Como dominar a publicidade de TV conectada

Por Guilherme Kapos*

Durante o último ano, os espectadores brasileiros se envolveram massivamente com a TV Conectada (CTV), e isso se reforça em uma pesquisa que li recentemente, realizada pela Smartclip, que mostra que aproximadamente 89% dos entrevistados já utilizam TV Conectada no Brasil. Essa tendência só deve crescer com a adoção de CTV prevista para aumentar até 2025.

Isso significa duas coisas: primeiro, a maior parte da população brasileira já vê valor em ter uma CTV; em segundo lugar, um número cada vez maior de pessoas, principalmente os jovens, assistirá à TV exclusivamente pela internet. Mas não termina aí. A conectividade com a internet abre a TV para inovações infinitas em termos de experiência, formatos e interatividade. Com a televisão tradicionalmente sendo a peça central da casa, muitas opções de entretenimento surgirão de maneiras que antes não podíamos imaginar.

A mesma coisa vale para os anunciantes mobile. A CTV vai oferecer oportunidades de comercializar seus aplicativos de uma forma que vai muito além do que eles se acostumaram durante a última década. Mas por onde começar? Como descobrir se vale a pena? E quais são as oportunidades para explorar no momento? As respostas podem ser encontradas nos insights abaixo.

Comprando anúncios de CTV

Ao comprar anúncios de CTV, os profissionais de marketing mobile descobrirão que têm uma vantagem, pois já estão familiarizados com o formato programático pelo qual, de acordo com o eMarketer, pelo menos 60% do inventário de CTV nos EUA foram vendidos em 2021.

Ainda assim, a compra de espaço de CTV é um processo diferente. Os principais proprietários de conteúdo, como WarnerMedia ou Disney, nem sempre comercializam seus próprios inventários. Se o fizerem, ocasionalmente não farão de forma programática e, mesmo que o façam, as chances de oferecer exchange abertas são pequenas. Na verdade, 90% das transações programáticas do Discovery, por exemplo, são realizadas em marketplaces privados.

A natureza dos fornecedores também é muito diferente. Alguns serviços de streaming, como o Hulu, têm seus próprios DSPs (Demand-side platform), ou plataformas de demanda vendendo seu inventário. Os fornecedores de dispositivos, como o Samsung Ads, também vendem estoque, mas principalmente por meio de acordos diretos. Existem casos híbridos, como o Roku, que é tanto um fornecedor de dispositivos quanto um serviço de streaming (com o Roku Channel), e oferece inventário tanto por meio de ofertas diretas quanto em exchanges abertas programáticas. DSPs bem estabelecidos, como The Trade Desk e Xandr, também oferecem inventário de CTV.

Como profissional de marketing de aplicativos, é necessário procurar um fornecedor de acordo com os seus objetivos (branding, aquisição de usuários, retenção, etc). Se você está apenas começando a explorar a CTV, pode ser recomendável começar com um DSP com o qual já esteja familiarizado. Para uma abordagem mais avançada, um fornecedor de inventário, como o OneView da Roku, permite implementar campanhas holísticas em CTV e dispositivos mobile. É possível incluir, ainda, desktop e até TV linear.

Segmentação de público-alvo

Existem várias maneiras de abordar campanhas de CTV de acordo com o público que deseja alcançar com elas. Provavelmente a mais simples de ser implementada é a segmentação contextual, que pode ser muito poderosa. Para usar um exemplo simples: quem potencialmente opta por jogos de estratégia medieval possivelmente estará entre o público que assiste Vikings e não entre os fãs de Jane the Virgin. Uma boa estratégia para garantir uma segmentação contextual adequada, é buscar por empresas integradoras de estoque de anúncios, como a Peer39, por exemplo, e obter dados de alta qualidade.

Outra abordagem a ser considerada seriamente em um contexto de CTV é a segmentação cross device , já que 90% do público usa o celular enquanto assiste TV. Os anunciantes podem aproveitar a oportunidade do consumo simultâneo de programação exibindo anúncios em um segmento específico de audiência de CTV e acompanhando também nos dispositivos mobile para o mesmo público. Fazer isso não apenas oferece aos clientes em potencial a capacidade de agir de acordo com o que assistem, mas também permite que você tenha uma ideia muito melhor do impacto de seus anúncios na TV Conectada. Os profissionais de marketing podem definir a segmentação por público-alvo em vários dispositivos ao mesmo tempo, trabalhando com um DSP que tenha inventários de CTV e mobile.

Medição da campanha

Os padrões da indústria só foram estabelecidos recentemente e, embora a CTV ofereça muitas oportunidades interessantes, a medição deste canal ainda é fragmentada e tem muitos seus desafios. Além disso,.. Ao medir o impacto de suas campanhas de CTV, os profissionais de marketing estão basicamente tentando medir algo que está acontecendo em diversos dispositivos ao mesmo tempo.

Então, vamos analisar todas as opções que o marketing mobile tem em relação à medição de CTV.

