texto, fotos, gifs, e um carrossel completoTudo isso, em uma caixa de entrada separada daquela que eles usam para assuntos pessoais no dia a dia.

Quando uma empresa se preocupa em falar com a pessoa certa, os benefícios são claros. Para o consumidor, a maior assertividade neste contato com o apoio de tecnologias e sistemas que elevem a interação e riqueza na comunicação contribuem para uma menor quantidade de contatos indesejados e, consequentemente, um maior número de mensagens mais relevantes para seu perfil e necessidades.

Para as empresas, esses investimentos permitirão uma maior eficiência nas campanhas, assertividade no contato com o usuário certo e uma maior economia ao evitar mensagens para pessoas erradas.

A comunicação respeitosa, no final, sempre será a grande chave para que consumidores confiem nas marcas. Àquelas que estão enfrentando desafios nessa missão, é hora de repensar como se conectar com seu público e priorizar a construção de relações baseadas em relevância para o usuário, não só para marca. Isso é o que impulsionará a empresa como uma grande referência em seu segmento, fortalecendo e enriquecendo sua relação com seus clientes.

*Larissa Lopes é Head de Marketing e Pré-vendas da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.

Estágio em Marketing & Inovação

Estágio em Marketing & Inovação na Imagem Geosistemas

Descrição da vaga

A Imagem Geosistemas está em busca de um Estagiário (a) de Marketing e Inovação para integrar seu time e apoiar no desenvolvimento de estratégias criativas que impulsionem a marca e fortaleçam a cultura de inovação da empresa. Se você é curioso, criativo e apaixonado por novas tendências de mercado, marketing digital e inovação, essa oportunidade é para você!

Responsabilidades e atribuições:

  • Atualizar a Central de Ideias/Iniciativas com novos registros.
  • Auxiliar no agendamento de reuniões da Central de Ideias e registrar atas.
  • Acompanhar o status das ideias e dar suporte aos ideadores.
  • Criar apresentações para o Comitê de Inovação.
  • Manter atualizada a planilha de controle das ideias.
  • Exportar relatórios gerenciais da plataforma.
  • Apoiar na criação e execução de campanhas de marketing digital e offline.
  • Colaborar com equipes multidisciplinares em projetos de inovação e marketing 360°.

Requisitos:

  • Estar cursando graduação em Marketing, Publicidade, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, ou áreas relacionadas.
  • Organização, proatividade e atenção aos detalhes.
  • Boa comunicação e habilidades interpessoais.
  • Conhecimento em Pacote Office (Excel, PowerPoint, Word).
  • Conhecimento em Marketing Digital

Informações adicionais – O QUE OFERECEMOS

– Alimentação / Refeição (inclusive nas férias)

– Vale Transporte

– Auxílio Home Office

– Seguro de Vida e Acidentes Pessoais

Família

– Day Off de Aniversários de filhos de até 16 anos

Bem-Estar

– Trabalho Híbrido

– Horário Flexível

– Day Off de Aniversário + Voucher Ifood

– Plano de Academia

– Conversas guiadas sobre Saúde Emocional

Desenvolvimento

– Carreira em “Y”

– Oportunidades de movimentação interna

– 2 horas de estudos semanais durante o expediente

– Capacitação comportamental

– Avaliação Continuada com feedbacks e acompanhamento permanente para apoio à evolução profissional do Colaborador

– Plano de Desenvolvimento Individual com capacitações e ações voltadas a cada Colaborador

Candidate-se por aqui

 

Do passado ao presente: marcas buscam na nostalgia uma forma moderna de conexão com o público

Por Julio Bastos*

A nostalgia está em alta no marketing global. Recentemente, a Nestlé trouxe de volta o icônico Chocolate Surpresa, sucesso dos anos 80 e 90. Atendendo aos inúmeros pedidos de consumidores nas redes sociais, a marca não apenas relançou o produto, mas também adaptou a experiência para os tempos modernos. As barras voltaram com figuras em alto-relevo de animais da fauna brasileira, enquanto os colecionáveis, que antes vinham em papel, agora são digitais e podem ser resgatados online. A decisão da Nestlé ilustra bem como a combinação de nostalgia e inovação tem se tornado uma estratégia poderosa e bastante recorrente no ramo publicitário.

