Coluna “Discutindo a relação…”

Startups: os novos anunciantes

O mercado de propaganda e comunicação do Vale do Paraíba sempre girou em torno do atendimento de dois setores: o varejo e os serviços. O varejo tem ainda um peso enorme e se configura como, provavelmente, o mais importante setor anunciante de nossa região. O setor de serviços cresceu muito nas duas últimas décadas e ocupa posição de destaque. Várias agências de propaganda/comunicação têm em suas carteiras, atualmente, empresas do setor de serviços.

O calcanhar de aquiles do nosso mercado sempre foi a ausência de contas de produtos. Embora sempre tivéssemos vocação industrial, não atendíamos os produtos feitos aqui. Isso em função de nosso histórico industrial estar ligado à presença de plantas de grandes indústrias aqui instaladas mas que, até pelo seu porte, decidiam e contratavam comunicação em São Paulo ou Rio de janeiro.

Houve, é verdade, um fluxo interessante de trabalho de comunicação interna e organizacional destas grandes corporações para a carteira de agência regionais. Temos hoje algumas agências que são focadas em atender (com sucesso) nacos deste trabalho de comunicação de empresas de atuação nacional e até internacional.

Apesar deste fluxo ser importante, ficávamos e ficamos alijados do atendimento do produto. Ou seja, não temos as contas dos carros produzidos aqui, dos aviões produzidos aqui. Não tínhamos industrias regionais que nos dessem produtos para atender. Isso em regra geral, pois é claro que houve uma ou outra exceção aqui e ali. Outros mercados do interior de São paulo experimentavam essa felicidade.

Não ter conta de produtos fazia e faz falta no faturamento das agências da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

Bom, o tempo passou, a economia mudou e as grandes industrias começam a dar vez a uma nova geração de empresas, as chamadas startups. Normalmente ligadas à área de tecnologia e com pensamento disruptivo, elas não são necessariamente “fazedoras” de produtos. Muitas vezes são um serviço. Muitas vezes são uma plataforma digital que gera um serviço. Outras vezes são soluções digitais para facilitar o dia a dia das pessoas. Outras, ainda, fomentam negócios de varejo, serviços e da própria tecnologia.

Nossa região tem presenciado o nascimento e desenvolvimento de algumas startups muito interessantes e prósperas. Algumas delas já se tornaram bons e representativos anunciantes. Algumas delas nascem dentro de pólos e parques tecnológicos, como o de São José dos Campos, em incubadoras ou algo semelhante. Outras nascem de ideias e sonhos de empreendedores que vão em busca de apoio e conhecimento para por o negócio em andamento.

Fiquei sabendo por diversas conversas que mantive ao longo das duas últimas semanas de várias ideias e projetos de startups. Algumas já saíram do papel. Outras ainda são apenas – boas – ideias. O fato é que me parece que muito em breve teremos aqui no Vale do Paraíba vários novos anunciantes ou clientes de empresas de comunicação.

A maior parte das startups que se estruturam e se preparam bem para enfrentar o mercado tem a clara e ampla convicção que precisam de esforços de comunicação planejados e bem executados. Para atrair investidores elas precisam apresentar planos de negócios bem detalhados. E neles, via de regra, há a evidente preocupação e atenção ao marketing e a comunicação.

Muito provavelmente o nosso calcanhar de aquiles seja enfim deixado para trás quando muitas destas startups nascidas aqui deslancharem e se tornarem importantes players do mercado de comunicação.

Estudo mostra quais são as marcas que respeitam a diversidade

Pesquisa revela marcas que melhor trabalham sua comunicação com relação à diversidade

Estudo realizado pela Youpper juntamente com a Netquest indica que O Boticário, Natura, Coca-Cola, C&A e Skol são as marcas que melhor lidam com a diversidade em suas campanhas publicitárias

Como os consumidores avaliam a comunicação de marcas do ponto de vista da diversidade de gêneros? Para proporcionar um melhor entendimento sobre o assunto, a Youpper – Consumer & Media Insights, empresa de consultoria transdisciplinar de comunicação dos sócios Diego Oliveira e Marcelo Santos, juntamente com a Netquest, que presta serviços de pesquisa e painel online, apresentam o estudo inédito Diversidade não é # (hashtag).

