Como o big data pode impulsionar novos negócios

A influência da Big Data nos negócios

por Marcos Alex Rodrigues

Até alguns anos atrás, toda a informação gerada e divulgada acontecia de maneira off-line, através de cartas (mala direta), matérias em televisão, rádio, publicações em revistas, jornais, folhetins, folders e ligações (telemarketing). Aos poucos, esse cenário foi mudando e a informação começou a chegar por diversas frentes, o tempo todo.

Se por um lado isso facilitou a comunicação, por outro, há exagero na dose. Pelo menos é o que eu ando acompanhando no meu dia a dia. Com o aumento da tecnologia e com a chegada das redes sociais, a maneira de se relacionar passou por uma revolução e hoje são os consumidores e os influenciadores digitais que ditam as regras. São eles que falam abertamente o que pensam e o que não pensam; são eles que interagem com as empresas atestando ou reprovando determinados produtos ou serviços.

E embora eu acredite que algumas mudanças sejam inevitáveis e irremediáveis, é preciso ficar atento a dose, já que estas mudanças podem ser proporcionalmente drásticas se não forem bem trabalhadas, principalmente no que diz respeito a comunicação. O que parece ser ideal para a sua marca, pode ser considerado invasivo aos olhos do seu consumidor e toda a estratégia de marketing irá por água baixo.

Tudo está se transformando e ainda não temos a dimensão como isso será no futuro. Com base no meu modelo de negócio, posso afirmar que as ações online, quando executadas com parcimônia estão trazendo cada dia mais, resultados efetivos para os meus clientes. Mas também estamos o tempo todo, nos reinventando e tentando acompanhar essa evolução.

Até porquê, o aprimoramento constante das tecnologias, o acúmulo de dados e a informação (BIG DATA) favorecem esse quadro de transformação e acabamos tendo muito mais informação e conteúdo armazenado, do que imaginávamos lá trás. Poucas as informações que estão conseguindo ficar oculta aos olhos das máquinas e algoritmos, que avançam a cada vez que alimentamos browsers com buscas e curiosidades; eles são inteligentes o suficiente para conhecer nossos desejos e nossos próximos passos no mundo virtual.

O que quero realmente compartilhar com vocês é que hoje não somos os mesmos que éramos ontem e como empresários, temos a missão de analisar e tentar prever quais diretrizes teremos amanhã, com a tecnologia que estamos criando. Precisamos mudar nossos conceitos, assim como a tecnologia tem mudado a nossa maneira de se comunicar.

Sobre o autor:

Presidente da Central Mailing List, (www.centralmailinglist.com.br) Marcos Alex Rodrigues é um cientista de dados que há mais de 20 anos inseriu a comercialização de banco de dados no mercado. Hoje, além desse serviço, a empresa também trabalha com a correção, atualização, enriquecimento de database (banco de dados), disparos de e-mail marketing inteligente, SMS e geração de leads. Tudo isso, de maneira consciente, fazendo o uso coerente das informações e seguindo as regras de mercado com altos níveis de segurança. Projetos de consultoria mercadológica para a definição de público alvo atendendo as demandas dos departamentos de marketing, vendas, prospecção, retenção, fidelização, cobranças, pesquisas, TI e RH também faz parte da portfólio da empresa.

Fonte: Alline Carvalho

Chegou o Papo na Nuvem

Coletivo reúne especialidades de conteúdo digital

Papo na Nuvem é um coletivo que trabalha com conteúdo digital. Tem como público alvo o profissional liberal ou a empresa que precisa de uma ajuda para entrar no mundo digital e/ou alinhar suas estratégias de marketing digital.

O Papo Na Nuvem Conteúdo Digital quer ajudar a promover as marcas no ambiente das redes sociais de forma profissional e eficiente, usando as ferramentas de Design Thinking e Branded Content. Criar, Planejar, Aplicar e Metrificar conceitos do marketing digital em ações de comunicação de empresas de forma integrada.

O papo na Nuvem aposta em um tripé de serviços:

Assessoria – Sua equipe está pronta para oferecer serviço especializado em marketing digital e de conteúdo para ajudar a sua empresa a atingir resultados relevantes no ambiente digital.

Gestão –  Uma boa gestão vai garantir que o planejamento estratégico dê resultado. Tudo que diz respeito a produção de conteúdo e marketing de influência fica por conta do coletivo.

