Por que algumas campanhas com influenciadores fracassam?

Com uma promessa de atingir US$ 500 bilhões (R$ 2,5 trilhões) até 2027, o mercado de influência requer estratégias profissionais para evitar erros comuns e alcançar resultados consistentes

O mercado de influência digital está em pleno crescimento, prometendo dobrar seu valor global para impressionantes US$ 500 bilhões (R$ 2,5 trilhões) até 2027, de acordo com um relatório do banco Goldman Sachs. Esse crescimento reflete o potencial transformador que os influenciadores digitais têm sobre o comportamento do consumidor, consolidando seu papel estratégico nas campanhas de marketing para gerar engajamento.

Porém, apesar de sua crescente popularidade e das cifras bilionárias, muitas marcas ainda enfrentam o desafio de não atingir os resultados esperados em suas ações com criadores de conteúdo. Isso evidencia os desafios de um setor que exige cada vez mais profissionalismo e planejamento estratégico.

Afinal, o que impede algumas campanhas com influenciadores digitais de atingirem o sucesso desejado? Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, aponta os principais fatores que levam ao fracasso e compartilha como uma abordagem estratégica mais refinada pode reverter essa realidade em ações mais efetivas e impactantes.

Escolha equivocada de influenciadores
É preciso tomar cuidado quando a seleção de influenciadores para uma campanha se baseia apenas em critérios superficiais, como a quantidade de seguidores. Deixar de considerar fatores mais estratégicos, como credibilidade e alinhamento com os princípios da marca, pode comprometer a efetividade da ação.

Inclusive, a pesquisa Influencer Marketing no Brasil para 2025, da Influency.me em parceria com a Opinion Box, revela que apenas 27,5% das empresas ainda utilizam essa métrica como prioridade, enquanto 48% focam na relevância do conteúdo e 34% na análise da interação com o público.

Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, aponta que a definição do influenciador ideal exige critérios bem estabelecidos. “Indicadores como engajamento, perfil do público alcançado e histórico de projetos anteriores são fundamentais para o sucesso. Além disso, a escolha deve respeitar a estratégia da campanha e os ideais da marca”, explica. Quando a análise não leva esses pontos em conta, existe o risco de investir em perfis que não atendem às expectativas ou aos objetivos traçados para determinada ação.

Falta de planejamento estratégico
O mesmo levantamento revelou a frequência de investimentos de marcas em iniciativas com influenciadores digitais. Os dados mostram que 26,1% realizam essas ações mensalmente, enquanto 26,8% optam por intervalos irregulares ou menos frequentes. Já 13,9% investem bimestralmente, 13,2% trimestralmente, 10,8% semestralmente e 9,2% destinam recursos apenas uma vez ao ano.

Esse tipo de contratação pontual de influenciadores, ou seja, sem um planejamento a longo prazo, corre maior risco de fracasso. O conceito de “always on”, que propõe um relacionamento contínuo entre marcas e criadores de conteúdo, tem se mostrado mais eficaz na construção de autoridade e conversão de vendas. Afinal, isso estabelece uma presença constante da empresa ou produto no universo digital, fortalecendo seu reconhecimento e credibilidade com o tempo.

Expectativas irreais de vendas imediatas
Em 2024, a conversão passou a ser o principal objetivo das marcas ao trabalharem com influenciadores, segundo o estudo da Influency.me, que também mostrou: aproximadamente 50% das empresas buscam resultados tangíveis, como downloads, vendas e cliques, em suas campanhas. Essa mudança de foco, que até 2023 priorizava a construção de awareness, reflete a crescente expectativa das empresas por retornos rápidos e mensuráveis em suas estratégias de marketing de influência.

No entanto, Rodrigo Azevedo alerta que resultados imediatos, como vendas instantâneas, podem ser difíceis de alcançar sem considerar a jornada do consumidor. “Influenciadores ajudam a construir percepção de marca e gerar consideração. No entanto, para que a conversão ocorra, é preciso alinhar as campanhas com outras estratégias, como remarketing e promoções exclusivas”, afirma. Táticas complementares, segundo ele, são indispensáveis para sustentar a eficácia das ações e potencializar o impacto no processo de decisão do público.