Criado principalmente para ser utilizado por departamentos de marketing de anunciantes e também por agências de publicidade e de Relações Públicas, o estudo buscou a opinião de brasileiros sobre o crescente discurso das marcas frente a diversidade, radiografando sua eficiência e importância na construção de brand equity. Foram ouvidas 500 pessoas dos 26 principais estados do Brasil, incluindo o Distrito Federal, sendo mulheres e homens das classes A até E, nas idades de 18 a 50 anos.

RANKING
Quando a pergunta é sobre as marcas que melhor trabalham a questão da diversidade em sua publicidade, formou-se um ranking com 13 delas que melhor entenderam como se deve usar a diversidade em suas campanhas. Esse ranking apresenta O Boticário em primeiro lugar, seguido de Natura, Coca-Cola, C&A, Skol. Em sexto lugar aparece Dove, com Itau, Unilever e Avon empatados em sétimo lugar. Vivo, OMO, Nike e Johnson&Johnson aparecem juntos na oitava posição. O estudo indica ainda que 15% dos entrevistados acreditam que nenhuma marca está sabendo explorar a diversidade corretamente.

Ao serem questionados se a publicidade tem conseguido representar adequadamente a diversidade dos consumidores das marcas e produtos nas campanhas, 78% dos entrevistados afirmam que sim, as marcas estão fazendo seu papel corretamente, contra 22% que dizem não. Já quando a pergunta é se acham importante que as marcas se preocupem com a diversidade das pessoas, 73% considera muito importante, 25% diz que é apenas importante, 2% acha pouco importante e ninguém diz não se importar.

Com 73,6%, o principal tema a ser explorado pelas marcas nas campanhas publicitárias, segundo o público, deve ser a representação da diversidade por meio de pessoas comuns e não modelos. Em segundo lugar, com 72,4%, aparece a divisão de tarefas entre homens e mulheres no cuidado com os filhos, mostrando que o homem também pode cuidar da família. Com 69,6% e 69,2%, respectivamente, o público indica que a igualdade de direitos entre homens e mulheres e a divisão de tarefas entre homens e mulheres no lar, mostrando que o homem também pode cuidar da casa.

As afirmações dos entrevistados mostram opiniões diversificadas quando o assunto é diversidade e representatividade. Novamente sobressai com 74% que o público prefere personagens reais, ao invés de pessoas que seguem um único padrão de beleza. Em seguida, 46,8% gostaria de ver mais negros nos comerciais e 34,8% apoiam marcas que incluem gays e lésbicas em sua comunicação, contra 32,6% diz que já se sentiu ofendido por comerciais e campanhas de certas marcas e produtos.

Fonte: Casa do Bom Conteúdo – Nathália Pelegrina

Tem vaga aberta para criativo

Agência busca criativo

Se você é jovem, bem humorado e gosta e entende de criação, fique ligado. A S+B Marketing está em busca de Estagiários em Criação para se juntarem à nossa seleção de craques. Envie seu currículo e portfólio para contato@santosebrancatti.com.br.

Pré-requisitos:
– Cursando ensino superior em Publicidade e Propaganda ou similar
– Domínio de Adobe Photoshop, Illustrator e/ou Corel Draw
– Residir em Caçapava-SP e região

Agência está contratando

Qualicom abre vaga

Agência procura um profissional para atuar em comunicação interna, com mínimo de 3 anos de experiência corporativa, organização e excelente redação em português. É desejável possuir inglês ou espanhol básico, habilidades de negociação, gestão do tempo e proatividade.

Os interessados devem enviar seus currículos para contato@qualicomcomunicacao.com.br até o dia 14/06, às 12h.