Design –  Preocupação constante com a Marca, traduzindo qualidade, credibilidade, valor agregado em todas as peças.

Coluna Branding: a alma da marca

“Festas” juninas

Rapidamente o ano está passando. Mal se viu e junho já está acabando, junto com o primeiro semestre de 2017. Neste artigo vou rever uma notícia que pode ter passado despercebida neste Brasil de “festas” juninas, mas que sob a ótica da gestão da marca pode ser importante.

Rojões
Entre tantos estouros e delações bombásticas que a mídia se ocupou em noticiar, levanto a bola para um fato que ela não valorizou muito, mas que não pode passar despercebido.

O fato é que pela primeira vez em décadas, um jogo da seleção brasileira de futebol não foi transmitido por uma grande emissora de TV aberta, a detentora do monopólio destas transmissões e, que aliás, pode ter seus dias contados.

O teste de transmissão da CBF TV pela internet não foi lá algo muito memorável, mas, pode ter mudado o rumo de uma cultura desenvolvida no Brasil.

Balão
Se a CBF achava que o advento da tecnologia poderia substituir a cultura da transmissão aberta pela emissora líder em audiência, facilmente, esse balão perdeu a tocha rapidinho e não alçou grandes voos.

Está claro que em termos de audiência, o teste não foi nenhuma sensação, principalmente pelo boicote da emissora em questão, quanto a cobertura dos jogos, onde se ocupou apenas em relatar o resultado e o pós jogo.

Não será assim tão fácil transformar uma manhã de terça em horário nobre brasileiro, pelo simples fato da seleção estar jogando e estar sendo transmitido pelo Facebook. Porém, não podemos descartar o importante passo que foi dado para uma abertura de mercado, e a transferência do dinheiro vindo dessa relação para outras mãos que não o da grande emissora.

Não é a primeira derrota da emissora neste novo cenário da tecnologia audiovisual, e entendo ser este um caminho irreversível para a mesma.

Para a CBF o fato agora é ver se existe alguma outra TV aberta interessada em botar uma grana preta nessa transmissão sem exclusividade, caso contrário, acredito que este teste foi um voo de balão de papelaria, bem curtinho. Pois, será preciso um trabalho muito mais profundo para mudar a cultura do brasileiro em assistir o seu futebol por sua mídia predileta.

Pau de sebo
Ainda sobre este assunto, podemos concluir que, construir marca não é trabalho de um dia para outro, mas destruí-la é bem rápido.

Entendo que será difícil a CBF TV conquistar a mesma audiência e influencia dessa TV aberta, mas a imagem que o novo público internauta tem desta emissora, gera um cenário futuro dos piores possíveis para a emissora.

A se julgar pelo vídeo gravado nesta transmissão e principalmente pelos comentários nele contidos, a marca da emissora tem hoje sérios problemas de rejeição, e não será fácil se desvincular da imagem de gananciosa, manipuladora e de vínculo político.

Mas o que isso traz realmente de problema?
É fato que a tecnologia irá obrigar todos nesse ramo a se reinventar, e a extensão de marca que poderia ser uma solução para o negócio, hoje, para mim, seria impossível para esta TV.

O exemplo para explicar isso é simples:

Vemos uma marca como a Coca Cola conseguir colocar sua reputação e prestígio em uma camiseta ou tênis com grande sucesso de venda. Mas a pergunta é: você usaria uma camiseta que tivesse a estampa da marca dessa emissora? Mesmo que fosse de graça?

Se sua resposta for não. Você é mais um dos que rejeitam a credibilidade desta marca. E esta parecem ser a opinião de muitos no Brasil.

Quadrilha
O ditado “diga-me com quem tu andas e eu te direi quem és” vale muito para explicar esta gestão da marca.

Ao tomar posição em fatos políticos em seu conteúdo jornalístico, ao boicotar tudo o que não lhe trazia dinheiro imediato, ao assumir um posicionamento ganancioso e criar polêmicas com nomes das marcas e produtos em suas transmissões, a marca dessa emissora foi sendo deteriorada, criando rejeição no publico internauta, que passou a trocar informações contrarias a este posicionamento e influências negativamente quanto a sua credibilidade.

