Coluna Entre Parenteses

O Jornalismo no Youtube

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Se você não está familiarizado com a Comunicação Social de maneira geral, você deve estar se perguntando, como o jornalismo pode se relacionar de forma positiva com o Youtube? Bem, vamos lá.

A febre do momento, entre as novas e antigas gerações, são os canais do Youtube. Todos os dias milhares de canais surgem com inúmeros temas, para diferentes idades e personalidades. Cada canal, embora possua similaridades, possui diferenciais que contribuem para o seu sucesso em particular.

No Jornalismo, o Youtube surgiu como uma nova fonte de trabalho e informação. É possível extrair comportamentos e histórias reais de canais já conceituados, como também é possível criar seu próprio meio de atuação profissional.

A plataforma de vídeos do Google existe desde 2005, mas esse potencial como veículo de comunicação de massa só foi descoberto há pouco tempo pelos profissionais de todo mundo. Atualmente, já podemos observar diferentes canais de jornalistas inseridos na plataforma, oferecendo um conteúdo variado com conhecimento e prática profissional, diferenciando-se de todo conteúdo amador veiculado no Youtube.

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Embora a plataforma possua canais com produções quase cinematográficas, ainda é muito difícil encontrar canais comprometidos com o jornalismo e com foco total na informação. O conteúdo jornalístico ainda não se consolidou tanto quanto os canais de temas segmentados, de humor e entretenimento. Mas a nova ferramenta pode ser utilizada a favor do jornalismo, de maneira geral.

Com engajamento e um pouco mais de tempo, a profissão pode ganhar um espaço importante para produzir conteúdo e conquistar uma liberdade de atuação que, talvez, não seja possível na imprensa tradicional.

Nós, profissionais da área, temos a ferramenta perfeita nas mãos, se nos comprometermos com a verdade, mas estivermos abertos às inovações do nosso tempo, com certeza o jornalismo irá sobreviver ao tempo e se adaptar aos novos moldes da comunicação, ao contrário do que muitos falam por aí. Pense nisso!

Aqui tem uma lista de canais criados por jornalista brasileiros. Confere aí:

Canal Comunicômio – do jornalista Luiz Eugenio.
http://bit.ly/21LkNV0
Manual do Mundo – do jornalista Iberê Thenório
http://bit.ly/2a8T2Ve
Roda e Avisa – do jornalista René de Paula Jr.
http://bit.ly/2aucBXf

Além desses canais, os veículos tradicionais também conquistaram seu espaço na plataforma de vídeos e estão buscando se adaptar.

TV Globo: http://bit.ly/29VhXJO
TV Cultura: http://bit.ly/2a8TB1r
TV Record: http://bit.ly/29Vilbv

Para o setor automotivo comunicar melhor

Dez dicas para melhorar a eficiência da comunicação de carros

Thélio Bonesio

A indústria automotiva brasileira nunca esteve tão mal. Passado o fechamento do primeiro semestre deste ano, algumas constatações bastante desanimadoras: foram emplacados apenas 983,5 mil carros, caminhões e ônibus, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), uma queda de 25,4% em relação aos primeiros seis meses de 2015. Cenário que impacta diretamente o vigor da indústria, já que a produção de carros, caminhões e ônibus contou com 1,01 milhão de unidades no primeiro semestre, queda que chega a 21,2%. No final do ano, tudo indica que recuaremos em 5,5%.

E os números negativos não param por aí: os estoques continuam elevados, há excesso de mão de obra e grande capacidade ociosa.

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Na prática, estes indicadores pessimistas mostram que a somatória entre a queda real do salário do brasileiro com o aumento médio de 15% nos preços dos carros na virada de 2015 para 2016, em função da alta do dólar, resulta numa combinação desastrosa. E pior ainda, mais de 40 marcas, entre montadoras e importadoras, operam no Brasil com uma expectativa de vendas de 1,8 milhão de unidades para 2016.

