Dança das cadeiras

Uma edição especial

A jovem e recem formada publicitária Karina Reis assume, na semana que vem, uma posição no setor de Content da DPZ (SP).

Talentosa criativa, embaixadora do Clube de Criação de São Paulo na Universidade de Taubaté, Karina vinha atuando na Triadaz.

Mais uma vez o Vale do Paraíba prova que é uma fábrica de talentos para a publicidade brasileira. Voa, Karina. Toda sorte e sucesso do mundo pra você.

As tendências de conteúdo que estão moldando a publicidade agora

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

A publicidade nunca foi um campo estático. Pelo contrário: ela se reinventa a cada mudança cultural, tecnológica e comportamental. E, nos últimos anos, essa transformação ficou ainda mais acelerada. Novas plataformas, novos formatos e, principalmente, um novo consumidor estão redefinindo como marcas se comunicam.

Hoje, entender tendências de conteúdo não é apenas uma vantagem competitiva — é uma necessidade básica para quem estuda ou atua no mercado de comunicação.

Menos discurso de marca, mais conversa real

Uma das mudanças mais perceptíveis é a queda do discurso publicitário excessivamente institucional. O consumidor atual está mais crítico, informado e impaciente. Segundo estudos recorrentes divulgados pela Meta e pelo Google em seus relatórios de tendências de marketing, conteúdos que soam como propaganda explícita tendem a gerar menos engajamento do que aqueles que estabelecem diálogo.

As marcas que se destacam são aquelas que falam com as pessoas, e não para elas. Isso significa adotar uma linguagem mais humana, próxima e, muitas vezes, informal.

Conteúdo curto, direto e relevante

O sucesso de plataformas como TikTok, Reels e Shorts deixou um recado claro: a atenção é um ativo escasso. De acordo com análises da HubSpot sobre comportamento digital, conteúdos curtos, objetivos e visualmente atraentes têm mais chances de retenção, especialmente entre o público jovem.

Na prática, isso não significa superficialidade, mas sim clareza. A publicidade atual precisa ser capaz de transmitir uma ideia forte em poucos segundos — e esse é um grande desafio criativo.

Autenticidade virou estratégia

Outra tendência forte é a valorização da autenticidade. Bastidores, erros, processos criativos e histórias reais passaram a ter tanto valor quanto campanhas altamente produzidas. Segundo a consultoria Deloitte, consumidores confiam mais em marcas que se mostram transparentes e coerentes entre discurso e prática.

Isso explica o crescimento de conteúdos como:

  • Bastidores de campanhas
  • Relatos de processos criativos
  • Depoimentos reais de clientes e colaboradores

Na publicidade contemporânea, parecer perfeito já não é tão eficaz quanto parecer verdadeiro.

Humor inteligente e repertório cultural

O humor continua sendo uma ferramenta poderosa, mas agora ele exige repertório. Memes, referências culturais e timing certo fazem parte da construção de marcas relevantes. De acordo com análises da própria Meta sobre engajamento em redes sociais, conteúdos bem-humorados tendem a ser mais compartilhados quando respeitam o contexto cultural e o público-alvo.

Aqui, o papel do profissional de comunicação é fundamental: entender o que faz sentido para determinada audiência e o que pode soar forçado ou oportunista.

Comunidades no lugar de seguidores

Por fim, uma das tendências mais estratégicas é a mudança de foco: menos obsessão por números e mais atenção à construção de comunidades. Segundo relatórios da Hootsuite sobre mídias sociais, marcas que investem em relacionamento contínuo conseguem maior fidelização e engajamento de longo prazo.

Isso se traduz em:

  • Respostas reais nos comentários
  • Conteúdos pensados para nichos específicos
  • Valorização da troca, e não apenas da exposição

A publicidade deixa de ser um monólogo e passa a ser uma experiência coletiva.

O que isso tudo significa para quem está começando?

Para estudantes e jovens profissionais, essas tendências deixam um recado importante: não basta dominar ferramentas. É preciso entender comportamento, cultura, dados e pessoas. A publicidade do presente — e do futuro — exige profissionais curiosos, estratégicos e atentos às transformações do mundo ao redor.

Mais do que vender produtos, a publicidade atual busca criar conexões. E quem entende isso sai na frente.

Conteúdo relevante, creators e IA redesenham a comunicação das marcas

Segundo especialista, o consumidor rejeita interrupções e valoriza experiências fluidas e autênticas no ambiente digital

A comunicação das marcas passa por uma transformação profunda. Enquanto a produção de conteúdo e a segmentação avançam com o apoio da inteligência artificial, o público se mostra cada vez mais seletivo e resistente a mensagens intrusivas. Nesse cenário, interromper deixou de ser eficaz e conversar, engajar e gerar valor se tornaram essenciais para a relevância das marcas.

Segundo Mauro Graeff Jr., sócio-fundador e CEO da Canarinho, hub de comunicação, as pessoas não estão sem tempo, apenas não aceitam desperdiçá-lo com conteúdos irrelevantes. “Quando algo é realmente bom, chega no momento certo e no formato ideal, o público assiste, interage e recomenda. Hoje, o publicitário deixou de ser um ‘interruptor’ para se tornar um criador”, afirma.

