Pod Delas, Pod Pah, Flow, Podcats e Café da Manhã foram os mais citados
Uma pesquisa do Núcleo de Marketing e Consumer Insights – NUMA – formado por professores e alunos da ESPM, avaliou que 68% dos respondentes afirmam consumir algum tipo de podcast. O objetivo da pesquisa foi identificar as motivações para o consumo deste produto audiovisual atualmente.
Foto de C D-X na Unsplash
Para Helder Haddad, a pandemia ajudou a aumentar o número de consumidores de podcast. “Veio a necessidade de procurar alternativas para passar o tempo. Dos 68% que consomem o formato, 28% o fazem há um ou dois anos e 67% costumam ouvir uma ou duas vezes na semana”, diz.
Segundo a pesquisa, estudar e aprender algo novo foi mencionado como um dos principais motivos para que o consumo de podcasts aumentasse gradativamente. Dentre os diversos formatos de podcast, os mais consumidos são os de bate-papo, com uma porcentagem de 58%, seguido por os de entrevista com 16% e jornalístico com 11%.
Preferências
Entre os jovens de 18 a 25 anos, 36% preferem podcasts de até uma hora, enquanto 29% afirmam que a duração adequada é de duas horas, no máximo. Em geral, o gênero que mais chama a atenção do público é o humor, com uma porcentagem de ouvintes correspondente a 65% do público feminino e 35% do masculino. Os podcasts sobre crimes e suspenses também chamam mais atenção do público feminino, que corresponde a 75% dos ouvintes. Em contrapartida, podcasts com temas sobre negócios têm 65% dos consumidores sendo do público masculino.
Temas como tecnologia, educação, arte, moda e história correspondem a até 5% do interesse do público, enquanto temas como ciência, negócios, cultura e esportes correspondem a 10%. Além disso, a pesquisa do NUMA aponta que a maior parte dos respondentes preferem ouvir podcasts gravados, em seu tempo livre e pelo próprio celular. Entre os podcasts mais consumidos estão o Pod Delas, Pod Pah, Flow, Podcats e Café da Manhã.
Por fim, do ponto de vista da flexibilidade que os podcasts promovem ao público, 21% dos respondentes colocam como vantagem conseguir ouvir podcasts enquanto realizam outras tarefas.
A concorrente Samsung ocupa o 5ª lugar, refletindo o propósito de estarem presente no cotidiano dos consumidores;
No Top Five empresas demonstram que é possível escapar do propósito vazio, entregando produtos que as pessoas consideram importantes para o futuro
O FutureBrand Index, estudo que reorganiza as cem maiores companhias da PwC de acordo com a percepção da força de marca, acaba de apresentar os resultados da edição 2023. Neste ano, a análise traz a Apple como marca mais preparada para as transformações do futuro, subindo seis posições na comparação com o ano passado. A empresa também foi destaque no Top Five em 2022, além de liderar a lista em 2016 e 2020.
Um dos principais motivos dessa ascensão é o reforço da percepção em relação à indispensabilidade e gerenciamento de recursos de produtos bem conhecidos no mercado, como iPhone, iPad, Apple Watch, Mac e Apple TV. No geral, a pesquisa revela que se destacam as instituições que priorizam a inovação tecnológica em torno de produtos e serviços para impactar o dia a dia das pessoas. E este é o caso da Apple, que teve pontuação bem acima da média do setor, em todos os atributos.
Vale ainda ressaltar que, enquanto as big techs passavam por diversos layoffs durante o primeiro semestre de 2023, a empresa promoveu esforços para evitar demissões em grande escala. Além disso, a marca é reconhecida mundialmente pelo compromisso com a privacidade de dados e produtos de alta qualidade. Mesmo com o alto preço dos produtos, a abordagem inovadora da Apple tende a manter a marca em destaque.
A lista: empresas que são destaque em 2023
As companhias que estão no Top Five deste ano têm um fator em comum: são líderes em tecnologia e inovação, e possuem negócios pautados por produtos e serviços essenciais, o que comprova que o público mudou a forma de se relacionar com as marcas ao longo dos anos.
