Startups transformam mercado de comunicação e marketing

Mais de 6.200 martechs nasceram no mundo em 2018 e Brasil também vive “boom”

A nova era pós-industrial proporciona uma transformação na forma como as empresas usam a tecnologia para otimizar serviços e, ao mesmo tempo, se tornam acessíveis a pequenos e médios negócios. Surgem daí as “techs”, que nada mais são do que startups que estão mudando a realidade de vários segmentos. Na comunicação e marketing não poderia ser diferente e as chamadas martechs começam a tomar conta do mercado.

O termo pode parecer estranho e pouco conhecido, mas já é uma realidade em um setor que já sofre enorme desestruturação com o avanço da internet. De acordo com estudo do Chief Marketing Technology Blog, mais de 6.200 martechs surgiram em 2018, valor equivalente ao registrado entre 2011 e 2016.

Todas elas têm em comum o fato de utilizarem ferramentas digitais para melhorarem sua performance, como big data, inteligência artificial, análise de métricas digitais, algoritmos, microtargeting, geolocalização, entre outras.

“Boom” de martechs no Brasil

O Brasil também mergulha nessa onda, com novas empresas surgindo em diversas categorias da comunicação e do marketing. É o caso da StartHub Press, startup de São Paulo que está revolucionando o mercado de assessoria de imprensa com serviço de alto impacto, garantia de publicações e baixo preço, como principal target as pequenas e médias empresas. “A internet impactou diretamente o tradicional modelo de comunicação, quando tudo estava ancorado em grandes companhias de jornais, rádios e TVS. O que vemos agora é uma fragmentação generalizada, o que também desestruturou o negócio das assessorias de imprensa”, diz Luiz Fernando Moraes, um dos fundadores da StartHub Press.

Moraes ainda complementa que esse é um cenário transformador. “A atividade não vai acabar, mas é preciso que se encontre alternativas que atendam às demandas corporativas e estejam alinhadas à nova realidade”, afirma. O novo modelo da StartHub Press vem chamando atenção. A empresa é indicada como finalista na categoria Startup do Ano (2019), do Prêmio da ABCOMM – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, que reúne associados como Magazine Luiza, Hering, TriFil, ComSchool, entre outros.

O marketing de influência também é outra área que ganha notoriedade com a incorporação de novas tecnologias. Para Ségio Tristão, CEO da First 4 Digital é necessário incorporar tecnologias ao processo de trabalho. “Essas ferramentas possibilitam a modernização da empresa, melhoria no atendimento e sistema de informações, controle e gerenciamento capazes de gerar menores custos. O grande diferencial das martechs é otimizar os resultados e custos do cliente, e a possibilidade de um novo modelo de negócios”, explica Sérgio.

A cidade de São Paulo concentra cerca de 42% das martechs brasileiras, de acordo com levantamento da Liga Ventures, mais outros centros também despontam como hubs dessas startups, como Florianópolis, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São José dos Campos, Recife, Londrina e Goiânia.

Fonte: Cunha Vaz Brasil

Dados para orientar tomada de decisões

Perspectivas para o marketing digital

A Digitalks, em parceria com a Hello Search e a SMWSP, convidou os participantes da SMWSP 2018 para responderem a uma pesquisa que apontou suas Perspectivas para o Mercado Digital em 2019.

Com tantos caminhos e opções e tecnologias, escolher os melhores canais, recursos e tecnologias para definir uma estratégia está cada vez mais complexo.Fica difícil saber onde apostar nossas fichas no Marketing Digital.

A iniciativa também contou com o apoio da mLabs, empresa do Grupo Focusnetworks, aqui do Vale do Paraíba -SJCampos.

Veja algumas informações valiosas para guiar escolhas em 2019 no infográfico desenvolvido a partir dos dados levantados na pesquisa.