No final deste jogo, muitas marcas passarão por sufoco, mas até lá, parece existir um novo herói nacional: o lead. Mais do que um cadastro de interesse, parece que mês a mês, os KPIs (indicadores de desempenho) das campanhas digitais contínuas de varejo se tornam mais agressivos, afinal, no fim do dia, todo mundo precisa vender. É evidente e faz todo sentido, mas não podemos ficar concentrados nesta discussão e, para isto, vou propor uma reflexão a partir de alguns pontos. Na verdade, são dez dicas que podem melhorar a eficiência das ações de comunicação deste setor.

  1. Uma marca vale mais do que mil leads: em tempos de produtos globais com altíssimo nível tecnológico e muita semelhança entre os carros nada substitui a marca. Nada. Quem nunca colocou a chave do seu carro numa mesa de bar no happy-hour com os amigos esbanjado o orgulho por aquela aquisição ou se viu defendendo esta ou aquela marca de automóveis? Com crise ou sem crise, este comportamento não mudou e o brand-awareness é sempre benvindo.
  2. Não faça campanha de leads se o seu dealer não sabe respondê-los: a pressão por metas e por volume de vendas alcançadas parece ter dominado a rotina das conversas dos gestores de marketing digital das montadoras, o que deixa as campanhas para geração de leads como as grandes heroinas da presença digital. Mas, é consenso também que não há um bom carro que seja vendido por um mal vendedor. Deste modo, o processo de digitalização das concessionárias deve ser diretamente proporcional à expectativa de vendas a partir dos leads gerados.
  3. O jovem brasileiro ainda ama carros: uma pesquisa realizada no final do ano passado pelo jornalista e diretor da rede social Campus Universitário, Lupércio Thomaz, revela que a maioria dos jovens ainda deseja um automóvel próprio. O número brasileiro é diferente de outras pesquisas realizadas em países da Europa e até mesmo da América do Norte, onde a preferência dos jovens pelo carro tem caído consideravelmente. No mundo todo existe um sinal de alerta, mas no Brasil, o terreno ainda é frutífero já que o volume per capita por automóvel tem muito caminho pela frente, o que torna o ambiente digital crucial para conectar as mensagens das montadoras ao jovem comprador.
  4. Os jovens querem entender o propósito das marcas: segundo a mesma pesquisa, 7% consideram o carro como fonte de poluição e barulho, 6% um automóvel como vilão do meio ambiente, 5% concordam que o carro atrapalha o trânsito e 2% acho que carro é gerador de acidentes nas cidades. E, definitivamente, não vamos conseguir colocar à tona os valores das montadoras pensando apenas em preenchimento de formulários.
  5. A compra de um automóvel não é item de conveniência: é sabido que as campanhas de varejo conseguem dar o “empurrãozinho” final para aquele consumidor que está indeciso sobre a aquisição de um carro já que seu índice de confiança para aquisição de um bem continua muito baixo. No entanto, olhando pelo valor do ticket médio dos cinco carros mais vendidos no primeiro semestre de 2016, a fatura é bem próximo dos R$ 45.000,00. Então, por que insistimos em atribuir a venda daquele produto a partir de um lead gerado apenas? A discussão deve ser mais ampla e o modelo de atribuição tem que ter vez.
  6. Estamos no negócio do empréstimo do tempo das pessoas: a famosa consumer journey também é sempre um ponto de partida para avaliarmos as campanhas automotivas, mas, sendo bem franco, ela é apenas uma ferramenta com indicadores claros para a tomada de decisão do profissional de marketing porque, no dia a dia, o consumir tem a lógica da sua própria jornada. Este potencial comprador mergulha em experiências e conteúdos de acordo com a sua própria conveniência, deixando “prime time” para o “my time”, “my journey”.
  7. A visita às lojas aos finais de semana está cada vez menor: até pouco tempo atrás, era uma aventura de final de semana fazer uma pesquisa para comprar um automóvel, afinal, exigia-se tempo. Hoje ninguém mais gasta muito tempo indo às concessionárias para formar opinião sobre um determinado modelo antes de comprar. O que não mudou? Antes de assinar o cheque o comprador precisa entender, conhecer e comparar o produto de interesse, dando grande oportunidade para branded content das marcas. E, diante disto, há muito espaço to be product centric and features centric, afinal, a jornada de compra de um carro é um verdadeiro jogo de forças entre razão e justificativa x emoção e impulso.
  8. Contexto e customização continuam tendo o seu valor: ambiente digital deu força ao consumidor por meio de ferramentas de comparação de preços e canais para buscarem a melhor oferta, reclamarem, serem ouvidos – portanto impactarem as decisões de muitos outros.  O tempo de ser reativo passou. Tecnologia e a ENTREGA DE MAIS VALOR estão re-empoderando Marcas. Usando ferramentas como automação, personalização, relacionamento etc., elas têm sido capazes de reduzir a importância ou até suprimir as fases de consideração e avaliação, catapultando os consumidores para A LEALDADE E FIDELIDADE À MARCA.
  9. Mobile é a principal ferramenta da vida das pessoas: o acesso mobile no site das marcas automotivas é cada vez maior. Em alguns casos, sejam montadoras premium ou de volume, este acesso passa de 50%. Seria um ambiente perfeito para gerar leads via campanhas mobile, certo? Nem tanto, já que os resultados não são dos melhores, o que nos convida a rever novos indicadores de performance para o mobile.
  10. Rever é a nova palavra de ordem para a indústria: mês a mês, estratégias são revistas e novos números são alcançados. O que não podemos deixar de rever nunca é o valor e o impacto que estas MARCAS têm na vida das pessoas, porque do contrário seremos confrontados com novos desafios e possibilidades em torno de uma questão central: a relevância do carro em si.
Thélio Bonesio é Account Executive - Automotive na Microsoft Aol e colaborou de forma esporádica com este artigo.