“Em um mundo em que a segurança e a proteção são escassas, as marcas devem tornar-se faróis de responsabilidade e de uma atuação baseada em propósitos, o que gera confiança nos consumidores. Isto é especialmente importante porque muitos clientes, desde compradores business-to-business (B2B) até consumidores finais (B2C), desejam interagir com organizações que oferecem produtos e serviços que façam a diferença em suas vidas individuais e no mundo”, explica André Matias, sócio e diretor da FutureBrand São Paulo.
Outro elemento de destaque citado no estudo é a IA. A fornecedora líder de software e chips de IA Nvidia, por exemplo, aparece em 8ª posição, enquanto a ASML, que fornece equipamentos usados pelos fabricantes de chips para produzir chips de IA, ocupa a 9ª posição do ranking. Outras marcas que estão avançando no setor também ascenderam, incluindo a Microsoft (6º lugar) e a Intel (nº 22).
Entre as emergentes mais notáveis estão a Amazon (subiu 15 posições e figura no 16º lugar), Unilever (subiu 13 posições, para o 18º lugar) e Nestlé (agora na 20ª posição, subindo 15), conhecidas pela capacidade de satisfazer as necessidades humanas mais fundamentais num contexto de níveis crescentes de incerteza global causados pelas alterações climáticas, conflitos internacionais, inflação e a ascensão da IA.
Concorrente principal da Apple, a Samsung aparece no 5º lugar. Ambas partilham o Top 5 com empresas B2B que são indispensáveis no cotidiano dos consumidores. A CATL (2º), por exemplo, está possibilitando o futuro dos transportes com suas baterias EV, enquanto a NextEra Energy (3º) desenvolve soluções de energia renovável num mundo à beira de uma crise climática. Finalmente, os microchips produzidos pela TSMC (4º) alimentam desde smartphones até IA.
“Se no passado as principais marcas do mundo eram aquelas que promoviam bons sentimentos, hoje observamos marcas que casam o propósito corporativo com um impacto real e positivo subindo no ranking”, acrescenta André Matias.
Marcas conquistam consumidores pela ética e visão de futuro
Com o declínio da confiança nos governos, nos meios de comunicação social e em outras instituições, as empresas que praticam o que prometem em produtos, missões e valores têm a oportunidade de obter um papel cada vez mais significativo na vida das pessoas. Os entrevistados da pesquisa classificaram que princípios, ética, noção clara do futuro e inspiração de mudanças para o melhor são essenciais para elencar as instituições com melhor desempenho.
Nomes como Apple, Google, Microsoft, Amazon e Coca-Cola foram consideradas as marcas mais valiosas em termos da percepção dos esforços de diversidade, equidade, inclusão, pertencimento e acessibilidade. Já a Apple, Amazon, Tesla, Microsoft e Google foram as melhores classificadas quando se trata de nomes com modelos de negócios mais circulares.
“O índice aponta para um cenário já consolidado: a fim de conquistar uma elevada estima de marca, as empresas devem promover a agilidade, liderar a inovação e abraçar um compromisso inabalável com a responsabilidade social corporativa”, enfatiza André Matias.
Setores com maior destaque
Bens e serviços de consumo não essenciais
O consumo discricionário é o setor dominante deste ano. Diante de um cenário político e econômico instável, as pessoas optam por empresas que oferecem qualidade e segurança na sua vida cotidiana. Das 10 marcas de consumo discricionário na lista das Top 100 deste ano, quatro delas figuram entre as Top 20, destaque para Tesla (7º), Nike (12º), Toyota (15º) e Amazon (16º).
Tecnologia da Informação
Depois de dois anos como topo do índice, a tecnologia da informação continua a ser considerada importante, aparecendo como o segundo setor com melhor desempenho em 2023. Seis das 10 principais marcas do índice são do setor de TI, incluindo Apple (1º), TSMC (4º), Samsung (5º), Microsoft (6º), Nvidia (8º) e ASML (9º).