Falta de cocriação e liberdade criativa
Outro erro frequente é impor roteiros rígidos e pouco autênticos aos influenciadores, já que o sucesso de uma ação depende da conexão do criador com sua audiência. Segundo o CEO, o público é capaz de identificar quando o influencer está promovendo algo genuinamente ou apenas cumprindo um contrato, o que impacta diretamente o engajamento e a eficácia das estratégias. “As melhores campanhas são aquelas que envolvem cocriação e permitem ao influenciador adaptar a mensagem ao seu estilo”, afirma.

Dados da pesquisa da Influency.me sobre parcerias no setor reforçam essa perspectiva, evidenciando como os criadores priorizam afinidade com os valores da marca (35,7%), o direito à liberdade criativa (20,1%) e a aderência ao público que acompanham seus conteúdos (21%). Esses fatores confirmam: para estabelecer uma relação mais autêntica e eficiente entre empresas e influenciadores, é necessário flexibilizar a abordagem e permitir maior participação dos criadores no desenvolvimento das campanhas.

Mensuração inadequada de resultados
Algumas campanhas com influenciadores não alcançam o sucesso esperado devido a uma mensuração inadequada de resultados, o que impede uma análise precisa do retorno sobre investimento (ROI). Embora o marketing de influência ofereça ferramentas avançadas para coletar dados em tempo real, como alcance, impressões, engajamento e conversões por links rastreáveis, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para interpretar esses indicadores ou utilizá-los de forma estratégica. A falta de clareza sobre as métricas mais relevantes para cada objetivo de campanha pode levar a conclusões equivocadas sobre sua eficácia.

Essa limitação na análise pode fazer com que marcas atribuam o baixo desempenho das ações a fatores externos, como a falta de influência do criador de conteúdo, sem considerar falhas no processo de medição. “Para evitar esse cenário, é necessário estabelecer critérios claros de sucesso antes do início da campanha, definir KPIs (indicadores-chave de desempenho) alinhados aos objetivos e garantir o uso adequado das ferramentas disponíveis. Dessa forma, é possível identificar com precisão quais aspectos da estratégia estão funcionando e quais precisam de ajustes para melhorar os resultados”, indica Rodrigo.

Como garantir campanhas de sucesso?

Para evitar esses erros, é fundamental adotar uma abordagem estratégica no marketing de influência. Isso inclui definir objetivos claros, selecionar influenciadores alinhados à marca, estabelecer um planejamento consistente e mensurar corretamente os resultados. Investir em relacionamento contínuo com os criadores de conteúdo e permitir maior liberdade criativa também são fatores que contribuem para campanhas mais autênticas e eficazes.

Pesquisa revela relação dos brasileiros com conteúdos esportivos no ambiente digital

Estudo mostra como os meios digitais transformam o consumo do esporte e qual a percepção do público sobre competições e patrocinadores nesse ambiente

A evolução dos meios no ambiente digital está transformando o comportamento dos brasileiros que acompanham esportes regularmente. A TV aberta ainda predomina como mídia principal, mas já é seguida de perto pelo YouTube, mostrando a força crescente do digital para esse público. Dentro desse ambiente, o Instagram desponta como rede social preferencial para buscar conteúdos sobre esportes. Além disso, seis em cada dez fãs de esportes recorrem a conteúdos de influenciadores digitais para se manterem informados. As constatações são da pesquisa “Consumidores de Conteúdos Esportivos”, encomendada ao Opinion Box pelo Resenha Digital Clube, mediatech detentora da maior network brasileira de perfis de conteúdo ligados ao esporte.

O estudo reforça que o esporte é de fato o segmento que mais gera conversas nas redes sociais. No total, 84% dos entrevistados têm o esporte como principal tema de consumo de informações nas redes, seguido por Viagens e Turismo e Humor. Além disso, 52% dessas pessoas passam entre 30 minutos a 3 horas por dia nas redes sociais.

Esses dados são reflexo da democratização ao acesso da internet, que permite aos canais digitais se tornarem cada vez mais protagonistas no consumo de esporte. Outro exemplo disso é o estudo apontar que WhatsApp e Instagram são consideradas as principais redes sociais para consumo e compartilhamento de informações sobre esportes. Quando falamos de transmissão ao vivo das competições, o YouTube figura atrás apenas da TV Aberta (66%), sendo a segunda plataforma mais utilizada pelos entrevistados, com 59% de consideração de uso.

