Dança das cadeiras

Movimentação para espantar o frio

Enquanto as temperaturas seguem baixas na nossa região, o mercado publicitário e de comunicação busca ficar em movimento. Veja algumas das trocas de cadeira mais recentes.

O designer Thiago de Almeida começou a trabalhar como Graphic Designer na Powerconn.

A ainda estudante de publicidade e propaganda Luana Mattar passou a atuar como Produtora executiva e Assistente de Direção na Lumière Filmes.

A publicitária com origem no Vale do Paraíba, Juliana Oliveira,  responde agora como Diretora de arte na Santo de Casa Endomarketing.

Samsung Ads celebra o Dia da TV com análise que revela os novos hábitos de consumo nas Smart TVs no Brasil e no México

Streaming lidera o consumo, mas linear tradicional segue relevante em meio a 2,7 bilhões de horas de conteúdo assistido por mês

Para celebrar o Dia da Televisão, comemorado em 11 de agosto, a Samsung Ads – braço de publicidade em Smart TVs da Samsung Electronics – traz um mapeamento de consumo de conteúdo que mergulha no universo dos telespectadores brasileiros e mexicanos durante suas jornadas nas TVs conectadas da marca. O levantamento mostra que, mesmo com o streaming liderando a audiência, o conteúdo linear tradicional segue firme e forte no coração dos latinos. Futebol, novelas que prendem até o último capítulo, noticiários e música ao vivo continuam ditando o ritmo da preferência de programação nas telas conectadas da Samsung.

A TV continua sendo um centro poderoso de entretenimento, conexão e influência. De acordo com a análise, Brasil e México, juntos, reúnem mais de 33,4 milhões de Smart TVs ativas e conectadas, o que representa 129,6 milhões de consumidores potenciais. Nesses devices, mais de 2,7 bilhões de horas de conteúdo são consumidas mensalmente, com navegação entre plataformas lineares, serviços de streaming e jogos.

No Brasil, com uma base ativa de +23,1 milhões de Smart TVs Samsung e mais de 2 bilhões de horas de consumo em todas as plataformas, o streaming representa 70% do tempo total, enquanto os canais lineares seguem com 30%, porém 65% dessas Smart TVs ativas ainda representam uma audiência que assiste a conteúdo linear e, em média, 10 canais por mês.

O domínio do streaming é ainda maior no México, onde há mais de 9,3 milhões de Smart TVs ativas e registra mais 658 milhões de horas de consumo. Desse total, 86% são dedicados às plataformas de streaming, sendo mais da metade no formato AVOD (vídeo sob demanda com anúncios). No entanto, 54% da base ativa consome conteúdo linear tradicional – aberto ou pago –, atraída por novelas, jornalismo, futebol e transmissões ao vivo.

O que move os heavy users no Brasil e no México

No Brasil, os usuários mais ativos por plataforma mensalmente:

  • 168,65 horas em streaming;
  • 104,91 horas em conteúdo linear;
  • 131 acessos a jogos.

Já os mexicanos são ainda mais intensos no streaming:

  • 194 horas mensais por dispositivo;
  • 54 horas em linear;
  • 105 acessos a jogos.

O consumo por gênero também reflete paixões culturais: o futebol se destaca como fator decisivo tanto para a permanência no linear quanto para a assinatura de serviços de streaming, além de ser o principal tema de jogos consumidos.

Em quais regiões estão os públicos mais engajados?

Brasil

Norte: lidera o consumo de streaming, sendo 173,35h/mês/dispositivo.

Sudeste: é destaque em conteúdo linear, com 111,87h/mês, e também em jogos, sendo 133,67h/mês.

Nordeste: aparece no segundo lugar em games, com 132,77h mensais.

México

Noroeste: lidera em streaming, com 187,88h/mês, e em jogos, com 110,36h/mês.

Centro-Sul: tem maior consumo de linear: 56,74h/mês/dispositivo.

Nordeste: é o segundo colocado em streaming, com 178,89h/mês.

Os heavy users gastam mais de 5 horas por dia com streaming no Brasil e 6 horas diárias no México. Além disso, navegam, em média, por cinco aplicativos diferentes durante o mês, incluindo o Samsung TV Plus.

Oportunidade para as marcas

Com tamanha diversidade de perfis e formatos, entender o que, onde e como os latinos consomem conteúdo nas Smart TVs é fundamental para marcas que desejam impactar audiências com mais relevância e precisão. A publicidade em TV conectada permite que os anunciantes estejam onde o consumidor está e no momento exato da sua atenção, de forma não invasiva.

