Pesquisa da CRESCER revela que 38% das crianças de até 2 anos possuem algum dispositivo eletrônico
Estudo também traz queda positiva no comportamento dos pais ao liberarem os gadgets na hora das refeições: 37% liberam o uso, atualmente, contra 84% em 2013
A tecnologia digital e a internet fazem parte do nosso dia a dia e da rotina das crianças. E tudo indica que esse é um caminho sem volta. Uma pesquisa realizada pela CRESCER, e que estará nas páginas da edição de julho da revista a partir do próximo dia 27, revela a influência da tecnologia no dia a dia das crianças brasileiras. Segundo o levantamento, feito com 2.044 pais e mães, com filhos de 0 a 8 anos, 38% das crianças já têm um dispositivo eletrônico, como celular, tablet, computador, videogame ou TV.
Para este estudo, também foi feito um comparativo com dados de outra análise similar de 2013, com 1.045 participantes com filhos na mesma faixa etária. Neste mesmo quesito, no passado, só 6% eram donas de um aparelho. Isso significa um aumento de seis vezes em cinco anos.
Outro destaque do levantamento é que 47% das crianças têm algum influenciador digital ou canal que acompanha com frequência. Para este caso, a neuropediatra Liubiana Arantes de Araújo, presidente do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta que é preciso avaliar se o conteúdo é violento, sexual ou incentiva o consumismo, o que é comum em vídeos feitos para e por crianças. “É natural que as crianças copiem os gestos, o linguajar e até a forma de pensar dos youtubers, o que nem sempre condiz com a educação que a família preconiza”, afirma a médica.
Entre os achados que mais se destacam, eis uma boa notícia: caiu o número de famílias que permitem o uso de aparelhos eletrônicos durante as refeições ou antes de dormir. Por outro lado, aumentou o tempo que meninos e meninas passam diante de algum tipo de tela – dos televisores aos smartphones. Hoje, 47% deles gastam mais de três horas com a atividade. Há cinco anos, o volume era de 35%.
Confira dados da pesquisa completa:
Aumentou o número de crianças com seu próprio gadget
● 38% das crianças até 2 anos possuem algum dispositivo (computador, smartphone, tablet, TV, videogame). Em 2013, apenas 6% tinham seu próprio aparelho.
● 49% das crianças já têm seu próprio tablet.
● 20% das crianças já têm seu próprio smartphone.
O computador é o dispositivo mais compartilhado na casa pela criança com os outros moradores e/ou irmão (93%). Na sequência aparecem TV (83%), Smartphone (80%), tablet.
● 47% das crianças têm algum influenciador digital e/ou canal que acompanha com frequência.
● 45% das crianças passam mais de 3 horas por dia no videogame.
● 5% das crianças até 2 anos já têm perfil nas redes sociais (em 2013, apenas 1% tinha perfil).
Cresce o tempo das crianças gasto em frente as telas
● 43% das crianças passam mais de 3 horas em frente ao computador. Em 2013, somente 2% ficavam em frente a essa tela nesse mesmo período de tempo
● 30% passam mais de 3 horas diárias no tablet.
● 26% passam mais de 3 horas diárias no celular.
Comportamento dos pais
● 60% acham que os dispositivos preparam melhor o filho para o futuro.
● 59% acreditam que os gadgets são importantes para distrair os filhos enquanto fazem suas atividades.
● 51% ficam preocupados com o fato de o filho deixar de brincar para usar os gadgets.
Queda positiva
● Em 2013, 84% dos pais deixavam o filho usar algum dispositivo na hora de ele comer. Em 2018, somente 37% permitem esse hábito.
● A maior preocupação de 83% dos pais em relação aos dispositivos é sobre os conteúdos impróprios para a idade
Atividade preferida
O que as crianças mais gostam de fazer nos gadgets é assistir a vídeos, sendo essa atividade preferida para:
● 72% no smartphone
● 67% no tablet
● 65% no computador
Fonte: Assessoria de imprensa Revista Crescer – Giuseppe Mari
Principal evento futebolístico do Mundo traz grandes oportunidades para empresas que apostam em mobile marketing
A Copa do Mundo da Rússia representa um momento único para anunciantes em todo o mundo. Até o final do Mundial, milhões de pessoas torcerão por suas seleções, acompanhando tudo em tempo real, muitas vezes, em seus dispositivos móveis.
Segundo o estudo realizado pela Headway, em parceria com a App Annie, cerca de 30% dos fãs afirmaram assistir a eventos esportivos em seus dispositivos móveis. Este comportamento se dá pela facilidade com que os dispositivos móveis oferecem para seus usuários, já que podem consumir o conteúdo esportivo quando e a maneira que quiserem.
