Um ano de consolidação: grandes eventos movimentam a economia e o turismo de São José dos Campos em 2025

Agenda de shows e iniciativas tradicionais como Festidança, Festivale, Revelando SP e Mais Gastronomia mostram a força do lazer e da cultura no turismo da cidade

O público de São José dos Campos e região comprovou em 2025 que a cidade é um polo consolidado de grandes eventos, que oferecem lazer e cultura, movimentando a economia e o turismo. Das Folias de Reis de janeiro às Caravanas do Natal Iluminado em dezembro, foi um ano com atrações para todos os gostos.

Esportes e encontros voltados à inovação e tecnologia também se destacam no calendário da cidade. “Um calendário de eventos tão diversificado impulsiona a economia, fortalece a cultura local e ajuda a promover a cidade como um destino turístico atrativo. São José tem uma infraestrutura diferenciada e oferece experiências únicas para públicos variados, o que a torna um polo regional de entretenimento”, afirma Maurício Guisard, presidente do Destination SJC.

Retrospectiva 2025

O Festivale (Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba) chegou a 39ª edição com 50 espetáculos de cinco estados, entre eles 26 selecionados entre 319 inscritos, além de oficinas e ações formativas. O evento contou com a presença de nomes de peso como os atores Othon Bastos – que aos 92 anos interpretou seu primeiro monólogo, escrito e dirigido por Flávio Marinho – e Dan Stulbach, protagonista de “O Mercador de Veneza”, clássico de William Shakespeare. Com mais de 500 profissionais atuando nos bastidores e público de cerca de 30 mil espetadores, forma dez dias de celebração às artes cênicas.

Com 186 coreografias de 18 cidades brasileiras, a 35ª edição do Festidança, um dos maiores festivais de dança do país, teve a volta ao formato competitivo, com o objetivo de incentivar a criação coreográfica e o intercâmbio cultural profissionais de todo o território nacional. Dez espaços públicos receberam as atividades, do clássico até o contemporâneo e o urbano, com destaque para espetáculos do Ballet Stagium, da Curitiba Cia de Dança e da Cia de Dança de São José dos Campos.

Em junho, a 7ª edição do Festival Mais Gastronomia registrou recorde de público, com 51.140 visitantes no Parque Vicentina Aranha, consolidando o festival como um dos maiores eventos culturais e gastronômicos do interior paulista. Foram seis dias com dezenas de atrações culturais e sabores de 38 operações gastronômicas.

Música

Nomes de destaque da música nacional, como Zeca Pagodinho, Zé Ramalho, Barão Vermelho, Belo, Alexandre Pires, Biquini Cavadão, Ira!, Pitty, Alok, André Frateschi, Dado Villa-Lobos, Olodum, Jorge & Mateus, Paulo Ricardo, Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii passaram pelos palcos do Sesc, Sesi, Farma Conde Arena, Vale Rodeio e Palácio Sunset.

O Festival Sesc Jazz voltou à cidade com Luedji Luna, Alaíde Costa, e as atrações internacionais Tigran Hamasyan, Alogte Oho and His Sounds of Joy e Sélène Saint-Aimé. O público de São José teve a oportunidade de assistir a um dos últimos shows de Lô Borges, falecido em novembro, na Festa do Mineiro, podendo reverenciar o ícone do Clube da Esquina.

O Parque da Cidade recebeu o Revelando SP, dentro da programação de aniversário dos 258 anos de São José dos Campos, que teve como ponto alto da festa o show de Renato Teixeira. Maior evento de valorização das culturas tradicionais paulistas, o Revelando SP reúne 162 participantes de 77 municípios e 13 regiões do estado, com representações em artesanato, culinária e manifestações culturais. Balanço da prefeitura indicou um público de 130 mil pessoas nos quatro dias de atividades, um aumento de mais de 30% em relação à edição de 2024.

 

A dobradinha literatura e música foi destaque em dois eventos tradicionais: a 4ª edição do festival Elos da Língua, em São Francisco Xavier, reuniu o vencedor do Prêmio Jabuti Jeferson Tenório, Xico Sá, Juca Kfouri, as cantoras Monica Salmaso e Ceumar, e o músico André Mehrami, enquanto a 11ª Flim (Festa Literomusical) focou na literatura infantojuvenil, na formação de leitores e na valorização da produção local.