Para Nilson Moysés, diretor de Mercado do Resenha Digital Clube, este insight é particularmente importante, pois os conteúdos dos influenciadores são essencialmente compartilháveis. “A força das redes sociais agrega não somente à capilaridade das narrativas e ao desdobramento das conversas, mas desempenha papel significativo na experiência dos consumidores. Além disso, prolonga a vida útil das grandes histórias que somente os esportes proporcionam. Este contexto é muito favorável, principalmente, para explorar o que há de melhor em cada rede social, gerando conversas autênticas entre fãs e as marcas no ambiente digital”, destaca.

“A pesquisa mostra a transformação do comportamento do público como um todo, independente da geração e perfil dessas pessoas. O uso do digital é uma realidade, tanto para saber o que acontece de mais importante no dia a dia, como para assistir os eventos ao vivo. As organizações esportivas, criadores de conteúdo e as marcas com pilares de posicionamento atrelados ao esporte precisam adaptar suas estratégias de conteúdo para permanecerem relevantes”, enfatiza Nilson.

Esportes preferidos – A pesquisa mostra as modalidades mais queridas pelos brasileiros. Vôlei, Ginástica e tênis figuram no Top-5 dos esportes preferidos juntamente com a Fórmula 1. O futebol mantém supremacia como o mais popular. Basquete, surf e E-sports aparecem na sequência entre os mais mencionados, sendo que, em média, quem gosta de esportes acompanha cerca quatro modalidades de forma recorrente. Já os esportes mais assistidos são: futebol (78%), volêi (35%), Fórmula 1 (28%), vôlei de praia (27%) e basquete (26%).

Ainda com relação às transmissões esportivas, 2024 é um ano especial devido à realização de três grandes eventos no período entre junho e agosto. Os Jogos Olímpicos de Paris atraem a maior atenção do público, aguardado ansiosamente por 78% dos fãs de esportes. A Copa América desperta interesse de 64% da amostra da pesquisa e a Eurocopa 2024 será acompanhada por 53% do público pesquisado.

Quando os campeonatos de futebol anuais estão no centro das atenções, os torneios nacionais são imbatíveis. A Copa do Brasil está no topo da preferência popular, mencionada por 71% dos entrevistados e, logo na sequência, vem o Brasileirão com 68%. A Copa Libertadores é o terceiro campeonato mais citado, lembrada por 61% da amostra, seguida pela Copa Sul-Americana (48%). Fecham a lista dos mais queridos os campeonatos estaduais, com a força das rivalidades regionais, lembrados por 46%, e a Champions League (45%).

Marcas e conteúdos publicitários – No total, oito em cada dez pessoas que acompanham futebol sabem quem são os patrocinadores do seu time. Dentro desse conjunto, 32% priorizam produtos e serviços oferecidos por essas marcas. Além disso, a grande maioria dos consumidores não deixam de comprar de empresas que patrocinam times rivais.

A pesquisa abordou ainda as parcerias de naming rights. Segundo o levantamento, Morumbis, parceria do São Paulo com a marca de chocolate da Mondelez, é a mais lembrada pelos torcedores, seguido pela Neo Química Arena e Allianz Parque.

O estudo também traz um retrato de quais segmentos são os mais lembrados pelos torcedores. Os setores de bancos e instituições financeiras; casas de apostas esportivas; indústria de bebidas; bandeiras de cartão de crédito; e empresas de telefonia e banda larga são as mais lembradas pelo apoio ao esporte.

Metodologia – A pesquisa “O Consumo do Esporte na era Digital” foi feita entre 11 e 25 de março, no ambiente online, a partir do Painel de Consumidores do Opinion Box. O estudo busca refletir um extrato da sociedade brasileira e inclui homens e mulheres acima dos 18 anos, distribuídos em todas as regiões do País, abrangendo todas as classes sociais.

Sobre o Resenha Digital Clube:

O Resenha Digital Clube possui a maior network de perfis de conteúdo ligados ao esporte no Brasil. Atualmente, o hub conta com mais de 60 creators exclusivos, que alcançam uma audiência de 50 milhões de pessoas. Esse conjunto proporciona presença nacional e com atuação em multiplataforma (Instagram, TikTok, Youtube, X, Kwai e Facebook). A empresa tem ainda mais duas frentes de produtos. O Resenha Conteúdo, braço voltado à produção de conteúdos proprietários, e o Resenha Criação, que atua no desenvolvimento de projetos customizados para os clientes. Esse tripé permite a mediatech oferecer as melhores soluções para marcas com estratégias ligadas ao esporte explorarem todo o potencial do marketing de influência. O resultado é a geração de conversas autênticas e de alto engajamento com fãs apaixonados, a partir da união de humor, criatividade e grandes storytellings.