O estudo, que traz um passo a passo de como se beneficiar das campanhas em mobile apps durante o evento, utilizou recursos de big data e consumo de vários aplicativos disponíveis no mercado para analisar o impacto potencial dos smartphones durante o torneio.
Este cenário é a prova de que os dispositivos móveis farão uma excelente combinação com a Copa do Mundo, já que a atenção de todo o planeta está no torneio – e nos celulares e tablets. Confira abaixo mais fatos levantados pela Headway.
– Os dispositivos móveis representam 73% do consumo total da Internet.
– Em 2017, 30% dos fãs de eventos esportivos disseram que viram os jogos em seus dispositivos móveis.
– Em 2017, um usuário gastou, em média, três horas por dia consultando conteúdos em aplicativos.
– Durante os Jogos Olímpicos e Super Bowl em 2017, o download e o uso de aplicativos de entretenimento também aumentou.
– Durante a Copa do Mundo de 2014, o aplicativo da Fifa foi baixado pouco mais de 18 milhões de vezes, padrão este que deve ser seguido durante o Mundial da Rússia.
– Os números da plataforma online do Fifa Global Stadium em 2014 mostraram que o público digital ultrapassou um bilhão de usuários.
– Cada vez mais, os fãs do esporte buscam por experiências interativas durantes os jogos e têm usado os dispositivos móveis para isso. Prova disso é que 80% dos torcedores usam seus tablets e smartphones para procurar informações complementares, como estatísticas dos jogadores ou vídeos de determinadas jogadas.
– O acesso à internet cresceu de 42,3% para 54,5% desde a última Copa.
– Os consumidores de todo o mundo utilizaram por aproximadamente 1,2 bilhão de horas os aplicativos de celulares Android em 2017.
– Os usuários de smartphones passam sete vezes mais tempo utilizando apps nativos em comparação com browsers; e costumam acessá-los com uma frequência 13 vezes maior. Os consumidores estão começando a usar apps para transmitir conteúdo, comprovar se há atualizações de jogos e conversar com outros torcedores.
O estudo completo pode ser conferido em: https://guides.headwaydigital.com/copadomundo/
60 milhões de brasileiros devem ter gastos relacionados à Copa do Mundo, mostra levantamento do SPC Brasil e CNDL
Jogos do mundial devem movimentar cerca de R$ 20,3 bilhões no comércio e setor de serviços no Brasil. Supermercados, lojas de rua e camelôs serão os principais locais de compra. Para 41% dos torcedores, são altas as chances de o Brasil ser hexa
Faltando poucos dias para a estreia da seleção brasileira nos gramados da Rússia, a Copa do Mundo começa a despertar o interesse dos brasileiros. Uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) projeta que aproximadamente 60 milhões de consumidores devem realizar gastos com produtos ou serviços relacionados à Copa do Mundo. O dado corresponde a 51% dos consumidores que acompanharão aos jogos do campeonato. Os que não devem consumir produtos ligados à Copa formam 25% dos torcedores entrevistados.
Entre os que devem gastar para acompanhar as partidas, o consumo de alimentos na casa de amigos ou parentes (91%) e de bebidas na comemoração dos jogos (87%) serão os mais comuns. No caso das comidas, os tira-gostos (56%), itens para churrasco (49%), pipocas (37%) e salgados (31%) se posicionam entre os primeiros do ranking. Já para as bebidas, a preferência é por cerveja (74%), refrigerantes (72%) e água (69%).
De acordo com a pesquisa, outros tipos de engajamento que devem fazer o torcedor brasileiro desembolsar durante a Copa do Mundo são idas a bares e restaurantes para assistir as transmissões dos jogos (62%), compras de camisetas, uniformes e itens da seleção (61%), decoração verde e amarela (54%) e compra de acessórios, como bonés, maquiagem, cornetas e vuvuzelas (48%). Há ainda 46% de consumidores que vão participar de bolões, 38% que irão adquirir serviços de dados de internet para smartphone e 21% que compraram ou planejam adquirir uma TV nova para assistir as partidas.
Por outro lado, 50% pretendem evitar fazer algum tipo de compra durante o período em que o mundial será disputado, principalmente para poder acompanhar aos jogos pela TV (38%).
“Para o comércio e o setor de serviços, a Copa do Mundo vai além da competição em campo. O torneio representa um ótimo momento para incrementar as vendas de artigos de vestuário, eletroeletrônicos, alimentos, bebidas, decoração, entre outros itens, sobretudo em um momento de tímida recuperação econômica como o atual. Mesmo quem não acompanha futebol no dia a dia acaba se contagiando com a atmosfera proporcionada pela Copa, que é mais do que um evento esportivo. É um grande acontecimento geopolítico, cultural e também econômico”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.