Esporte

As corridas de rua conquistam cada vez mais adeptos, de dentro e fora da cidade. Em 2025, a prefeitura promoveu a 1ª Maratona de São José, com a participação de mais de 4.000 atletas de três países, 20 estados e 164 municípios. Outras 23 provas completaram a agenda de 2025, que se encerra com a Corrida da Virada Joseense, em 31 de dezembro.

Além disso, equipamentos esportivos como a Farma Conde Arena, Teatrão, Martins Pereira e Linneu de Moura receberam algumas das principais equipes profissionais do país em disputas de basquete, vôlei, futsal e futebol.

Inovação e tecnologia

O PIT (Parque de Inovação Tecnológica) de São José dos Campos sediou o Tech Valley Summit, a Innovation Week e o Summit Mulheres que Inovam, com debates sobre tecnologia 4.0, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento regional.

A Semana de Design DWalk, Construvale, Expo Turismo, Expo Comics, SAE Brasil AeroDesign e Vale Ink Tatoo são outros exemplos da variedade de eventos que movimentaram a cidade durante o ano.

Sobre o Destination SJC

O Destination São José dos Campos é uma entidade sem fins lucrativos que trabalha para ampliar o volume de negócios e o mercado turístico na cidade por meio da realização de eventos e do apoio aos associados do setor, promovendo a melhoria dos serviços e atendimento aos visitantes. Como Convention & Visitors Bureau de São José dos Campos, congrega associados que representam segmentos dos setores hoteleiro e gastronômico, de comunicação e marketing, tecnologia da informação, comércio e imobiliário. O Destination São José dos Campos tem como objetivo aumentar o fluxo de visitantes e seu tempo de estadia na cidade, organizando, promovendo e apoiando ações, produtos e serviços turísticos em São José dos Campos e região, como o Mais Gastronomia – um dos mais celebrados festivais gastronômicos da cidade.

Fonte: CABANA | Filipe Manoukian

Metade das startups brasileiras não sobrevivem aos desafios

O investidor anjo e mentor empresarial, Luis Namura*, acredita no potencial desse ecossistema e aponta caminhos para o sucesso.

O ecossistema de startups brasileiro cresce em visibilidade, mas ainda enfrenta um desafio estrutural preocupante: metade das startups não sobrevive nos primeiros anos de operação. Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, dentre 18.458 startups cadastradas na plataforma Sebrae Startups, 56,56% delas não possuem faturamento no Brasil.

Conhecido como “vale da morte”, esse é o período em que a startup enfrenta dificuldades financeiras, pois ainda não consegue gerar receita suficiente para atingir o ponto de equilíbrio. Ele é marcado por um fluxo de caixa negativo, onde a empresa gasta mais do que recebe, e é uma das principais causas de falha de startups, com dados indicando que 25% das empresas fecham no primeiro ano e 50% até o quarto ano. Esse momento crítico se inicia logo após a criação da empresa e se estende até que ela consiga atingir a lucratividade, ou seja, o ponto de equilíbrio em que as receitas cubram todos os custos operacionais.

O mentor empresarial Luis Namura, em sua participação no Explaining Brazil Podcast sobre Startups na América Latina, gravado durante sua participação no Brazil Summit, em Nova Iorque, destacou os principais desafios para manter de pé o ecossistema, que são a tecnologia, o treinamento de equipes e especialmente a força-tarefa que precisa ser feita para driblar a concorrência. Confira a entrevista na íntegra no link.

Namura é um investidor anjo desde 2015 e acredita que não basta apenas colocar dinheiro em uma startup “É preciso apostar em ideias inovadoras, acreditar nas pessoas certas e agregar valor com conhecimento e experiência. Minha jornada começou de um jeito criativo, mostrando que para entrar no mundo das startups, é preciso mais do que seguir o caminho óbvio. É pensar fora da caixa”, explica.

Pela Lei Complementar nº 182/2021 (Marco Legal das Startups), no Brasil uma empresa pode ser formalmente considerada uma startup se:

● Tiver até 10 anos de inscrição no CNPJ.
● Ter faturamento anual de até R$16 milhões.
● Declarar em seus atos constitutivos a intenção de atuar com inovação.

As startups têm características bem particulares que as diferenciam das demais empresas, como inovação, modelo de negócio escalável, atuação em um ambiente de incertezas, uso intensivo de tecnologia, busca por conhecimento acelerado e financiamento externo.