Fogueira
É uma pena imaginar que uma marca como essa pode ter seus anos de história colocados em risco porque deixou de ouvir seus consumidores e se voltou para o poder que detinha de influenciá-los a seu bel prazer, sem se preocupar que o que tinha de mais importante era a proteção de sua imagem isenta e imparcial.

Do meu ponto de vista, não fico feliz por esta situação!
Sendo coerente com minha forma de ver as coisas, a desvalorização dessa marca BRASILEIRA me entristece. Assim como me entristeceu o trabalho de difamação da marca Petrobras, como me chateou o desprestígio com que foi tratado a marca Odebrecht, com o desrespeito que a política e a mídia tiveram com o papel institucional da presidência da republica e de partidos que destruíram suas marcas ideológicas por ganância.

No entanto é interessante ver que muito dessas fogueiras que queimaram as outras marcas brasileiras foram incendiadas por essa emissora que agora se vê tomada pelo próprio fogo que ajudou a atear.

Aguardemos o que o futuro poderá nos revelar, por enquanto viva as “festas” Juninas!

Seda lança seu novo posicionamento e abraça definitivamente a sororidade

Seda incentiva a colaboração entre as mulheres 

A marca de cuidados para os cabelos mais querida das brasileiras propõe o debate sobre como a empatia pode quebrar os estereótipos que prejudicam o empoderamento das mulheres. #JuntasArrasamos conta com uma série de ações que reforçam a importância da sororidade e tem parceria com o projeto social Plano de Menina

Muitas mulheres já devem ter ouvido frases como “não dá para ter amiga mulher”, “mulher é tudo falsa”, e “mulher não se arruma para ela mesma, mas sim para causar inveja nas outras”. Cada vez mais estas afirmações têm atraído o olhar de mulheres que querem fazer diferente, gerando debates, sobretudo nas redes sociais. E a reflexão é importante: a colaboração entre mulheres pode contribuir para quebrar os estereótipos sociais que prejudicam o empoderamento da mulher?

Esta foi a pergunta que Seda, marca #1 do segmento de cabelos do Brasil, teve como ponto de partida para construir seu novo posicionamento. O resultado é a campanha #JuntasArrasamos, – o projeto consiste em um conjunto de ações que reforçam a importância da sororidade – palavra que significa empatia e a colaboração entre as mulheres.

“As mulheres são bombardeadas diariamente com informações que reforçam a competição entre elas nas novelas, filmes e comerciais de TV e, em algum momento, passamos a achar normal julgar suas atitudes, estilos e escolhas”, afirma Juliana Carvalho, diretora de marketing de Seda.

O primeiro passo de Seda nesta jornada é o lançamento do manifesto, no estilo textão, que começa a circular hoje (13), nas redes sociais da marca. Nele, Seda confirma o compromisso de olhar para suas campanhas, abordar o discurso colaborativo e fazer diferente, além de convidar as consumidoras a fazerem parte desse movimento colaborativo.

“Como marca líder da categoria, percebemos que também temos um papel importante na construção desta cultura. Por isso, partir de hoje, queremos fazer a diferença na vida das nossas consumidoras, quebrando este ciclo de competição. Sabemos que o movimento da sororidade não é de Seda, mas temos o dever de somar força a esse movimento”, afirma Juliana.

PLANO DE MENINA #JUNTASARRASAMOS

Com o objetivo de levar os conceitos de sororidade para o maior número possível de meninas, Seda se uniu ao projeto social Plano de Menina, da jornalista Viviane Duarte e criou a plataforma digital Plano de Menina #JuntasArrasamos. A inspiração para o site surgiu das ações já realizadas pela jornalista que, por meio da parceria com outras mulheres de diferentes áreas de atuação, leva workshops sobre empoderamento feminino e capacitação feminina para regiões onde adolescentes vivem em situação de vulnerabilidade.

“Ter um plano faz toda a diferença na história dessas meninas. Por isso, vamos ajudá-las promovendo a conscientização de seu real papel social, para que elas se tornem agentes de transformação para outras mulheres, criando um ciclo positivo de sororidade”, comenta Viviane Duarte.

Na versão digital do projeto, meninas de todo o país terão acesso às aulas ministradas por profissionais e especialistas convidadas, que serão divididas por temas-chave como educação financeira e carreira, autoestima, beleza e consumo consciente, comportamento, gênero, raça, direitos, entre outros. O objetivo da marca é impactar mais de 200 mil meninas até o fim deste ano.