Copa deve injetar 20,3 bilhões no comércio e serviços; supermercados e loja de rua são as preferidas para adquirir itens ligados ao mundial
Para os torcedores que vão se reunir na própria casa (81%) ou na casa de amigos e parentes (44%) para assistir aos jogos da Copa, a média de gasto por encontro gira em torno de R$ 119, ao passo que, entre os que pretendem ir a bares ou restaurantes (22%), a média aumenta para pouco mais de R$ 128. De modo geral, o evento esportivo tem um potencial de movimentar aproximadamente R$ 20,3 bilhões na economia brasileira, considerando os setores de comércio e serviços.
Ao escolher um bar ou restaurante para assistir aos jogos da Copa, os torcedores priorizam, principalmente, o preço acessível das bebidas (35%), a qualidade do que é servido (30%), a preferência dos amigos ou familiares (27%) e o tamanho do telão em que os jogos serão exibidos (27%). “Historicamente, sabe-se que há uma tradição, entre os torcedores brasileiros, de acompanhar as partidas em espaços públicos ou privados que favoreçam o encontro e a convivência entre os torcedores, sejam bares, praças ou outros locais. Para os empresários desse segmento, é uma grande oportunidade para oferecer uma experiência diferenciada”, afirma o presidente Roque Pellizzaro Junior.
De acordo com a pesquisa, os locais de compras que mais devem ser frequentados para aquisição dos produtos ligados à Copa são supermercados (68%), lojas de rua (35%) e camelôs (28%). Os preços (58%) e as promoções (51%) serão os fatores mais levados em conta pelos consumidores antes de entrarem no estabelecimento.
Assim como costuma acontecer em outros eventos esportivos, é grande a chance de que produtos falsificados estejam à venda no Brasil durante os jogos. Sobre esse tema, a pesquisa revela que 34% dos potenciais compradores estão propensos a comprar apenas produtos oficiais, enquanto 64% pensam que a escolha depende do tipo de produto e 1% declaram abertamente a intenção de adquirir produtos falsificados. Entre os que cogitam comprar um item pirateado, mais de um terço (34%) argumenta não ter condições financeiras, enquanto 22% não se importam com a origem do produto e 15% compram o que for mais barato. Em contrapartida, dentre os que pretendem comprar produtos oficiais, a maioria (55%) considera que a qualidade é a principal vantagem.
Maioria vai pagar despesas da Copa à vista, mas 37% não farão um planejamento financeiro
De acordo com a pesquisa, a maioria dos torcedores que terão gastos com o mundial vai pagar à vista, seja em dinheiro (68%) ou no cartão de débito (35%). O cartão de crédito também será bastante utilizado, por 25% dos entrevistados em parcela única e por 18% em mais de duas prestações.
Um dado que inspira preocupação é que entre os que terão gastos com o evento, 37% não pretendem analisar as condições do orçamento antes de assumir essas despesas – os que vão estipular um valor fixo para gastar no período somam 63% da amostra. “Embora o ânimo que o evento traz sobre os torcedores os levem a gastar mais com as festividades, é importante que os gastos não fujam ao controle do orçamento, já que o evento passa e ficam as dívidas”, orienta a economista Marcela Kawauti.
17% devem ser liberados durante partidas, enquanto 14% vão acompanhar no local de trabalho; para 41% são altas as chances de o Brasil ser hexa
O interesse natural em acompanhar as partidas do Brasil na Copa do Mundo faz com que em muitas empresas sejam adotados esquemas especiais de bancos de horas, horários alternativos ou dispensas e compensações. De acordo com a pesquisa, em 17% dos casos, a empresa onde o entrevistado trabalha pretende liberar os funcionários durante os jogos da seleção brasileira. Outros 14% garantem ter um horário de trabalho flexível, enquanto o mesmo percentual de 14% informa que os funcionários vão dar uma pausa para assistir aos jogos dentro do próprio ambiente de trabalho. Apenas 6% disseram que os funcionários trabalharão normalmente e sem pausa durante as partidas.
De modo geral, 78% dos consumidores brasileiros pretendem assistir aos jogos da Copa do Mundo e 72% ficam empolgados com a competição, sendo que em alguns casos (10%), esse sentimento atrapalha a concentração em suas tarefas no dia a dia. Apenas 14% dos entrevistados disseram que vão seguir a rotina normalmente durante os jogos da Copa e 7% ainda não sabem. Em cada dez entrevistados, quatro (41%) consideram altas as chances de o Brasil ser hexacampeão, ao passo que 45% classificam a possibilidade como média e apenas 10% avaliam como pequena.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1.061 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, acima de 18 anos e em todas as capitais para detectar o percentual de quem vai assistir e acompanhar a Copa do Mundo. Posteriormente, a pesquisa se aprofundou a partir de 843 entrevistados que pretendem acompanhar ao evento. As margens de erro são de 3,0 e 3,4 pontos percentuais, respectivamente, a uma margem de confiança de 95%. Baixa a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas