Um pouco do que foi o Festup Tendências

Mudar para tratar de mudança

Josué Brazil

No último sábado tivemos a volta do tradicional evento da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) voltado para os estudantes de comunicação, o Festup. Depois de um hiato em 2017, o Festup voltou repaginado. E com novo nome: Festup Tendências.

Mudou basicamente em dois aspectos: o local e o número de dias (e por consequência o número de palestras). O festival que tradicionalmente acontecia na FAAP foi realizado na ESPM. Eram dois dias, sábado e domingo, e agora ocorreu apenas no sábado.

Eu, Gerson Mario (professor) e a turma de alunos que compareceram aos Festup Tendências

Permaneceu o modelo de auditórios identificados por cores, cada um com uma grade de palestras que ocorrem simultaneamente. Só que neste ano tivemos três auditórios (amarelo, azul e vermelho). O line up estava bem equilibrado, de modo que os três auditórios eram igualmente atraentes.

A ideia, expressa no novo nome, é tratar de tendências do mercado de comunicação. Para tanto, palestrantes de outras áreas e atividades foram escalados para palestrar. Como disse André Porto Alegre, diretor da APP, na abertura: “o Festup sempre tentou mostrar como a propaganda era feita, agora queremos mostrar como ela deverá ser feita”.

Como tenho o privilégio, como professor, de usar um crachá branco e poder circular livremente por todos os auditórios, fiz uma costura que julguei interessante entre os diferentes conteúdos. Vou tentar falar um pouquinho do que vi e ouvi.

Comecei pelo auditório azul com a palestra de Marcelo Tripoli, da MCKinsey. Ele focou sua palestra no cenário digital, no uso de dados e numa comunicação assertiva e de performance. Mostrou que o big data e a inteligência de negócios vão conduzir a comunicação a outro nível de atuação.

Marcelo Tripoli, MCKinsey

Na sequência troquei de auditório e fui acompanhar a fala de Luis Renato Lui, da Tribal Worldwide. E foi muito bom! Ele abriu o jogo. Mostrou todo o “modus operndi”de sua agência e como seu modelo de atuação tem atraído novos clientes. Ele disse que a Tribal é uma agência “end to end”: comunicação para além do plano de mídia, construindo plataformas de negócio. A Tribal promove a junção, a síntese de stories+systems, apostando em ser uma agência líquida.

Luis Renato Lui da Tribal

Ainda pela manhã acompanhei a interessante palestra de Tati Oliva e sua Cross, agência de parcerias. Uma proposta de atuação muito interessante e calcada na construção de parcerias entre marcas para a geração de novos negócios. E também a palestra de Patricia Santos, do Empregueafro, que baseou sua apresentação no projeto desenvolvido junto a uma grande agência de propaganda para a inserção de jovens negros e no quadro de desigualdade racial do país. Conheça aqui o Empregueafro.

Almoço com meus alunos…

Depois presenciei a melhor palestra do dia: Ana Cortat da Hybrid Colab dando um show de lucidez e discurso fluído e rico. Ela tratou dos quatro fatores impulsionadores da nova economia e mostrou que aspectos como igualdade e diversidade são urgentes e necessários para um maior desenvolvimento econômico e social. Um show. Nem consegui fazer anotações…

Ana Cortat, Hybrid Colab

Logo depois vieram Alessandre Siano do Finacial Times e Thabata Guerra da Must Music Academy. Misturei as duas assistindo um pouco de cada, mas estava cansado pós almoço e pouco aproveitei. Falha minha…

Acordei com a palestra da Wieden+Kennedy. Vitor Abud apresentou o projeto Os Kennedys e trouxe o grupo que atualmente usufrui da oportunidade de inclusão gerada pelo programa. Muito bacana ver jovens de origens tão distintas apaixonados pelo universo da propaganda.  A Wieden+Kennedy marcou um golaço!

