Como o 5G impacta as estratégias do consumidor

por Alberto Pardo*

A maior parte da população mundial depende fortemente da conectividade sem fio para suas atividades diárias. A tecnologia 4G está migrando para 5G em todo o mundo. Embora a pandemia tenha impedido sua implantação, especialmente no Ocidente, este ano trará melhorias contínuas na infraestrutura de rede e maior apoio governamental.

Todos os fabricantes líderes de smartphones terão lançado sua versão para 5G, o que significa melhores processadores, telas de qualidade superior e o fim dos problemas de capacidade de armazenamento, com os aplicativos deixando de ocupar espaço nos smartphones e passando a hospedar-se na nuvem. Essas são as principais razões pelas quais espera-se um impulsionamento na adoção da tecnologia por parte do consumidor. Um relatório recente do mercado global de celulares mostra que 16% (mais de 700 milhões) de todos os smartphones ativos estarão prontos para 5G até o final deste ano, contra apenas 5% em 2020. E, em 2023, estima-se que essa participação será de 43% (fonte: https://newzoo.com/).

Alberto Pardo

Os profissionais concordam que há duas áreas principais que essa nova conectividade transformará: velocidade e dados. Como resultado, mais usuários poderão acessar a Internet em um maior número e variedade de dispositivos ao mesmo tempo. Os consumidores poderão acessar o conteúdo, via streaming, a uma velocidade 10 ou 20 vezes maior do que a que existe agora, tornando o conteúdo de vídeo mais poderoso do que nunca e, portanto, os serviços OTT.

O 5G levará as marcas a redesenhar o seu marketing digital e a estratégia de publicidade, com foco em um consumidor que está procurando por conteúdo online aqui e agora, em seu celular e sem espera. Em termos específicos da indústria de anúncios, o 5G nos dará a oportunidade de conectar muitos novos dispositivos com anúncios em tempo real. Além disso, a compra programática será uma das grandes beneficiadas, uma vez que ineficiências no processo podem ser corrigidas sem latência e novos atores podem ser adicionados, com segurança ao circuito, como o Out Of Home – OOH, onde a integração com a compra programática e publicidade em dispositivos móveis permitirá maior eficiência.

Dessa forma, abre-se a possibilidade de criar novos formatos de publicidade digital e uma gama de opções de vídeo criativas que apresentarão novas disciplinas em termos de produção, monetização e telas. O comércio eletrônico, também, será beneficiado, pois não se trata apenas de criar anúncios com formatos inovadores suportados por vídeo, mas, também, de oferecer maior e melhor integração com a realidade aumentada em novas plataformas. A combinação do 5G com a realidade aumentada terá um impacto positivo nos negócios digitais, uma vez que as lojas online poderão oferecer aos seus clientes uma interação e experiências muito mais reais com o produto.

Entre os benefícios que essa tecnologia traz para a publicidade digital, podemos citar:

Melhores experiências: o carregamento de conteúdo, inevitavelmente, vai melhorar a experiência do usuário, levando ao aumento do Click Through Rate – CTR (taxa de cliques) e à redução nas taxas de rejeição previsíveis.
Personalização: permite, por meio da análise do perfil do usuário, como, por exemplo, a localização em tempo real de cada indivíduo ou quais produtos já adquiriu, mostrando conteúdos adequados ao momento.
Análise em tempo real: coleta e exportação de dados em tempo real, que facilita a resposta e a tomada de decisões.

5G impactará diretamente a Internet das Coisas e, com ele, a evolução acelerada de objetos inteligentes

Isso vai transformar um grande número de indústrias e espera-se que elas usufruam de enormes benefícios como resultado direto, como o móvel, porque o 5G permite o envio e recebimento de uma quantidade maior de dados a qualquer momento, a possibilidade de criação de jogos mais complexos e divertidos e a eliminação da latência e buffer. O futuro dos jogos aponta para o desenvolvimento de plataformas mais complexas com experiências imersivas que ajudarão na garantia de fidelidade à marca ao longo do tempo, incluindo interações ao vivo com outras pessoas. As empresas que escolhem jogos para celular para anúncios, naturalmente, ganharão um número maior de seguidores leais.

