Os Exportados

Segunda entrevista da série conversa com Helena Bonesio

Como diria meu velho pai, os Bonesio “tão com tudo e não tão prosa”. Explico: Helena Bonesio, nossa entrevistada da vez, é prima de Thélio Bonesio, a quem recentemente entrevistamos aqui no blog. Essa família manda muito bem em comunicação.

Vamos acompanhar o que a Helena tem a nos dizer!

1 – Como você iniciou sua carreira no vale?
Sou formada em Jornalismo pela Universidade de Taubaté, mas como jornalista atuei apenas alguns meses em meu primeiro estágio, que aconteceu no segundo ano da faculdade quando fiz parte da equipe de produção de um programa que a Unitau possuía diariamente na TV Band Vale. Eu atuava como produtora, mas também fiz algumas matérias como repórter. No terceiro ano da faculdade passei por um longo processo seletivo na Embraer, em São Jose dos Campos. Meu sonho era fazer parte da equipe de Assessoria de Imprensa, mas na época não existia vaga de estágio na área. Como eu havia me saído bem no processo seletivo fui convidada a ir para a equipe de marketing, pra trabalhar com planejamento de mídia e campanhas de publicidade. Aceitei na hora, mesmo sem saber muito bem o que eu iria fazer. Afinal de contas eu era jornalista e não possuía muito conhecimento em mídia. Logo no inicio me apaixonei por publicidade e sabia que era aquilo que eu queria para minha vida. Por esta razão decidi investir em conhecer profundamente o assunto. Não mudei de curso na faculdade, pois já estava no terceiro ano de jornalismo e achei melhor terminar, mas logo que me formei ingressei na Pós-graduação de Gestão de Comunicação e Marketing na Unitau, o que me deu uma base teórica do marketing que até então eu não possuía. Assim que terminei a faculdade fui contratada na Embraer e deixei de ser estagiaria de mídia para me tornar responsável pelo planejamento de mídia e pelas campanhas da empresa, nacionais e internacionais. Nesse período cresci muito. Fiz viagens internacionais para reuniões com as agências de publicidade e fiz vários cursos também, tanto no Brasil como no exterior. Trabalhei com grandes agências de publicidade no Brasil, como McCann, Dentsu e Africa, o que fez com que, aos poucos, eu começasse a me aproximar do mercado de São Paulo. Nesse período conheci de perto ícones da publicidade, como Nizan Guanaes, o que gerou em mim um interesse de estar mais perto do que acontecia em São Paulo, o olho do furacão publicitário.

2 -Em que área atua atualmente e como chegou ao mercado de são Paulo?
Atualmente sou Coordenadora de Marketing Digital e CRM na Hyundai CAOA (trabalho recém-iniciado). Sempre procurei estudar muito e participar o máximo possível de cursos, congressos e workshops de publicidade. Apesar de não conseguir aplicar muita coisa no trabalho que eu realizava na Embraer, por se tratar de um modelo de negócio diferente da maioria das empresas, sempre que eu podia estava em São Paulo para ver de perto o que o mercado estava fazendo. Graças `a essas participações nos eventos, em 2011 ganhei da ABA – Associação Brasileira dos Anunciantes, a participação em um congresso de mídia em Miami – USA. No congresso havia um grupo de brasileiros e lá eu conheci o Gerente de Publicidade e Propaganda da Citroen do Brasil. Logo que eu decidi que estava na hora de dar um passo a mais na minha carreira e ingressar no mercado publicitário de São Paulo, mandei um e-mail pra ele e fui contratada. Foi na Citroen que comecei a trabalhar com marketing digital e, mais uma vez apaixonada pelo que estava fazendo, comecei a me aprofundar no assunto e entender cada dia mais. Por conta da experiência em marketing digital no mercado automotivo que adquiri na Citroen, fui convidada a assumir a equipe de marketing digital na Hyundai.

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Helena Bonesio, segunda entrevistada da série Os Exportados e Coordenadora de Marketing Digital e CRM na Hyundai CAOA

3 – Quais são as maiores dificuldades?
Em termos de carreira, a maior dificuldade é, sem dúvida, conseguir ser o peixe vermelho no mar azul. São muito profissionais de altíssimo nível, com cursos no currículo em instituições muito reconhecidas. Conseguir se diferenciar nesse mercado demanda muito trabalho e muito estudo. Já me deparei com profissionais formados nas melhores universidades, com cursos de especialização no exterior e vários idiomas no currículo. Mas o que me faz conseguir ser o peixe vermelho no mar azul é pensar que, além das informações no meu currículo, o que importa de verdade são os fatos. Não adianta eu ter um currículo maravilhoso se eu não estiver trazendo retorno pra empresa. Não adianta eu ser formada em Harvard se no fim do dia o meu trabalho não estiver ajudando a empresa a vender. Claro que estudar é importantíssimo e eu estou sempre estudando, mas saber transformar a teoria em pratica é o que faz com que um profissional consiga se diferenciar.