Conheça mais sobre o trabalho do Resenha Digital Clube pelo site ou pelas redes sociais @resenhanetwork.

Fonte: LF & Cia Comunicação Integrada

Pesquisa revela que 90% dos consumidores esperam uma estratégia omnicanal das marcas

Estudo realizado com consumidores brasileiros reforça a necessidade das empresas em integrar canais físicos e digitais, com o vendedor no centro das estratégias

A retomada da abertura de lojas físicas no último ano reforçou a importância de integrar bem os mundos físico e digital para atender ao novo perfil de compras dos consumidores. Hoje, 9 em cada 10 dos consumidores esperam que as empresas tenham uma estratégia de atendimento ao cliente integrada nos múltiplos canais de vendas da marca – conceito conhecido como omnicanalidade.

Foto de Justin Lim na Unsplash

A descoberta faz parte do estudo Omnicanalidade no Brasil, realizado pela empresa de pesquisa de mercado Opinion Box e a Bornlogic, retail tech responsável pela transformação digital de vendedores das principais marcas brasileiras de varejo. Ao todo foram mais de 2 mil consumidores consultados em todas as regiões do país e que realizaram compras online neste último ano.

Apesar de o termo omnicanal ainda não ser algo familiar para os brasileiros, a pesquisa revela que a maioria deles já fez compras nesse formato e, mesmo não conhecendo previamente o termo, 3 em cada 4 consideram importante que as marcas sejam omnichannel. E mais: 77% dos consumidores afirmam já ter comprado em diferentes canais da mesma marca, enquanto 76% já realizaram compras online com retirada do produto na loja.

“A intensificação do uso de canais digitais nos últimos anos trouxe uma transformação significativa no comportamento dos brasileiros e a forma com que se relacionam com as marcas através dos múltiplos canais de vendas”, explica André Fonseca, co-fundador e CEO da Bornlogic.

No entanto, mesmo estando presente em diversos canais, ainda há desafios a serem superados para garantir uma jornada contínua. Metade dos brasileiros sente que está sendo tratado diferente de um canal para o outro. Além disso, 82% encontraram variação de preços entre canais físicos e online, o que pode deixar a sensação de falta de integração.

“É fundamental que as empresas conheçam os hábitos e as expectativas dos consumidores para que possam oferecer exatamente o que eles precisam. Sabendo o que seu público pensa, você consegue integrar suas soluções, atender às necessidades dos clientes e, consequentemente, conquistar sua satisfação e lealdade”, avalia Felipe Schepers, co-fundador e COO do Opinion Box.

Transformação digital de vendedores é peça chave para experiência integrada

O estudo revela que, ao analisar a jornada de compras, 8 em cada 10 dos consumidores acredita que o vendedor da loja física tem o papel importante de facilitar a experiência deles. Além disso, parcela semelhante (78%) diz já ter contado com ajuda destes vendedores para oferecer mais informações sobre produtos pesquisados online.

É interessante observar que o atendimento consultivo transformou os vendedores das lojas físicas em influenciadores das marcas nas redes sociais, papel que ganhou importância fundamental durante o isolamento social e possibilitou que os lojistas continuassem impactando seus clientes mesmo à distância.

De fato, 46% dos consumidores afirmaram sentir mais confiança em comprar um produto online ao ver um vendedor de loja física anunciando o produto/serviço nas redes sociais da marca. Do mesmo modo, conversar diretamente com o vendedor via WhatsApp influencia a decisão de compra para 55% deles.

Para o CEO da Bornlogic, a presença dos vendedores é essencial para que as lojas e unidades de negócios ofereçam uma experiência humanizada no meio digital. “O uso de canais conversacionais e mídias sociais se tornou estratégico para que possam se manter próximos de seus públicos locais”, diz.

Consumidores buscam personalização e agilidade no atendimento omnicanal

Entre os benefícios da omnicanalidade, a personalização de atendimento para cada perfil é uma das principais exigências. O estudo revela que 59% consideram o atendimento personalizado importante para aprimorar toda a experiência de compras, enquanto 45% já afirmaram ter usado algum serviço nesse sentido, como sugestão de produtos com base no histórico de compras.