Bens de consumo
A categoria também apresentou destaque em seu desempenho entre as Top 100 deste ano, registrando um crescimento nos atributos das marcas que “tornam a vida melhor”. A Unilever e a Nestlé entraram no Top 20, ficando em 18º e 20º lugares, respectivamente. A Anheuser-Busch InBev obteve um desempenho que merece destaque, subindo 25 posições, ocupando a 39ª posição, enquanto a L’Oreal escalou 16 posições, ficando na 42ª posição.
Energia e serviços públicos
A líder do ano passado, NextEra Energy, aparece em terceiro lugar, destacando a relevância do trabalho no desenvolvimento de soluções de energia renovável num mundo à beira de uma crise climática. Apesar de atuarem em um mercado constantemente desafiador, as empresas de energia e serviços públicos registraram considerável melhoria em suas classificações quando consideramos as Top 100 este ano.
Serviços de comunicação
As organizações que desempenham papel fundamental em manter as pessoas em todo o mundo conectadas por meio da internet e das redes móveis subiram algumas posições. Destaque para a AT&T, que ascendeu 32 posições, ocupando o 38ª lugar. Além disso, a IA generativa impactou todo o entusiasmo em torno do metaverso, e com isso, a Meta Platforms caiu 12 posições, passando a ocupar a 17ª posição no ranking, mostrando que, apesar de ter menor destaque, ainda permanece com atuação relevante.
Metodologia
O Índice FutureBrand é um estudo de percepção global, baseado no Global Top 100 da PwC. O estudo determina a força da marca de cada empresa com base em 18 experiências e atributos de propósito, como consistência (oferece uma experiência consistente aos clientes), gestão de recursos (age eticamente para manter um ambiente sustentável), indispensabilidade (as pessoas dependem da marca), inovação (cria produtos e serviços que são genuinamente úteis), confiança (é uma marca confiável) e bem-estar (contribui para o bem-estar das pessoas).
O Índice FutureBrand oferece uma avaliação rigorosa do quão à prova de futuro as 100 empresas mais valiosas do mundo são, com base na opinião de um público informado e amostra profissional. Mais de 3.000 profissionais de negócios foram entrevistados entre 31 de maio e 12 de junho de 2023. A pesquisa foi conduzida em parceria com a QRi Consulting, um fornecedor global de pesquisas e especialista em marca, comunicação, estratégia de produto e táticas.
A quantidade de dados gerados e coletados diariamente é surpreendente. Eles são uma rica fonte de informação que pode ser utilizada para tomar decisões, desenvolver estratégias de negócios e entender tendências. No entanto, para tirar o máximo proveito de todas essas informações, é crucial compreender a diferença entre tipos de dados e como explorar seu potencial.
Entendendo melhor do que se tratam esses dados, podemos dizer que dados primários são informações coletadas diretamente de fontes originais, não processadas por terceiros. São valiosos para pesquisa e tomada de decisões, obtidos por meio de entrevistas, questionários, experimentos ou observações diretas, fornecendo informações personalizadas e precisas. Eles desempenham um papel crucial em diversos campos, impulsionando o avanço do conhecimento e o desenvolvimento de estratégias eficazes. Já os terciários, consistem em informações coletadas e processadas por terceiros, como os cookies de internet, que são, atualmente, a principal fonte de dados usada pelas empresas para suas campanhas de marketing e engajamento. É importante notar também que, com dados próprios, a empresa coleta informações diretamente dos clientes, com o seu consentimento. Isto é vantajoso em muitos aspectos, mas apenas se você também for transparente com esses dados – incentivando a segurança e a privacidade dos dados.
Uma das vantagens dos dados primários é ter o controle total do processo de coletas. E os terciários são a conveniência, dado que a coleta é feita por outra empresa. Apesar disso, esses dados não compõem uma base organizada da melhor maneira para atender a cada negócio. É algo genérico, e pior do que isso, são dados que não foram cedidos durante uma troca entre marca e consumidor, não há relacionamento ou qualquer engajamento.