CICLO DE SORORIDADE

Outra iniciativa que faz parte do conjunto de ações de Seda é a parceria com a plataforma colaborativa de troca de conhecimento Bliive, que fomenta a troca de experiências e a doação de tempo entre pessoas interessadas em se engajar na causa e contribuir para esta transformação.

“A ideia é conectar as meninas que saem do Plano de Menina #Juntasarrasamos com outras mulheres dispostas a trocarem experiências com essas meninas e criar um ciclo de sororidade fomentado pela marca”, finaliza Juliana Carvalho.

Para conhecer o Manifesto Seda, acesse www.facebook.com.br/seda. Já para saber sobre as ações e conteúdo cocriado no Plano de Menina #JuntasArrasamos, clique em www.planodemenina.com.br.

Fonte: In Press Porter Novelli Assessoria de Comunicação – Raissa Noronha

Artigo aborda relação branding e perfomance

Mas afinal, existe branding sem performance?

Por Gabriela Viana*

Recentemente, estive em pelo menos dois eventos nos quais o assunto de marca e performance foram direta ou indiretamente discutidos, bem como apresentações de uma empresa sobre plataformas tecnológicas para marketing. Entre os comentários feitos durante os eventos, os que mais me chamaram a atenção foram:

— Por que empresas de tecnologia estão agora assumindo que fazem marketing?

— Grande parte do que essa empresa de tecnologia acaba de apresentar, nós nem sabemos para o que serve.

— Branding é branding, e performance é performance.

Mais de um cliente ou representante de agências de publicidade questionou a tecnologia, os impactos negativos do seu uso, a invasão de empresas de tecnologia e outras frases de estranhamento ao assunto chato da performance – e ao uso da tecnologia para garantir performance. Uma pergunta (a meu ver, retórica), não saiu da minha cabeça durante os eventos:

— Existe branding sem performance?

A abertura do IAB Branding & Performance deste ano, por exemplo, teve um manifesto do IAB a respeito de Brand Safety: como plataformas digitais e a compra programática de mídia podem garantir que comerciais das marcas não apareçam próximos a conteúdos impróprios. Também incluiu discussões sobre Fake News e o impacto que a disseminação de notícias falsas nas plataformas digitais tem, por exemplo, na política.

Com dois sinais tão claros de que a tecnologia transformou de forma radical a mídia, não deveríamos estar discutindo se cabe ou não o uso da tecnologia e dos dados na construção das marcas. Deveríamos evoluir na discussão de que, para construir marcas, são mandatórios grandes investimentos em mídia. Deveríamos estar discutindo quais as tecnologias eficientes na construção de marcas – e como usá-las.

Existem impactos negativos no uso prevalente de tecnologia? Sim, também. Estamos renegociando vários aspectos da nossa vida, nossa matéria profissional sendo apenas uma parte afetada.

Isso não quer dizer que não haja qualquer impacto negativo em como o marketing tradicional ainda é feito. Desde alocar investimento em um único tipo de mídia até considerar que a comunicação realmente vive apartada da experiência: um comercial lindo, uma experiência com a marca não tão linda.

Experiência! A comunidade do marketing não pode opor branding à performance, como se existissem como elementos isolados. Menos ainda pode seguir adiante usando a tecnologia como mero acessório – obrigatório, porém marginal. Mesmo a frase tantas vezes repetida como um mantra – “a tecnologia é apenas um meio” –, é perigosa, pois aparta. Define a tecnologia como canal e não como centro nevrálgico do que estamos presenciando como uma revolução que já está em curso.

Usemos a Netflix e a Amazon como exemplos. Outras perguntas – retóricas, novamente:

Podemos argumentar que não são grandes marcas? E podemos, realmente, questionar o quanto de tecnologia – e portanto, performance também – está envolvido em entregar a experiência de conteúdo e compras que ambas entregam?

Essas marcas não foram construídas a partir de “campanhas 360” e comerciais no horário nobre da TV. O uso da tecnologia é irreversível, simplesmente porque os consumidores aprenderam a usar – e a gostar – da experiência. Estamos falando de apenas duas marcas que já existem e são gigantes em suas áreas, não sobre marcas que ainda vão surgir. A Netflix vai tão longe quanto criar uma série baseada no perfil de uso da sua audiência. É informação em escala alterando o produto, e não a entrega do produto, nem apenas comunicando a existência do produto.