4 – E o que tem de melhor em relação ao mercado do vale?
O que tem de melhor em relação ao Vale são os investimentos. As empresas em São Paulo tendem a reconhecer mais o valor da publicidade para o negócio e investir mais nisso. Não consigo ver outra diferença, pois os desafios são os mesmos, a forma de trabalhar do Vale é tão profissional quanto a de São Paulo e o nível de qualidade dos trabalhos que vejo no Vale competem no mesmo nível com o que vejo em São Paulo.

5 – O mercado de são Paulo é mais exigente? Você tem que investir mais em você e em sua formação?
O mercado é um pouco mais exigente por conta da grande concorrência. São muito profissionais capacitados e precisamos o tempo todo correr atrás de aperfeiçoar o conhecimento para não ficarmos defasados. Como atuo no marketing digital, preciso frequentemente fazer cursos pra conseguir acompanhar as novidades. O consumidor está mudando e um bom profissional de marketing precisa entender o que está acontecendo. Não existe forma mais adequada de fazer isso senão estudar e entender a fundo esse novo perfil. Mas uma coisa posso garantir: o fato de eu ser formada em uma Universidade no interior do Estado e não nas grandes instituições da capital jamais fez com que eu fosse menos valorizada em São Paulo. Recebi da Unitau uma ótima formação que me deu a base que eu precisava para enfrentar os desafios em qualquer mercado publicitário, seja ele São Paulo ou Nova York. Eu soube aproveitar ao máximo todo o conhecimento que adquiri e isso me colocou em pé de igualdade com os profissionais de São Paulo. Hoje me sinto apta a concorrer com qualquer um deles.

Novidade na grade da TV Aparecida

Claudete Troiano estreia “Santa Receita” na TV Aparecida

Claudete Troiano é a grande aposta da Rede Aparecida de Comunicação para o ano de 2014. A partir do dia 10 de março, a apresentadora comandará o programa Santa Receita, todas as tardes, ao vivo, na TV Aparecida.
Dentre as atrações do programa, a culinária terá lugar de destaque, bem como o artesanato para a geração de renda, entrevistas sobre saúde e prestação de serviço e, ainda, comportamento, moda, beleza, alimentação, bem estar, musicais e histórias emocionantes de fé, de pessoas que descobriram a receita da verdadeira felicidade.

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O programa, que será realizado na sede da emissora, na cidade de Aparecida, interior de São Paulo, será exibido de segunda a sexta, das 15h às 18h, antecedendo um dos carros chefes da emissora, a Missa de Aparecida.
Especial: No dia 08 de março, Claudete Troiano comandará o programa especial de Dia da Mulher, onde receberá os apresentadores da emissora e convidados, como Ângelo Máximo e Ziza Fernandes, em um programa ao vivo, em homenagem às mulheres, a partir das 19h.

Confira a entrevista de Claudete Troiano em sua visita à TV Aparecida:

Mais um pouco de conversa sobre planejamento

O papo agora é com Thélio Bonesio

Mais uma entrevista da série sobre planejamento. Desta vez o entrevistado é Thélio Bonesio, planner da Arriba!.

Confira o que ele tem a dizer!

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Thélio Bonesio, planner da Arriba! é nosso segundo entrevistado da série sobre planejamento.

1 – Fale um pouco de sua trajetória até chegar ao planejamento da Arriba!.
Comecei a carreira de publicitário em um Grupo Editorial. Na época, juntamente com mais uma estagiária e um consultor terceirizado, inauguramos o departamento de marketing da empresa. Uma experiência incrível, porque pude ver no dia a dia profissional os conceitos e estratégias que eram discutidas em sala de aula, principalmente o quão relevante é o Planejamento de Comunicação da marca e dos produtos para o resultado de vendas de uma empresa. O Grupo Editorial possui unidades de negócios complexas e com marcas editoriais que têm mais de 2.500 produtos a serem trabalhados. Nosso primeiro dever de casa foi de normatizar o departamento, sistematizar o fluxo de trabalho com a agência de propaganda.
A tarefa de estudar o mercado editorial num país onde a educação nunca foi vista como prioridade e num contexto onde o livro não é um hábito era muito motivador e desafiador; principalmente porque acredito que o grande diferencial do meu trabalho sempre foi o envolvimento e o comprometimento com o resultado que eu deveria entregar.
Ao longo da evolução como Analista de Marketing na Editora e interface com uma agência de comunicação, fui, naturalmente, me apaixonando pela área de mídia, já que a percepção da empresa sobre a mídia era muito deficitária. Na época, a compra de mídia era tradicionalmente feita por motivos políticos e de relacionamento. A partir daí, comecei a me interessar pelos conceitos, definições e estratégias de mídia e a justificativa para uma compra técnica, que busca resultados e bom retorno sobre o investimento.
Depois de um ano atuando no Marketing da empresa, fui convidado a ser o responsável pelo Departamento de Mídia da Arriba! Comunicação. Mais uma vez inaugurei o departamento da empresa. A experiência como Mídia da Arriba! foi muito promissora. De novo estava eu querendo tornar bastante relevante uma nova aposta da Agência. Nesta época, fazia o papel do mídia, explorava a área de Atendimento e Planejamento o tempo todo. Aos poucos, fui gerando bons resultados para nossos anunciantes e, naturalmente, para a própria agência. Hoje posso falar que iniciei uma trajetória de um faturamento oriundo da mídia para a Arriba! que cresce num patamar de três dígitos anuais. Isto sim me enche de satisfação. E, durante este processo, abracei os Planejamentos Estratégicos dos nossos clientes por iniciativa própria; com isto em muito pouco tempo me tornei de fato responsável pelos planejamentos da Agência.

