Alunos de Publicidade e Propaganda da Unitau inauguram o canal ‘Fala Bixo’

O produto será disponibilizado gratuitamente no Youtube e irá abordar o Universo da Publicidade e Propaganda

Os estudantes do primeiro semestre de Publicidade e Propaganda da Universidade de Taubaté (Unitau) resolveram ‘brincar’ de agência e criaram o canal ‘Fala Bixo’, para falar sobre o universo publicitário no Brasil. O primeiro vídeo saiu nesta sexta-feira, 23, às 12h.

O termo ‘brincar’ deve-se ao fato do canal ter surgido como uma sugestão de trabalho na aula de Teorias e Técnicas de Publicidade, ministrada pelo Prof. Me. Carlos Santis, mas logo de cara os alunos assumiram a responsabilidade não só de mostrar boas notas, mas de criar o que poderá ser um dos maiores canais sobre o universo publicitário no Brasil.

Ricardo Galéas é aluno do curso e tem um canal sobre curiosidades do mundo na plataforma há mais de quatro anos, e diz estar empolgado com a estreia, que será feita nesta sexta-feira, dia 23.“O canal possui um conteúdo diferente no Youtube, que não é muito abordado, e se ocorrer tudo dentro do planejado, pode ser algo muito bom para todos nós”, disse o estudante.

O Prof. Me. Carlos Santis, o responsável pelo projeto na sala de aula, conta como a ideia surgiu e imagina como poderá ser o futuro do canal. “Sugeri o canal para que os alunos tivessem a oportunidade de trabalhar na prática, aplicando o que vemos em sala, fora que é uma oportunidade de se mostrar para o mercado. Pode virar uma fonte de informações sobre Publicidade, sobre o curso, sobre o mercado”, falou o docente.

O primeiro vídeo está disponível no canal do ‘Fala Bixo’ no Youtube. Todas as sextas-feiras, às 12h, tem vídeo novo. Basta acessar o link https://www.youtube.com/channel/UCjEsw3IgRIAasL8usiIsKEw, se inscrever no canal, deixar o seu like e seguir o ‘Fala Bixo’ nas redes sociais.

Facebook: https://www.facebook.com/falabixopp/
Instagram: https://www.instagram.com/falabixo/ (@falabixo)

Fonte: Agência Fala Bixo – Caio Tebassi

Gloria Kallil fará palestra em Taubaté

Gloria Kallil é a convidada do Brain Fitness de março

Autora de seis livros, a jornalista e consultora de moda estará no Taubaté Shopping na terça-feira (27)

A autora de best-sellers de moda e comportamento, Gloria Kalil, é a convidada do mês do Brain Fitness, que acontece na terça-feira (27), às 20h30, no Taubaté Shopping.

A jornalista, empresária e consultora de moda, participará de um bate-papo sobre comportamento em redes sociais e no mercado de trabalho, tema de seu mais recente livro, “Chic Profissional – circulando e trabalhando em um mundo conectado”. No painel, Gloria, que é referência em elegância no Brasil, falará também sobre moda e sobre sua carreira.

Brain Fitness com Gloria Kalil acontece no hall do Moviecom Cinemas do Taubaté Shopping e tem entrada gratuita. O livro estará sendo vendido durante o evento e após o bate-papo haverá sessão de autógrafos.

Brain Fitness

O Brain Fitness é um evento cultural mensal realizado pelo Taubaté Shopping, Livraria Leitura e Almanaque Urupês que tem como missão incentivar o hábito da leitura e estimular o mercado consumidor de produtos e serviços da nossa indústria cultural. A ação teve início em 2017 e já trabalhou temas como “Harry Potter”, “Star Wars”, “Booktubers”, entre outros.

Fonte: Communicare – Camila Dezze

Coluna Propaganda&Arte

Pense com Rodin, o futuro da escultura está ameaçado?

Todos nós já tivemos alguma experiência com a 4ª arte: a escultura. Com tantos avanços das impressoras 3D, será que o trabalho de escultor está ameaçado?

Você pode não ser um expert na história da escultura (também não sou), mas com certeza você já viu “O pensador” de Auguste Rodin, uma escultura em bronze de 1904 que se encontra hoje na França, e continua lá, pensando nas questões interiores e talvez no seu futuro.

O Pensador – Rodin

Quando criança, fomos introduzidos ao mundo dos volumes através de brinquedos e massas de modelar. Uma brincadeira que pode um dia até se tornar trabalho, quem sabe desenvolvendo personagens fantásticos para o próximo filme de Guilhermo Del Toro, já imaginou?

