A APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) do Vale do Paraíba realizou na manhã desta sexta feira, 26/08, palestra com o tema “Consumo, Mídia e Publicidade – Fatos e Expectativas”. A CEO da Kantar IBOPE Media no Brasil, Melissa Vogel, fez uma apresentação mais focada em dados que comprovam a força do vídeo.
Foto: Camila Carvalho – MDX Group
Melissa trouxe uma série de pesquisas que demonstram como o consumo de vídeo está distribuído em diferentes plataformas. Também mostrou como o comportamento de consumo mudou em função da tecnologia e da pandemia e que o mercado brasileiro está amadurecendo, ou seja, os consumidores acima de 45 anos estão aumentando de número.
A CEO do Kantar também apresentou dados que mostram a importância da construção de uma experiência figital, ou seja, que una os mundos e canais físicos e digitais.
Vários dos presentes disseram ter gostado muito do conteúdo e da objetividade da apresentação.
Parte da diretoria da APP Vale ao lado de Melissa Vogel, CEO da Kantar Foto: Camila Carvalho – MDX Group
O evento aconteceu no Auditório do Ceplade (Bloco 8) da Univap Urbanova e contou com boa presença de público.
A palestra teve como apoiadores o Grupo Band Vale e a UNIVAP. Também contou com os patrocínios de Decoli Mídia e MDX Group.
por Glaucia Hora, Senior Digital Marketing Manager da CM.com
No mundo em constante evolução, melhorar a experiência do cliente deve estar na lista de prioridades das empresas. Dados da Euromonitor mostram que em 2030, a geração Z, os nascidos entre 1997 e 2012, serão a maioria entre os consumidores no mercado. Nascidos na era digital, esse perfil exige uma experiência de atendimento perfeita em todos os pontos de contato.
Divulgação/Cm.com Glaucia Hora
Do lado das empresas, um levantamento recente feito com 400 líderes de marketing, realizado pela Forbes Insights and Treasure Data, afirma que estes profissionais ainda levam muito tempo para analisar e concluir o resultado de uma campanha. Para chegar a uma conclusão de sucesso – ou não – de uma ação de marketing, 47% dos participantes afirmaram que levam mais de uma semana, enquanto outros 47% dizem que precisam de três a cinco dias. A boa notícia é que com o advento da tecnologia, existem ferramentas que são capazes de reunir os dados coletados pelas empresas e fornecer insights sobre o comportamento do usuário em tempo real. E neste sentido, cerca de 78% das organizações afirmam que têm ou estão desenvolvendo uma plataforma de dados de clientes.
Neste cenário, a principal plataforma para reunir essas informações é o Customer Data Platform (CDP), que conecta múltiplas fontes on e off e centraliza esses elementos em único local. Em um ambiente inteligente, os conhecimentos são cruzados e, com isso, se abre um novo caminho para que as empresas elevem o seu atendimento personalizado, chegando à hiper personalização. Ouso dizer que essa é a chave para oferecer uma experiência perfeita ao cliente. E o melhor, é possível utilizar essa tendência em todos os setores, que variam desde o varejo, instituições financeiras, startups e até mesmo em agências de marketing.
A abordagem orientada por dados é uma forte aliada na tomada de decisões estratégicas, especialmente para os profissionais de marketing digital, e tem o poder de transformar o que antes era complexo em uma vantagem competitiva. Já imaginou conseguir personalizar sua comunicação ao ponto de mandar um simples e-mail dizendo: “Você está ficando sem lentes de contato e eu tenho a solução, Elisa. Caso queira um novo pacote, clique aqui”? Além do seu produto, você vende comodidade e praticidade para o seu cliente. A inteligência de dados do CDP facilita também na hora de criar campanhas e comunicações segmentadas de acordo com o interesse do consumidor.
Conhecer as dores e necessidades do seu público garante um acesso mais simples e recorrente aos produtos de interesse – ou até mesmo na criação de um novo portfólio. Além disso, complementar dados transacionais (o que os clientes preenchem) com dados comportamentais (hábitos de compra, como por exemplo, qual é o ticket médio de compra ou a frequência dessas aquisições) pode ser um excelente caminho para a hiper personalização. Assim, você consegue criar uma conexão ainda mais profunda entre a marca e o usuário, garantindo uma experiência memorável.