Uma estratégia de marketing baseada em dados, informação e criatividade é fundamental para criar uma experiência de impacto que seja tanto individual quanto escalável. Isso obviamente não elimina a criatividade. Pelo contrário, a coloca a serviço da entrega de boas experiências aos consumidores.

Será que nós, profissionais de marketing e agências, se pudéssemos escolher, ficaríamos só com o branding? O branding aqui entendido como: “vamos ter uma ideia bem legal e então criar uma campanha linda”? Já perdi a conta das vezes em que me pediram para indicar “alguém bom em digital”. Quantas empresas ainda estão terceirizando atividades que envolvam dados e informação sobre seus próprios clientes? Ou empresas que não fizeram distinção entre mídia e tecnologia na hora de escolher parceiros.

O uso da tecnologia não pode ser entendido como uma simples maneira de mensurar os resultados (como algo que acontece isolado no tempo). A performance faz parte da experiência do consumidor, tanto quanto a ideia criativa. Toda a experiência do consumidor com a sua marca – e o quanto desta experiência demonstra que você o reconhece e o quanto a experiência se transforma ao reconhecer esse consumidor – será determinante para a construção de marca.

Novas marcas nascem de um novo uso ou aplicação dada à tecnologia e outras marcas se transformam, e se mantêm relevantes, ao também encarar a tecnologia como um aspecto indissociável do negócio – e da marca.

Então, vamos à boa (ou à má, dependendo do ponto de vista) notícia: não vai ter branding sem performance. Escolha um caminho através do qual esta seja uma boa notícia para a sua empresa. Comece aprendendo para que servem os produtos criados pelas intrometidas empresas de tecnologia de marketing e então tome decisões sobre quais das soluções disponíveis vão ajudar a sua marca a entregar incríveis experiências de consumo.

*Gabriela Viana é diretora de Marketing da Adobe Systems para a América Latina

Coluna Papo Reto

E se, nós da Comunicação e Marketing, partíssemos para a guerra contra a pirataria?

Para quem viaja bastante e conhece muitas cidades, micro, pequenas, médias e gigantes, não importa o tamanho, sempre há aquele centro comercial cheio de camelos e produtos pirateados, salvo raras exceções. Para ser sincero, só consegui lembrar de duas cidades que visitei onde não vi este comércio.

Não quero avaliar se isso é caso de polícia, prefeitura ou seja lá de quem é a responsabilidade.

Mas pergunto: Onde estão as campanhas do tipo “Compre o original”.

Acredito ser muito válido discutirmos sobre esse desafio, afinal de contas, isso sim seria prova de amor a marca, a verdadeira relação com uma LoveMark.

Se a pirataria atrapalha os fabricantes, lojas e consequentemente as agências, já que sua verba vem das vendas, essa briga também não seria nossa ?

Mas olha, também não vale instalar aquele software que você trabalha na versão pirata, beleza?!

Coluna Branding: a alma da marca

A marca adolescente do Brasil

É fato que quem trabalha com gestão de marca reconhece em muitas vezes a relação dessa prestação de serviço com os exemplos da vida cotidiana. Parece que construção de marca imita a vida, que relacionamento com o consumidor não é assim tão diferente de relacionamento interpessoal.

Na vida pesa o conhecer-te a ti mesmo, o saber das características naturais de sua personalidade, o reconhecer desfeitos de carácter e o saber dos valores “familiares”. São fundamentais tais virtudes para corrigir possíveis erros comuns na adolescência e vida adulta, quando escolher depende de uma visão de responsabilidade por si e pelo coletivo. É necessário ter referenciais.

Estamos vivendo um momento onde o Brasil vê suas marcas filhas, pagar por uma péssima herança no carácter de família deste país.
O caso das carnes fez novos filhos aparecerem para os olhos do mundo como desviados do caminho certo.
Procuro analisar essa situação como um gestor de marcas analisaria a situação de um cliente, e deixo aqui minhas impressões:

1- Está na hora das grandes marcas nacionais deixarem a adolescência para trás e começarem a se preocupar com as atitudes que acontecem em seu quintal. Não dá mais para assistir marcas como Petrobras, OGX-“Eike Batista”, Odebrecht, Perdigão e Sadia, entre as tantas outras, estarem nos noticiários desvalorizando seu capital de marca e achar que isso é assim mesmo.