Image by ADMC from Pixabay

Concluo que a indústria digital vai evoluir a um ritmo vertiginoso com o 5G. Esses foram apenas alguns exemplos, e há muito mais que ainda desconhecemos. As marcas devem se preparar para os próximos anos, que, sem dúvida, trarão um grande futuro digital.

*Alberto Pardo é CEO e fundador da Adsmovil América Latina

Fonte:

5 tendências para o e-commerce pós pandemia

por Luciano Furtado C. Francisco*

Entramos em 2021 com muitas expectativas a respeito da pandemia da covid-19, sobretudo no que se refere às vacinas. O que todos desejamos é que a vacinação acelere e voltemos ao normal o mais rápido possível, virando essa triste página na história.

A pandemia trouxe novos hábitos e procedimentos. Um deles foi o crescimento espetacular do comércio eletrônico. É verdade que os números alcançados eram esperados, todavia para um futuro um pouco mais distante. O coronavírus fez acelerar esse crescimento.

Luciano Furtado

Segundo levantamento da empresa de marketing digital Criteo, 56% dos consumidores brasileiros afirmam ter estreado nas compras online em 2020. Desse contingente, 67% pretendem manter esse hábito no pós-pandemia. Outro número impressionante foi o aumento de compras pela internet de outubro para novembro de 2020, mês da Black Friday, no mundo. De acordo também com a Criteo, houve 139% de crescimento nas vendas de um mês para o outro.

Esses são apenas alguns números (impressionantes) do e-commerce. Basta pesquisar na internet para encontrar diversas estatísticas sobre o crescimento das compras online em 2020. Todos estratosféricos.

Mas, e nesse momento, de transição para a pós pandemia, o que se pode esperar? A julgar pelo andar da carruagem, podemos vislumbrar algumas situações e tendências.

1. Presença Online será exigência para todos

A partir de 2021, qualquer empresa – sim, isso mesmo, qualquer empresa – deverá ter presença no mundo digital, por menor que seja. Pode ser desde um aplicativo de mensagens na versão business, passando por mais ação nas redes sociais, participar de aplicativos de delivery até possuir uma loja virtual robusta e vender em marketplaces (plataforma online que reúne vários vendedores ou prestadores de serviços em um só lugar), o consumidor está esperando isso, até mesmo da mercearia da esquina. Logo, o empresário que ainda acha que “a internet não é para ele” deve rever esse conceito. Conforme pesquisa da consultoria Nielsen, o e-commerce brasileiro deve crescer 26% em 2021, com faturamento de R$110 bilhões. Essa mesma pesquisa indica um fortalecimento dos e-commerces locais, ou seja, as pessoas estão admitindo comprar online mesmo da boutique a duas quadras de casa.

2. Cada vez mais Omnichannel

O cliente já não enxerga mais diferenças nos canais off e online. Espera ter experiência e fluidez de contatos em qualquer canal. Principalmente a geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), para quem o mundo digital é o único que elas conhecem. Portanto, as organizações que atuam no digital e no físico, mas ainda de forma tradicional, sem integração de canais, vão ter de arregaçar as mangas e implantar o omnichannel (estratégia de uso simultâneo e interligado de diferentes canais com o objetivo de estreitar a relação entre online e offline), que será arroz-com-feijão em pouco tempo.

3. Big Data ao alcance de todos

A internet gera uma montanha de dados a todo instante, e esses dados podem ser transformados em informações valiosíssimas para o negócio. Uma tecnologia que não é tão nova assim, mas que era cara e restrita às grandes organizações. Porém, a cada dia surgem ferramentas acessíveis para trabalhar com Big Data, visando pequenas e médias empresas. Assim, estas também vão mergulhar no oceano dos dados e acirrar ainda mais a concorrência.