Lições do caso Empiricus-Bettina

O que o caso da Empiricus pode nos ensinar sobre associação de marca

Quando a Empiricus Research lançou a campanha com o depoimento de Bettina, uma jovem de 22 anos que afirma ter 1 milhão e 42 mil de patrimônio acumulado conquistados a partir de compras de ações na Bolsa de Valores, certamente queriam chamar atenção para a marca. O que eles não contavam, no entanto, é que a grande repercussão do vídeo trouxesse mais visibilidade para a personagem, Bettina, do que para a marca. Nas redes sociais, foi isso o que aconteceu: Em um estudo sobre a campanha, a Sprinklr, plataforma social número 1 do mundo, monitorou as menções à Bettina e cruzou os dados com as menções que levavam, também, o nome da Empiricus, além da jovem milionária. A conclusão foi que a marca Empiricus foi pouco associada de forma direta à “garota de um milhão de reais”, já que 76,7% das menções foram feitas à Bettina sem associação nenhuma com a marca, e apenas 23,3% relacionavam a personagem à Empiricus.

Para Eduardo Apolinário, Diretor de Operações de Client Success para Sprinklr Latam, ao monitorar as campanhas digitais, as marcas devem ter uma visão 360 graus dos termos e associações que podem ser feitas pelos usuários das redes sociais para conseguir levantar dados consistentes e conseguir formular hipóteses e quantificar os impactos de comunicação sobre a marca: “A maioria dos internautas comentaram sobre o patrimônio da personagem sem necessariamente envolver a marca. Isso mostra que, apesar do efeito viral conquistado, o vídeo acabou focando mais na personagem do que na combinação dela com a marca. Dessa forma, pode ser possível que daqui a algumas semanas ou meses, a Bettina possa até ser lembrada, mas a marca não estará tão presente na lembrança dos consumidores quanto a personagem em si”, afirma.

Repercussão negativa da campanha

O monitoramento da Sprinklr também confirmou algo que já estava perceptível: a campanha trouxe uma imagem negativa para a marca nas redes sociais. Em uma perspectiva de visitação e interação, as páginas da Empiricus experimentaram um volume de quase 100 mil usuários somente em 15/3, dia em que o vídeo da campanha viralizou, que renderam um alcance potencial de 142 milhões de pessoas. Apesar de um número alto, sobretudo comparando às visitas e interações que as páginas recebiam nos dias anteriores e que dificilmente chegavam a 10 mil, a avaliação qualitativa dos comentários mostra que a imagem da campanha não surtiu o efeito esperado. Dos comentários realizados, foram detectados um sentimento negativo ou neutro em 11 mil deles, contra apenas 3 mil comentários em tom positivo.

Na iminência de arranhar a imagem de uma marca a partir de críticas e comentários negativos, Apolinário destaca a importância do monitoramento das redes sociais com integração de dados provenientes de fontes distintas, além da customização da disposição visual dos dados e também a agilidade na elaboração de gráficos que geram insights rápidos, para entender a repercussão das campanhas e criar ações focadas em solucionar qualquer erro ou mal entendido detectado: “Ouvir o que os seus potenciais consumidores têm a dizer sobre você é o primeiro passo para traçar uma boa estratégia de marketing e criar ações que condizem com as suas expectativas”, afirma.

Do digital para o offline

No caso da Empiricus, a discussão foi parar, também, nos meios offline. Pautado pelas redes sociais, o assunto ganhou notoriedade e chamou a atenção da grande imprensa, que passou a publicar matérias sobre o caso, sobretudo depois que o Procon e a CVM requisitaram à Empiricus esclarecimentos sobre o modus operandi da Cia.

De olho em uma oportunidade para reverter o quadro e intensificar a campanha, a personagem Bettina foi a programas de rádio e televisão com o objetivo de promover os métodos praticados pela Empresa: “Muitos assuntos que começam nas redes sociais acabam virando pauta da grande imprensa por causa da sua repercussão abrangente. No caso da Empiricus, essa cobertura ajudou a fazer a relação entre a personagem e a Empresa, mesmo que os internautas comentem sobre o patrimônio da garota sem necessariamente envolver a marca”, destaca Eduardo.

