Atribuições:
– Atuar na elaboração de planos de mídia e gerenciamento em campanhas de mídia de performance (Google AdWords, Facebook Ads, Instagram Ads e outras mídias digitais);
– Gerenciar campanhas de social media (Facebook, Instagram e Linkedin);
– Analisar e monitorar as campanhas ativas;
– Construir relacionamento com veículos;
– Atuar com elaboração e análise de relatórios de resultados;
– Conhecimento avançado em compra de mídia programática;
– Capacidade de monitorar ações, mensurar resultados e transformar em insights e oportunidades de comunicação;
– Suporte ao desenvolvimento de propostas e planejamentos dentro da área de Mídias Digitais;
– Elaboração de cronogramas e relatórios;
– Reporte de resultados e cumprimento de tarefas e deadlines.
Pré-requisitos:
– Conhecimento avançado em Google Analytics;
– Formação Superior preferencial em Publicidade e Marketing;
– Perfil de liderança focada em resultados;
– Experiência comprovada na área digital de acordo com as atribuições do cargo;
– Capacidade de gerenciar equipe e estabelecer prioridades;
– Proatividade, comprometimento, dinamismo e criatividade;
– Excelente domínio da Língua Portuguesa.
Mais informações sobre a vaga:
Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Local: Centro – Taubaté
Regime de contratação: CLT
Quer se candidatar?
Envie seu perfil no Linkedin + pretensão salarial + seu currículo/portfólio para: atendimento@molotovpropaganda.com.br com o assunto “Vaga – Mídia”.
O Publicitando entrevistou Maurício Guisard, Diretor Geral da SPRIO FM (101,5 FM). Dono de uma trajetória única no mercado de comunicação, o Mauricio passou por várias das principais agências de propaganda do país até resolver empreender e ter sua própria emissora de rádio.
Confira tudo que ele contou para o Publicitando:
Publicitando – Você trabalhou em grandes agências de propaganda no mercado paulistano. Fale um pouco desta experiência para os leitores do Publicitando.
Mauricio – Iniciei minha carreira na publicidade em 1993 como assistente de Diretor de Arte, passando por várias funções numa empresa familiar, a Guisard Faria Propaganda.
Já formado sempre tive como objetivo me transferir para grandes agências e minha primeira posição foi na McCann Erickson, hoje WMcCann. No fim dos nos 90 a McCann era a maior agência do pais, ingressei no Grupo GM participando de inúmeros lançamentos da indústria nacional.
Após quatro anos fui convidado para atender a conta do Unibanco na WBrasil, no começo mal acreditava que ia encontrar o Washington todos os dias, o mito da publicidade da minha geração. Fiquei na W até migração da conta do Unibanco para a F/Nazca, mas como na época W e Lew/Lara eram sócias na Holding Prax, acabei indo para a Lew/Lara. Considero essa a fase da virada na minha carreira.
Luiz Lara e Marcio Oliveira, hoje presidente da DM9DDB, me colocaram num novo patamar de Atendimento. Na Lew/Lara atingi meu primeiro cargo de direção, dirigindo a conta do SECOM BR, coordenando a maior PPP de Publicidade que o país já produziu, a campanha de Autoestima do Governo Lula “O Melhor do Brasil é o Brasileiro”, que ajudou nos índices de popularidade do seu governo e se tornou parte da cultura popular.
Em 2006 me transferi para o Grupo Talent para atender a ainda pequena Cacaushow, um ano depois recebi um convite para atender o Bradesco na NeoGama/BBH, uma outra inesquecível experiência. Alexandre Gama estava no auge, lá permaneci por dois anos, só então passei a trabalhar no meio rádio.
Vivi uma época que trabalhávamos e éramos contratados pelos donos das agências, a agência do Celso Loducca, do Júlio Ribeiro, do D do P ou do Z ou do Ale Gama. Um Diretor de Atendimento bem relacionado, com boas contas atendidas não ficava fora do jogo. Tive muita sorte atendendo a GM, Unibanco, Bradesco entre outras contas, o que me proporcionou conhecer clientes maravilhosos, os melhores Diretores de Criação e Produtoras.
Só produzíamos com os Tops, conheci Breno Silveira, Flavia Moraes, Clovis Mello e Julinho Xavier, o Diretor do filme da Valisère, que privilégio. Uma campanha para um novo carro era uma verdadeira saga, da reunião de pré-produção até a sua primeira veiculação, na maioria das vezes no Fantástico.
