Coluna Propaganda&Arte

Coisas que (provavelmente) você nunca compraria, mas vendem.

Por R. Guerra Cruz

A indústria do comércio está repleta de produtos inovadores, essenciais e, é claro, bizarros. Às vezes, designers e as marcas apostam na criatividade extrema para chamar a atenção dos consumidores, seja por meio do humor, da estranheza ou de estratégias únicas de marketing. Vamos dar uma olhada em alguns produtos que você provavelmente nunca imaginaria comprar e explorar a engenhosidade por trás de suas estratégias que são sim essencialmente baseadas em buzz, pois se dependesse de estratégias de SEO, provavelmente você nunca iria buscar no Google por isso.

“Nothing” – A Embalagem Vazia

Às vezes, menos é mais. A empresa que lançou o produto “Nothing” sabia disso muito bem. Imagine abrir uma embalagem e encontrar… nada. Parece estranho, certo? Mas essa estratégia foi baseada na curiosidade e na quebra de expectativa. A ideia era criar uma conversa em torno do vazio, gerando debates sobre o que realmente é “nada”. Essa abordagem ousada e minimalista gerou grande atenção nas redes sociais e na mídia. Se vende ou não, já é outra história. Você consegue encontrar esse “brinde” por algo em torno de R$300,00 nas lojas virtuais por aí. O texto do produto é bem direto: “Presente de Nada: Para aquelas pessoas que já têm tudo”

Produtos Inúteis e Divertidos

Outra tendência peculiar são os produtos inúteis e divertidos, como um conjunto de almofadas com a cara do ator Nicolas Cage ou despertador que foge de você. Embora possam parecer absurdos, esses produtos muitas vezes encontram um público disposto a comprar algo que o faça sorrir, mesmo que por alguns instantes. A estratégia aqui é apelar para o humor e para a ideia de escapar da monotonia do cotidiano.

SEO para Produtos “Não-Buscados”

Em um mundo onde a otimização de mecanismos de busca (SEO) é fundamental para a visibilidade online, como se pode lidar com produtos que quase ninguém busca? É aqui que a criatividade entra em jogo. Estratégias de marketing de conteúdo podem ser usadas para criar histórias interessantes em torno desses produtos, aumentando sua presença online e atraindo curiosos. Algumas marcas adotam abordagens educativas, enquanto outras abraçam o bizarro como se aquilo fosse realmente útil e sério, incentivando as pessoas a descobrirem os produtos por conta própria. Nesse pacote, ainda encontramos produtos como um livro chamado “Livro de Informações inúteis”, uma lata de “água desidratada”, dentre outras pérolas.

O Desejo e a Jornada de Compra em Produtos Peculiares

Walter Dill Scott, um pioneiro na psicologia aplicada à publicidade, argumentou que o desejo é criado por uma combinação de percepção e emoção. Isso se aplica mesmo a produtos estranhos. A jornada de compra de produtos peculiares muitas vezes começa com a curiosidade, evolui para o entretenimento e, por fim, pode até mesmo gerar um senso de identificação entre o consumidor e o produto, resultando em uma compra.

Propaganda com Conteúdo: A Pochete “Barriga de Pai”

E para fechar, vamos dar uma olhada em um produto que ninguém esperaria comprar, mas que certamente gera uma boa discussão sobre sua usabilidade: a Pochete em Forma de Barriga de Pai! Sim, você leu certo. Imagine uma pochete que simula uma barriga saliente de pai. Embora possa parecer excêntrico. O designer Albert Pukies transformou um acessório comum em algo que certamente vai fazer muitos homens olharem para seus umbigos no melhor dos sentidos.

Reflexão final

Em um mundo de inovação constante e compras excessivas de todos os tipos de produtos, esses produtos bizarros nos lembram que a criatividade não tem limites e que produtos inúteis podem estar por toda parte, até mesmo em nossas casas. Afinal, acabamos acumulando muitos produtos e não dando utilidade a eles. No final das contas, o que é mais inútil? Um produto parado em casa que poderia ser doado ajudando alguém ou um produto criado para gerar risadas e tornar o dia de alguém um pouco melhor?

Canais digitais: confira seis tendências para alavancar os negócios

Por Felipe Barbi*

O quanto as pessoas utilizam a tecnologia no dia a dia? Sabemos que quantificar essa resposta é impossível, uma vez que a população como um todo está altamente habituada a utilizar de recursos tecnológicos a seu favor, em ações que vão desde fazer uma compra, até mesmo, a realizar um autoatendimento. E, diante das novas resoluções de mercado e mudanças nos hábitos comportamentais, cabe às empresas estarem atentas a ascensão de novas tendências, e as utilizarem a favor do seu crescimento.

Felipe Barbi

No contexto atual da transformação digital, a agilidade e velocidade são requisitos essenciais para garantir a sobrevivência dos negócios frente aos novos desafios. Isso se torna nítido com a popularidade que vem ganhando a Inteligência Artificial – a qual, embora não seja uma tecnologia relativamente nova, vem despontando curiosidade acerca dos ganhos e alcance que essa ferramenta pode chegar.

