Pesquisa aponta crescimento de 11% das redes sociais

Número de usuários de redes sociais crescerá mais de 11% no Brasil até final de 2025

Uma pesquisa da plataforma Statista, feita no segundo semestre deste ano, revelou que o Brasil aparece em quinto lugar no ranking dos países em que o crescimento de usuários de redes sociais irá ser ainda mais significante após este ano de quarentena.

Divulgada pelo Cuponation, sistema de descontos online, o estudo aponta que entre 2020 e o final de 2025 o aumento de usuários brasileiros em todas as mídias será em torno de 11,59%, passando para 157.85 milhões de indivíduos ativos no fim da projeção.

No início deste ano, o Cuponation havia realizado essa mesma pesquisa, revelando que até 2023 essa estimativa seria de 20%. À época, os usuários brasileiros se posicionavam em média em 95 milhões, e chegariam a 114.5 milhões.

No entanto, com a chegada da pandemia, as suposições mudaram: com os brasileiros dentro de casa e com menos tarefas do dia a dia para realizar na quarentena, a população digital das redes sociais bateram recordes de 141.45 milhões de pessoas ativas apenas na metade de 2020 – o que representa um aumento de quase 40% acima da projeção.

Dentre as 20 nações presentes na primeira pesquisa citada, China ocupa o topo do ranking com 926.84 milhões de pessoas conectadas atualmente, e a previsão para daqui 5 anos é que esse dado seja de 1. 135.13 milhões. Veja a pesquisa completa no infográfico interativo do Cuponation.

Índia e Indonésia são os países que estão em segundo e terceiro lugares da lista, com estimativas de 490.3 milhões e 256.11 milhões para o final do levantamento. Canadá ocupa o último lugar, com projeção de 32.07 milhões de pessoas.

Fonte: Comuniquese – Giovanna Rebelatto

Confira o levantamento realizado pela Rakuten Advertising

Black Friday 2020: Metade dos brasileiros é influenciada por cupons e cashback

Levantamento realizado pela Rakuten Advertising mostra que ações promocionais de marca na web visando as principais datas do varejo do último trimestre deste ano serão fundamentais na decisão de compra dos consumidores

Com a pandemia da Covid-19, os hábitos dos consumidores pelo mundo mudaram consideravelmente. No Brasil, não foi diferente com as plataformas online se transformando na primeira opção de compra de muitos brasileiros, com muitos deles experimentando o e-commerce pela primeira vez. Essa mudança de comportamento deve impactar as estratégias das marcas na web, especialmente no último trimestre do ano, período que contempla duas das principais datas do varejo: a Black Friday e o Natal. Entre as apostas com grandes chances de retorno está o investimento em ações de marketing e publicidade digital, com destaque para sites de cupons e programas de cashback. Isto é o que aponta a pesquisa global O Caminho para a Retomada: os Picos de Venda para 2020 Repensados, realizada pela Rakuten Advertising e que ouviu 8 mil pessoas ao redor do globo, sendo mil no Brasil, entre os meses de junho e julho deste ano.

O estudo buscou entender quais foram os primeiros impactos no comportamento de compra das pessoas diante da pandemia e quais as expectativas para outubro, novembro e dezembro. De acordo com o levantamento, 50% dos brasileiros são influenciados por cupons e cashback. Outra descoberta relevante é que a maioria é sugestionável quando o assunto é a publicidade neste tipo de data promocional: 56% estão abertos, a depender do tipo, 38% estão abertos, independente da forma e 6% não estão abertos. É importante ressaltar que 86% dos consumidores disseram que pretendem continuar comprando online na Black Friday e no Natal, sendo que 31% planejam fazer isso usando um dispositivo móvel.

Portanto, investimentos em publicidade e marketing digital nunca foram tão fundamentais para as empresas. Nesse contexto, o marketing de afiliados virou uma das principais ferramentas para o enfrentamento da crise diante da pandemia, assim como uma tática bastante relevante para ganhar escala na Black Friday e Natal. “Com as pessoas navegando mais tempo pela internet nesta pandemia, o marketing de afiliação é extremamente atrativo para as empresas enfrentarem este período de alta do varejo. Sabemos que a Black Friday deste ano será muito maior que todos os outros anos devido a esta grande migração das pessoas que passaram a optar pelas compras online via celular ou PC. Os cupons e cashback são algo que realmente influenciam os brasileiros no momento da compra. Por isso, as marcas devem olhar para estratégias deste tipo ”, explica Luiz Tanisho, VP Global e country manager da Rakuten Advertising no Brasil.

