Coluna Branding: a alma da marca

Mensagem aos comunicadores

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Sempre fui crítico ao modo como o jornalista Juca Kfouri misturava seu jornalismo esportivo com seu posicionamentos político. Não porque discordava de seu posicionamento, mas sim porque achava que sua posição política atrapalhava sua credibilidade e tirava o foco daquilo que ele faz tão bem ao comentar jogos, times e campeonatos. 

Por admirar seu trabalho esportivo, não gostava de ver nos comentários de suas portagens políticas, pessoas sem a menor condição de questionar, tentando ridicularizar um jornalista coerente que articulava, mesmo quando tudo se mostrava indefensável, o que pensa e defende. 

Me perguntava: Por que manter a argumentação se o pensamento crítico parece tão achatado? Por que se expor?

A resposta veio quando percebi que estava errado em esquecer que ele é um comunicador e como tal, precisa se posicionar!

Vivemos um momento único, onde o mundo sofre uma instabilidade muito profunda social e econômica. Em nosso país, este mal está agravado pela crise moral e política e em nossa profissão um mudança tecnológica e de comportamento trouxe uma profunda depressão aos que ainda fazem a análise semiótica. 

Mas é preciso continuar com alguns princípios jurados em todas as faculdades. Precisamos continuar investigando, checando a informação e de forma alguma permanecer calado para que a gente não transforme a imprensa em mais uma “mídia x” e para que o silêncio dos que ainda tem algo a dizer não se transforme no berro disforme da grande massa manipulada. 

Nós somos a comunicação! Nós devemos nos posicionar.

Casas noturnas têm novo sócio

Fun 4 fun, proprietária das casas noturnas Machina 8 e Quarto do Santo em Taubaté, anuncia novo sócio.

Grupo agora conta com publicitário no quadro societário e investe em posicionamento e comunicação de suas casas noturnas.

No ano em que comemora 10 anos, a empresa Fun 4 Fun Entretenimento anunciou Bruno Tavares como seu novo sócio e Diretor de Comunicação. O publicitário já atua no comando da Gestão de Marketing do Machina 8, primeira casa noturna do Grupo, desde novembro passado onde vem dirigindo junto com Ricardo Crous e Ricardo Amaral uma complexa alteração na linguagem e posicionamento da casa.

Bruno Tavares

Bruno Tavares

Bruno, publicitário com 14 anos de experiência no Mercado, é Sócio e Diretor de Criação da produtora digital Phocus Interact em São José dos Campos e Co-Fundador da startup Flrtng.me – criadora de um aplicativo de relacionamento que mescla o virtual com o real. Sua atuação na Fun 4 Fun já é de longa data, já tendo participado ativamente desde o início das operações do Machina 8 e também do Quarto do Santo.

Tenho orgulho por ter participado desde a criação do grupo, conheço bem todos os detalhes e tenho certeza que temos todas as ferramentas para levar ainda mais entretenimento para as pessoas. Sou apaixonado pela noite, onde já tive experiência de atuar desde a época dos sites de balada, nos anos 2000, e acredito que com a Fun 4 Fun estamos apenas começando. Teremos grandes novidades por vir, sem dúvida. Afirmou Bruno.

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Com a chegada do Bruno iniciamos um grande trabalho de reposicionamento das casas, começando pelo M8. Vamos também reformular o Quarto do Santo, preparando-o para uma nova fase, atendendo as necessidades do público. Estou muito confiante e feliz com a sua vinda, pois além de sócio, é um profissional muito competente na área de comunicação. Tenho certeza de que juntos vamos surpreender e muito ainda! Finalizou Ricardo Crous, CEO da Fun 4 Fun.

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Sobre a Fun 4 Fun:

Empresa fundada em Julho de 2006, em Taubaté, atualmente proprietária das casas noturnas Machina 8 e Quarto do Santo. Tem por filosofia a ideia de que “experiências inovadoras são feitas por pessoas e geram resultados que vão além de boas festas. Geram momentos únicos, interações incríveis, noites memoráveis e o mais importante: une gente que tem a diversão como objetivo em comum”.

Coluna {De dentro pra fora}

O jogo virou, não é mesmo? É preciso reinventar tudo

Vitor 2016

De tempos em tempos, a gente observa alguns movimentos no mercado de marcas que mudam seu posicionamento e reinventam seu modelo de negócio. O intervalo entre essas mudanças tende a ser cada vez mais curto.

