Uma geladinha sustentável, por favor, seu garçom!

Os tipos de cerveja que vão estar no copo do brasileiro em 2025 e os hábitos de consumo das novas gerações que tendem a moldar e impulsionar o mercado nos próximos anos

Por Raissa Almeida*

Raissa Almeida, coordenadora de Marketing da O-I Glass

Segundo a Euromonitor International – empresa britânica que pesquisa mercados globais e fornece análises de inteligência estratégica sobre setores econômicos do mundo todo –, embora o mercado de cerveja no País tenha crescido 3%, em média, nos últimos três anos, e dado um ligeiro salto de 1%, em 2024, ultrapassando os mais 14,6 bilhões de litros consumidos pelos brasileiros, os novos hábitos de consumo das gerações Millenium e Z serão determinantes para impulsionar as preferências à mesa nos próximos anos.

Em 2020 houve uma expressiva retração do mercado de cerveja devido à pandemia de Covid-19, que deixou legados, como a maior conscientização da população para questões relacionadas à saúde física e mental. O impacto disso se reflete no consumo de bebidas alcoólicas no geral. No caso das cervejas, observamos mudanças em dinâmica e preferência: as pessoas estão bebendo menos, porém melhor. É o que chamamos de “premiunização”, quando o consumidor passa a escolher marcas de maior valor agregado, mesmo que isso signifique reduzir a quantidade consumida.

Outra tendência que pegou carona no período pós pandemia foi a de “saudabilidade”, com o consumidor passando a reduzir ou parar totalmente o consumo de bebida alcoólica, buscando versões zero álcool ou com baixa caloria. Esse movimento é impulsionado sobretudo pela geração Z, ou pós-millenial, hoje na faixa etária dos 20 anos, bastante sensível ao chamado consumo consciente, cujo conceito amplo inclui modo de produção sustentável, qualidade e rastreabilidade dos produtos, preservação do meio ambiente, dentre outros aspectos.

A união dessas duas tendências, premiunização e saudabilidade, tem sido muito positiva para o vidro, embalagem que mais agrega valor às marcas e a única 100% inerte, ou seja, que conserva as características originais do produto envasado, sem riscos de contaminação por resíduos ou micropartículas, como pode acontecer com embalagens feitas de outros materiais.

Esse contexto fez com que as gigantes Ambev e Heineken, principais fabricantes de cerveja no Brasil e no mundo, se movessem para acompanhar e atender a demanda de consumo, ampliando seus portfolios lançando versões zero álcool e com menos calorias de suas principais marcas, como a Heineken 0.0%, Budweiser Zero, Corona Cero Sunbrew, Michelob Ultra e Amstel Ultra. O sucesso desses lançamentos se refletiu em números: 2024 foi o ano em que esse segmento se consolidou, apresentando crescimento médio de 25% no volume de litros consumidos, em relação ao ano anterior.

Embalagens menores e individuais também têm sido uma outra estratégia adotada pelos fabricantes de cerveja para cativar os jovens consumidores, que apresentam maior necessidade de experimentação. Em 2024, houve um crescimento de 4,8% na produção desses itens no Brasil, que passam a ocupar cada vez mais espaço nas gôndolas de supermercados.

Por serem descartáveis, o aumento da demanda por embalagens menores poderia resultar na geração de mais lixo. Para evitar esse possível impacto negativo ao meio ambiente, a indústria de embalagens de vidro e as marcas de cerveja se uniram para desenvolver versões retornáveis das tradicionais long necks. Dessa forma, entregam ao consumidor solução para atender suas aspirações e ideais de consumo consciente e sustentável – necessidades que seguirão em curva ascendente.

*Raissa Almeida é formada em Administração e Marketing, e atua como Coordenadora de Marketing da O-I Glass

Dança das cadeiras

Passagem de mês com movimento

O final de janeiro e início de fevereiro vive muitas movimentações do mercado de comunicação e marketing do Vale do Paraíba.

Veja abaixo um pouco do que rolou nos últimos dias.

A relações públicas Giovanna Barrios começou a trabalhar como Assistente de marketing na Sua Diária – Soluções Imobiliárias.

A publicitária valeparaibana Patrícia Cordeiro acabou de assumir o posto de Gerente de Projetos Regionais no Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Isabela Costa estudante de Design Gráfico na Universidade de Taubaté acaba de assumir o cargo de assistente de arte na Rago Comunicação.

Formada em Publicidade e Propaganda pela UNITAU, Caroline Bittencourt passa a atuar como Social Media Specialist na A Squared Media LLC.

Engajamento e comunicação no ambiente digital: desafios e oportunidades

Por Raquel Sodré*

Em um mundo cada vez mais conectado, o ambiente digital se tornou o principal canal de comunicação para empresas e organizações. No entanto, essa migração para o digital apresenta desafios únicos, ao mesmo tempo que abre um leque de oportunidades para engajar equipes e comunidades com colaboradores e parceiros de vendas. Como alinhar eficiência, clareza e inovação em um cenário repleto de informações?

A quantidade de conteúdos compartilhados diariamente no ambiente digital pode ser avassaladora. Em meio a notificações, e-mails e aplicativos, os colaboradores muitas vezes se sentem perdidos, o que compromete a absorção de informações importantes. Além disso, muitos negócios enfrentam o problema de usar diversas ferramentas de comunicação, gerando desencontros, mensagens redundantes ou até a perda de informações críticas.

Outro desafio é o baixo engajamento, que no digital não é automático. Colaboradores podem se sentir desconectados ou desmotivados a interagir com ferramentas corporativas que não oferecem relevância ou incentivo, e nem transmitem o senso de pertencimento, algo tão importante para os profissionais. Para empresas com equipes diversas – sejam elas operacionais, administrativas ou de turnos alternados –, a adaptação de mensagens para diferentes perfis e necessidades também é uma tarefa complexa.

Diante desses obstáculos, como as empresas podem aproveitar o potencial do ambiente digital?

Ferramentas que permitem personalização e segmentação podem tornar a comunicação mais relevante e direcionada. A mensuração de interações digitais oferece insights valiosos para ajustar campanhas internas, avaliar o engajamento e entender melhor as necessidades do público. Além disso, a criação de treinamentos acessíveis e dinâmicos, que não dependam do ambiente físico, realizados em horários flexíveis e revisados conforme necessário, também é uma necessidade das empresas.

Outra estratégia poderosa é a gamificação, que incorpora pontuações e recompensas, para aumentar o engajamento dos colaboradores. Transformar tarefas cotidianas em experiências motivadoras pode fazer toda a diferença para equipes desmotivadas.

Nesse cenário, existem soluções que podem conectar marcas e pessoas com o uso de tecnologia. O engajamento não é apenas um objetivo, mas uma consequência natural de uma comunicação bem-feita e de experiências significativas para o colaborador.

O ambiente digital apresenta desafios reais, mas também oferece oportunidades incríveis para empresas que desejam inovar em suas estratégias de comunicação interna, para seus parceiros. Centralizar informações, usar dados de forma estratégica e criar experiências engajadoras são passos essenciais para quem busca não só manter, mas ampliar a produtividade e a satisfação das equipes.

Acredito que, com as ferramentas certas, é possível transformar desafios em soluções que fortalecem a de todos os perfis de empresa, principalmente as que querem comunicar sua cultura, valores e metas a todos os cargos da empresa da melhor forma para cada um, e criam ambientes digitais verdadeiramente colaborativos. Afinal, no centro de toda comunicação está o desejo de conexão – e o digital é a ponte para alcançar isso.

*Raquel Sodré é CEO da Noz Comunidades