Thélio Bonesio é Account Executive – Automotive na Microsoft Aol e colaborou de forma esporádica com este artigo.

Essa percepção – se seu papel é relevante ou não, se há substitutos ou não – pode ter sido em parte construída no diálogo que as Montadoras mantiveram (ou mantém) com os consumidores e que praticamente se esgotava na saída do 0Km da concessionária. É lógica e simples pensar que essa conversa – a jornada – deve ser mais longa e mais íntima. Ou seja, muito mais relevante do que o tal do lead.

Coluna “Discutindo a relação…”

Vamos falar de novo sobre isso

Josué coluna correto

Este blog tem publicado um razoável número de vagas para empregos e estágios em comunicação e marketing nas últimas semanas. Tal fato chega a ser surpreendente visto que a situação econômica do país não é das melhores.

Só o aparecimento de ofertas de estágio/emprego já deveria ser comemorado.Entretanto, várias das vagas ofertadas por agências e/ou empresas recebem críticas – muitas vezes contundentes demais – por parte de algumas pessoas que acompanham o blog e a página do mesmo no Facebook. Não concordo com todas as críticas. Também não descordo de todas elas.

Penso, todavia, que devemos ponderar bem nossas críticas às vagas que surgem. Já escrevi sobre isso outras vezes aqui. O mercado tem lá seus defeitos. Isso é inegável. Mas também é fato que agências, empresas e organizações sérias ofertam boas vagas.

Oferta razoável de vagas pode fazer com que bons candidatos escolham boas oportunidades de emprego. Sim, pode parecer exagero, porém isso é verdadeiro! Mas… e as vagas ruins? Descarte-as. Não perca tempo e energia fazendo críticas e comentários negativos nas redes sociais. Se a vaga não lhe interessa, se acha que o perfil desejado é mal formulado ou errôneo simplesmente não mande seu CV.

