Coluna “Discutindo a relação…”

Propósito de marca e oportunismo

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Imagem gerada pela IA do Canva

Quando a causa vira discurso, o consumidor percebe. Quando vira prática, ele se conecta.

Nos últimos anos, falar de propósito deixou de ser diferencial e virou quase uma obrigação no universo das marcas. Questões sociais, ambientais e culturais passaram a ocupar espaço nas campanhas, nos posicionamentos e até nos slogans. Mas, no meio desse movimento, surge uma pergunta inevitável: estamos diante de marcas mais conscientes — ou apenas mais estratégicas?

A ideia de propósito, em sua essência, é poderosa. Marcas como a Patagonia, por exemplo, construíram sua reputação com base em ações concretas ligadas à sustentabilidade, como incentivo ao consumo consciente e ativismo ambiental real. Nesse caso, o discurso não veio primeiro — ele é consequência de uma prática consistente ao longo do tempo. E isso faz toda a diferença.

Por outro lado, há casos em que o propósito parece surgir apenas em momentos de conveniência. Datas como o Mês do Orgulho LGBTQIA+ ou campanhas em torno de diversidade e inclusão frequentemente colocam marcas sob os holofotes — nem sempre de forma positiva. Quem não lembra da polêmica envolvendo a Pepsi e seu comercial com a Kendall Jenner? A tentativa de associar a marca a movimentos sociais foi vista como superficial e desconectada da realidade, gerando forte rejeição.

Propósito não é campanha. É coerência.

O consumidor de hoje — especialmente o mais jovem — é atento, crítico e, principalmente, informado. Ele acompanha o que as marcas dizem, mas também observa o que elas fazem. Não basta levantar uma bandeira em uma campanha se, internamente, a empresa não pratica aquilo no dia a dia. A incoerência, nesse cenário, não passa despercebida — e pode custar caro em termos de reputação.

Isso não significa que marcas não possam — ou não devam — se posicionar. Pelo contrário. O silêncio, em muitos casos, também comunica. A questão central está na autenticidade. Quando o propósito é genuíno, ele aparece de forma natural na comunicação, nas ações internas, nos produtos e até nas decisões de negócio. Quando não é, ele soa como oportunismo — e o público sente.

Entre o discurso e a prática, existe um abismo — e o consumidor enxerga esse espaço.

Talvez o maior desafio para as marcas hoje não seja encontrar um propósito bonito para comunicar, mas sim construir um propósito verdadeiro para sustentar. Isso exige tempo, consistência e, muitas vezes, decisões difíceis que vão além do marketing. Afinal, propósito não se cria em uma reunião de briefing — ele se constrói na cultura da empresa.

No fim das contas, fica a reflexão: em um mercado cada vez mais atento e exigente, vale mais parecer engajado ou ser, de fato, relevante? Porque, no jogo da comunicação contemporânea, não é a marca que diz quem ela é — é o público que decide no que acredita.

Criadores rejeitam rótulo de “influencer” e cobram reconhecimento profissional no Brasil, diz pesquisa

Estudo inédito Reglab/Redes Cordiais revela que profissionais buscam ética e reconhecimento em mercado que já movimenta R$ 20 bilhões anualmente no Brasil.

Pressão por engajamento, exposição ao hate e ausência de reconhecimento formal: criadores de conteúdo no Brasil descrevem os riscos de uma profissão que movimenta R$ 20 bilhões, mas ainda carece de regras claras. Essa é uma das conclusões do estudo Vozes da Influência, conduzido pelo centro de pesquisas Reglab, especializado em tecnologia, mídia e regulação, em parceria com a organização Redes Cordiais.

Trata-se do maior estudo qualitativo em profundidade já feito com criadores no Brasil, investigando a percepção dos próprios criadores digitais sobre o cenário e desafios éticos, econômicos e institucionais associados à sua atividade profissional.

Ao todo, foram 24 criadores digitais entrevistados que, em conjunto, possuem mais de 90 milhões de seguidores em suas redes sociais. As entrevistas e grupos focais geraram centenas de páginas de transcrição que foram processadas por meio de software e técnicas de análise de conteúdo – adotando um padrão científico de replicabilidade e transparência dos dados.

As falas e opiniões desses criadores foram anonimizadas para impedir atribuição individual, respeitando protocolos éticos de pesquisa.