Está faltando adultecer a visão do empresariado brasileiro. Se temos um odor ruim na política a relação estreita entre o segmento industrial brasileiro e este meio fede ainda mais.

Que nossa política é um pai que bebe, historicamente conhecemos essa realidade, mas seus filhos seguirem esse caminho, me parece escolha.

2. Sabe aquele garoto que sofreu bulling durante anos e quando cresce fica rico e se perde na vaidade!? Também estamos vendo isso acontecer com nossa sociedade e, por consequência formando uma imagem amadora do nosso país.

Jânio de Freitas disse no começo de março que o “Brasil é o país em que o presidente é produtor oficial de notícias falsas”, que não há uma preocupação com os princípios do jornalismo nessa imprensa digital. E não é só nela, acabar com a exportação de carne do Brasil me parece uma reação não avaliada pela polícia federal, seja por inocência ou por ânsia de mostrar competência na divulgação da operação Carne fraca. Me parece que continuamos repetindo os erros de nossos pais e desprestigiando o que é nosso. Toda família tem problema, mas roupa suja se lava em casa.

Não é uma questão de esconder o que está errado, é questão de que as provas, as comprovações e principalmente as punições precisam ser maiores do que o espetáculo, senão seremos aquele que late, mas não morde.

3. Por fim, uma análise da própria marca Brasil. Esse país que é filho bastardo da nobreza europeia, com a escravidão africana, pode parar de sentir-se vítima do destino e começar a construir um caminho diferente, mas para isso tem que deixar a adolescência. Ser adulto é reconhecer nossos valores, mas principalmente trabalhar para corrigir as maldições da nossa história.

Coluna “Branding: a alma da marca”

Compromisso, são outros carnavais

Muito se tem falado em compromisso da marca. Na prática temos feito muito confete, mas, com pouca verdade na construção das mesmas.

Para inaugurar a primeira coluna do ano, em pleno carnaval brasileiro, vou analisar uma ação da Skol que andou viralizando nas redes. A distribuição de apito com o logo da marca cervejeira e o tema “apito de respeito”.

Esta proposta está questionando e evidenciando o abuso, prática que infelizmente virou comum nos carnavais da atualidade, a ideia da marca é estar presente chamando a atenção para o assunto.

Nesse momento cabem às perguntas:

• Quanto realmente esta marca de cerveja está comprometida com o assunto?

• Ela reconhece a sua responsabilidade por décadas de propagandas que incentivavam o comportamento dionisíaco (festivo), baseado na sexualidade e no pouco respeito a figura da mulher?

• Essa ação é realmente o início de uma série de outras tentando corrigir o rumo de seu posicionamento histórico equivocado?

• Ou seria mais um embuste, querendo se apropriar de uma necessidade latente da sociedade ao retorno da moralidade?

Inclusive esta marca parece querer se apropriar de muitos conceitos socialmente responsáveis, na nova campanha “Redondo é sair de seu quadrado” fala de racismo, fala de não gostar de carnaval, fala de respeitar as diferenças. Mas isso é realmente verdadeiro? A marca está comprometida realmente com este projeto moral de desenvolver o respeito na sociedade? Começando por respeitar o seu próprio consumidor, colaborador, concorrente?

É uma pena que a propaganda pareça não conseguir enxergar além da técnica de persuasão e manipulação, quero crer que esta proposta da Skol seja um indício de uma nova era da propaganda, que se posiciona na construção do bem coletivo, vendo o social mais importante do que o particular.

O polêmico fotografo Oliviero Toscani, afirmava na decada de 90 que “a publicidade poderia explorar todos os domínios da criatividade e do imaginário, do documentário e da reportagem, da ironia e da provocação… servir grandes causas humanistas, educar o público, ser útil”, para que fosse ela o reflexo da vanguarda.

O interessante é resgatar que este publicitário foi rechaçado pelo mercado da publicidade por décadas, se isolando no trabalho da Benetton, porque dizia que a publicidade era um cadáver que nos sorria, pois, se perfumava todo dia para que não sentíssemos o seu verdadeiro odor.

Será que hoje reconhecemos o que dizia, compreendendo que não há perfume que cubra o mal que uma persuasão sem lastro na verdade?