Acredito ser perigoso criticar de maneira ostensiva uma vaga. A agência ou a empresa que hoje oferta de maneira confusa e incorreta uma vaga pode ser uma ótima contratante logo ali na frente.Ela pode aprender com seus erros. E evoluir. E você, que a detonou nas mídias sociais, pode se transformar em carta fora do baralho num futuro breve.

Também tenho acompanhado alguns perfis nas diversas mídias sociais que se ocupam de expor aspectos negativos da atividade de propaganda, marketing, jornalismo e relações públicas. São vários. E creio que uma boa parte deles presta um péssimo serviço à nossa atividade profissional. Muitas vezes exageram e criam uma imagem negativa da profissão.

Vejo também ex alunos dizendo/escrevendo/comentando que era melhor ter cursado outra faculdade pois não conseguem bons empregos. Vou ser duro mas devo dizer uma verdade: não vejo os bons e sempre talentosos alunos e ex alunos reclamando dos empregos e da profissão. Quem vejo, na maioria absoluta das vezes reclamando, é gente que nunca se preparou como devia, nunca perseguiu uma diferença, nunca batalhou para ser desejado pelo mercado. Por outro lado vejo um contingente bem numeroso de pessoas bem colocadas no mercado de trabalho. Tanto aqui na região quanto nos mercados maiores (SP, RJ e até no exterior).

Nosso mercado, nossa atividade, nossa profissão, tem imperfeições como todas as outras.E no atual momento de extrema crise econômica eu jurava que veria um cenário mais aterrador. E não estou vendo. Então, não deixe de ser crítico, mas pondere um pouco mais.

O momento pede bom senso!

Coluna {De dentro pra fora}

O que aprendi com a crise

Vitor 2016

Em tempos de vacas magras, a verba de comunicação é uma das primeiras a ser cortada, certo? Errado. E, se é assim, a culpa é toda nossa. Reflita aí: como estamos acompanhando e entregando os resultados de ~comunicação~?

Mês passado, estava num dos principais congressos de Comunicação Interna do Brasil e achei muito curioso a abordagem que os temas foram ganhando. Meu Diretor de Estratégia fez um comentário que resume tudo: “discutimos muito menos sobre comunicação e muito mais sobre engajamento, transparência, reputação, gestão, liderança, temas fundamentais para a recuperação das organizações e das atribuições que envolvem os comunicadores” – José Luis Ovando/Supera Comunicação.
Esse é um dos primeiros pontos. Entender como a comunicação afeta outros temas dentro das organizações e, mais que isso, como ela pode colaborar para outros índices importantes.

E o segundo é como estamos mensurando tudo isso. Não estamos? Então, precisamos falar sobre isso. Nesse cenário instável, mensurar é ainda mais importante. (Aliás, sempre foi, né?).

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A Ligia Vannucci (Corporate Communications Manager da Braskem) também disse uma frase que parece simples, mas me deixou pensando por horas: “não existe área de comunicação sem números”. Sabe aquela história de que somos de humanas? Esquece. Precisamos encarar os números e trazê-los para a nossa realidade. Mais que isso, precisamos obter esses números, aprender a analisá-los e usá-los para decisões mais certeiras.

E, quando a gente fala em mensuração, ela vai desde indicadores básicos até os mais complexos. Se você ainda não faz nenhum, comece pelos básicos e vá aprimorando suas mensurações. Você pode começar analisando quais assuntos seus canais de comunicação interna mais abordam, quais assuntos têm mais audiência pelo seu público. Depois, analisar se esses assuntos são os temas mais relevantes para a sua empresa nesse momento. Lá na frente, você pode aprimorar essa análise e mensurar se os colaboradores realmente entenderam as mensagens. Mensurar é um pouco complexo, então chame uma agência que domina o assunto para ajudá-lo. O que não dá pra fazer mais é esperar. Se queremos mais verba, se buscamos reconhecimento, se acreditamos na comunicação como uma ferramenta de desenvolvimento das organizações, precisamos comprovar com dados.