Mas o que está por trás desse apelo à nostalgia? Essa alternativa pelo resgate não é aleatória. A tentativa pela retomada de emoções e elementos positivos e prazerosos do passado se manifesta na recuperação de memórias afetivas ligadas a situações ou objetos específicos. Quem nunca se viu puxando na memória alguma boa lembrança ao ouvir uma música que gostava na adolescência ou degustando uma comida prazerosa que remete aos velhos tempos?

Quando evocam memórias positivas, marcas conseguem estabelecer uma relação mais próxima e duradoura com seu público. Além disso, em um mundo repleto de incertezas e problemáticas, a nostalgia oferece uma sensação importantíssima de conforto e familiaridade. Além disso, campanhas nostálgicas fortalecem a lealdade do consumidor, criando um senso de pertencimento à marca

Contudo, o resgate do passado não pode ser feito de forma desatenta. Hoje, esse movimento é fortemente acompanhado do uso inteligente de elementos mais modernos e inovadores da tecnologia. Até porque, se pararmos para pensar, ela protagoniza um papel fundamental na formação das tendências atuais, especialmente quando falamos sobre o fenômeno da nostalgia. A retomada dos anos 90 e 2000, por exemplo, está muito ligada a como a própria tecnologia influencia a maneira como consumimos e revivemos essas décadas.

Redes sociais como Instagram e TikTok, por exemplo, possuem em seus mecanismos formas de potencializar a viralização de conteúdos nostálgicos. O algoritmo dessas plataformas favorece o ressurgimento de materiais populares do passado, criando um ciclo de tendências que conecta diferentes gerações. Outro aspecto fundamental é a digitalização de conteúdos. Plataformas de streaming como Spotify, YouTube e Netflix eliminam as barreiras temporais, permitindo que jovens explorem e conheçam conteúdos dos anos 90 e 2000 com extrema facilidade.

Como resultado, as marcas também acompanham essa alternativa de representação do novo de forma modernizada, a fim de fisgar o público através da saudade. E exemplos nesse sentido não faltam. Podemos citar o PlayStation Classic, que oferece jogos antigos dos videogames da Sony para a versão atual de consoles. A Nokia também bebeu dessa fonte ao trazer, há alguns anos, de volta o famoso modelo 3310, porém, obviamente, com características modernizadas (como câmera e conectividade 4G). Ou ainda a Levi’s e Adidas lançando sneakers e roupas inspiradas nos anos 90, usando materiais mais modernos ou tecnologias de conforto, porém mantendo o visual vintage.

Essa atuação nostálgica das marcas vai além da mera recuperação de produtos queridinhos do público. Até mesmo campanhas inteiras podem ser recicladas. Isso porque, quando adaptadas para a realidade atual, têm um grande impacto no awareness de marca e sensação de pertencimento. Recentemente, a Volkswagen utilizou inteligência artificial para recriar a cantora Elis Regina em um comercial que simulou um reencontro emocionante com sua filha, Maria Rita. Além de homenagear um ícone da música brasileira, a campanha ganhou prêmios e consolidou a marca como inovadora e conectada às emoções do público.

Em um mercado onde a concorrência é cada vez mais acirrada, a nostalgia se torna um recurso valioso – desde que utilizada de forma criativa e autêntica. Mais do que olhar para o passado, trata-se de relembrá-lo, e, de alguma forma, revivê-lo, criando um diálogo entre diferentes épocas. O resultado é uma combinação que fortalece a relação emocional entre consumidores e marcas. Assim, o velho e o novo se encontram para contar histórias que conectam e inspiram de tempos em tempos.

*Julio Bastos é CCO do Mission Brasil, a maior plataforma de serviços recompensados do Brasil.