Para isso, precisaremos entender que o relacionamento é superior ao resultado, que marca vai muito além do produto vendido, e que compromisso com a sociedade são outros carnavais.

Para o professor da ESPM Vander Casaqui “antes de ser um agente da comunicação, o publicitário é um analista do tempo em que vive” Seria esse o presságio de que temos um novo tempo na comunicação publicitária ou descobriremos em breve que temos um novo perfume para o mesmo cadáver de Toscani?

Coluna Branding: a alma da marca

7 slogans que gostaria de rever em 2017

Um consultor de branding trabalha diretamente com a imagem da marca, considerando imagem, aquilo que a sociedade pensa sobre uma instituição, produto ou conceito.
Normalmente transformamos isso em “slogans” que são verdadeiras linhas fundamentais de compreensão de nossos trabalhos.

Temos visto um show de destruições de boas imagens construídas, seja por incompetência ou dessabores políticos no Brasil e no mundo.
Portanto, para esta última coluna do ano proponho colocar aqui minhas 7 imagens de destaque, que gostaria que retomassem o seu patamar na história, mas, também uma previsão do que acho que pode acontecer em nosso breve futuro. Vamos lá:

1- Brasil, um país de todos.
A ordem é o progresso que se impôs ao nosso país após o segundo impeachment da nossa história, parece suprimir da população seus anseios e vozes. Os desmandos e a corrupção continuam manchando nossa marca de país democrático, pacífico e colaborativo.
Há uma guerra cível latente, que poucos falam abertamente, mas, que claramente aparece no raio x da análise de imagem. Nossa política não representa mais o que a grande massa brasileira deseja, e que na minha análise se resume em outro slogan bastante óbvio “menos roubalheira, mais oportunidades.”
Gostaria que houvesse um remédio para esta marca no ano que chega, mas, não acredito nessa alopatia. Tendemos ao fim desta marca, e ao inicio de outra, mais madura, porém menos dócil, que é uma pena.

2- Petrobras, o desafio é a nossa energia.
O Brasil viveu uma euforia quando o diamante negro do nosso modelo econômico foi aparentemente alçado à principal produto de exportação do país. Revivendo um slogans da década de 50, “O petróleo é nosso.”, a Petrobras virou a marca da moda, mas caiu tão rápido quanto o orkut. E as novas medidas tomadas pelo atual governo recolocam esta empresa pública em seu “devido” lugar, perdendo a exclusividade na exploração das bacias encontradas, passa a concorrer diretamente com as gigantes do capital estrangeiro.
Para 2017, sob o ávido olhar do novo secretário de estado americano (um empresário do petróleo), esse slogan, podemos dizer que será enterrado embaixo do pré-sal.

3- Brasil, o país do futebol.
Não foi o 7 a 1 que enlameou a marca do futebol brasileiro, mas sim a mesma coisa que enlameia toda a sociedade, nossos políticos. E essa não mudou achou uma fuga. Se vestiu da competência de Tite e se manteve para os próximos anos provavelmente vencedora.
O fato é que quando pintamos de dourado algo não tão malcheiroso, isso não torna o produto melhor. Em algum momento o odor irá escapar e quem pagará será nossa própria marca.
Veja o caso da Chapecoense, passado a comoção e as bonitas homenágens que pautaram os noticiários o que sobrou de valoroso? Talvez uma boa relação entre as duas equipes que foram vítimas desse processo. No mais foi pura especulação.
Para o ano novo, espero uma imagem quieta de quem comanda o futebol. O momento não está favorável a eles, deixando o Tite fazer a limpeza que empurra a sujeira para debaixo do tapete.

4- A propaganda é a alma do negócio.
Não vou ser redundante e dizer aqui sobre as muitas críticas que faço sobre este slogan, já houveram várias outras colunas sobre o assunto. Mas o fato é que a marca propaganda, assim como toda a comunicação, perdeu um pouco do seu brilho, e precisa de reposicionamento.
Estou feliz por fazer parte deste trabalho de reposicionamento da comunicação. Para 2017, no que tange a meu compromisso com a matéria, andaremos alguns passos. A propaganda, assim como o jornalismo, precisa resgatar a verdade das coisas, entender que é fruto da comunicação que pertence a sociedade, portanto, antes de ser a artista que pinta de dourado o produto, como descrevi acima, ela é a que da nome aos bois, sem esconder aquilo que as coisas são, mas transformando o pensamento social sobre cada assunto através da conscientização.
Esse trabalho demorará décadas e só acontecerá se encontrarmos mais comunicadores que acreditem na verdade mais do que acreditam na vaidade e no dinheiro.

