Vaga aberta para Assistente de Marketing

Vaga para Assistente de Marketing

Vaga temporária com chance de efetivação;
Ensino Superior cursando ou concluído;
Experiência com criação e edição de fotos e vídeos;
Atuará em São José dos Campos/SP.

APP Brasil inicia o Projeto Academia APP deste ano

Marcia Esteves abre o projeto Academia APP em 2024

Marcia Esteves é a convidada da primeira edição de 2024 do projeto Academia APP, promovido pela Associação de Profissionais de Propaganda – Brasil. CEO e sócia da Lew’Lara\TBWA e presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), ela abordará o tema “Simplicidade como um ativo poderoso para as marcas diante de um mundo tão complexo” em uma conversa com professores de cursos de comunicação. O evento acontece dia 5 de março (terça-feira), às 14h30, com apoio da JCDecaux.

Uma das poucas mulheres a ocupar o cargo de CEO em agências de publicidade e comunicação no Brasil, Marcia Esteves tem mais de 20 anos de experiência no mercado. Ela se destaca como profissional reconhecida, sendo nomeada uma das 50 Mulheres de Impacto da América Latina em 2023 pela Bloomberg Línea. Além disso, recebeu o Troféu Garra como liderança do Mercado pela APP Brasil em 2023, foi considerada ícone da propaganda no Prêmio Affonso Serra, conquistou os prêmios Women to Watch e Profissional do Ano da Propaganda. Marcia também figura entre os profissionais mais admirados do mercado de comunicação em 2020 e 2022 (Scopen) e é membro do Hall da Fama da Academia Brasileira de Marketing (Abramark).

Academia APP:
O Academia APP, iniciativa da APP Brasil, tem como objetivo promover a troca de informações entre o mercado profissional e a academia. Por meio de encontros com professores e coordenadores de instituições de ensino de cursos de comunicação, o projeto busca fortalecer a relação entre essas duas partes, proporcionando intercâmbio, atualizações e maior conhecimento mútuo. Essa é a contribuição da APP Brasil para o aprimoramento dos cursos de comunicação no país.

Detalhes do encontro:

Data: 05 de março, das 14h30 às 15h30

Organização: APP Brasil

Apoio: JCDecaux

Link para inscrições

Arquivos do projeto:

Os vídeos dos outros encontros estão disponíveis no canal da APP Brasil no Youtube e podem ser acionados neste link.

APP Brasil
antendimento@appbrasil.org.br

Fonte: Mariana Cruz

McDonald’s x Bob’s: quem venceu a “batalha dos sanduíches”?

A YouGov analisou indicadores das duas redes que anunciaram edições limitadas na mesma semana

A YouGov, multinacional de pesquisa on-line, analisou indicadores de sua ferramenta YouGov BrandIndex, para avaliar o desempenho das duas redes que lançaram edições limitadas de sanduíches, quase simultaneamente, no Brasil em janeiro: McDonald’s e Bob’s.

Dia 17 de janeiro, o McDonald’s revelou o retorno do McFish, um sanduíche de peixe que a marca parou de vender em 2019. E apenas dois dias depois, o Bob’s apresentou o novo Sanduba de Mortadela, uma homenagem da empresa aos 470 anos de São Paulo. Coincidentemente, os dois produtos também estariam à venda na mesma época, nos últimos dias de janeiro.

Qual das duas redes de fast food conseguiu prevalecer nessa “batalha dos sanduíches” improvisada no Brasil? Os dados do BrandIndex refletem que o retorno do McFish não gerou o mesmo entusiasmo entre a população em geral que se poderia esperar, considerando que o sanduíche de peixe do McDonald’s teve até mesmo um “movimento oficial” para seu retorno nas mídias sociais. Sua classificação do Buzz permaneceu a mesma, e até caiu, entre 10 de janeiro e 8 de fevereiro.

Essa classificação reflete quantas pessoas ouviram histórias sobre a marca nas mídias sociais, nas notícias ou conversando com amigos e familiares, bem como o quanto essas histórias são positivas (ou negativas). Em 10 de janeiro, apenas uma semana antes de anunciar o retorno do McFish, o McDonald’s tinha uma pontuação de Buzz de 39,4 pontos. Em 8 de fevereiro (os últimos dados disponíveis), alguns dias após seu lançamento para o público em geral (6 de fevereiro), sua pontuação no Buzz era de apenas 34,8 pontos. Nem o anúncio, nem o lançamento em pré-venda, nem o lançamento geral parecem ter criado um pico de interesse.