Fábio Tachibana e os Kennedys 2018

Para fechar o dia fui assistir a fala de Fábio Tachibana da Grey Brasil. O tema da palestra foi “Mídia que não tem cara de mídia”. Fábio é profissional de mídia por origem, mas mostrou que a Grey fundiu as áreas de Mídia, Data e Conteúdo. Explicou os desafios que virão com o novo modelo e apresentou cases excelentes da agência, como este aqui.

Para finalizar só resta dizer: novo modelo de Festup 100% aprovado. E que venha o Festup Tendências 2019!

Coluna “Discutindo a relação…”

Tudo junto, agora e ao vivo

Josué coluna correto

O tema da edição deste ano do Fest’up – Festival Universitário de Propaganda”, tradicional evento promovido pela APP e que chega a sua 36ª edição – é “Propaganda ao Vivo. Adapte-se”.

Ouvi semana passada uma entrevista do André Porto Alegre em uma web rádio, o nome da APP quando o assunto é Fest’up. E lá ele explicava um pouco sobre o tema e o evento. Sua fala me levou a refletir sobre como está o cenário de comunicação mercadológica no momento. Sobre o que está acontecendo.

E comecei a refletir sobre a velocidade com que temos e teremos que planejar, criar e produzir projetos de comunicação. A velocidade está num nível altíssimo. Quase insuportável. O advento das mídias sociais e, como decorrência, da pronta resposta do público aos nossos imputs de comunicação, fez tudo se tornar ainda mais instantâneo e imediato. Quase não dá para respirar.

Os tempos entre planejamento, criação e produção ficam cada vez menores.Há também de se antecipar possíveis retornos e diálogos e estar pronto para dar respostas consistentes. Gerir crises virou algo relativamente comum para as agências e marcas.Estamos, como o tema do Fest’up define, fazendo ‘propaganda ao vivo”. E sim, temos e teremeos todos que buscar a adaptação. Urgente!

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Bom senso, capacidade analítica, boa capacidade de diálogo, constante interpretação de cenários e públicos são elementos decisivos dentro desta nova realidade. O novo profissional de propaganda (de relações públicas, de jornalismo, o conteudista, o profissional de marketing) deve ter senso de urgência aliado à técnicas e fundamentos bastante sólidos.

O mais complicado de toda esta situação, o grande desafio que se apresenta é o da manutenção da qualidade da comunicação. Como entregar projetos consistentes, eficazes, diferenciados e impactantes para os clientes/anunciantes, viajando na velocidade da luz?

Crescemos todos ouvindo o famoso dito popular: “a pressa é inimiga da perfeição”. Acho que teremos que nos esforçar muito para resolver esta antiga pendência. Vamos ter que fazer a pressa ficar mais amiguinha da perfeição. Não vai ser fácil. Mais é extremamente importante cuidar desta relação!

As fronteiras da comunicação, por outro lado, vem desmoronando já há algum tempo. O profissional deverá ser cada vez mais de comunicação. Como um todo. Sem barreiras entre diferentes habilitações. Faremos, então, tudo rápido, integrado e com qualidade.

É fácil? Não, de modo algum. Mas como costumo dizer aos meus alunos, se fosse fácil qualquer um faria.

Mais um Fest’up

Capturando tendências

por Josué Brazil

Neste último fim de semana participei da 25ª edição do Festival Universitário de Propaganda promovido pela APP. O conhecido Fest’up. Quem me acompanha pelas redes sociais  percebeu que sempre dou muita importância a este evento anual, seja pela excelente possibilidade de ampliar os conhecimentos dos meus alunos quanto para perceber quais são as tendências do mercado de comunicação.

E foi nesta questão, de para onde caminha nossa atividade, que fiquei de olho no sábado e no domingo ao longo de todas as palestras. Algumas coisas se destacaram. E bastante.

25-FESTUP

A que mais me chamou atenção foi a tendência da propaganda, a comunicação como um todo ser VERDADEIRA. A propaganda deve estar ligada às verdades de seu público. Não adianta mais dourar a pilula. As pessoas não engolem mais. Uma peça publicitária bonita, bem feita e adequada não basta. Ela tem que ser bastante verdadeira. Deve encerrar um compromisso da marca/produto ou serviço com seu público e com a sociedade.

Outra coisa que me chamou a atenção é o conceito de comunicação líquida. Aquela que preenche todos os pontos de contato com o público,  se mistura e se molda. Ao mesmo tempo, por ser líquida, flui por todos os pontos de contato e permite respostas e interatividade. A comunicação é envolvente, mas não no sentindo da sedução, e sim no que se refere a ser fluída e maleável.

É impressionante perceber como grandes marcas têm se arriscado em projetos de comunicação ousados e verdadeiros. A maioria destes cases, é claro, são internacionais. Mas pode ter certeza que estes ventos já começam a soprar por aqui.

Está na hora das agências e anunciantes nacionais e regionais (nossos anunciantes) perceberem de vez este novo cenário. O cenário de um consumidor absolutamente cético em relação a projetos e peças tradicionais de comunicação mercadológica. Perceber que os consumidores atuais querem ser vistos como pessoas de verdade. E que querem posicionamentos verdadeiros das marcas, produtos e serviços.

Uma das coisas que ouvi lá, fruto de uma extensa pesquisa internacional, me chamou demais a atenção: “As pessoas acham que as marcas é que vão mudar o mundo”.

É para pensar. Bastante! E agir. Muito!

 

Momentos legais 3

O Festup

O Festup deste ano foi muito, muito proveitoso. Boas palestras nos dois dias. Mas o ponto alto – na minha opinião – foi a palestra, logo a primeira no primeiro dia, do Hugo Rodrigues, da Publicis. Um cara humilde, atencioso e que falou sobre multiplataformas de comunicação de maneira simples, didática e dinâmica. Eu acompanhei atenciosamente, acompanhado pelo Gustavo Gobbato e pelo Thélio Bonésio (ambos da Arriba!, sendo o primeiro meu amigo e colega de sala de aula na Unitau e o segundo; amigo, ex-aluno e ex-orientando), além da Grazielly Ribeiro, ex-aluna de propaganda da Unitau, minha orientanda em 2012 e (naquele momento) estagiária em Atendimento/Planejamento na Apoena Comunicação.

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Hugo Rodrigues no Festup deste ano. Na foto também estão o Thélio Bonesio e o Gustavo Gobbato.

Vigésimo terceiro Festup – Segundo dia

Vigésimo terceiro Festup – Segundo dia
Eu vi o novo!
O domingo começou bem demais. Resolvi acompanhar a palestra da CuboCC. E foi a melhor coisa que fiz! O que eu assisti ali me fez tuitar: acabei de dar de cara com o novo. E foi isso mesmo. Quem comandou a palestra foi Roberto Martini, sócio fundador da empresa.
A CuboCC é uma agência (?) que começou como digital e passou a ser integrada. Tem sete anos de atuação. E busca entregar resultados através de um foco muito grande em planejamento. Mas nada lá é parecido com as estruturas de agências que conhecemos. O seu core é produzir tudo que foi pensado dentro da própria estrutura. Eles têm, por exemplo, uma produtora de vídeo acoplada a sua estrutura.
Em pesquisa recente, foi aclamada como uma das melhores agências (?) para se trabalhar no Brasil. E além de estar presente aqui em São Paulo, tem também uma operação em San Francisco, EUA.
Um dos cases mais legais que eles mostraram foi o Mr. Pimpa para a Axe. O case Axe Music Star.
Roberto finalizou dizendo que o ideal hoje é “explodir” a comunicação em vários canais, amarrando tudo com uma forte idéia criativa.
Inovação em mídia
Resolvi assistir, pelo terceiro ano consecutivo, um módulo em que Bartira Pontes, da BorghiErth Lowe, palestraria. Junto com ela estava Alessandre Siano da Africa.
Apesar de já ter assistido a Bartira duas vezes não me arrependi. Ela atualizou a palestra e trouxe novos cases para mostrar. Começou dizendo que são as pessoas que dão ritmo para as inovações em comunicação, e não a tecnologia.
Bartira mostrou que antes o consumidor não podia responder pelo mesmo canal em que recebia as mensagens. Agora pode, além de conseguir  interagir por vários outros. Dentro deste panorama, o desafio é escutar e dialogar.
Ela tratou também do que chama de estratégia do Call to Action: usar as mídias para deixar uma trilha de conexões que conduzam ao consumo, a busca pela marca. Bartira disse também que está na hora de aprender interagindo: não existe fórmula, há experiências bem e mal sucedidas. Só que quem faz primeiro, aprende primeiro.
Já o segundo palestrante deste módulo, o Alessandre, focou sua palestra no case Eduardo&Mônica para a Vivo. Disse ele que este case é o projeto de Branded Content mais visto na internet brasileira. Foram mais de 6 milhões de views nos primeiros 6 dias de ação.
Alessandre disse que Eduardo&Mônica foi um projeto “sem grade”, porém extremamente bem planejado.
Som, muito som!
Decidi acompanhar a palestra de áudio do Kito Siqueira, proprietário da Satélite e também presidente da APROSOM. Além disso ele também é saxofonista do Funk como Le Gusta.
A palestra dele foi simples, mas bastante interessante. Ele mostrou que para produzir som o profissional deve possuir amplo conhecimento de música, mas não apenas no sentido de saber fazer música, mas sim de entender a variedade enorme de possibilidades que a música e os sons possuem.
Mostrou diversos trabalhos de sua agência e comentou alguns mais detalhadamente para exemplificar justamente essa questão da diversidade sonora. Falou de algumas dificuldades de produção e algumas dificuldades também da relação produtora-agência e produtora-cliente. Apontou que o caminho para superar todas as dificuldades é o trabalho forte e o alto profissionalismo.
Um soco no estômago!
Decidi, até por indicação de um grande amigo que é atendido por ele, assistir o Gil Giardelli para fechar o meu Festup deste ano. E foi um senhor fechamento. Confesso a vocês que fiquei tão hipnotizado pela apresentação dele que não consegui anotar nada.
Gil soube misturar, em doses exatas, informação/conhecimento com emoção. Usou filosofia e sociologia, grandes pensadores e até a Grécia antiga. E misturou tudo isso com cases espalhados pelo mundo.
Bateu muito na tecla que através das ferramentais digitasi podemos construir uma sociedade melhor, mais libertária e mais justa. E que isso é a verdadeira inovação. Ah, sim, seu módulo era de inovação.
Confesso que ao final de sua fala meus olhos estavam cheios de lágrimas e um nó enorme se instalou na minha garganta. Demorei para, assim como todo o auditório, levantar para aplaudi-lo de pé. Foi um soco no estômago. E me fez ficar refletindo por horas.
.Isso é que é bom nos Festups: fazer a gente ficar pensando por dias, depois de ter sido convenientemente provocado.
Até o vigésimo quarto!

Eu vi o novo!

O domingo começou bem demais. Resolvi acompanhar a palestra da CuboCC. E foi a melhor coisa que fiz! O que eu assisti ali me fez tuitar: acabei de dar de cara com o novo. E foi isso mesmo. Quem comandou a palestra foi Roberto Martini, sócio fundador da empresa.

A CuboCC é uma agência (?) que começou como digital e passou a ser integrada. Tem sete anos de atuação. E busca entregar resultados através de um foco muito grande em planejamento. Mas nada lá é parecido com as estruturas de agências que conhecemos. O seu core é produzir tudo que foi pensado dentro da própria estrutura. Eles têm, por exemplo, uma produtora de vídeo acoplada a sua estrutura.

Palestra da CuboCC com Roberto Martini

Palestra da CuboCC com Roberto Martini

Em pesquisa recente, foi aclamada como uma das melhores agências (?) para se trabalhar no Brasil. E além de estar presente aqui em São Paulo, tem também uma operação em San Francisco, EUA.

Um dos cases mais legais que eles mostraram foi o Mr. Pimpa para a Axe. O case Axe Music Star.

Roberto finalizou dizendo que o ideal hoje é “explodir” a comunicação em vários canais, amarrando tudo com uma forte idéia criativa.

Inovação em mídia

Resolvi assistir, pelo terceiro ano consecutivo, um módulo em que Bartira Pontes, da BorghiErth Lowe, palestraria. Junto com ela estava Alessandre Siano da Africa.

Apesar de já ter assistido a Bartira duas vezes não me arrependi. Ela atualizou a palestra e trouxe novos cases para mostrar. Começou dizendo que são as pessoas que dão ritmo para as inovações em comunicação, e não a tecnologia.

Bartira Pontes e Alessandre Siano

Bartira Pontes e Alessandre Siano

Bartira mostrou que antes o consumidor não podia responder pelo mesmo canal em que recebia as mensagens. Agora pode, além de conseguir  interagir por vários outros. Dentro deste panorama, o desafio é escutar e dialogar.

Ela tratou também do que chama de estratégia do Call to Action: usar as mídias para deixar uma trilha de conexões que conduzam ao consumo, a busca pela marca. Bartira disse também que está na hora de aprender interagindo: não existe fórmula, há experiências bem e mal sucedidas. Só que quem faz primeiro, aprende primeiro.

Já o segundo palestrante deste módulo, o Alessandre, focou sua palestra no case Eduardo&Mônica para a Vivo. Disse ele que este case é o projeto de Branded Content mais visto na internet brasileira. Foram mais de 6 milhões de views nos primeiros 6 dias de ação.

Alessandre disse que Eduardo&Mônica foi um projeto “sem grade”, porém extremamente bem planejado.

Som, muito som!

Decidi acompanhar a palestra de áudio do Kito Siqueira, proprietário da Satélite e também presidente da APROSOM. Além disso ele também é saxofonista do Funk como Le Gusta.

A palestra dele foi simples, mas bastante interessante. Ele mostrou que para produzir som o profissional deve possuir amplo conhecimento de música, mas não apenas no sentido de saber fazer música, mas sim de entender a variedade enorme de possibilidades que a música e os sons possuem.

Mostrou diversos trabalhos de sua produtora e comentou alguns mais detalhadamente para exemplificar justamente essa questão da diversidade sonora. Falou de algumas dificuldades de produção e algumas dificuldades também da relação produtora-agência e produtora-cliente. Apontou que o caminho para superar todas as dificuldades é o trabalho forte e o alto profissionalismo.

Um soco no estômago!

Decidi, até por indicação de um grande amigo que é atendido por ele, assistir o Gil Giardelli para fechar o meu Festup deste ano. E foi um senhor fechamento. Confesso a vocês que fiquei tão hipnotizado pela apresentação dele que não consegui anotar nada.

Gil soube misturar, em doses exatas, informação/conhecimento com emoção. Usou filosofia e sociologia, grandes pensadores e até a Grécia antiga. E misturou tudo isso com cases espalhados pelo mundo.

Bateu muito na tecla que através das ferramentais digitais podemos construir uma sociedade melhor, mais libertária e mais justa. E que isso é a verdadeira inovação. Ah, sim, seu módulo era de inovação.

Confesso que ao final de sua fala meus olhos estavam cheios de lágrimas e um nó enorme se instalou na minha garganta. Demorei para, assim como todo o auditório, levantar para aplaudi-lo de pé. Foi um soco no estômago. E me fez ficar refletindo por horas.

Isso é que é bom nos Festups: fazer a gente ficar pensando por dias, depois de ter sido convenientemente provocado.

Até o vigésimo quarto!

Vigésimo terceiro Festup – Primeiro dia

Vigésimo terceiro Festup – Primeiro dia
Conhecendo os “batatinhas”.
A primeira palestra que resolvi assistir no sábado foi a da Nova/Batata. Havia lido uma matéria sobre essa experiência nas páginas da Meio&Mensagem.
A Nova/Batata foi a primeira agência pop up do Brasil. E o que é isso. Uma agência pop up é aquela que tem vida pré-determinada, geralmente um curto período de tempo, e que tem a finalidade de atender a comunidade em seu entorno.
A agência se instalou no Largo da Batata e atendeu diversos pequenos clientes, orquestrando projetos a partir de uma equipe de estagiários que passaram por uma seleção prévia, supervisionados por profissionais seniors.
Um dos principais objetivos do projeto era descobrir novos talentos para a agência Nova/SB, criadora do projeto. Além disso, é óbvio, eles colheram frutos com a ampla mídia espontânea gerada.
Só se tem conhecimento de outros três projetos semelhantes a esse em todo mundo.
A palestra encerrou-se com a apresentação dos “batatinhas”, como ficaram conhecidos os estagiários participantes do projeto Nova/Batata.
Só os professores
Logo depois da primeira palestra, o Festup teve sequencia com as palestras de criação. Mas os professores foram reunidos em um auditório a parte na FAAP para assistir ao módulo docente. E o tema desse módulo era Mídias Sociais.
Quem falou primeiro foi Eric Messa. Ele tratou dos novos paradigmas da comunicação e apontou que agora nos comunicamos usando Branded Content através de conteúdo e usando Social Media através de relacionamento.
Trouxe a idéia de Social News: a população buscando e recebendo informações via redes sociais e não somente através dos canais mais tradicionais. Eric disse também que, denro da diferentes formações culturais, vivemos agora a fase em que a tecnologia nos permite conexão contínua.
Ele apontou alguns conceitos fundamentais dentro deste cenário: Interatividade (em todos os meios, não apenas nos digitais); Colaboração; Mobilização; Mobilidade; Nós somos a mídia.
Finalizou dizendo que vivemos o momento da Exposição, ou Era da Exposição, na qual se estabelece o público x privado, a vigilância x auto-exposição e afirmou que não há modo de controlar totalmente a exposição na intenet.
Depois da fala do Messa, e ainda dentro do módulo docente, foi a vez do editor da PróXXIma, Pyr Marcondes, assumir a palavra.
Ele iniciou mostrando um vídeo muito simples para exemplificar como as pessoas se comportam em rede, em grupos, e apontou: o mundo digital pede mais proximidade com a sociologia, a antropologia e a etnografia.
Tratou do fator impessoal e o poder das multidões, relação na qual todo mundo e ninguém  acabam mandando em ninguém. E disparou: o caos é a nova ordem. O caos altera o poder social e a ordem política drasticamente. Mas o caos é positivo!
E finalizou dizendo: gente falando com gente é o caminho para se dar bem na comunicação atual, daí a grande dificuldade das marcas em se posicionar dentro desta nova realidade.
Falando de atendimento
Depois do módulo docente tivemos o horário do almoço e retornei para acompanhar a palestra de atendimento proferida em dupla por Gleidys Salvanha, da Publicis, e por Fabio Rabelo, da AG2.
O que eles trouxeram de realmente novo foi o modo como a Publicis, que controla a AG2, está se estruturando internamente para atender seus clientes. Eles estão apostando no que eles batizaram de Team Leader. Geralmente o Team Leader é um profissional sênior de atendimento ou mídia que trabalham juntos e organizam um time para atender as necessidades dos clientes a partir de projetos que estes demandem. Aplicam também o Conceito de Flutuação, que permite a estes líderes atuar em outros projetos simultâneos quando solicitados para tanto.
Segundo eles, isso confere mais agilidade e mais conhecimento, o que acaba por gerar um círculo virtuoso. Para um mercado em transformação, a estrutura da agência deve estar capacitada para entender/atender vários e diferentes aspectos da comunicação de uma marca ou produto.
E finalizaram afirmando: a melhor saída é investir pra valer em comunicação integrada (on/off ou BTL/ATL).
Assim foi o meu sábado de Vigésimo terceiro Festup. Na sequência conto como foi o domingo.

Conhecendo os “batatinhas”

A primeira palestra que resolvi assistir no sábado foi a da Nova/Batata. Havia lido uma matéria sobre essa experiência nas páginas da Meio&Mensagem.

A Nova/Batata foi a primeira agência pop up do Brasil. E o que é isso? Uma agência pop up é aquela que tem vida pré-determinada, geralmente um curto período de tempo, e que tem a finalidade de atender a comunidade em seu entorno.