Particularmente, eu acho que isso é um reflexo do comportamento do consumidor, que muda constantemente. E, ainda uma opinião particular, acredito que isso seja consequência das redes sociais e de como elas se integraram ao nosso dia a dia.

Do lado de dentro, o movimento é o mesmo. Porém, ele acontecia mais devagar. Atualmente, não dá mais pra esperar. O jogo virou. O público interno quer participar, quer contatos diferentes com a empresa. Quer informação? Claro, mas de uma forma diferente.

Já reinventamos a narrativa para fora. Agora, sentimos a obrigação de repensar a narrativa interna. É preciso reinventar tudo: canais, narrativa, linguagem.

Em uns três clientes (de Comunicação Interna mesmo), eu tive a oportunidade de participar de projetos para gerar conteúdos diferenciados para canais digitais. O resultado foi muito legal. Pegamos as informações necessárias e traduzimos para uma linguagem de memes, explorando gifs famosos e abordagens ao estilo “Como eu me sinto quando trabalho numa empresa com responsabilidade social”. Aprovar esse tipo de trabalho em CI mostra como as empresas podem ser mais leves e mais próximas de seus empregados. Até nos veículos tradicionais, como jornais e revistas, a linguagem informal e leve ganhou mais espaço. Títulos mais descontraídos, hashtags e uma estrutura de texto bem diferente do padrão.

Ainda nessa linha, vou falar de um dos últimos trabalhos que entrou pro hall dos meus queridinhos. A demanda era um vídeo institucional para falar sobre a história dos produtos da 3M (para os empregados). A solução foi somar elementos de vídeos institucionais com elementos de storytelling. O resultado foi tão positivo que o cliente decidiu compartilhar a série de vídeos no canal da empresa no Youtube. Esse também é um bom exemplo de como a Comunicação Interna deixou de ser interna e pode colaborar para a construção da imagem da marca. Reinvente tudo aí dentro!

Para quem ficou curioso, seguem dois dos vídeos da série. Eu participe do projeto pela Supera Comunicação.

Coluna “Discutindo a relação…”

Mudar causa espantos

Josué coluna correto

Causou-me enorme surpresa esta semana a quantidade de pessoas _ a maioria leigas, mas também alguns profissionais e estudantes de comunicação – lamentando o fato da marca Dolly ter lançado um novo comercial em que, supostamente, abandona sua linha de comunicação baseada em desenhos animados e no personagem Dollynho.

Causou espanto porque sempre houve pesadas críticas à comunicação de Dolly. Muita gente a classificava como “tosca”. particularmente nunca gostei. Achava mal feita. Bem mal feita. A qualidade da animação até que foi evoluindo ao longo dos últimos anos, mas o conteúdo de comunicação sempre foi ruim.Veja essa matéria, por exemplo.

O personagem Dollynho

O personagem Dollynho

Cheguei a comentar nas redes sociais em alguns posts que sou e sempre serei defensor da boa comunicação. Daquela feita com estratégia, posicionamento, conteúdo e criatividade (ideias originais, pertinentes e relevantes).

Tive na faculdade um mestre que dizia: “A propaganda tem duas chances de se tornar inesquecível. Quando é muita boa ou quando é muito ruim.” Uma das possíveis explicações para alguns lamentos em torno da possível aposentadoria das animações do Dollynho é essa: quem curtia o tosco e o achava legal justamente por ser tosco pode estar sentindo sua partida.

Outra possível explicação é mais conhecida e gasta: as pessoas sempre resistem às mudanças. Pelo menos inicialmente e mesmo que sejam para melhor.

https://youtu.be/I8Eh5YP-1rY

A comunicação mercadológica da Dolly era ruim. Mesmo minha filha, que hoje está com 10 anos e cresceu vendo os filmes de Dolly e seu Dollynho, nunca gostou.

A nova proposta de comunicação, o novo posicionamento e a linha criativa propostas no novo filme estão longe de ser brilhantes, mas, na minha sempre muito modesta opinião, têm viés de melhoria.

E é louvável que um anunciante que se ligou por tanto tempo a uma proposta de comunicação tenha tido a coragem de mudar. Muito louvável! Talvez tenha trocado de agência (ou contratado uma, não sei quem fazia a comunicação de Dolly). Talvez a caixa registradora tenha soado o alarme . Talvez simplesmente tenha percebido que era hora de trocar de direção e experimentar novos rumos. Não sei…

O fato é que mudar sempre implica em riscos. E pode causar incômodos e até críticas. Mas pessoas e marcas não são poste. Vivem em movimento. E, para ter longa vida, precisam de mudanças, precisam de movimento!