O mesmo fenômeno pode ser observado em outros indicadores-chave do BrandIndex para o McDonald’s. Sua pontuação de Consideração (que mostra a porcentagem de consumidores que considerariam incluir a marca em sua próxima decisão de compra) caiu de 42,8 pontos em 10 de janeiro para 34 pontos em 8 de fevereiro. Até mesmo os índices de Exposição Boca a Boca (quantas pessoas falaram sobre a marca com amigos e familiares) e Consciência da publicidade (quantos brasileiros se lembram de ter visto um comercial) apresentaram quedas de até 10 pontos nesse período.

A situação do Bob’s não foi muito melhor. Em 12 de janeiro, uma semana antes de revelar o lançamento de seu sanduíche, a pontuação do Buzz da marca era de 16,1 pontos. Em 7 de fevereiro, uma semana depois de o novo sanduíche estar disponível para o público em geral, seu desempenho neste indicador já era de apenas 10,6. Em outras palavras, a empresa caiu quase seis pontos inteiros no decorrer de apenas algumas semanas.

Ao mesmo tempo, é importante observar que a tendência das classificações do Bob’s (ao contrário da observada no McDonald’s) reflete algumas reações positivas ao lançamento do sanduíche. Entre 1º e 8 de fevereiro, os dias imediatamente posteriores ao lançamento do Sanduba de Mortadela em 31 de janeiro, podem ser observados sinais de uma tendência positiva. Além disso, a queda mais acentuada em sua classificação durante o primeiro mês do ano parece preceder o anúncio do sanduíche.

As classificações de Consciência da publicidade e Consideração do Bob’s também parecem ter se beneficiado ligeiramente do lançamento do novo sanduíche da marca, pois mostram uma pequena tendência de melhoria nos dias após 31 de janeiro. Entretanto, esses movimentos são pequenos e, o que é mais importante, a rede de fast food ainda mostra uma queda consistente nos índices de Exposição Boca a Boca e Cliente atual durante o período.

Sanduíches de edição limitada são uma boa estratégia?

Dados do YouGov Global Profiles indicam que tanto o Bob’s quanto o McDonald’s tiveram um desafio substancial desde o início. No Brasil, de acordo com os dados da plataforma em 19 de janeiro, 44,1% dos consumidores adultos comem fast food com menos frequência do que uma vez por mês ou nunca. Essa não é uma das porcentagens mais altas entre os 48 países analisados, mas está acima do número registrado para todos os consumidores pesquisados pela plataforma (37,4%).

Além disso, de acordo com informações do YouGov Profiles, os brasileiros que consomem fast food com relativa frequência parecem ser muito mais relutantes a estratégias como o relançamento do McFish e o novo Sanduba de Mortadela. Em comparação com a população em geral, os consumidores que comem uma vez por semana (ou com mais frequência) nesses tipos de restaurantes têm maior probabilidade de acreditar que os eventos especiais organizados pelas marcas são apenas uma moda passageira ou uma desculpa para arrancar dinheiro dos consumidores. Eles também têm maior probabilidade de se distanciar de iniciativas com tempo limitado.

Metodologia

YouGov BrandIndex coleta dados sobre milhares de marcas todos os dias. A pontuação do Buzz de restaurantes de fast food é baseada na pergunta: “Nas ÚLTIMAS DUAS SEMANAS, sobre quais dos seguintes restaurantes ou serviços de entrega ouviu dizer algo de POSITIVO/NEGATIVO (seja nas notícias, em publicidade ou em conversas com amigos e familiares)?” e entregue como uma pontuação líquida entre –100 e + 100. As pontuações são baseadas em uma média de amostra diária de 203 adultos Brasil entre 7 de janeiro e 8 de fevereiro de 2024. Os números baseiam-se numa média móvel de duas semanas.

YouGov Global Profiles é um banco de dados consistente globalmente com mais de 1.000 perguntas em 48 mercados. As informações são baseadas na coleta contínua de dados entre adultos maiores de 16 anos na China e maiores de 18 anos em outros mercados. Os tamanhos de amostra para YouGov Global Profiles flutuam ao longo do tempo, mas o tamanho mínimo de cada amostra é sempre de cerca de 1.000. Os dados para cada mercado usam amostras nacionalmente representativas fora da Índia e dos Emirados Árabes Unidos, que usam amostras representativas da população urbana, e China, Egito, Hong Kong, Indonésia, Malásia, Marrocos, Filipinas, África do Sul, Taiwan, Tailândia, e Vietnã, que usam amostras representativas da população online.

YouGov Profiles é baseado em dados coletados continuamente e pesquisas contínuas, em vez de um único questionário limitado. Os dados de perfis para o Brasil são nacionalmente representativos e ponderados por idade, gênero e região.

Dicas para a sua estratégia de marketing fugir do genérico

CTRL C + CTRL V: 4 dicas para a sua estratégia de marketing fugir do genérico

A solução para que as empresas tenham sucesso na busca de fixar espaço na mente dos seus clientes, é fugir do ‘mais do mesmo’; Hérica Machado e Gustavo Alves, da KARU, agência de marketing especializada em soluções tailor made, falam sobre as principais alternativas para criar uma estratégia de sucesso

Nos últimos anos, o marketing tem sido o principal meio para que as empresas cheguem aos seus clientes e ocupem seu espaço no mercado. Uma comprovação disso é o relatório The Voice of the Marketer 2024, lançado pela consultoria Warc, que entrevistou 1.400 profissionais em todo o mundo e prevê que o investimento global em marketing irá aumentar em 8,2% em 2024, chegando a US$1 trilhão. Entretanto, para que as empresas consigam marcar a sua presença na mente dos clientes através de um bom marketing, é imprescindível que as estratégias não sejam genéricas.

Para Hérica Machado, fundadora e Head de Estratégia da KARU, agência de marketing especializada em soluções tailor made, a chave para a personalização assertiva está nos dados. “Estou falando da interpretação e entendimento dos dados que temos em mãos, quando cada indicador se faz importante na discussão e o que deve ser levado para cada camada. Um dos desafios das equipes de marketing mais latentes é como provar que o investimento foi eficiente, que realmente trouxe retorno além de impacto. Para a diretoria, o importante é ter uma visão simples que mostre o investimento e o ponteiro que mudou. A equalização desse dilema passa pela organização e priorização dos dados, que leva a discussões por camadas e tomada de decisões mais assertivas”, explica.

Além disso, para Gustavo Alves, sócio e Head de Projetos e Atendimento na KARU, para evitar generalizações ao criar estratégias, é essencial priorizar a contextualização. “Antes mesmo de definir as estratégias, é necessário dar um passo atrás e aprofundar o entendimento de cada cenário, grupos de públicos e como tudo isso se relaciona com os objetivos iniciais. No cenário mais tático uma pergunta vale: como minha mensagem se comportaria em diferentes canais e formatos?”, entende.

Existem algumas alternativas que podem ser usadas na busca de fugir do ‘mais do mesmo’. Pensando nisso, os especialistas listam as principais dicas para quem deseja marcar o seu cliente através de um bom marketing. Confira:

1. Entenda o contexto, mercado, cultura e características da empresa

Uma estratégia assertiva precisa de uma leitura do cenário para trazer hipóteses e caminhos de solução real. “O entendimento do mercado traz insights poderosos para o desenvolvimento de ações que geram impacto para levar o negócio para outro nível. É preciso buscar uma evolução e performance com assertividade na mensagem para o público correto. Acredito que seja o entendimento dos dados históricos, de mercado e do negócio que nos guiam para a solução mais eficaz. Conectar várias personas, soluções, produtos e praças de maneira assertiva só é possível com o desenvolvimento de uma estratégia sob medida que leve em consideração cada uma dessas nuances e consiga projetar as iniciativas a longo prazo”, analisa Hérica.

Em qualquer projeto de comunicação, é essencial reconhecer as nuances e sensibilidades presentes, especialmente ao direcionar uma mensagem para um público específico. “Isso requer um entendimento profundo do contexto, mercado e cultura dos envolvidos. Para criar uma conexão genuína, é necessário gerar um sentimento de autenticidade e diferenciação em cada indivíduo. As características distintivas da empresa ou solução devem ser evidentes, contribuindo para a construção de uma identidade coesa. Investir tempo e recursos nessas etapas iniciais é crucial para garantir que a comunicação seja eficaz e impactante, alcançando o público de maneira significativa e memorável”, complementa Gustavo.

2. Converse com o público certo

Com uma estratégia bem definida, é preciso validar o entendimento sobre o público. Mais importante que saber quem é preciso impactar, é entender quais suas dores, anseios e o que o move. “O público não direciona apenas o que configuramos nas ferramentas, mas como a mensagem deve chegar, em que momento e com que roupagem. Considerando que tudo que está nos feed sociais, as marcas concorrem com os conteúdos de influenciadores, amigos, família, outros anúncios. Para ser realmente relevante e despertar a ação da audiência é imprescindível ter uma abordagem rápida, direta e que se comunique com a necessidade da persona”, diz a fundadora da KARU.

Para Gustavo, a pergunta que deve ser feita é: Em meio a diversas comunicações, como sua mensagem se conecta com o público desejado? “A chave está em 2 coisas: aprendizados e falar a língua do seu público-alvo. Mas isso só será possível com timing e uma operação ágil. Segmentar por interesse ou usar um mix de formatos, por exemplo, oferece uma oportunidade única para alcançar esse grupo específico de usuários. Mais que uma mera função numérica, a análise de dados sobre seu público é fundamental para contextualizar e reforçar a assertividade! Diminuir os ciclos de aprendizado e otimizar tudo que tiver alcance enquanto uma campanha estiver no ar também é sinônimo de sucesso”, exemplifica.

3. Conecte a sua marca com mais princípios

Uma maneira de trabalhar os princípios da marca e se alinhando a pauta ESG (environmental, social and governance), onde é possível conectar seus pilares relacionados ao meio ambiente, pessoas/sociais e a governança do negócio. “A empresa orientada ao ESG, com indicadores e metas bem definidos pode elevar a sua reputação no mercado como também seu valuation. Estamos falando de estar comprometido e engajado em fazer do mundo um ambiente melhor olhando para o planeta; a forma como a marca se relaciona com a sociedade e o que devolve para ela; e do gerenciamento da empresa, sua cultura e práticas éticas”, defende Hérica.

A principal forma de estar conectado aos seus princípios, é por meio da adaptação cultural, já que mudar ou criar novos valores e missões é altamente complexo dependendo da dimensão da organização. “Tudo está enraizado em uma cultura aberta à inovação e pronta para se adaptar ao futuro. Atualmente, questões sociais, éticas e ambientais não podem ser ignoradas. Marcas e indivíduos devem se posicionar não apenas porque é uma tendência, mas devido à consciência coletiva sobre esses temas. Sua marca pode incorporar mais princípios, desde que olhe para dentro e compreenda como isso se refletirá e fará sentido para seu público-alvo”, entende Gustavo.

4. Não se esqueça do tailor made

Para Hérica, não existe fórmula mágica e nem método chave que resolva cenários específicos, mesmo que do mesmo segmento. “Quando falamos de marketing temos uma série de variáveis que precisam ser consideradas para uma solução que realmente resolva a dor do momento para aquele negócio. Cada negócio é um organismo, que está em uma fase diferente, tem seus dilemas próprios e é de extrema importância que exista um entendimento mais profundo para ações eficientes. Se cada negócio tem suas próprias características, porque vamos tratar as soluções de marketing, mensagem e expansão de vendas da mesma maneira?”, completa Hérica Machado.

Tailor made é uma forma mais especializada de entregar serviços ou qualquer solução. “Ao invés de absorver uma problemática e tratá-la de maneira genérica, com opções tailor made são criadas novas formas, abordagens e maneiras de resolver o problema. Essa abordagem individualizada aumenta a eficiência, pois reconhece a singularidade de cada situação. O que defendo é para que não se apegue ao que está feito hoje. Tempos depois verá que faria melhor, e esse movimento tende a nos impulsionar a uma cultura baseada em testes, erros, acertos e consequentemente, muito aprendizado”, finaliza Gustavo Alves.