No Dia da Televisão, os dados reforçam: a tela grande segue viva, mais conectada do que nunca — e no centro da jornada de consumo do público latino.

Fonte: Samsung Ads Brasil e México: +23,1 milhões de Smart TVs ativas e conectadas em julho de 2025 no Brasil e +9,3 milhões no México no mesmo período I Média de 4 pessoas por Smart TV; A quantidade de horas totais de consumo inclui tradicional linear (aberto e pago), streaming e serviços de aplicativos e jogos consumo/mês/quantidade total de Smart TVs ativas.

Qual é o papel da fotografia na mídia OOH hoje?

por Chico Preto*

Já houve o tempo em que ela era o único recurso criativo da mídia exterior, a base fundamental para dar vida às campanhas nas ruas. Também passamos pela fase da imagem com efeito funcional, utilizada para criar ilusões visuais e reforçar a presença da marca. Hoje, a fotografia atua em duas frentes complementares: a construção estética da narrativa visual e a precisão do checking fotográfico. A cidade é um palco dinâmico para as peças publicitárias que, quando bem fotografadas, se tornam parte da experiência coletiva, ecoando a campanha para além do painel. Ao mesmo tempo, a fotografia passou a ter papel estratégico na verificação das entregas, algo cada vez mais valorizado em um mercado que busca comprovações técnicas. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, com mais de 5.500 municípios e realidades regionais diversas, o registro fotográfico garante que marcas estejam de fato presentes onde planejado. O que antes era um documento burocrático hoje é um ativo que une sensibilidade e dados. E para os profissionais da imagem, fotógrafos experientes ou amadores, a mídia OOH continua sendo um espaço aberto, onde o olhar criativo e o rigor operacional caminham lado a lado.

Porém, enquanto a narrativa visual conecta emocionalmente a marca com as pessoas, o checking fotográfico garante sua integridade. Historicamente, registros de instalação foram vistos como documentos burocráticos. Hoje, porém, o mercado exige evidências mais desenvolvidas, contextualizadas e auditáveis. Essa distância entre a expectativa e a comprovação foi justamente o espaço que o checking fotográfico da CHICOOH+ veio preencher. Trata-se de uma solução estruturada na lógica data driven, que acompanha cada etapa da execução da campanha com automatização, inteligência artificial e transparência operacional.

As fotografias geradas incluem metadados completos — data, hora, identificação da peça e geolocalização — e são analisadas por sistemas que funcionam como verdadeiros fiscais da campanha. Esse processo não apenas comprova a exibição da mídia, mas também permite que nossa solução atue preventivamente, garantindo que a entrega ocorra conforme o planejamento, com eficiência operacional e confiança para o anunciante.

Essa abordagem está alinhada às tendências que dominam o setor, em que decisões são guiadas por métricas, automação e inteligência, sempre sustentadas por dados concretos e comprováveis. Essa abordagem data driven sustenta a operação e também permite comprovar a rentabilidade real da campanha para o cliente, algo que, até recentemente, representava uma lacuna no mercado de OOH.

Ao mesmo tempo, não deixamos de valorizar a dimensão criativa da imagem em nosso mercado. As campanhas mais memoráveis combinam simplicidade visual com forte narrativa e mensagens com ponto de vista. É nesse encontro entre estética e precisão que a fotografia se torna um ativo estratégico: ela potencializa a presença da marca nas ruas e ao mesmo tempo oferece evidência concreta da sua execução.

Além disso, o cenário atual reforça o valor desse casamento entre imagem e tecnologia. O OOH cresce no Brasil, com aumento de quase 41% nos investimentos publicitários no último ano e já alcança 89% da população brasileira, consolidando-se como segundo meio de maior alcance nacional. A digitalização do meio e o avanço do DOOH, como destaquei em meu artigo anterior sobre as perspectivas para este semestre, intensificam as expectativas por interatividade, personalização baseada em dados e análise em tempo real. Esse cenário reforça ainda mais a importância de uma fotografia que registre o aspecto visual da campanha e seu desempenho.

Portanto, a fotografia no OOH vai muito além de uma imagem bonita ou de um simples registro documental, ela constrói a ponte entre criatividade, inteligência de dados e confiança na entrega. Na CHICOOH+, cada fotografia captura o impacto visual da campanha nas ruas e confirma, com precisão, que ela foi implantada conforme planejado. Essa convergência transforma a imagem em presença, a presença em resultados e os resultados em confiança.

*Chico Preto é CEO da CHICOOH+

Será que você sofre da Síndrome de Overdose de Informações?