Além disso, esse uso pode apresentar desvantagens bem significativas como: qualidade variável, falta de contexto, custos elevados, dependência de fontes externas, preocupações de conformidade e privacidade, disponibilidade limitada, falta de personalização, vulnerabilidade a mudanças externas, dificuldades na atualização e potencial falta de exclusividade, o que pode desencorajar seu uso. No entanto eles ainda podem ser úteis em situações em que dados secundários não estão disponíveis ou são impraticáveis de obter, exigindo uma avaliação cuidadosa e consideração de alternativas.
É essencial aplicar técnicas avançadas de análise de dados, como aprendizado de máquina e inteligência artificial, para extrair insights significativos de grandes volumes de informações. Poder acessar os dados de maneira completa, desempenha um papel crucial na compreensão e comunicação de resultados e possibilita uma experiência personalizada. Segundo o Relatório de Engajamento do Cliente 2023 da Twilio, 60% das marcas dizem que o investimento em engajamento do cliente digital melhorou a capacidade de atender às constantes mudanças nas necessidades dos clientes.
É por isso que as empresas têm investido em soluções que, cada vez mais, aproveitam a total qualidade dos dados disponíveis. Essa é a chave para melhor negócios e clientes mais satisfeitos.
*Rodrigo Marinho é Regional Sales VP LATAM na Twilio.
Com inteligência da Adsmovil OOH, plataforma reúne o inventário de mais de cem empresas associadas
Agilidade no planejamento e compra de mídia. A Central de Outdoor, maior associação de mídia exterior do Brasil, em parceria com a Adsmovil OOH, lança a plataforma ECOSS OOH, que reúne soluções de inteligência de dados e automação para anúncios estáticos e digitais. A plataforma oferece às agências, planejadoras e anunciantes o acesso ao inventário de exibidoras associadas, e já está disponível para uso. Para acessá-la, é preciso entrar em contato via e-mail com a associação.
Halisson Pontarolla, vice-presidente da Central de Outdoor, Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor, João Batista, presidente da Central de Outdoor, e Marco Muñoz, diretor regional de negócios da Adsmovil, no lançamento da plataforma – Crédito: Divulgação
A ECOSS OOH utiliza a inteligência da Adsmovil OOH para se consolidar como uma plataforma de planejamento, compra, implementação, execução e automatização, facilitando e agilizando o trabalho tanto de agências criativas e planejadoras quanto de anunciantes e exibidoras. Assim, mais do que planejar, com a ECOSS é possível realizar compras, de forma tradicional ou programática, diretamente com as empresas associadas à Central de Outdoor, sem uma intermediação.
A plataforma atua com a automação de anúncios estáticos e digitais de mídia exterior, padronizando as métricas de avaliação de cada inventário. A partir de sua tecnologia, a busca pela audiência de um determinado ponto passa a ser automatizada. Ela oferece a seus usuários, que devem ser associados à Central de Outdoor, a facilidade de programação baseada em dados para faces estáticas e digitais para anúncios, proporcionando mais segmentação, inteligência, produtividade e eficiência.
Pela ECOSS OOH, agências e anunciantes têm acesso a dados de performance e audiência de um determinado ponto, como quantas pessoas são impactadas por mês, alcance e perfil do público, e informações do ponto de interesse, como sua localização, quem é o dono do inventário, formato e tamanho disponível, horário de funcionamento e fotografia do local.
Com a mesma base de informação para todas as empresas de todo o país, nas capitais e no interior, a plataforma possibilita-as de terem condições para acessar uma ferramenta poderosa para a mídia OOH. “Os associados da Central de Outdoor estão presentes em todo o país com uma capilaridade que busca a integração das etapas de planejamento, programação, compra e execução, alcançada, agora, por nossa plataforma”, diz Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor.
“Com a ECOSS OOH, é possível atingir o público alvo de forma mais assertiva e integrar quantificação e qualificação. A inteligência da Adsmovil OOH veio para somar com o rico inventário da Central de Outdoor e, assim, auxiliar o mercado brasileiro de mídia exterior, como fazemos com iniciativas similares lideradas pela Adsmovil OOH em outros países”, afirma Marco Muñoz, diretor regional de negócios da Adsmovil.