Apesar dos inúmeros desafios, empresas brasileiras como Nubank e iFood, que começaram como startups, se transformaram em verdadeiras potências. A primeira criou um banco digital que oferece serviços financeiros sem burocracia, cartão de crédito sem anuidade, aplicativo fácil de usar e atendimento digital. Com o crescimento acelerado, tornou-se o maior banco digital independente do mundo e abriu capital na Bolsa de Nova Iorque. Já a outra criou uma plataforma de delivery de comida, que otimiza a logística e facilita os pedidos via app, alçando a liderança no setor em toda América Latina.

“Coincidentemente, o investimento em inovação e tecnologia, associado ao compromisso de atender as necessidades de uma grande parcela da população, foi fator determinante para que essas empresas conquistassem a liderança em seus segmentos de atuação. Novas possibilidades de negócios podem ser criadas a qualquer momento para quem tem um olhar atento às dores dos clientes. E, de repente, torna-se possível avistar uma lacuna aberta onde o concorrente não deu atenção”, finaliza o mentor Luis Namura.

*Sobre Luis Namura:

Luis Namura, CEO do grupo Vitae Brasil, holding com 1200 funcionários em 5 verticais: Educação, Saúde, Meio Ambiente & Energia, Marketplace e Startups. É formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), uma das mais prestigiadas escolas de engenharia do país, especialista em Marketing e Administração de empresas, com MBA em franchising pela Louisiana State University, MBA em Vendas, Marketing e Geração de Valor pelo Grupo Primo e MBA Macroeconomia & Portfólio Management pelo Grupo Primo (cursando).

Distritos de mídia: o pulsar vibrante das cidades e a transformação urbana inspirada pela Teoria da Janela Quebrada

por Fabi Soriano*

Imagine uma cidade que pulsa, que respira modernidade e que convida as pessoas a viverem sua melhor versão. Assim são os distritos de mídia espalhados pelo mundo: Times Square, Piccadilly Circus, Shibuya Crossing, a Free Zone em Seul – verdadeiros ícones urbanos que não apenas refletem a essência da publicidade exterior, mas também revitalizam e redefinem o que é viver em um centro urbano moderno.

Esses espaços são mais do que aglomerações de painéis luminosos. São corações pulsantes das cidades, pontos de encontro entre criatividade, tecnologia e cultura. E, se você olhar com atenção, eles contam uma história poderosa sobre transformação.

Segundo a Teoria da Janela Quebrada, ambientes que demonstram cuidado e organização desencadeiam comportamentos positivos. Quando uma janela quebrada é consertada rapidamente, passa-se a mensagem de que aquele espaço importa – e, com isso, cria-se um ambiente onde as pessoas se sentem seguras, respeitadas e parte de algo maior.

Agora, pense nos distritos de mídia! Antes de Times Square se tornar o epicentro da energia nova-iorquina, era um lugar degradado, com ruas que muitos evitavam. Com planejamento, criatividade e investimentos em OOH (out of home), ela se tornou um ícone global. Hoje, Times Square recebe milhões de turistas por ano e gera uma economia bilionária para a cidade. Isso não é magia; é a força de como um ambiente visualmente impactante pode transformar um local.

A publicidade exterior, em seus formatos mais tecnológicos e criativos, é muito mais do que uma ferramenta para marcas. Ela é um termômetro do progresso das cidades. Cidades que valorizam o OOH entendem que ele é, ao mesmo tempo, um espelho e uma vitrine. Ele reflete a inovação, o dinamismo e a pulsação da vida urbana. E, ao mesmo tempo, é uma vitrine que conecta as pessoas com o que há de mais novo e relevante – desde grandes marcas até manifestações artísticas.

Piccadilly Circus, em Londres, é um exemplo claro disso. O cruzamento, com seus painéis que dialogam com o público em tempo real, é muito mais do que uma área de publicidade: é uma plataforma que projeta Londres como uma capital criativa, diversa e inovadora.

Já em Shibuya, Tóquio, a convergência de luzes, sons e movimento é uma celebração da vida urbana. É um lembrete de que a publicidade OOH não é invasiva – ela é a trilha sonora visual das cidades que não dormem, que sonham alto e que inspiram o mundo.

Agora, o Brasil entra no jogo com a criação do distrito de mídia em Curitiba. Um projeto ousado que promete transformar três quadras centrais em uma espécie de Times Square brasileira. Esse espaço será muito mais do que um centro de publicidade: será um palco para o talento brasileiro, um ponto de convergência entre marcas, cultura e inovação.

A criação de um espaço vibrante e atrativo como um distrito de mídia pode trazer benefícios que se espalham como ondas: mais turismo, mais movimentação econômica, mais orgulho para os moradores e mais segurança natural pela ocupação positiva do espaço público.