A notícia de que impressoras avançadas estão construindo as mais diversas ferramentas, sapatos, próteses e até casas, demonstra que o trabalho do escultor está passando por uma grande mudança. Por um lado, essa tecnologia pode trazer facilidades, por outro irá democratizar a criação de peças em três dimensões, desvalorizando-as.

Será que todo o processo criativo de selecionar um material, seja bronze, mármore, madeira ou argila, até a concepção do objeto, da cena e todo o know-how artístico irá ser substituída por programas? Se isso acontecer, irá revolucionar não só o mundo da arte, mas do mercado como um todo. Se hoje podemos “imprimir” uma casa em 24 horas, o que dizer das obras de arte?

Quem sabe em um futuro muito mais próximo do que você imagina, poderemos selecionar uma obra-prima, como essa de Rodin, e mandar imprimir em casa para decorar a sua sala. Ou então, mandar imprimir a casa toda, já com os móveis e a decoração 100% pronta.

Coluna “Discutindo a relação…”

Você sabia que a propaganda nem sempre foi criativa?

É verdade!

No início da revolução industrial a propaganda era usada basicamente para informar as pessoas de que os produtos, agora padronizados e produzidos em série, existiam e estavam a disposição dos consumidores. A propaganda, neste momento, era basicamente informativa pois quase tudo era absolutamente novo.

Com a proliferação dos métodos e recursos de produção industrial começou a surgir a concorrência entre produtos similares, semelhantes, que ofereciam os mesmos benefícios para quem os comprasse e utilizasse. Aí surge a necessidade de a propaganda começar a criar diferenciais para tais produtos. Era preciso algo mais do que simplesmente informar.

Aí a propaganda parte para a persuasão, para o encantamento e, portanto, passa a buscar elementos criativos. Ela passa a ser criativa.

Olha o que o Carlos Domingos escreveu sobre isso em seu famoso livro “Criação sem pistolão – Segredos para você se tornar um grande criativo”:

“Depois da Revolução Industrial, o mundo assistiu ao lançamento de milhares de produtos novos. A geladeira, o automóvel, o liqüidificador, o creme dental, a margarina e produtos de beleza passaram a ser vendidos em larga escala. Como tudo era novidade, bastava mostrar o produto, dizer para que ele servia e pronto: as pessoas iam correndo comprar. Por isso os anúncios eram óbvios, diretos, sem qualquer criatividade. Por ser praticamente educativa, a propaganda introduziu na sociedade novos hábitos de higiene, saúde, beleza e cuidados com o lar. Foi ela que ensinou, por exemplo, as crianças a escovar os dentes.

Essa situação começou a mudar na segunda metade do século 20. Os produtos deixaram de ser novidade e foram surgindo diversos concorrentes no mercado. A pergunta do consumidor não era mais “por que preciso de uma geladeira?”, mas sim “qual geladeira eu devo comprar?”Descobriu-se que o produto que tinha a imagem mais simpática junto ao consumidor levava vantagem no ponto-de-venda. E para ter imagem simpática era preciso uma comunicação simpática. Foi por isso que surgiu a propaganda criativa: para ganhar a preferência do consumidor, diferenciar os produtos e construir a imagem das marcas.”

Sem o correto e adequado uso da criatividade é impossível, atualmente, conseguir a atenção e a simpatia dos consumidores.

A gente pode dizer que a propaganda moderna, criativa e estratégica é consequência da revolução industrial e da
concorrência.

E aqui no Brasil?

A grande virada criativa da propaganda brasileira ocorreu nos anos 1960. Até então ou se reproduzia ou se copiava o que era feito nos países sedes dos grandes anunciantes. Mas um grupo de publicitários brasileiros resolveu mudar isso e propor uma linguagem criativa que tivesse mais ligação com o jeito de ser do brasileiro.

Veja o que ecreveram Daniela Regina da Silva e Jairo de Araújo Lopes em “Publicidade no Brasil: novos caminhos, novas linguagens”:

“Para a publicidade, a década de 1960 foi revolucionária. Muitas mudanças ocorreram e outras práticas se consolidaram. O primeiro ponto a ser destacado é a criatividade reconhecida pelo ramo como fundamental. Houve a integração entre redação e arte e a valorização de profissionais versáteis que criam para diferentes mídias. Com relação à linguagem, houve a mudança de ênfase dos apelos racionais para os apelos emocionais.”

Essa mudança fez com que a propaganda brasileira se destacasse no cenário mundial nas décadas seguintes e possibilitou que o Brasil seja, atualmente, uma das três maiores potencias criativas da propaganda mundial, ganhando prêmios nos principais festivais internacionais de criatividade publicitária.