“O recorte permitiu um olhar mais completo sobre a identidade profissional desse público”, diz Isabela Afonso Portas, pesquisadora do Reglab e uma das autoras do estudo. “Também traz uma desconstrução de estigmas sobre como os criadores percebem questões como riscos reputacionais e relações com outros players do meio, como agências e plataformas”, afirma.

Alguns dos achados do estudo:

  • Criadores rejeitam o termo “influenciador”, associado à superficialidade
  • A pressão por engajamento e exposição ao hate impactam a saúde mental
  • Falta de reconhecimento formal (como CNAE) gera insegurança jurídica
  • Profissionais buscam padrões éticos e maior credibilidade no conteúdo.

Os criadores entrevistados – em sua maioria profissionais consolidados e com longa trajetória – admitem que há uma percepção do público de que a profissão ganhou status de ascensão social — comparável à carreira de jogador de futebol. Ao mesmo tempo, o estudo aponta que a rotina profissional é marcada por pressão constante por resultados e visibilidade. A exigência por engajamento e a exposição a ambientes digitais hostis foram citadas como fatores que impactam diretamente a saúde mental, levando muitos criadores a buscar redes de apoio ou acompanhamento psicológico.

Apesar dos desafios, os criadores demonstram preocupação crescente com a qualidade e a responsabilidade do conteúdo produzido. Entre as práticas mencionadas estão a checagem de informações, o uso de linguagem acessível e a seleção de temas de interesse público.

Essa busca por credibilidade também ajuda a explicar a rejeição ao termo “influenciador”. “Eles veem a influência como consequência do trabalho, e não como objetivo principal”, afirma Portas.

A pesquisa também mostra que há um olhar atento entre os criadores para o cenário regulatório da profissão, com preocupações relacionadas à tributação, aos riscos de censura e à ausência de um reconhecimento formal da profissão como, por exemplo, via CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) própria.

“O estudo traz um retrato inédito e profundo sobre o que pensam os criadores de conteúdo digital”, diz Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab. “Ouvir o que eles têm a dizer é uma forma relevante de somar ao debate público sobre uma profissão que cresce ano a ano no país, e que tem um papel cada vez maior na formação cultural e da opinião pública brasileira”, diz.

“Os criadores entenderam que são os novos formadores de opinião e que sua voz tem peso social. O estudo mostra que eles buscam parâmetros contratuais mínimos e segurança digital para que a profissão seja sustentável a longo prazo”, destaca Clara Becker, Diretora Executiva do Redes Cordiais.

Sobre o Reglab

Lançado em setembro de 2024, o Reglab é um centro de pesquisas que tem como objetivo apontar tendências e ajudar o desenvolvimento dos setores de tecnologia e mídia. É o primeiro centro de pesquisas privado do Brasil a usar uma tabela de transparência de dados para outros pesquisadores poderem confirmar a credibilidade dos estudos.

Sobre o Redes Cordiais

O Redes Cordiais é uma organização brasileira fundada em 2018 com o compromisso de fortalecer a esfera pública e promover uma cultura informacional mais crítica, plural, segura e confiável. Atuamos no apoio, sensibilização e formação de comunicadores, jornalistas, educadores e comunidades, promovendo o desenvolvimento de competências e habilidades para uma melhor vida em rede.

Fonte: Ovocom – Erica Celestini

Cenp divulga ranking nacional das agências que mais investiram em mídia em 2025

Levantamento é feito a partir do Painel Cenp-Meios e conta com dados de agências de publicidade que autorizaram sua divulgação

O Cenp – Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário apresenta o ranking nacional das agências que mais investiram em mídia no Brasil em 2025. No período, as 330 agências que integram o Painel Cenp-Meios movimentaram R$ 28,9 bilhões, uma variação positiva de 10% quando comparado ao ano anterior. O ranking das agências, por sua vez, é composto por empresas que autorizaram a sua divulgação, organizadas por estado e por ordem decrescente de volume de investimento.

O Painel Cenp-Meios, fonte oficial dos dados do estudo, é publicado trimestralmente e considera os Pedidos de Inserção (PI) efetivamente executados em nome dos anunciantes. As informações enviadas via sistema Cenp-Meios não identificam o anunciante nem o nome do veículo utilizado.