Criar experiências individuais em todos os pontos de contato requer investimento em dados, ferramentas e conteúdo. E é por isso que esse investimento se torna crucial para o crescimento do negócio. Só assim será possível entender a jornada de compra do seu público e entregar as mensagens de marketing mais adequadas à necessidade de cada um.
Marcas, antes de criar seu avatar, leia este texto
por Ricardo Guerra
Eles estão em toda a parte, se multiplicando sem controle, dominando não apenas o metaverso (que nem existe ainda), mas o nosso universo também. Os avatares virtuais das empresas são o novo #trend, mas existe o risco de uma linda criação cair no terrível uncanny valley e é sobre essa hipótese muito real que precisamos falar hoje (antes que seja tarde!).
O que é o uncanny valley? Sem enrrolação.
Para explicar esse “vale da estranheza” que nada mais é do que uma hipótese do japonês Masahiro Mori, eu posso mostrar simplesmente um gráfico.
Não entendeu? Tudo bem, vamos então explicar através dos avanços da robótica, mas pode ser aplicada em campos de computação gráfica também. A teoria proposta diz que nós (humanos) temos grande empatia e afetividade por seres que de alguma forma se parecem conosco. Um braço robótico, por exemplo, não possui quase nenhuma semelhança com um braço de carne e osso, mas o movimento nos é familiar e logo criamos uma boa impressão. Conforme criamos mais elementos, como cabeça, braços e pernas, ele pode ficar mais amigável e, com certeza, não iriamos fugir de um robozinho simpático, certo? A proposta aqui é justamente destacar o “vale da estranheza” quando o objeto/ser em questão começa a se aproximar demais do aspecto estético humano, mas você sabe que não é, gerando uma sensação de repulsa (aqui estão aqueles terríveis robôs humanoides, que tentam nos imitar, mas soam bizarros como o robô da imagem de destaque deste texto).
Após o vale, temos um crescimento da empatia, conforme cresce a verossimilhança ao ponto de se parecer 100% com um humano e voltamos a criar uma boa impressão e afeto com o objeto/ser. Aqui seria o caso de alguns robôs ultrarrealistas. Porém, essa linha (ou vale) é muito perigosa e é nessa hora que as empresas pecam em seus projetos de avatares de marca, que possuem justamente o objetivo contrário: criar empatia com o público.
Não criem seus avatares sem investir com inteligência!
Como vimos, o gráfico do começo do uncanny valley é super fofo! É nesse universo que estão os desenhos animados, robôs ajudantes e até alguns avatares famosos, como o Baianinho das Casas Bahia, tanto na versão antiga (2D) como na atual (3D). Ele não tem o compromisso de parecer 100% real, mas sim uma caricatura artística e essa é a estratégia mais conservadora, segura e comum de se seguir.
TOP 5 avatares que chegaram perto demais do uncanny valley
Criar um avatar virtual pode ser um projeto caro para uma marca. Alguns deles custam em média R$120 mil, só para se ter uma ideia. Além disso, quanto mais complexos, realistas e mais texturas tivermos, podemos colocar mais uma grana nesse custo inicial aí.
As marcas adoram surfar nas modas, porém, é preciso planejar muito bem como serão os aspectos técnicos da criação de um avatar, para não pecarmos nesse olhar humanizado e cair no “vale da estranheza”. Selecionei alguns avatares que correram esse risco.
1) Lu, do Magalu
2) Moça, do Leite Moça
3) Lil Miquela, influencer do Instagram
4) Iza, do Epa.
5) Mara, da Amaro.
Gostou? Veja se você não sente algo estranho com algum dos avatares e me diga sua opinião! Lembrou de algum outro avatar nesta mesma situação?
Sim, sim, esta coluna andou meio sumida mas já está de volta. E nada melhor que voltar mostrando a força das mulheres em nosso mercado de comunicação e marketing.
Dá só uma olhada no que anda acontecendo:
Helena Alves passa a responder pelo cargo de Head of Marketing no Grupo Oscar.
Camila Carvalho vinha atuando como freelance no MDX Group e agora assume o posto de Head de Marketing na holding.
A jornalista Bruna Lourenço inicia um novo ciclo no time de Relações Industriais & Comunicação na Bayer em São José dos Campos.