Cupons e cashback e os benefícios para as marcas
É preciso ressaltar que o levantamento apontou para um significativo aumento das vendas online no Brasil desde o início da pandemia e que mesmo o país vivendo um momento incerto com relação aos próximos passos da economia, 69% dos brasileiros não diminuiriam o cenário de gastos planejado nestas datas promocionais, mesmo se voltassem a um isolamento mais rígido.

Mas isso não significa que o consumidor brasileiro saia comprando sem antes fazer uma avaliação. Na verdade, ele é mais motivado e influenciado quando deparado com algum tipo de benefício, seja um desconto, uma parte do dinheiro de volta, frete grátis, etc. isso porque é um momento de bastante atenção aos gastos e toda economia é válida.

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Segundo a pesquisa, 43% dos consumidores são motivados pelo frete grátis para realizarem sua compra no e-commerce. Também já citamos que 50% dos respondentes disseram que são influenciados por cupons e cashback, mas o mais interessante é que somente 20% responderam que sofrem influência quando tem extrema necessidade para comprar algo e 14% acabam realizando uma compra quando recebem o salário. Ou seja, sites de cupons e cashback são muito mais eficazes quando o assunto é influenciar uma decisão de compra.

Um exemplo de site especializado em descontos com cupons e cashback que faz parte da rede da Rakuten Advertising no Brasil e que tem tido um desempenho muito acima da média diante deste novo cenário de alta das compras na web é o Cuponomia, que apresentou um crescimento considerável de vendas em diversos segmentos desde o início da pandemia.

A categoria de celular e smartphone, por exemplo, cresceu mais que três vezes desde março, com aumento de 359%, outra categoria que também registrou aumento foi a de cursos e aulas, com 224% de aumento nas vendas. Outros setores que dobraram o número de vendas no período foram informática (126%), farmácias (118%), utilidades domésticas (118%), animais e pet (89%) e alimentos e bebidas (78%).

“Acredito que as vendas offline têm migrado para o online por conta do isolamento. Isto deve modificar a forma como os consumidores estão acostumados a comprar. Esse período também reforça a necessidade de economia. As ofertas com cupons e cashback surgem como opções para comprar de forma consciente e poupar dinheiro”, afirmou o diretor de marketing do Cuponomia, Ivan Zeredo.

Para ter acesso ao relatório completo acesse aqui.

Metodologia da pesquisa
A Rakuten Advertising conduziu um questionário online em junho e julho de 2020, por meio da plataforma Qualtrix. Foram contabilizados 8.673 respondentes adultos (+18) , divididos em 12 regiões: (Reino Unido (1015), França (1025), Alemanha (1011), Brasil (1016), Austrália (511), Canadá (516), China (508), Hong Kong (532) Nova Zelândia (509), Singapura (508), Coreia do Sul (507) e Estados Unidos (1015).

Fonte: VIANEWS Hotwire – Thalita Arifa

Marcas Mais Valiosas do Brasil de 2020 crescem 4% e totalizam US$ 55,7 bilhões

Itaú assume a primeira colocação no ranking BrandZ Brasil 2020 e se mantém estável no valor de marca, mesmo com cenário adverso

São Paulo, 3 de setembro de 2020 – A Kantar e a WPP lançam hoje o novo ranking Brandz Brasil com as 25 Marcas Mais Valiosas de 2020, em parceria com o jornal Meio & Mensagem. Neste ano, mesmo diante de um cenário adverso gerado pela crise da Covid-19, as marcas brasileiras tiveram um incremento de 4%, somando US$ 55,7 bilhões de dólares no valor total das marcas.

Esse cenário adverso está representado nas Top 3 marcas do ranking:

O Itaú, com um valor de US$ 8.268 bilhões, assumiu a liderança e se manteve estável no valor de marca, declinando apenas 1% se comparado a 2019.