5- Um mundo em paz e amor.
O Slogan da década de 70, não representa mais o mundo. É preciso olhar pra isso e entender que a pacificidade, confundida com fechar os olhos e inagir, reprimiu a guerra interior nas pessoas e hoje parece querer escapar como água represada que encontra brechas e sai com pressão.
Primavera árabe, tiranos socialistas e ditadores democráticos assumindo poder e fazendo o terror reviver. Não há saída para isso, senão a consciência pelo amor ou pela dor.
Para 2017, não vejo o retorno da paz e amor, mas espero pela consciência desperta, como uma criança que espera ver o seu presente de Natal.

6- Filosofia é coisa do passado.
Para minha surpresa meu presente já estava debaixo da arvore e eu não o via. Essa é a esperança dos próximos anos! Pelo menos aqui no Brasil!
Alçados a pop star alguns professores filósofos estão na moda e se isso pegar teremos a consciência menos coisa do passado e mais presente.
Já que minha utopia está na moda, vou lançar uma proposta: Que tal votarmos no Leandro Karnal em 2018 ao invés do Justus ou do Bonsonaro!?

7- A esperança é a última que morre.
A frase retirada do mito grego o qual Pandora abre seu jarro (caixa) e liberta os males do mundo restando apenas a esperança, mostra que se hoje os males estão a solta tem um que ainda não foi liberto e carregamos dentro da gente. Esperar pacivamente é um mal que precisa ser reparado. Precisamos construir o nosso destino, mesmo contra tantas adversidades. Temos um ano novo se aproximando, mas os fatos antigos não mudarão se não buscarmos mudarmos nossos propósitos. Principalmente nós os comunicadores.

Por isso para fechar o ano de 2016 e deixar um “slogan” para a chegada de 2017 deixo uma frase que um bom amigo me falou e que pelas minhas pesquisas se trata de um provérbio Romano, sem um autor determinado.

“Se não houver vento, reme.”

Coluna Branding: a alma da marca

Um necessário retorno aos estudos

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No mês do dia dos professores, resolvi escrever sobre a necessidade de valorizar o estudo nessa nova maneira de se fazer comunicação.

Tenho dito que parte do que gera a crise na propaganda, é a mania do mercado publicitário de acreditar que desenvolvimento tecnológico e ineditismo são os pilares para levar a atenção do público às marcas. E, que só isto basta para se ter eficiência.
Assim, desprezam-se princípios, que acredito serem fundamentais para realização de uma construção de imagem, seja ela voltada a compra, à informação ou só ao relacionamento.

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Para mim relevância e dedicação são as palavras chaves para quem quer construir uma marca de sucesso. Neste ponto acontece a necessidade do ESTUDO DE CASO. Gosto de usar como exemplo outras áreas de serviços especializados como médicos, advogados e arquitetos. Nestes casos, o ato prático para qualquer uma dessas áreas sempre está relacionado a um estudo profundo do assunto e não deveria ser diferente para nós comunicadores.

Ao se comprar um projeto de comunicação, deveríamos entendê-lo como mais do que uma forma, mas sim, como uma estruturação de conteúdos com objetivo de gerar uma imagem formal coerente.

Estou lendo um livro de Lucy Niemeyer, chamado elementos de semiótica aplicados ao design. Um livro pequeno mas muito cheio de conteúdo. Nele a autora propõe que em todo projeto de design seja apresentado uma abordagem semiótica. Pergunto: isso não lhe parece completamente válido e plausível?

Não deveria ser a prática recomendada para que um publicitário ou designer apresente a seu cliente no mínimo um projeto semiótico de sua ação de comunicação?

Para mim parece necessário que a própria comunicação desenvolva uma necessária normativa, validada por estudos. A tecnologia muda, o público muda, mas o ato de comunicação não, no máximo evolui sendo que, é totalmente possível estudar e se comprometer.

Enquanto formos um desdobramento do ineditismo, um usuário especializado da tecnologia ou um simples vendedor de mídia, não seremos dignos de especialidade!