Hoje as agências são grupos, BBDO, Interpublic, Dentsu, TBWA, os interesses são diferentes, mas o bom produto criativo feito por publicitários geniais sempre vai prevalecer, no Digital, no Off-Line no Live Marketing.
Publicitando – Como surgiu a ideia de empreender no Vale do Paraíba? E por que escolheu o meio rádio?
Mauricio – Uma mistura de coisas.
Filho de taubateanos, família fundadora da primeira emissora de rádio no Vale, meu avô foi contador da Rádio Difusora, meu pai uma das vozes mais marcantes da Rádio Bandeirantes – Celso Guisard Faria – eu cresci nos corredores da antiga Rua Radiantes 13, vendo verdadeiras lendas do rádio brasileiro. O meio rádio já estava no meu sangue.
Após 16 anos trabalhando em agências, decidi migrar minha carreira e me tornar um executivo de veículo e ingressei na RBS. Como Gerente Comercial comercializava oito emissoras Gaúchas e Catarinenses, agora para os meus amigos mídias das agências (kkkk).
Em 2009 fui convidado pelo Mario Baccei VP da Band até hoje, outra pessoa que mudou os rumos da minha carreira, para assumir a gerência comercial da recém-criada Rádio SulAmérica e seis meses depois me promoveu a Diretor Comercial, mas como acontece em todos as empresas, em 2011 a Band fez vários cortes e entrei na lista, não imaginava que uma oportunidade estava nascendo.
Havia acabado de chegar dos Estados Unidos da “Radio Show” em Washington, lá conheci o segmento de rádio estrada. Com quase 40 anos, vontade de empreender, fortes origens no meio rádio e no Vale do Paraíba – situado entre São Paulo e Rio – nasceu a SP/Rio FM.
O primeiro ano foi extremamente difícil, comecei alugando um prefixo, pensei em desistir várias vezes, mas aí minha vivência na indústria da publicidade me ajudou, alguns meses após o lançamento da SP/Rio FM, trouxe a bandeira Conectcar do Grupo Ipiranga para patrocinar o projeto.
A emissora passou a se chamar Conectcar SP/Rio FM. Neste momento meus 20 anos de mercado valeram muito, as histórias do Seu Altino de Barros da McCann (recém-falecido), as inúmeras conversas com Luiz Lara e a oportunidade dada por Mario Baccei, me trouxeram até aqui.
O patrocínio permaneceu na operação por 5 anos até o Itaú assumir a gestão da marca em 2017, o que nos ajudou a manter e consolidar a operação nos anos de recessão. Em poucos meses completaremos sete anos de vida, com a saída da ConectCar eu e meus sócios da Rede DS desde 2012, decidimos não procurar um novo “naming”, por entender que a nossa marca tem enorme potencial para um voo solo.
Publicitando – O meio rádio está enfrentando dificuldades junto a anunciantes e agências?
Mauricio – Esta como todos, mas ao mesmo tempo é o que mais se reinventou.
Veja a repercussão dos excelentes programas de rádio, eles fazem parte das nossas rodas de conversa.
As convicções do Reinaldo Azevedo na Band News, o comentário do Villa na JP, as brigas do Datena na Rádio Bandeirantes, a entrevista do João Dória para Renata Lo Prete na CBN ou as alfinetadas do Paulo Skaf nos Tucanos na Rádio SP/Rio, e sabe o que é o mais legal? Estamos seguindo o conteúdo do rádio nas mídias sociais, no app e também no dial obviamente.
Nós, gestores de rádio, se entendermos como rentabilizar todas estas plataformas no nosso negócio, nunca deixaremos de ter nossos anunciantes e de estar na estratégia e no radar das agências.
Publicitando – Como você vê o futuro do rádio em nossa região?
Mauricio – Meu pensamento é bem claro neste sentido.
O Eixo SP/Rio, Alto Tietê, Vale do Paraíba e Vale Histórico, está separado em dois segmentos únicos, a rádio jovem não existe mais.
De um lado, a enorme maioria que escolheu a audiência popular, essas emissoras irão se matar eternamente pela audiência, promoções, shows, música, música e música.
Do outro, as rádios formadoras de opinião, a grande minoria, que buscam a audiência qualificada e querem prestar um bom serviço. Falando particularmente da SP/Rio é a nossa escolha há quase sete anos, nunca mudamos nossa linha editorial, nem o nosso posicionamento “A rádio que viaja com você”.
