Monitoramento, fake news e público

Monitorar as redes sociais de sua marca pode ajudar no tratamento de fake news e a conhecer melhor o seu público

Por Renato Shirakashi*

O mundo atual é conectado e as conversas acontecem no ambiente digital, por isso, saber o que falam de sua marca é imprescindível para criar ações assertivas. Veja 5 razões para monitorar a sua marca e como tirar proveito disso.

Renato Shirakashi | Criador da Scup e General Manager da Sprinklr

Toda marca que tenha interesse em crescer e se consolidar no mercado precisa estar presente nas redes sociais. Palco de discussões de grande parte da sociedade, essas mídias assumiram um papel importante na divulgação e relacionamento entre a empresa e seus consumidores. O público começou a utilizar desses recursos para comentar sobre suas opiniões e gostos, e acompanhar o que é dito online se tornou imprescindível no processo de conhecer e entender os seus desejos.

Enquanto a criação e aplicação de uma pesquisa de mercado envolve altos gastos e muita demanda de tempo, monitorar o que dizem e opinam nas redes sociais por meio de plataformas como a Scup Social é um trabalho mais ágil, dinâmico, menos custoso e ainda ajuda as marcas a criarem ações imediatas para aproveitarem o que está sendo dito naquele exato momento.

Dentro deste cenário, não dá para não ter uma conta no Facebook, um usuário no Twitter ou um perfil no Instagram e não acompanhá-los cuidadosamente. Monitorar sua marca significa ter posse de informações valiosas. Isso por si só já justifica um monitoramento, mas ainda há mais razões para acompanhar de perto as métricas da sua empresa no mundo digital.

Identificar e tratar as fake news

As notícias falsas, também conhecidas pelo termo em inglês fake news, fazem cada vez mais parte do nosso dia a dia, e isso não é mais novidade. Até haver uma solução para acabar com essa tendência é necessário estar atento aos conteúdos publicados, sobretudo nas redes sociais. Sejam totalmente falsas, meias verdades ou notícias fora do contexto, um boato espalhado na internet pode comprometer a imagem de uma marca. Monitorar as redes sociais ajuda a identificar mais facilmente estas eventuais mentiras. Com uma ferramenta própria para isso é possível observar em tempo real a propagação dos conteúdos que mencionarem o nome da empresa ou termos relacionados e identificar quando uma fake news é publicada para poder desmentí-la em um curto espaço de tempo. Mas é importante relembrar: as ferramentas não detectam perfis e nem notícias falsas. Por isso é necessário estar sempre atento ao monitoramento.

Conhecer as ações dos seus concorrentes

Quando queremos saber algo sobre uma determinada marca, basta entrar em suas redes sociais. Lá é possível ter uma ideia da imagem que ela quer passar para os seus consumidores ou futuros clientes por meio dos comentários positivos, reclamações, o atendimento da empresa, quantidade de curtidas, serviços, promoções, campanhas etc. Mas sem uma ferramenta de monitoramento fica impossível acompanhar o que dizem sobre os seus concorrentes de forma prática e ágil. E conhecer as ações de quem compete diretamente com você é valido para entender melhor sobre o mercado em que atua, fazer benchmark, conhecer o seu próprio negócio e identificar oportunidades e mudanças.

Identificar o comportamento do público com relação a sua marca

As ferramentas de monitoramento de redes sociais devem, também, conter a possibilidade de analisar o sentimento da menção. Com isso é possível perceber se o posicionamento do público perante a sua marca é positiva, negativa ou neutra. Essa etapa é uma das mais importantes na avaliação e classificação das opiniões coletadas no monitoramento porque ajuda a estudar quais estratégias ou produtos funcionam para sua marca e o que pode ser melhorado ou contornado, e identificar como anda a saúde do seu produto ou serviço.

Evitar crises

Com um monitoramento de redes sociais é possível saber de todas as menções aos termos relacionados com o seu negócio — seja o nome da sua marca, do seu produto e até mesmo do seu concorrente. Dessa forma é possível saber quando alguém estiver falando sobre você ou sua área de atuação. Isso significa que fica mais fácil para a empresa identificar qualquer crise que venha a acontecer e contornar a situação rapidamente. Nada de ser o último a saber e ainda ter de lidar com uma bola de neve.

Identificar oportunidades

Ao monitorar uma marca, nada passa despercebido. Com a ferramenta certa, é possível saber toda vez que um consumidor mencionar o nome do seu negócio, independente se utilizarem o @ ou não. Dessa forma, a empresa pode não só responder os clientes que entram em contato diretamente, mas também aqueles que estão comentando aleatoriamente sobre a marca. Se alguém posta no Twitter que achou seu último lançamento incrível, mas está na dúvida se irá comprá-lo, por exemplo, o time pode respondê-lo com três razões imperdíveis para adquirir o produto — e engana-se quem achar que a maior conquista nessa interação é a venda. Quando um consumidor é surpreendido positivamente, ele passa a enxergar a marca com outros olhos.

*Sobre Renato Shirakashi

Renato é formado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo e desenvolvedor de produtos da área de tecnologia, focadas em melhorar a comunicação entre empresas e consumidores. Hoje atua como General Manager da multinacional Sprinklr, onde tem o apoio e respaldo para a o desenvolvimento da sua principal criação, a plataforma Scup.