Skol, segundo lugar no ranking, com US$ 6.797 bilhões, e Bradesco, terceiro lugar, somando US$ 6.137 bilhões, também apresentaram queda em seus valores de marca quando comparados a 2019.

Confira o Top 10:

Ranking

Marca

Categoria

Valor de Marca    2020

(bi $)

Valor de Marca    2019

(bi $)

Variação do valor de marca

1

Itaú Instituição Financeira

8.268

8.368

-1%

2

Skol Cerveja

6.797

7.253

-6%

3

Bradesco Instituição Financeira

6.137

9.468

-35%

4

Magazine Luiza Varejo

5.111

2.287

124%

5

Brahma Cerveja

3.720

3.781

-2%

6

Globo Canais de TV

3.295

3.624

-9%

7

Antarctica Cerveja

2.558

2.672

-4%

8

Renner Varejo

2.273

1.903

19%

9

Amil Cuidados da saúde

2.050

1.840

11%

10

Sadia Bens de Consumo

1.637

1.339

22%

A batalha dos bancos para se manter no topo

Apesar de tomarem dois dos três primeiros lugares do ranking, as instituições financeiras enfrentaram uma batalha para se manter no topo. O contexto do negócio já estava sendo afetado antes mesmo da pandemia da Covid-19, com o governo diminuindo drasticamente a taxa de juros, e o avanço das fintechs – que cada vez mais estão ganhando espaço de forma bastante disruptiva.

“Nesse processo, muitas marcas investiram para mitigar esses danos, ao mesmo tempo que criaram campanhas e posicionamentos para se manterem como a escolha dos brasileiros”, diz Silvia Quintanilha, vice-presidente de atendimento da Kantar Brasil. Especificamente no caso dos bancos, apesar do contexto, o Itaú mantém o valor de seus ativos intangíveis, possibilitando sua chegada ao primeiro lugar pela primeira vez nos 14 anos do ranking.

Varejo e Bens de Consumo ganham destaque em 2020

Os destaques do ano foram os setores de Varejo e Bens de Consumo com crescimentos expressivos em relação a 2019 de 72% e 14%, respectivamente. “Marcas que saíram na frente com a experiência digital, inovação e relacionamento mais próximo com o consumidor conseguiram ter uma performance melhor, criando conexão com seu público”, afirma Silvia. “Neste período de pandemia, é importante que as marcas não se distanciem de seus consumidores. Quando a crise passar, quem estará na mente deles serão as marcas que se mantiveram presentes”.

Entre as marcas de Varejo, a Magazine Luiza aparece em quarto lugar esse ano, com US$ 5.111 bilhões em valor (+124%) e a Renner, na oitava posição, com crescimento de 19%, somando US$ 2.273 bilhões em valor de marca. A Magalu investiu em tecnologia dentro de casa – um grande diferencial competitivo – redes sociais e logística, melhorando a experiência do cliente e atraindo mais vendedores para o seu marketplace. Ela também possibilitou que pequenas e médias empresas pudessem ter acesso ao canal de distribuição da Magalu. A Magazine Luiza se reinventou saindo de um modelo de vendas de eletrodomésticos para um modelo de marketplace – concorrendo com Amazon. Hoje é o maior case de transformação digital e ominichannel no país.

Já no segmento de Bens de Consumo, a Sadia se destaca em décimo lugar com alta de 22%, totalizando US$ 1.637 bilhões em valor de marca, e a Seara, que teve um salto de 35%, se comparado a 2019, somando hoje US$ 827 bilhões em 18º lugar. Seara focou em sortimento de produtos de maior valor agregado e crescimento de volume. Ao longo de 2019, foram lançados mais de 80 SKUs (Stock Keeping Unit, ou Unidade de Manutenção de Estoque). Já a Sadia continua sendo a marca mais valiosa de alimentos, expandindo seu portfolio e linhas de produtos.

Metodologia do ranking Brandz Brasil:

O Brandz, ranking da Marcas Mais Valiosas do Brasil leva em consideração o valor financeiro (dados da bolsa e da Bloomberg) e o valor de contribuição da marca, que é a proporção do valor financeiro de uma marca gerado por sua capacidade de aumentar o volume de compra e carregar um premium price (metodologia Kantar).

Fonte: Tamer Comunicação – Karina Rodrigues

Marcas investem 20% mais em influenciadores, apesar de polêmicas

Pesquisa mostra que no primeiro semestre 90% das empresas ampliaram recursos destinados ao marketing digital

A postura dos influenciadores digitais na pandemia rendeu várias polêmicas e resultou no cancelamento de contratos milionários. Mas também serviu para abrir debate sobre o papel desse profissional, deixando claro que a ascensão desse formato de marketing digital continuará a crescer juntamente com as redes sociais. A tendência, contudo, é que se refine e se consolide. É o que revela pesquisa recentemente da Adaction e da Inflr, companhias especializadas em mídias digitais.

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De acordo com o estudo “Tendências para o Marketing”, na contramão do mercado, houve aumento de 90% nos recursos destinados para a internet. E as marcas investiram 20% mais em campanhas com influenciadores digitais. Um sinal desse movimento foi o incremento de receita da Inflr, que atingiu R$9,1 milhões durante a quarentena.

A startup, que nasceu justamente da necessidade de oferecer serviços especializados em ações com influenciadores digitais, desenvolveu a primeira plataforma que conecta anunciantes à influenciadores dentro de um marketplace.

Nela, os anunciantes promovem seus produtos e serviços utilizando a influência dos ‘famosos’ junto a seus seguidores nas redes sociais. A plataforma gera relatórios em tempo real com os dados de cada campanha, para que as marcas e agências não dependam de relatórios manuais, enviados pelos próprios influenciadores.

Já a Adaction atua como veículo de comunicação de mídia digital e também tem crescido pela grande procura pelo marketing de performance – estratégia do meio online focada na conquista de melhores resultados por meio do uso de dados.

“No primeiro levantamento que fizemos, em março, vimos uma retração forte dos investimentos como um todo, mas em seguida, houve a realocação de verba, com a adequação das campanhas para a nova realidade trazida pelo isolamento”, explica Thiago Cavalcante, sócio da Adaction e diretor de novos negócios da Inflr.

Após a queda de 60% dos investimentos em marketing ocorrida em março, houve uma retomada em abril (+14%), maio (+17%) e junho (+14%), sendo que, praticamente o total deste incremento está relacionado a campanhas via internet. “Os influenciadores têm mostrado papel fundamental no acesso dos consumidores a novos canais enquanto estão distantes das lojas físicas durante a quarentena”, diz Cavalcante.

Image by Paul Henri Degrande from Pixabay

Esse acolhimento fez a diferença, inclusive, quando o assunto é faturamento. De acordo com a pesquisa, quem não lançou mão de nenhuma ação via web, sentiu uma queda 20% maior das vendas no período mais crítico do isolamento.

Cavalcante lembra que esta é uma tendência que veio para ficar. “As pessoas estão cada vez mais conectadas. O marketing digital já supera 50% dos investimentos em campanhas por ser mais assertivo. As empresas estão agora descobrindo o poder do marketing de influência que deve se refinar e se consolidar”, complementa.

Segundo o especialista, é preciso, entretanto, que haja certa cautela nas campanhas com influenciadores para evitar que estas sejam vistas como invasivas pelo consumidor. “Uma boa campanha agrega soluções de inteligência artificial a influenciadores digitais. Nelas a tecnologia evita a superexposição e a sensação de que alguém está querendo tirar vantagem de um momento tão difícil para o país”, diz.

E destaca que, para isso, a inserção do influenciador deve ocorrer apenas no momento certo e com a mensagem corretamente adaptada a cada situação. “É um meio legítimo de publicidade que vai amadurecer”, avalia.

Até 2023, mais de 60% dos orçamentos em publicidade devem ser alocados para o ambiente online. Enquanto mercados mais maduros já estão consolidados, o Brasil ainda tem um espaço considerável para crescer tanto em acesso como nas mídias. O País já é o sétimo mercado do mundo em marketing digital e deve fechar o ano movimentando algo perto de US$ 18 bilhões nessas plataformas.

Fonte: Compliance Comunicação – Rachel Cardoso