2 – Que características você acredita que o bom planner tem que ter?
Costumo dizer que uma coisa que o planner deve ter pulsando nas veias é a curiosidade e o não conformismo. E, definitivamente, uma coisa que ele deve abominar é a preguiça. Como um bom Planejamento deve ser rico em informação, dados, números e estatísticas que norteiam caminhos estratégicos, o planner não deve ter preguiça de ir até estas fontes…seja por análise de observação no ponto de venda, seja por ligações feitas com clientes dos nossos clientes, ou mesmo fazendo o papel de ‘cliente oculto’, a vontade de ir atrás das fontes corretas é diretamente proporcional ao sucesso de um Planejamento Estratégico. Já com estes dados em mãos, o planner deve ter duas características fundamentais: a pertinência e a perspicácia. Acredito que é com perspicácia e pertinência que o planner consegue ver oportunidade em mercados nebulosos, ele consegue definir um posicionamento de mercado que abre caminho um conceito criativo inovador ou muda todo um roteiro de ação de mercado porque o problema real de comunicação do cliente é algo que ninguém imaginava.
E de modo geral, como qualquer profissional de comunicação, o planner deve buscar ser um bom entendedor da comunicação, do consumidor e deve ter muita curiosidade. Conceitos Técnicos somados ao laboratório de pesquisa e ao perfil inconformado de entregar sempre o MELHOR são ingredientes infalíveis para um bom planner. Entender relação causa x consequência de qualquer situação do dia a dia; ler sobre carro, moda, navio e engenharia; deve saber de política, Lei Ruanet, música, filme, Dilma, Amor à Vida, BBB, Feliciano, MKT Digital, Assessoria de Imprensa, Evento, negócios, gestão, Comunicação, aplicativo, etc, etc, etc…Enfim, o planner deve ser um profissional que não descansa sobre seu próprio repertório.

3 – Você teve passagem por depto. de marketing de cliente. Isso colabora para seu trabalho de planejamento?
Muito, sobretudo porque aguçou o meu senso crítico sobre qual tipo de informação o anunciante precisa ter para tomar uma decisão estratégica de modo seguro e o mais respaldado possível.
Definitivamente, para um Planejamento Estratégico não existe a menor possibilidade do ‘copia e cola’. É fundamental entender profundamente o negócio do cliente, como funciona sua cadeia produtiva, como é seu modelo de negócio e gestão, em qual estágio de ciclo de vida a empresa está.
Enfim, falar o idioma do cliente com o máximo de fluência possível faz diferença para os caminhos estratégicos de um Planejamento. E a percepção do cliente é nítida quando isto ocorre ou não.

4 – E a relação planejamento e criação? Quanto um bom planejamento impacta na criação?
Como os criativos são questionadores por natureza (rs), o planner colabora no brainstorm com dados e informações de mercado para que a solução de comunicação seja o mais assertiva possível. Estas informações são fundamentais para o conceito criativo da campanha, para uma definição de posicionamento de mercado ou o mesmo para orientar sobre ‘brand militance’ da marca.
E durante a rotina da agência, é natural que o profissional de planejamento seja questionado para que avalie alguma peça publicitária para que ela tenha coerência com a estratégia de comunicação do anunciante.

5 – Você fez cursos específicos de planejamento? Que dicas daria para quem quer seguir nesta área da propaganda?
Não foi um curso diretamente de Planejamento Estratégico, mas de Comunicação Integrada de Marketing. Ainda sim foi uma experiência enriquecedora porque trouxe um programa de orientação desde a captação do Briefing até avaliação do tipo do mercado que o anunciante se enquadra e consolidação das ferramentas de Comunicação.
Acredito que o planner deva estar atento às novidades constantemente. Nosso mercado surge com novas tecnologias muito rapidamente, o movimento da economia oscila, a fidelidade do consumidor tende a ser volátil e a geração multicanal tem necessidade de se comunicar e interagir com as marcas da mesma velocidade da internet. Eaí, o que sabem de Big Data e Watson Junior?