Três motivos para as agências de comunicação implementarem o home office

*Maria Carolina Martins Rossi

O tema Coronavírus está entre os mais comentados no mundo, seja nos noticiários, redes sociais ou nas conversas do dia a dia. A preocupação com Covid-19 impôs home office em uma série de empresas, porém, no caso das agências de comunicação esse cenário é bem diferente. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , trabalhar em casa ou até mesmo em outros espaços, como o coworking, cresceu 21,1% entre os anos de 2017 e 2018. Mas quem vive a rotina das agências, muitas vezes, ainda tem que ir ao escritório todos dias, mesmo sabendo o quanto nosso trabalho pode ser remoto.

O dia a dia na agência exige muitas atividades que podem ser feitas de qualquer lugar do mundo, desde que haja internet. Grande parte das funções realizadas acontecem com a ajuda de um computador e uma boa organização de tempo para lidar com as demandas exigidas. A agenda do Relações Públicas, por exemplo, envolve uma comunicação 360º, com diversos clientes, jornalistas e serviços, como assessoria de imprensa, branded content, treinamento e palestras, endomarketing, mídias sociais, consultoria de comunicação, análise de reputação, storytelling e gestão de crise, e todas essas funções são realizadas na maioria das vezes pelo computador. Mas porque ainda exigem a nossa presença nas agências e controlam nossos horários?

Para desmistificar esse assunto e acabar com o pré-conceito ao home office, listo três benefícios dessa modalidade de trabalho. Confira:

1 – Nosso ambiente de trabalho é o computador: o trabalho de um PR acontece primordialmente na internet. Normalmente, o espaço físico pode funcionar para reunir a equipe e garantir também um ambiente com todo o suporte necessário – telefone, computador e internet. Mas todas as atividades podem ser realizadas de casa e com uma gestão completa da organização de tempo. Adotando medidas como listas diárias, planejamento, agenda de tarefas e compromissos, checklist de suas tarefas, definindo o que é prioridade, é possível realizar todas as atividades com eficiência e no prazo.

2 – Menos horas no trânsito, mais qualidade de vida: quem trabalha em agências de comunicação sabe que temos um cronograma de atividades, pautas e temas para seguir, e que existem horários e momentos que todo o planejamento já foi cumprido. Muitas vezes, perdemos horas para chegar no escritório e também terminamos nossas atividades antes do esperado. Mesmo assim, ainda é preciso ficar “fazendo hora” – o que prejudica o desempenho do colaborador e não é necessário. Hoje, muitas empresas trabalham com entregas e flexibilidade, não importa que horas o colaborador chegue na agência ou o local em que trabalha, mas sim a entrega do que foi combinado. Por isso, a organização é o ponto chave e não a presença física.

3 – Nossa equipe não precisa de um lugar físico para se reunir: acredite ou não, muitas agências enfrentam problemas de falta de comunicação interna, o que prejudica o trabalho em equipe. Algumas estratégias podem ser utilizadas para unir a equipe e não apenas colocá-las no mesmo espaço física. Entre as opções está a utilização de alguns apps de Comunicação, como o Hangouts do Google, Google Drive – para a equipe compartilhar os arquivos e conseguir acesso de qualquer computador, em qualquer lugar -, Dialog uma ferramenta corporativa que tem “cara” de rede social e gerenciadores de tarefas, como o Todoist e o Trello, que é baseado na metodologia Scrum. Com as ferramentas encontradas no mercado atualmente, torna essa essa tendência de home office cada vez mais uma realidade.

*Maria Carolina Rossi é jornalista e sócia-fundadora da Comunica PR, agência de Relações Públicas

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Gestão de crise em tempos de comunicação 4.0

Comunicação e PR frente à Covid-19

por Loraine Ricino, diretora de marketing da GOL Linhas Aéreas

Há pouco mais de 20 anos, uma das principais atividades do profissional de PR era enviar releases a repórteres e editores, via fax, de uma vez só, atingindo o maior número possível de veículos. Hoje em dia, tudo mudou. Vivemos a era da comunicação 4.0, cuja conectividade dita as normas das relações entre as pessoas, entre os consumidores e as empresas e entre as organizações e a imprensa. A internet não é apenas “internet”. Cresceu, multiplicou-se, ganhou até um apêndice denominado Internet of Things, ou Internet das Coisas: chegou ao produto, ao eletrodoméstico, que se tornou capaz de se comunicar com os humanos por meio de dispositivos. Esse turbilhão tecnológico chegou para nos auxiliar, mas trouxe uma série de desafios.