A agência se instalou no Largo da Batata e atendeu diversos pequenos clientes, orquestrando projetos a partir de uma equipe de estagiários que passaram por uma seleção prévia, supervisionados por profissionais seniors.

Um dos principais objetivos do projeto era descobrir novos talentos para a agência Nova/SB, criadora do projeto. Além disso, é óbvio, eles colheram frutos com a ampla mídia espontânea gerada.

Só se tem conhecimento de outros três projetos semelhantes a esse em todo mundo.

A palestra encerrou-se com a apresentação dos “batatinhas”, como ficaram conhecidos os estagiários participantes do projeto Nova/Batata.

Só os professores

Logo depois da primeira palestra, o Festup teve sequencia com as palestras de criação. Mas os professores foram reunidos em um auditório a parte na FAAP para assistir ao módulo docente. E o tema desse módulo era Mídias Sociais.

Quem falou primeiro foi Eric Messa. Ele tratou dos novos paradigmas da comunicação e apontou que agora nos comunicamos usando Branded Content através de conteúdo e usando Social Media através de relacionamento.

Eric Messa e Pyr Marcondes no Módulo Docente

Eric Messa e Pyr Marcondes no Módulo Docente

Trouxe a idéia de Social News: a população buscando e recebendo informações via redes sociais e não somente através dos canais mais tradicionais. Eric disse também que, dentro das diferentes formações culturais, vivemos agora a fase em que a tecnologia nos permite conexão contínua.

Ele apontou alguns conceitos fundamentais dentro deste cenário: Interatividade (em todos os meios, não apenas nos digitais); Colaboração; Mobilização; Mobilidade e Nós somos a mídia.

Finalizou dizendo que vivemos o momento da Exposição, ou Era da Exposição, na qual se estabelece o público x privado, a vigilância x auto-exposição e afirmou que não há modo de controlar totalmente a exposição na intenet.

Depois da fala do Messa, e ainda dentro do módulo docente, foi a vez do editor da PróXXIma, Pyr Marcondes, assumir a palavra.

Ele iniciou mostrando um vídeo muito simples para exemplificar como as pessoas se comportam em rede, em grupos, e apontou: o mundo digital pede mais proximidade com a sociologia, a antropologia e a etnografia.

Tratou do fator impessoal e o poder das multidões, relação na qual todo mundo e ninguém  acabam mandando em ninguém. E disparou: o caos é a nova ordem. O caos altera o poder social e a ordem política drasticamente. Mas o caos é positivo!

E finalizou dizendo: gente falando com gente é o caminho para se dar bem na comunicação atual, daí a grande dificuldade das marcas em se posicionar dentro desta nova realidade.

Falando de atendimento

Depois do módulo docente tivemos o horário do almoço e retornei para acompanhar a palestra de atendimento proferida em dupla por Gleidys Salvanha, da Publicis, e por Fabio Rabelo, da AG2.

Gleidys Salvanha e Fábio Rabelo no módulo de atendimento

Gleidys Salvanha e Fábio Rabelo no módulo de atendimento

O que eles trouxeram de realmente novo foi o modo como a Publicis, que controla a AG2, está se estruturando internamente para atender seus clientes. Eles estão apostando no que eles batizaram de Team Leader. Geralmente o Team Leader é um profissional sênior de atendimento ou mídia que trabalham juntos e organizam um time para atender as necessidades dos clientes a partir de projetos que estes demandem. Aplicam também o Conceito de Flutuação, que permite a estes líderes atuar em outros projetos simultâneos quando solicitados para tanto.

Segundo eles, isso confere mais agilidade e mais conhecimento, o que acaba por gerar um círculo virtuoso. Para um mercado em transformação, a estrutura da agência deve estar capacitada para entender/atender vários e diferentes aspectos da comunicação de uma marca ou produto.

E finalizaram afirmando: a melhor saída é investir pra valer em comunicação integrada (on/off ou BTL/ATL).

Assim foi o meu sábado de Vigésimo terceiro Festup. Na sequência conto como foi o domingo.