Uma coisa é fato: as novas tecnologias estão transformando diversas frentes de serviços, dentre elas, a forma que fazemos negócios. Isso é, não há mais como o mercado não investir em canais digitais, uma vez que estes mecanismos vêm sendo amplamente eficazes para a criação de relacionamentos mais aprimorados com os clientes. Não à toa, segundo uma pesquisa da McKinsey, empresas que já detém maturidade digital apresentam desempenho superior e com taxa de crescimento de EBITA até 5 vezes maior que as demais organizações.

Diante disso, é importante estar atento as tendências que vem ganhando força nesse segmento. Confira as principais:

#1 B2C (Business to consumer): nessa modalidade, as empresas comercializam seus serviços ou produtos diretamente com o consumidor final. Em sua maioria, estas são plataformas de baixo custo para aqueles que querem lançar sua marca, em especial, usando da estrutura das redes sociais e influenciadores como grande canal de marketing e divulgação conectado a experiencia de compra. Não à toa, é amplamente utilizado no mercado de marketplace.

#2 B2B (Business to business): diferente da anterior, aqui as empresas comercializam com outras empresas. Esse modelo também ganha força uma vez que o mercado de fabricantes compreendeu a importância de digitalizar canais entre negócios, construindo assim, uma relação direta e abrangente.

#3 D2C (Direct to consumer): essa é uma importante tendência para o mercado de e-commerce. Ela é realizada sem a presença de intermediários, trabalhando diretamente com fabricantes e fornecedores, e vem ganhando notoriedade não apenas por grandes empresas, mas também pelas pequenas e médias.

#4 LogTechs: o termo define as startups que atuam no setor de logística, aplicando o uso de tecnologia. Considerando que o Brasil se trata de um país de tamanho continental, é demandada uma infraestrutura logística completa. Neste aspecto, com o apoio da IA, vêm sendo criadas soluções e recursos que visam encurtar essa distância, otimizando o custo e prazo. Por isso, este é mais um elemento que as organizações precisam estar atentas para aplicá-lo de forma eficiente para o negócio.

#5 Fintechs: as pessoas não querem se verem fixadas a um método específico para liquidarem seus gastos. Por isso, as fintechs, que atuam na reestruturação dos processos financeiros, utilizando recursos da tecnologia, vêm ganhando forte aderência no país. Como prova disso, está a prática de pagamentos instantâneos, que ganhou forte aderência na população – assim como foi o caso do Pix que, em pouco tempo, obteve ampla aceitação do público, e ajudou a dinamizar a relação de compra e venda em diversas empresas.

#6 CX (Customer Experience): investir na experiência do cliente deixou de ser uma tendência, e passou a ser uma necessidade. Para assegurá-la, as empresas precisam estar onde seus usuários estão, garantindo que conduzam sua jornada no canal onde preferirem. Proporcionar essa omnicanalidade, por meio da tecnologia, é essencial para que os consumidores se sintam satisfeitos e se fidelizem à marca.

Todas essas tendências têm em comum que são operadas na modalidade multicanais. Apesar de não ser uma missão simples, pode se tornar mais fácil tendo o apoio de uma ferramenta especializada nesse tipo de serviço e abordagem. Afinal, por meio de uma solução personalizada nesse nicho, é possível encurtar todo esse caminho, trazendo maior acessibilidade a integração de novas tecnologias que irão ajudar a aperfeiçoar e sanar as dores e desafios enfrentadas nos negócios.

Entretanto, quando falamos em obter uma ferramenta para esse segmento, muitos ainda estão presos a buscarem uma plataforma SaaS ou no code – mas, considerando que cada empresa possui suas particularidades, é importante que, durante esse processo, elas contem com o apoio de uma organização especializada nessa abordagem, que além de prestar o serviço, busque acelerar o crescimento do negócio viabilizando o uso destas soluções sob medida, atendo suas demandas específicas.

Para o mercado, agora é a hora de entender onde devem ser investidos os próximos passos para obter resultados assertivos. A IA segue sendo o assunto do momento, mas sua utilização já vem sendo aplicada desde muito antes em diversas modalidades. Não há como eliminar o uso da tecnologia como um item principal para a potencialização dos canais digitais, porém, mais do que entender sua importância, é preciso sempre buscar métodos que tragam ganhos para os negócios.

*Felipe Barbi é diretor de operações da Viceri-Seidor

O uso de dados como diferencial competitivo na publicidade digital

Por Camilla Veiga*

O avanço tecnológico tem trazido mudanças significativas no comportamento do consumidor e, com essa evolução, o ecossistema de marketing digital também passa por transformações para se manter relevante e gerar impacto. De acordo com o estudo Digital AdSpend Brasil, produzido pelo IAB Brasil em parceria com a Kantar Ibope Media, a publicidade digital nacional movimentou R$ 14,7 bilhões no primeiro semestre de 2022.