Casos que geram oportunidades

A repercussão do caso Bettina transcendeu a opinião pública e serviu de inspiração para que outras marcas aproveitem a oportunidade e promovam seus produtos ou serviços. A Skol, por exemplo, viu neste caso uma oportunidade para promover a Skol Hops, cerveja puro malte e que “jamais terá um milhão”, pois a sua fórmula não contém xarope de milho.

Para Eduardo, isso mostra que, tão importante quanto monitorar a página da marca é também entender o que está acontecendo nas redes sociais como um todo: “As redes sociais são hoje as maiores fontes para entendermos o comportamento do consumidor, pois lá estão diversos comentários e interações que dizem muito sobre uma tendência e ajuda na identificação de oportunidades”, conclui.

Fonte: Motim Conteúdo Criativo – Bruno Lino

Transformação digital já é realidade no varejo brasileiro

Investimento em transformação digital já é realidade no varejo brasileiro, afirma estudo da SBVC

Por outro lado, cultura organizacional é principal dificuldade para a implementação da transformação digital.

Desenvolvido pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) em parceria com Oasis Lab Innovation Space, o estudo “Transformação Digital no Varejo Brasileiro” faz uma radiografia de como andam os investimentos em transformação digital, automação e treinamento dos funcionários que atuam nas empresas do varejo brasileiro, assim como ferramentas de inteligência artificial nos pontos de venda.

Entre as principais conclusões que o estudo identificou, está a melhora da percepção dos consumidores em relação à loja física, segundo opinião dos varejistas. A experiência do consumidor e a rapidez em sua tomada de decisão aumentaram. Porém para as empresas do varejo, os investimentos em ferramentas utilizadas para a contribuição na transformação digital nas lojas físicas não traduzem em redução de custos, mas sim retorno financeiro de longo prazo e diferencial competitivo. Esse investimento em T.D., segundo os varejistas entrevistados, resumem-se em média 0,42% sobre o faturamento bruto.

Investimento TD

Ainda de acordo com a análise feita pela SBVC, 100% dos varejistas acreditam que líderes são co-criadores, e trabalham em parceria com seus funcionários. “Para verejistas, cultura de co-criação entre funcionários e líderes é essencial para o desenvolvimento cultural, digital e de relacionamento, que de alguma forma transparece ao mercado”. assegura Hélio Biagi, Fundador e CEO OasisLab Innovation Space.

Outro tema que merece atenção especial dos varejistas são as start-ups, 20% já investem em parcerias, e 80% pretende investir nos próximos 12 meses. “Sem dúvida são conclusões reveladoras e que sugerem uma reflexão para as empresas. Num momento em que eficiência e produtividade máxima tornam-se palavras de ordem, investir em parcerias passa a ser obrigatório”, afirma Eduardo Terra, presidente da SBVC.

Metodologia

Para a avaliação, as empresas ouvidas foram divididas por faturamento: 41% delas tinham faturamento até 500 milhões; 18% com faturamento entre 500 milhões e 1 bilhão de reais e 41% com faturamento acima de 1 bilhão de reais. E representam os maiores players do mercado, de 7 diferentes segmentos do varejo, como moda, calçados e artigos esportivos, super, hiper, atacarejo e conveniência, lojas de departamento, artigos do lar e mercadorias em geral, drogarias e perfumarias, foodservice, livrarias e papelarias e outros segmentos.

Download do Estudo

Sobre a SBVC – Fundada em 29 de maio de 2014, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) é uma organização sem fins lucrativos, aberta, multissetorial e com atuação complementar às demais entidades de classe do varejo. Sua missão é contribuir para o aumento da competividade do varejo, por meio de conteúdos e estudos de mercado, promovendo networking entre executivos do varejo de todos os segmentos. A entidade tem como objetivo defender os interesses do segmento e promover ações sociais. A SBVC é sustentada por quatro pilares fundamentais: Conteúdo, Relacionamento, Responsabilidade Social e Apoio Técnico.

Fonte: SBVC – Fernanda Besnosoff – Coordenadora de Estudos e Pesquisas