Esse movimento é intensificado pelo protagonismo do digital. Dados do Cenp mostram que quatro em cada dez reais investidos em publicidade no Brasil já são destinados à internet, com crescimento consistente do audiovisual. O vídeo se consolidou como linguagem nativa das plataformas, capaz de explicar produtos, gerar emoção e construir marca em poucos segundos. “O consumidor pesquisa, compara e decide no ambiente digital. A comunicação precisa acompanhar essa jornada de forma fluida e menos invasiva”, explica o executivo.

A influência digital também se tornou um pilar estratégico. Mais de 80% dos consumidores já compraram produtos indicados por creators, evidenciando o poder de credibilidade dessas vozes. Para o executivo, essa força atravessa toda a jornada do consumidor, da descoberta ao pós-venda, e reforça a necessidade de estratégias integradas.

Nesse contexto, a inteligência artificial ganha protagonismo ao reduzir custos e acelerar processos. “Quanto mais conteúdo automatizado existe, mais valiosa se torna a curadoria humana. A autenticidade passa a ser um diferencial competitivo”, aponta Graeff Jr enfatizando que vencerão as marcas que conseguirem unir criatividade, dados, tecnologia e coerência. “Em um ambiente de atenção fragmentada, não ganha quem fala mais alto, mas quem fala de forma contínua, conectada e consistente”, conclui.

1º Festival Nacional da Propaganda premia 36 campanhas de 17 agências e reforça a diversidade criativa do País

Iniciativa do Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro) celebrou as ideias mais inovadoras e entregou, no último dia 22 de dezembro, o “Troféu Cachorro Caramelo” aos vencedores dos cinco estados participantes

O 1º Festival Nacional da Propaganda, iniciativa do Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro), premiou 36 campanhas de 17 agências de cinco estados brasileiros, com o “Troféu Cachorro Caramelo” nas categorias ouro, prata e bronze, além do cobiçado Grand Prix Agência do Ano. A premiação, marca um momento histórico para o setor ao integrar os festivais regionais em uma grande celebração nacional da criatividade.

Troféu Cachorro Caramelo

A 1ª edição do Festival contou com 12 categorias, que representam os principais formatos de comunicação do mercado, como TV/Cinema, Digital, Design, OOH e Promoção, entre outras. A cerimônia, realizada de forma 100% online, reforçou o caráter inovador e democrático da premiação que visa incentivar, reconhecer e enaltecer a criatividade das agências de propaganda no Brasil.

Foram premiadas 36 campanhas de 17 agências dos cinco estados participantes – Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte –, sendo que o ranking das cinco mais premiadas foi liderado, respectivamente, pela Avesso (PE), Bolero (CE), Ampla (PE) 80 20 Marketing (MS) e Art&C (RN).

O Grand Prix Agência do Ano foi conquistado pela Bolero Comunicação (CE), pela campanha Brasil Distópico, criada para a Mídia Ninja, e que destaca a guerra e a manipulação dos fatos com coragem, reforçando o papel vital do jornalismo livre e comprometido com a verdade. O trabalho ganhou forte repercussão e reconhecimento nacional e até internacional.

Outras categorias premiadas foram TV Cinema/Varejo, com a campanha ‘Dê Sentido aos seus Sonhos’, criada pela Avesso (PE); TV/Cinema Institucional, cuja vencedora foi a 80 20 Marketing (MS) pela campanha ‘Ruído Branco’, focada no combate à dengue; Rádio Varejo, a campanha para a Rede Mais de Supermercados criada pela Art&C (RN); Rádio Institucional, na qual a vencedora foi a Bolero Comunicação, com a campanha de comemoração dos 25 anos do Crediamigo do Banco do Nordeste; Impresso, com ‘Brasil Distópico’, que rendeu o Grand Prix para a Bolero; Promoção e Ativação, categoria na qual a Ampla Comunicação (ES) foi vencedora com a campanha ‘Notinha Rosa’, sobre o Outubro Rosa; Design, categoria cuja vencedora foi a Ganda.Lab (PE) pela campanha ‘Sem Mangue Sem Beat’, voltada à defesa da Reserva Extrativista do Rio Formoso; OOH/Mídia Exterior, categoria cuja vencedora foi a Criola (RN), com campanha de alerta ao glaucoma; Digital Online/Filme digital, cuja premiada foi a agência Fácil (RN), com campanha Lendas Alvinegras, que destacou uma partida disputada pelo Grêmio na Copa do Brasil com foco na inclusão social; Campanha de varejo, vencida pela Avesso (PE) com campanha criada para a Tupan Home Center; Campanha Institucional, categoria na qual a Ampla (PE) se destacou com a campanha de lançamento dos novos biscoitos da Richester, e a categoria Case de Sucesso, cuja vencedora foi a EBM Quintto Comunicação (CE), com campanha desenvolvida para o governo do Ceará de combate à violência contra as mulheres.

A lista completa das agências premiadas, categorias e respectivas campanhas pode ser conferida no site oficial da premiação:
Link

Para 2026, o Festival já tem confirmada uma abrangência maior, com a participação de campanhas de Minas Gerais, Bahia, Pará e Rio Grande do Sul, avançando na proposta de alcançar, gradualmente, agências de todo o território nacional associadas a um Sinapro.

O grande símbolo da premiação é o “Troféu Cachorro Caramelo”, ícone da cultura brasileira que representa diversidade, criatividade e resiliência — valores que refletem a essência da propaganda nacional.