Neste âmbito de consumo cada vez mais digital, os profissionais se deparam com um universo em que as possibilidades são vastas e as audiências fragmentadas. Com isso, os dados emergem como a ferramenta necessária para conhecer a audiência e impulsionar estratégias publicitárias eficazes e personalizadas. Por meio deles, é possível ter uma visão holística dos consumidores, que permite criar campanhas segmentadas e de alto impacto.

Desvendando o poder dos dados

O processo de coletar, organizar e interpretar dados provenientes de diversas fontes, permite às marcas não apenas entender quem são seus consumidores, mas também como eles se comportam, o que desejam e como interagem com as mensagens. Contudo, nesta tarefa, os anunciantes podem se deparar com o desafio de escolher em qual conjunto de dados basear suas decisões.

Hoje, plataformas e adtechs modernas oferecem ferramentas estratégicas para combinar e filtrar métricas, e são grandes aliadas nas análises detalhadas. Por meio delas, é possível, por exemplo, cruzar dados de custo por mil impressões (CPM), budget e alcance total para obter insights profundos sobre a eficácia de uma campanha. Essa abordagem quantitativa também ajuda a definir e mensurar objetivos claros, como conscientização, aumento de cliques ou conversões, que garantem resultados mais concretos e direcionados.

Ou seja, por meio dessas soluções, o impacto da campanha pode ser avaliado em tempo real, permitindo que ajustes sejam feitos com agilidade para maximizar o impacto da ação. Essa percepção aprofundada sobre os resultados cria uma base sólida para que ações futuras sejam altamente direcionadas e personalizadas, aumentando exponencialmente sua eficácia e relevância.

Outra vantagem da análise de dados na publicidade é a possibilidade de integrações com sistemas de CRM e plataformas de e-commerce, que proporcionam um conhecimento mais profundo sobre os hábitos de consumo, revelando aspectos como market share e aumento nas vendas. Isso transcende o simples impacto da campanha e possibilita um mergulho nas operações internas, gerando conhecimento para moldar a estratégia da marca.

Essa visão preditiva é mais uma vantagem de mercado, pois com a volatilidade das relações de consumo, análises que dependem do comportamento anterior do usuário nem sempre são uma boa base de informações. Em vez disso, focar na predisposição objetiva de certos segmentos de público para produtos anunciados pode abrir a possibilidade de visualizar tendências que trarão retornos mais gratificantes aos anunciantes.

A jornada do consumidor em diferentes canais

Outro desafio enfrentado pelos profissionais de marketing ao criar campanhas é considerar a jornada do consumidor em diferentes plataformas. Como cada canal oferece uma oportunidade única para se envolver com o público, a análise de dados é necessária para decifrar padrões comportamentais distintos em cada plataforma, permitindo a adaptação de estratégias para otimizar a experiência do usuário.

O uso crescente de celulares e tablets, por exemplo, exige a criação de publicidade específica para esses dispositivos, tornando o impacto mais adequado às demandas dos consumidores nesses canais. Segundo dados da Abcomm, o consumo via dispositivos móveis representou 55% das vendas do e-commerce em 2022, ultrapassando as compras em plataformas desktop.

Dados para informar, informação para conquistar

Por fim, é importante considerar que a análise de dados na publicidade digital não é apenas um exercício numérico, mas uma ferramenta que transforma informações frias em insights inspiradores. A utilidade dos dados reside em sua acessibilidade e interpretabilidade e, por isso, os profissionais precisam saber como apresentá-los de maneira clara e concisa, para que as equipes de marketing tomem decisões embasadas e assertivas.

Neste contexto, mais recentemente, a ascensão da inteligência artificial generativa aparece como mais um impulsionador da capacidade de processar dados em larga escala. A colaboração entre a IA e a intuição humana cria uma sinergia única, em que os dados se tornam a matéria-prima da criatividade, e a interpretação humana é capaz de perceber nuances, contextos e tendências que vão além dos números.

Ainda que o mundo digital se apresente muitas vezes como um labirinto repleto de oportunidades, a análise de dados pode transformar essa complexidade em vantagem competitiva. As marcas que compreendem e abraçam esse poder estão mais próximas de conquistar a atenção do público digital e construir conexões profundas e duradouras que transcendem os limites da tela.

*Camilla Veiga é Head of Sales da plataforma global de publicidade MGID.

Vaga em agência para social media

Vaga de Social Media

Carga de 8h/dia (1h de almoço)
Preferência para quem tem experiência
PJ
100% remoto

Descrição do cargo:
Responsável pela gestão de perfis em redes sociais, elaborar estratégias para atrair novos seguidores e engajamento para a conta do cliente, manter o tom de voz da marca e seus valores nos conteúdos, entregar relatórios de resultados todo início de mês juntamente com o cronograma de postagem.

Salário a combinar
Mais informações na entrevista.
Enviar currículo e/ou portfólio para o email: Akademy.mkt@gmail.com
Nome do email: VAGA SOCIAL MEDIA.