REQUISITOS
– Pacote Adobe (PS, AI, ID) – Avançado
– After Effects – Básico/Intermediário
– 3D – Básico/Intermediário
– Power Point – Intermediário/Avançado
– Redação Publicitária – Básico
ROTINA DE TRABALHO
– Estudo de mercado e concorrentes;
– Participação na definição de conceito de marca/produto;
– Participação do posicionamento de marca;
– Análise de briefing;
– Desenvolvimento de redação publicitária básica;
– Criação de peças publicitárias;
– Criação de identidade visual;
– Criação de story board;
– Criação de projetos gráficos;
– Criação de apresentações em PowerPoint;
– Assessoria ao assistente de arte;
– Preenchimento e abastecimento de informações via sistema.
Interessou? Envie seu CV e portfólio para plante@arvorepropaganda.com.br
Você sabia que a propaganda nem sempre foi criativa?
É verdade!
No início da revolução industrial a propaganda era usada basicamente para informar as pessoas de que os produtos, agora padronizados e produzidos em série, existiam e estavam a disposição dos consumidores. A propaganda, neste momento, era basicamente informativa pois quase tudo era absolutamente novo.
Com a proliferação dos métodos e recursos de produção industrial começou a surgir a concorrência entre produtos similares, semelhantes, que ofereciam os mesmos benefícios para quem os comprasse e utilizasse. Aí surge a necessidade de a propaganda começar a criar diferenciais para tais produtos. Era preciso algo mais do que simplesmente informar.
Aí a propaganda parte para a persuasão, para o encantamento e, portanto, passa a buscar elementos criativos. Ela passa a ser criativa.
Olha o que o Carlos Domingos escreveu sobre isso em seu famoso livro “Criação sem pistolão – Segredos para você se tornar um grande criativo”:
“Depois da Revolução Industrial, o mundo assistiu ao lançamento de milhares de produtos novos. A geladeira, o automóvel, o liqüidificador, o creme dental, a margarina e produtos de beleza passaram a ser vendidos em larga escala. Como tudo era novidade, bastava mostrar o produto, dizer para que ele servia e pronto: as pessoas iam correndo comprar. Por isso os anúncios eram óbvios, diretos, sem qualquer criatividade. Por ser praticamente educativa, a propaganda introduziu na sociedade novos hábitos de higiene, saúde, beleza e cuidados com o lar. Foi ela que ensinou, por exemplo, as crianças a escovar os dentes.
Essa situação começou a mudar na segunda metade do século 20. Os produtos deixaram de ser novidade e foram surgindo diversos concorrentes no mercado. A pergunta do consumidor não era mais “por que preciso de uma geladeira?”, mas sim “qual geladeira eu devo comprar?”Descobriu-se que o produto que tinha a imagem mais simpática junto ao consumidor levava vantagem no ponto-de-venda. E para ter imagem simpática era preciso uma comunicação simpática. Foi por isso que surgiu a propaganda criativa: para ganhar a preferência do consumidor, diferenciar os produtos e construir a imagem das marcas.”
Sem o correto e adequado uso da criatividade é impossível, atualmente, conseguir a atenção e a simpatia dos consumidores.
A gente pode dizer que a propaganda moderna, criativa e estratégica é consequência da revolução industrial e da
concorrência.
E aqui no Brasil?
A grande virada criativa da propaganda brasileira ocorreu nos anos 1960. Até então ou se reproduzia ou se copiava o que era feito nos países sedes dos grandes anunciantes. Mas um grupo de publicitários brasileiros resolveu mudar isso e propor uma linguagem criativa que tivesse mais ligação com o jeito de ser do brasileiro.
Veja o que ecreveram Daniela Regina da Silva e Jairo de Araújo Lopes em “Publicidade no Brasil: novos caminhos, novas linguagens”:
“Para a publicidade, a década de 1960 foi revolucionária. Muitas mudanças ocorreram e outras práticas se consolidaram. O primeiro ponto a ser destacado é a criatividade reconhecida pelo ramo como fundamental. Houve a integração entre redação e arte e a valorização de profissionais versáteis que criam para diferentes mídias. Com relação à linguagem, houve a mudança de ênfase dos apelos racionais para os apelos emocionais.”
Essa mudança fez com que a propaganda brasileira se destacasse no cenário mundial nas décadas seguintes e possibilitou que o Brasil seja, atualmente, uma das três maiores potencias criativas da propaganda mundial, ganhando prêmios nos principais festivais internacionais de criatividade publicitária.