Essas percepções indicam uma oportunidade de crescimento na adoção de tecnologias e processos que tragam experiências personalizadas e fluidas dentro da omnicanalidade. Recursos amplamente discutidos no varejo, como a inteligência artificial, serão cada vez mais incorporados nas estratégias, e os próprios consumidores já apontam essa necessidade.

Por exemplo, cerca de metade (49%) dos entrevistados acreditam que a IA pode ajudar a prever suas necessidades e antecipar compras, além de agilizar o atendimento (51%) e diminuir filas no caixa e nos provadores de lojas físicas (44%). Isto se torna especialmente importante, considerando que 71% deles afirmou que o atendimento precisa ser imediato, seja online ou presencial.

Quanto às estratégias mais empregadas no uso da inteligência artificial para alcançar estas vantagens, consumidores mencionaram a presença de totens de autoatendimento nas lojas (32%), chatbots (31%) e provadores virtuais (24%). Cada vez mais, recursos como estes, que unem os mundos físico e digital, estarão presentes na vida dos consumidores para facilitar suas jornadas de compras.

Para o CEO da Bornlogic, cada vez mais a transformação digital dos vendedores e lojistas se mostrará necessária para que as marcas acompanhem a evolução tecnológica de seus públicos. “Temos observado no mercado que os consumidores estão mais exigentes com experiências integradas nos pontos de contato, e o resultado do estudo reforça justamente essa necessidade de estar presente para eles, seja onde for”, conclui o executivo.

O COO do Opinion Box reforça que experiências de compra positivas são fundamentais para a prosperidade de qualquer negócio moderno. “Clientes que vivem experiências marcantes e agradáveis com as marcas são aqueles que voltam a comprar, que indicam sua marca para outras pessoas e, consequentemente, atraem novas possibilidades de lucratividade e crescimento para qualquer empresa”, avalia Felipe Schepers.

O estudo completo está disponível para download gratuito neste link.

Fonte: Bornlogic e Opinion Box

Pesquisa mostra o que os consumidores buscam na hora de comprar online

De melhores opções de frete a descontos para compras futuras, CX Trends 2023 mostra como as empresas podem aprimorar a experiência do usuário

De acordo com pesquisa realizada pela Octadesk em parceria com o Opinion Box, 54% dos respondentes desejam que as empresas ofereçam melhores opções de frete para melhorar a experiência de compra online. Tempo de entrega apareceu em segundo lugar, com 47%, e o cupom de desconto para compras futuras vem logo em seguida com 46%.

Além disso, melhorar as fotos e descrições dos produtos no site ou aplicativo (35%), oferecer desconto em pagamento por PIX ou WhatsApp (35%) e melhorar a navegação do site por smartphones (32%) também estão entre as ações que as empresas poderiam adotar para melhorar a jornada do consumidor.

O levantamento ainda revela que os consumidores valorizam uma experiência de compra online intuitiva e fácil de usar. 28% pedem que as empresas diminuam as etapas dentro do site para concluir uma compra e 27% a redução da quantidade de informações pessoais solicitadas. Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk, afirma que o novo consumidor exige por uma boa experiência e, algumas vezes, as empresas não conseguem entregar esta prática. “Para entregar uma boa experiência é fundamental atender o usuário com contexto, ou seja, entender quem é esse cliente, saber o que ele já comprou na minha loja, compreender quais são os desejos dele. Ter um histórico com todos os dados no momento de um atendimento é super importante”.

Ricco ressalta que o CX Trends 2023 mostra que existe um bom nível de maturidade por parte dos consumidores em relação à experiência e que as empresas devem sempre estar atualizadas e adaptadas às mudanças tecnológicas, e utilizar as ferramentas digitais disponíveis para gerenciar de forma mais eficiente e estratégica o negócio. “O consumidor sabe o quê, quando e como quer que cada uma das suas necessidades sejam atendidas. Para as empresas, do outro lado da equação, o principal aprendizado é: o cliente deixou claro o que não apenas os deixa satisfeitos, mas também o que os encantam. Agora, resta conceder esse desejo”, finaliza.

Metodologia
O estudo foi realizada pela Octadesk em parceria com o Opinion Box, apoiadas pela Bling, E-goi, Locaweb Company, KingHost e Nextios, e ouviu mais de 2 mil consumidores acima de 16 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais, em janeiro de 2023. A margem de erro da pesquisa é de 2,1 pontos percentuais.

Fonte: Evelyn Spada | Imprensa Octadesk