O engenheiro do ITA e mentor empresarial, Luis Namura, explica as consequências e como driblar esse fenômeno bastante presente no empreendedorismo e que afeta enormemente a performance das lideranças.

Sabe quando alguém quer aprender algo novo e tenta consumir a maior quantidade de informações que pode a respeito daquele assunto? Acontece que, comumente, chega um momento em que a pessoa não consegue assimilar tanto conteúdo. Muitos empreendedores novatos acabam cometendo esse erro, perdem o foco e não conseguem executar ações práticas. É a chamada Síndrome de Overdose de Informações, que pode acometer qualquer pessoa exposta diariamente a “toneladas de bits” por todos os meios de comunicação on e off-line existentes.

O engenheiro eletrônico do ITA e mentor empresarial, Luis Namura, explica que nossa mente tenta processar todas essas informações e acomodá-las em “caixinhas” preestabelecidas, os nichos de memória que fazem sentido lógico para poder compreendê-las e posteriormente acessá-las para uso em situações específicas.

“Entretanto é importante deixar claro que esse acúmulo de informação por vezes excede nossa capacidade de absorção, causando stress e, por vezes, burnout, que é quando o cérebro pede socorro por não mais suportar esse excesso”, ressalta o especialista.

No caso dos empreendedores especificamente, muitos tentam a todo custo absorver uma grande quantidade de informações para aplicarem em seus negócios. Namura orienta como organizar esse excesso de conteúdo sem comprometer a performance:
“Está na essência do empreendedorismo adaptar-se às mudanças constantes de cenário que ocorrem a cada dia de forma mais frequente e imprevisível. Disto decorre que, para dar conta dessas mudanças, é necessário desenvolver muitas novas habilidades e adquirir conhecimentos. Para não se perder ao longo do caminho, o empresário deve colocar esse aprendizado em prática, pois somente assim o cérebro se sente confortável, o líder se sente em paz pelo domínio que detém e se sente seguro para utilizá-lo a seu favor”, pondera Namura.

O mentor aconselha ainda a ter bastante disciplina para que a pessoa não se perca no tsunami de informações que, hoje, bombardeiam a mente: “Escolha um tema relevante e prioritário para você, estude e pratique o conhecimento adquirido e após o haver consolidado em sua mente e sua rotina, parta para novos desafios; não tente assimilar inúmeras informações sobre temas distintos ao mesmo tempo, pois isso lhe causará confusão mental e sobrecarga emocional”, completa.

A Síndrome de Overdose de Informações, caracterizada pela infinidade de cursos, dicas e conteúdos disponíveis, pode gerar a sensação de que cada pequena ação individual é insignificante, levando à procrastinação ou paralisia. O efeito “gota no oceano” reforça essa sensação, pois o empreendedor pode sentir que suas ações não farão diferença no resultado final, especialmente quando confrontado com a vastidão de um mercado ou a complexidade de um problema. Luis Namura detalha as consequências desse “tsunami” de informações a médio e longo prazo:

“A sensação de que quanto mais estudo, mais tenho que aprender e que nunca é suficiente o que sei para resolver os problemas que surgem dia a dia é comum devido à enormidade de informações disponíveis; assim, há o risco concreto de você se sentir frustrado com as ações que toma no dia a dia, parecem não trazer todos os benefícios que dela você espera, porém observe como você estava 5 anos atrás e como está hoje, devido aos aprendizados que adquiriu e pôs em prática. O somatório de todas as “pequenas ações” levam você a uma melhoria constante, o que na cultura japonesa é definida como Kaizen, e que ao cabo do tempo geram grandes transformações e progresso. Portanto, perseverança e resiliência são dois atributos importantes que você deve desenvolver para alcançar o sucesso que pretende obter”, explica o mentor.

Namura dá dicas valiosas que podem ser incorporadas ao dia a dia para driblar essa situação muitas vezes desconfortável:

1) Priorizar suas atividades: importantes x urgentes
2) Adquirir um determinado conhecimento por vez
3) Por em prática os novos conhecimentos adquiridos
4) Desenvolver sua persistência e resistência

Ele finaliza a contextualização dessa temática com uma provocação que costuma deixar em suas mentorias: “O covarde nunca começa, o perdedor nunca termina e o vencedor nunca desiste”.

E para quem deseja conhecer mais sobre a filosofia Kaizen aplicada aos negócios, está imperdível o episódio 56 da terceira temporada do podcast “Cérebro do Namura”, disponível neste LINK em seu canal no YouTube.