Permanecemos online 24/7. O tempo se comprimiu em minutos, premiando assim a veracidade do que é divulgado e a racionalidade. O planejamento e a criação de um plano de crise, como estamos vivendo com o coronavírus (Covid-19), são cruciais para que as empresas estejam preparadas para enfrentamentos sem data para acabar. Dessa forma, a intencionalidade como determinação se torna fundamental.

Antecipar-se aos fatos se mostrou essencial na formatação de ações rápidas para a detecção e o isolamento de novos casos, uma atitude eficaz contra a disseminação da doença. Basta ver o que as autoridades médicas e o governo local fizeram em Taiwan e Cingapura, hoje entre os cinco países que, de maneira estratégica, estão conseguindo deter o contágio. Esse feito é admirável.

Mas qual foi o diferencial deles? O que essas duas nações fizeram que outras não tiveram a lucidez de implementar? Certamente, acessar dados com rapidez e tomar medidas decisivas. Para além de dispor de um sistema de saúde de primeira linha, no caso de Cingapura, ambos os países coletaram dados com agilidade, identificando, entre outras coisas, portadores assintomáticos que foram postos em quarentena. O reforço dos meios de comunicação na divulgação de notícias sobre o vírus foi essencial.

Se o PR é uma área de grande importância em momentos positivos, imagine em tempos difíceis. Mas leve-se em conta que o mundo não é o mesmo. Estamos todos unidos, à distância, passando por uma adversidade sem precedentes. Portanto, o profissional de comunicação externa apto a conduzir esse barco em mares revoltos é aquele que capta as mudanças, as aceita e consegue antecipar informações, prever o que está por vir. Só assim ele ajudará a empresa a proteger a reputação da marca.

Os relações-públicas são o canal de contato com a imprensa. Papel primordial, desde que encarado de uma forma diferente do passado. Não passamos mais faxes de press releases em uma tacada só, para jornalistas. Precisamos adiantar dados e informações dentro das companhias e transmiti-los de forma que possam ser evidenciados no mundo lá fora.

Se o empresário precisa ter o olhar no futuro, ao relações-públicas cabe ir além: ver o futuro com pegadas históricas. Não bastam as informações relacionadas à crise; pede-se um “de-para” dos dados de origem, estabelecendo sua relação com os acontecimentos do presente. Traçar um plano e estar atento ao mercado, às diferentes audiências, às mudanças de comportamento dos impactados e ao tom da fala dos emissores é imprescindível para que ele consiga interferir nos resultados das organizações. E mais: estar sempre a par dos fatos do cotidiano e à influência de eventualidades indiretas.

Manter o foco no propósito da empresa é fundamental, analisando como a crise pode afetá-lo para, assim, recomendar os melhores caminhos. Nessas horas, o senso de autopreservação organizacional é legítimo. Mas, dependendo da gravidade da turbulência, caso da Covid-19, o ser humano e seu bem-estar devem ser a prioridade número 1, e os relações-públicas precisam ter essa convicção.

Fonte: InPress Porter Novelli

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KTBO investe no Brasil para ampliar atuação na América Latina

Uma das maiores agências independentes da América Latina consolida seu crescimento no Brasil

Com uma abordagem “digital first” e clientes como Kellogg, Mattel e Electronic Arts, a KTBO cria estruturas personalizadas para liderar processos de transformação para grandes empresas da região

A KTBO, uma das líderes no mercado de publicidade independente na América Latina e entre as três principais agências no México, anuncia a expansão de suas operações na América Latina. O escritório no Brasil, o primeiro fora do país de origem, terá importância estratégica fundamental para expansão e consolidação regional como uma das maiores agências independentes da região. Fora do Brasil, grandes marcas, como Coca-Cola, AT&T, Grupo Bimbo, Colgate-Palmolive, Pandora, entre outras, brilham em seu portfólio. No total, são mais de 40 clientes, atendidos por cerca de 250 funcionários em sua sede na Cidade do México.

No Brasil, a KTBO é a agência digital da Kellogg’s, Mattel e Electronic Arts. “Para nós, ter uma base com uma equipe local em uma das maiores economias do mundo é um passo natural. Os acordos regionais com grandes clientes nos permitem estabelecer uma operação no Brasil com talentos locais”, afirma Armando David Ortigosa, fundador e CEO da empresa, presente no Brasil para o evento de lançamento.

A operação local será liderada por Mário Reys (profissional de Planejamento, que já trabalhou na F.biz e TV1) com apoio de Andrea Tornovsky (ex-Ogilvy, YDreams Global, Fábrica e Heads), responsável pelo Atendimento e pela área de Novos Negócios. A liderança criativa é de Maria Lígia Monteiro, que já atuou na AZZA, AG2 e Casa Mar.

Maria Lígia Monteiro, Mário Reys, Armando Ortigosa, Andrea Tornovsky e Paulo Diaz

Segundo Ortigosa, em um primeiro momento, o desempenho do escritório brasileiro visava o desenvolvimento de campanhas digitais para a Kellogg’s e a Mattel. “Acreditamos e estamos investindo pesadamente no país. Nosso objetivo é ganhar novas contas no primeiro semestre, agindo de forma independente da sede”, acrescenta. “Não importa onde estejamos – México, Brasil, Argentina, Colômbia ou em qualquer lugar do mundo -, nosso objetivo é entregar soluções de classe mundial como uma única unidade “.

Para ele, México e Brasil sofrem vícios no mercado de comunicação e modelos operacionais obsoletos. “Buscamos criar experiências relevantes, independentemente da mídia. O Brasil é um país de talentos criativos. Para nós, unir equipes criativas a especialistas em dados e idéias, prática já adotada pela KTBO no México, é o modelo do futuro ”, enfatiza. Este modelo já se mostrou vitorioso. Em 2019, o estudo Agency Scope, realizado com executivos de marketing no México, identificou a KTBO como a principal agência digital do país. “Somos uma agência criativa, nativa digital, para um mundo onde o digital está em primeiro lugar”, explica Ortigosa, reforçando o perfil full service da agência.

Estreia com o Tigre Tony – A KTBO logo mostrou seu cartão de visita com uma campanha digital de “relançamento” do Tigre Tony, mascote do cereal Sucrilhos, que estava afastado da mídia. Com apoio de influenciadores, a campanha “Recreate the Game” pediu a pais e crianças que reinventassem suas brincadeiras, transformando objetos banais do dia-a-dia em peças de um grande jogo.

De acordo com Damian Pirichinsky, diretor de marketing da Kellogg’s para o Mercosul, a iniciativa mostra um novo momento da empresa na região. “Nossa parceria estratégica e criativa com a KTBO está inovando a forma como monitoramos o público-alvo de nossas principais marcas. Isso nos dá insights diferenciados para testar diferentes execuções e projetos-piloto que nos permitem alcançar milhões de consumidores em diferentes momentos do dia”, afirma o executivo.

Prova dessa confiança está no investimento em uma extensão de sua unidade especial de atendimento, a Kellogg’s Unit for Brand Engagement (KUBE), em São Paulo, que há cinco anos funciona com sucesso no México. Na estrutura da KTBO, as unidades especiais são núcleos de trabalho totalmente dedicados a determinadas contas, como Coca-Cola (Media House) e Colgate (CODE). Seu foco é a promoção de engajamento do público com as marcas nos ambientes digitais.

Primeira dessas unidades especiais, o KUBE surgiu em 2015 a partir de uma iniciativa de Ortigosa e Omar Carrión, gerente-geral da multinacional para a América Latina. A proposta era unir a empresa e todos os seus pontos de contato digitais com os consumidores sob uma única liderança.

De acordo com Carrión, os primeiros anos de experiência do KUBE foram altamente proveitosos. “A KTBO está ajudando a revolucionar nosso modelo de engajamento em toda a América Latina, no qual o Brasil é um mercado-chave para o êxito de nossas estratégias comerciais”, garante.

Outra campanha lançada recentemente no Brasil pela KTBO foi a de reposicionamento da marca de sucos Trink, da Parati, com criação de personagens com características diferentes para cada um dos sabores: os Trinkinos, que fizeram sua estreia no Instagram e logo já foram até para blocos de Carnaval.

Fonte: Galbraith PR – Marco Barone

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De casa nova em Sampa

Trocou de agência

A jovem jornalista formada pela Unitau em 2009 e que logo foi “exportada” para São Paulo, Marianna D’Amore, passa a atuar como Senior Account Executive na Edelman Significa, empresa com atuação em PR (Relações Públicas). Anteriormente ela passou por redação, como editora assistente de revistas customizadas e depois foi para assessoria de imprensa nas áreas de turismo e lifestyle.

Por último ela dava expediente como Atendimento Pleno na Agencia Ideal. Agora na Edelman atua no depto. de consumo com a conta de Hyundai.

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Marianna, jornalista que passa a atuar na Edelman Significa

 

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