Fonte: Motim Conteúdo Criativo – Bruno Lino

A força da gamificação

Gamificação não é um “puxadinho”

Por Carlos André – CEO da LoySci*

A Gamificação é uma técnica disruptiva com eficácia comprovada e poderosa para engajar, influenciar, incentivar e reter pessoas. Se utilizada de forma estratégica e planejada melhora a interação com as pessoas, fideliza clientes de maneira sustentável, incentiva funcionários e parceiros, entre outras inúmeras formas para impactar pessoas e negócios.

Porém, o mercado acaba vivendo uma epidemia de “puxadinhos” de Gamificação. Ou seja, o modelo, ao invés de estar alinhado aos objetivos do negócio, torna-se uma colcha de retalhos, totalmente acessório, e que não gera resultados.

Carlos André – CEO da LoySci

Algumas empresas decidem adotar a Gamificação apenas por modismo ou por curiosidade. Quando há apenas a popularização do conceito, faltando o domínio da estratégia, sem o profissionalismo no comando das ações, apenas o óbvio é colocado em prática.

Vemos então que não há uma mudança significativa da estratégia, apenas um adendo, uma adoção tímida, sem critério e sem o conhecimento específico da técnica. É apenas uma nova roupagem do passado, com um instrumento novo para atividades antigas.

O resultado desse movimento, ao invés de fomentar um vínculo de fidelidade e engajamento das pessoas, é justamente a “falta de resultados”. Por ser um adendo, não há retorno de investimentos, pois os benefícios podem ser ignorados pelos clientes, não engajando ninguém. As vantagens esperadas pela utilização da Gamificação, como impactar e reter, também não devem acontecer.

A Gamificação não pode ser aplicada em apenas uma parte do processo. O plano de fidelização precisa ser redefinido, repensado, por meio de estratégia gamificada, de engajamento, aderência à marca, motivação, e não como um improviso, sem critérios ou metas previamente definidas e mensuráveis.

*A LoySci é pioneira na América Latina na implementação de soluções de lealdade baseadas em motivadores humanos, metodologia de Gamificação e gestão tecnológica.

Fonte: Medialink Comunicação – Eduardo Vella

Como a inteligência artificial impacta a comunicação

Robôs já conversam com os humanos e nos ajudam a pedir pizza, comprar uma casa e até nas ações de marketing

*Por Fabiana Macedo

Com a evolução em alta velocidade da tecnologia nos últimos anos, a inteligência artificial (área da ciência da computação que trabalha com sistemas e equipamentos capazes de simular a capacidade humana de raciocinar e realizar tarefas) deixou de ser coisa de filme futurista e hoje já faz parte do dia a dia de muita gente. Quer exemplos?

Ela já está presente nos smartphones com Android ou no iPhone, que atendem a comandos de voz feitos pelos usuários; em caixas de som inteligentes de empresas como Google e Amazon, que conversam com seus donos e dão informações variadas sobre temas como música, clima e receitas; e nos robôs de atendimento, que permitem comprar passagens aéreas, pedir pizzas, receber notícias personalizadas e até facilitam a venda de imóveis (caso de uma solução criada pela startup brasileira Hypnobox).

E não para por aqui. Os fabricantes de eletrodomésticos também estão incorporando essa tecnologia a equipamentos como fogões, geladeiras e máquinas de lavar. A ideia é que esses eletrodomésticos, além de atenderem aos comandos dos usuários, aprendam com os hábitos de seus proprietários. Trata-se de um mercado bilionário, em franco crescimento. Segundo a consultoria IDC, os chamados sistemas cognitivos e de inteligência artificial devem movimentar US$ 47 bilhões em 2020, contra US$ 8 bilhões registrados em 2016.

Mas e como isso impacta o mundo da comunicação? Ao integrar a inteligência artificial e sua capacidade de monitoramento ao banco de dados das empresas e aos sistemas de gestão de relacionamento com o cliente é possível, por exemplo, gerar campanhas online muito mais eficientes, que segmentam a audiência e entregam apenas ao perfil desejado. A IA terá impacto desde a criação de uma campanha (com os dados captados dos clientes) até a forma de entrega, com a inteligência e a segmentação proporcionada pela tecnologia.

E será que os profissionais de comunicação chegarão a ser substituídos por esses sistemas? Para tentar oferecer uma amostra desse futuro, a startup americana Knowhere criou nos Estados Unidos uma espécie de “robô jornalista”, que escreve notícias e promete ser 100% imparcial. O programa lê sites jornalísticos, determina os temas mais quentes do momento e escreve artigos sobre esses temas. Nada que assuste os profissionais de imprensa – pelo menos por enquanto.

Apesar de o brilhante físico Stephen Hawking (que morreu em março) ter previsto que a inteligência artificial pode substituir todos os humanos, ainda levará muito tempo para que esse tipo de cenário se concretize (se é que um dia isso realmente vai acontecer). No momento, o que cabe a nós, “meros mortais”, é aprender a lidar com essas ferramentas, tirar proveito da sua capacidade de atendimento e aprendizado, do volume de dados que proporcionam para a tomada de decisão e da redução de custo que elas oferecem. As máquinas estão cada vez mais inteligentes. E precisamos tê-las do nosso lado.

* Fabiana Macedo é CEO da Punto Comunicação

Fonte: Punto Comunicação

Coluna Branding: a alma da marca

A definição da marca

Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.

A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).

É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.

É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.

No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.

Foto: Pixabay

Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.

O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.

O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.

Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.

Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.

Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.