4. Mais facilidade nos pagamentos

PIX, carteiras digitais, smartwtaches… Tecnologias e dispositivos que proporcionam pagamentos rápidos e seguros na rede serão cada vez mais comuns. É o que tanto os vendedores quanto os compradores desejam. Acabou a era dos pagamentos online complicados e demorados. A regra a partir de agora será a agilidade nos pagamentos eletrônicos, quem insistir em meios antiquados vai perder terreno.

5. Logística perfeita

As ferramentas de apoio à logística devem se consolidar. Isso porque os clientes querem cada vez mais que o leque de opções seja farto: retirada em loja; entrega em um dia; frete grátis. Além dos conhecidos PAC e Sedex. E nada de valores abusivos no frete, a maior causa de abandono de carrinhos. Com a concorrência em alta, não custa para o e-consumer pular para o site do concorrente e comprar por lá. Portanto, as parcerias, racionalização de custos e uso de tecnologias de otimização de fretes devem ser primordiais para os vendedores.

Fora tudo isso, o que todos querem é que os cenários acima aconteçam. E, acima de tudo, lembrando da covid-19 como uma coisa do passado (enquanto isso não chega, vamos mantendo os procedimentos de segurança).

*Luciano Furtado C. Francisco é professor do curso de Gestão do E-commerce e Sistemas Logísticos do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Página 1 Comunicação

Gerenciamento de crise: a importância do profissional por de trás das redes sociais

Especialista em marketing Jennifer de Paula destaca como foi o gerenciamento dos perfis de Karol Conká e Nego Di após as repercussões negativas dentro do BBB21

O abandono das redes da cantora e ex-BBB Karol Conká no momento em que mais ela precisava chamou a atenção do público. Depois de tantos holofotes em cima da participante, o silêncio e a falta de posicionamento sobre tudo que rolou dentro do jogo foi apontado por especialistas em gerenciamento de imagem como mais um passo rumo ao cancelamento da sister.

Foto: Divulgação / MF Press Global

Diante da atitude da produção, surge também o questionamento: como gerenciar a imagem de alguém em um momento de crise?

“Sendo transparente com o público, apontando e tentando resolver os erros da pessoa com profissionalismo”, afirma a especialista em marketing digital e diretora da MF Press Global, Jennifer de Paula.

A especialista alerta que a manipulação digital não funciona quando a “emoção” fala mais alto que a “razão” – o que tende a acontecer em redes gerenciadas por amigos ou familiares. “É comum as pessoas agirem com mais afeto, levando para o lado pessoal e, por mais que tenham o intuito de defender a pessoa, acabam elevando os pontos negativos e contribuindo para o temido cancelamento”, alerta.

Jennifer de Paula elencou alguns pontos cruciais para o bom gerenciamento das redes e para evitar o agravamento das situações de crise. Confira!

Jennifer de Paula
Foto: Divulgação / MF Press Global

1- Contrate um profissional e seja claro em relação aos seus objetivos e principalmente sua personalidade.

“Essa anamnese é um dos pontos principais para o profissional conseguir desenvolver as melhores estratégias. Hoje em dia as redes sociais falam pelo profissional. Evite surpreender seus seguidores com comportamentos que não condizem com o que ali é divulgado.”

2- Utilizar os erros como gancho para acertar e reconquistar.

“Nada melhor que o Nego Di fazendo piadas com sua própria porcentagem de rejeição para demonstrar superação, bom humor e dizer que percebeu que sua passagem pelo BBB poderia ter sido de outra forma e que ele está disposto a mudar.”

3- As mídias sociais foram criadas para gerar uma comunicação entre pessoas.

“Temos diariamente que conquistar novos seguidores e fazer nossa parte para mantê-los. Não basta apenas estar na internet, precisamos alcançar o público da forma certa com estratégias e colocá-las em prática.”

4- O cliente errou, e agora? Estude o ocorrido, tente entender a razão e comportamento dele.

“Estratégias de marketing digital vão muito além de impulsionar uma rede. Precisamos entender a fundo o cliente, sua vida pessoal, seus traumas, medos e intolerâncias. Desta forma conseguimos uma análise interna para planejar a melhor forma de passar isso ao público e evitar julgamentos negativos e cancelamentos.”

Fonte: MF Press Global