Quando olhamos para os grandes distritos de mídia do mundo, percebemos que eles não são apenas pedaços de cidade iluminados por LEDs. São símbolos de progresso, criatividade e do poder que as cidades têm de se reinventar.

Curitiba agora tem a oportunidade de dar esse salto. De criar um espaço que inspire, que atraia pessoas, que conecte marcas às histórias que queremos contar. Porque, no fim, distritos de mídia não são apenas sobre publicidade. São sobre imaginar o futuro e ter coragem de construí-lo.

E você, está pronto para enxergar nossas cidades brilhando com todo o seu potencial?

*Fabi Soriano é diretora executiva da Central de Outdoor

Coluna Propaganda&Arte

Cerveja Sol e Climatempo: Previsão de Marketing criativo

Por R. Guerra Cruz

No competitivo mercado brasileiro de cervejas, destacar-se exige inovação e estratégias que conectem a marca ao cotidiano dos consumidores.

A Cerveja Sol e o Climatempo exemplificaram essa abordagem ao transformar a previsão do tempo em uma oportunidade de engajamento para os amantes de uma boa cerveja ao sol.

Essa ação pode ser tecnicamente definida como Real-Time Marketing, pois aproveita dados em tempo real (previsão do tempo) para criar uma comunicação contextualizada e relevante.

Além disso, incorpora elementos de Brand Experience e User-Generated Content (UGC), já que a campanha se baseia no comportamento espontâneo dos usuários ao compartilhar imagens de dias ensolarados.

A Estratégia

A parceria consistiu em integrar a marca Sol às previsões meteorológicas do Climatempo (site que mostra a previsão do tempo).

Sempre que a previsão indicava um dia ensolarado em determinada região, a interface do site e do aplicativo do Climatempo exibia a marca da Cerveja Sol ao lado das informações climáticas.

O conceito era simples e direto: “Se tem sol, tem Sol!”.

Além disso, a campanha brincou com um insight poderoso do mundo digital: toda vez que alguém posta uma foto de um dia ensolarado, sem querer está fazendo uma “publi” gratuita para a marca.

Para ficar na cabeça: igual sol

A grande sacada da campanha foi aproveitar um momento de alta relevância para o público: a consulta à previsão do tempo.

Muitas pessoas acessam o Climatempo para planejar passeios, viagens ou encontros ao ar livre. Ao inserir a Cerveja Sol nesse contexto, a marca se associou diretamente à ideia de lazer e descontração.

Call to Action e Expansão da Experiência

Além da inserção visual, o Climatempo adicionou um call to action (link para site) que direcionava o usuário para um vídeo promocional da Cerveja Sol no Youtube.

Esse vídeo agradecia e reforçava a conexão da marca com momentos de sol e alegria, incentivando o consumo responsável em ocasiões de lazer.

Dessa forma, a campanha se apropria de um comportamento natural das redes sociais e transforma o próprio consumidor em um embaixador espontâneo da marca.

No vídeo, a marca reforça a brincadeira de que toda vez que alguém compartilha uma foto do céu azul ou de um dia ensolarado, está promovendo a Sol sem perceber.

O Mercado de Cervejas no Brasil e a Posição da Sol

O Brasil é o terceiro maior mercado de cervejas do mundo, com um volume total de 139 milhões de hectolitros em 2015 e um consumo per capita de 61 litros em 2016.

O mercado brasileiro é dominado por grandes empresas, como AmBev, Grupo Petrópolis e Heineken.

A Cerveja Sol, pertencente ao portfólio da Heineken Brasil, está entre as marcas comercializadas pela empresa no país.
Embora a Sol não esteja entre as marcas mais vendidas do país, ela se posiciona como uma opção premium dentro do segmento de cervejas leves, competindo diretamente com rótulos que associam sua identidade ao prazer de beber ao ar livre.

Essa diferenciação estratégica permite que a marca explore nichos específicos e construa uma conexão mais emocional com o consumidor.

Uma ideia “brilhante”

A parceria entre Cerveja Sol e Climatempo é um excelente exemplo de como a publicidade pode se integrar ao dia a dia do consumidor de forma criativa e relevante. Ao unir dados meteorológicos com estratégias de branding e insights do comportamento digital, a marca conseguiu transformar um hábito comum em uma oportunidade de engajamento e conversão.

Mais do que uma simples ação de marketing, essa iniciativa provou que o sol pode ser aproveitado de diversas formas – seja para gerar energia, inspirar ideias “brilhantes” ou até mesmo fazer uma boa propaganda.