“A adesão das agências é fundamental para um panorama de mercado abrangente, baseado em dados confiáveis e padronizados”, afirma Melissa Vogel, presidente do Cenp. “Ao utilizar informações dos próprios sistemas das agências, fortalecemos a autorregulação de um setor que é motor da economia e do desenvolvimento das marcas”, finaliza Melissa.

Confira as 20 primeiras colocadas no ranking nacional:

1 – AFRICA DDB BRASIL PUBLICIDADE LTDA (AFRICA DDB BRASIL PUBLICIDADE)
2 – ALMAP BBDO PUBLICIDADE E COMUNICAÇÕES LTDA. (ALMAP BBDO)
3 – GALERIA ESTRATÉGIA E COMUNICAÇÃO LTDA (GALERIA)
4 – BETC HAVAS AGÊNCIA DE PUBLICIDADE LTDA. (BETC HAVAS)
5 – MMS BRASIL COMUNICAÇÃO LTDA (PUBLICIS BRASIL)*
6 – MEDIABRANDS PUBLICIDADE LTDA (MEDIABRANDS PUBLICIDADE)
7 – ARTPLAN COMUNICAÇÃO S A (ARTPLAN)
8 – MCCANN ERICKSON PUBLICIDADE LTDA. (WMCCANN)
9 – TALENT MARCEL COMUNICAÇÃO E PLANEJAMENTO LTDA. (TALENT MARCEL)
10 – GUT AGÊNCIA DE PUBLICIDADE LTDA (GUT AGÊNCIA DE PUBLICIDADE)
11 – SUNO COMUNICAÇÃO INTEGRADA LTDA (SUNO UNITED CREATORS)
12 – OGILVY & MATHER BRASIL COMUNICAÇÃO LTDA (OGILVY & MATHER BRASIL)
13 – DPZ COMUNICAÇÕES LTDA. (DPZ)
14 – MIDIA 123 SERVIÇOS DE PUBLICIDADE VIA INTERNET LTDA (ESSENCEMEDIACOM)
15 – VML BRASIL PROPAGANDA LTDA (VML)
16 – WIEDEN + KENNEDY BRASIL COMUNICAÇÃO LTDA. (WIEDEN + KENNEDY BRASIL COMUNICAÇÃO)
17 – LEW’LARA\TBWA PUBLICIDADE PROPAGANDA LTDA. (LEW’LARA\TBWA)
18 – WF/MOTTA COMUNICAÇÃO, MARKETING E PUBLICIDADE LTDA (AGÊNCIA WE)
19 – AGÊNCIA NACIONAL DE PROPAGANDA LTDA. (AGÊNCIA NACIONAL)
20 – LEO BURNETT NEO COMUNICAÇÃO LTDA. (LEO BURNETT TAILOR MADE)

*Em jan/25 a agência MMS BRASIL se estabeleceu em São Paulo e incorporou a Publicis Brasil.

Fonte: NOVA PR

Shoppings em ação

CenterVale Shopping recebe 4ª Edição do Bazar Outono Inverno promovida pela Conexão Solidária

Evento acontece de 10 a 14 de abril, em São José dos Campos, e renda será revertida para instituições da região

O CenterVale Shopping, em São José dos Campos, recebe nos próximos dias a 4ª edição do Bazar Outono Inverno promovido pela Conexão Solidária. A ação beneficente acontece entre os dias 10 e 14 de abril, reunindo roupas, calçados e acessórios de marcas renomadas com o objetivo de arrecadar recursos para projetos sociais.

O evento será realizado no Piso Dutra, próximo à da Livraria Cultura, com funcionamento diário das 10h às 22h.

Vocalista do Sambô, Hugo Rafael mostra sua versatilidade em show gratuito no Colinas Music nesta quinta (9)

Em alta com a turnê comemorativa de 20 anos de banda, o cantor participa pela primeira vez do Colinas Music, com repertório de soul, pop e rock, acompanhado da Banda Colinas

Evento ainda terá atrações imperdíveis nas próximas semanas: X-Rock, Tributo a Michael Jackson com MC Clemesha e Matt Honor; e Viva la Vida, em cover do Coldplay

A 6ª edição do Colinas Music traz nesta quinta (9) para São José dos Campos o cantor Hugo Rafael, figura conhecida por suas diversas facetas na cena musical. A partir das 19h, ele faz show gratuito na Praça de Alimentação do Colinas Shopping, ao lado da Banda Colinas, com um repertório eclético.