DSPs

Um bom começo para a medição é o DSP (Demand-side platform) mencionado acima, pois geralmente não há custos adicionais envolvidos além do contrato de serviço. Se você estiver executando campanhas no Xandr ou Roku OneView, terá acesso imediato a dados muito esclarecedores sobre o status de suas campanhas. Em muitos casos, é possível importar dados primários de instalações e pós-instalações de aplicativos para DSPs para refinar a mensuração e também melhorar sua segmentação.

Existem desvantagens ao usar o DSP para fins de medição, mas há outras objeções ainda mais importantes. Os DSPs só podem oferecer dados de seu próprio inventário. Isso significa que, usando uma plataforma de demanda, não será possível relacionar o desempenho do inventário de CTV a outras campanhas, muito menos campanhas realizadas em dispositivos móveis.

Empresas de atribuição de TV

A demanda por medição de publicidade de TV tradicional produziu um número substancial de empresas de atribuição e mensuração, incluindo Visual IQ e TVSquared. Muitas dessas empresas têm investido em CTV e poderão oferecer soluções de mensuração sólidas. No entanto, como os DSPs, os atributos de TV oferecem uma visão independente, analisando apenas suas campanhas de CTV, permitindo que você analise seus anúncios de TV conectada de forma separada, fora do contexto de outras campanhas que você está executando.

Outra desvantagem é que eles não podem oferecer dados relevantes sobre o poder da TV Conectada para auxiliar suas outras campanhas. Por exemplo, quando você está executando anúncios no Facebook junto com os de CTV, haverá um segmento de usuários que você adquire via Facebook que foram expostos aos seus anúncios de CTV. Para uma análise mais específica da sua campanha, é muito importante descobrir qual é a diferença entre este segmento e outros e responder a perguntas como ‘Os usuários que chegam pelo Facebook estão gastando mais dinheiro no meu aplicativo quando também viram anúncios CTV?’ ou ‘Qual é a taxa de retenção de usuários que foram expostos aos anúncios da TV Conectada?’

MMPs

Os MMP (parceiros de mensuração mobile) são capazes de atribuir suas campanhas de TV conectadas e fornecer dados de campanha multitoque ilimitados. Apenas MMPs podem atribuir crédito para conversões em todos os canais e, assim, permitir que você entenda o valor de suas campanhas de CTVs no contexto de todo o seu mix de marketing.

No entanto, nem todo MMP terá a metodologia de atribuição e parcerias necessárias para isso, portanto, seja crítico no momento de escolhê-lo. E, novamente, para os seus primeiros passos na publicidade CTV, analisar os dados fornecidos pelo seu parceiro de inventário será satisfatório para a maioria dos casos.

Assim como o smartphone mudou a maneira como pensamos em telefones, a TV conectada logo terá um impacto em nossa percepção do que uma TV pode ser – e aqueles que puderem aproveitar esse meio em crescimento agora, estarão mais bem posicionados para terem sucesso.

*Guilherme Kapos é Diretor de vendas da Adjust na América Latina na Adjust

Vaga aberta para criação

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Requisitos: Proatividade, criatividade e técnica nos softwares pacote adobe e corel

Interessados enviar curriculum para: comunicacao@interativamarketing.com.br

APP Ribeirão divulga lista de finalistas do FestVideo 2022

A 32ª edição do prêmio da Associação dos Profissionais de Propaganda de Ribeirão Preto registrou aumento de 20% nas inscrições

A Associação dos Profissionais de Propaganda de Ribeirão Preto (APP Ribeirão) anuncia nesta segunda-feira, 28/03, a lista das peças e campanhas publicitárias audiovisuais finalistas na edição deste ano do FestVideo, um dos principais prêmios do mercado publicitário. A premiação será no dia 5 de abril, em formato híbrido, no Theatro Pedro II, na cidade de Ribeirão Preto (SP) e recebeu crescimento de 20% dos inscritos em relação ao ano anterior. O shortlist está disponível no site

Crédito: Divulgação / APP Ribeirão

O júri para premiar o próximo vídeo inovador do mercado publicitário é composta por sete profissionais da comunicação: Carolina Levy, Diretora de Arte da Tech&Soul; Claudio Cinelli, Diretor Executivo da Brigitte Filmes; Gabriel Araujo, Executive Creative Director da Ogilvy; Guilherme Somensato, Creative Head da DDB Budapest; Rui Ventura, Diretor da APPM (Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing) e Regional Communications & Content Manager/SBU Monster Energy; Pedro Bexiga, Co-fundador da Coming Soon Lisboa; e Thor Matsusaki, Diretor de Arte da Repense.

O objetivo do evento é valorizar o contexto atual através da publicidade e a novidade deste ano é a introdução de uma nova categoria, “Filme Capital”, para agências independentes localizadas nas capitais brasileiras terem a oportunidade de se inscreverem no prêmio.

A premiação será no Theatro Pedro II, dia 5 de abril às 20 horas no formato híbrido.

Fonte: Agência ERA de Comunicação e Conteúdo

O impacto das ‘big techs’ na publicidade digital em 2022

Por Leila Borges Guimarães*

Com o advento e a ascensão da tecnologia no mundo, as mudanças estão cada vez mais acentuadas e, assim, o mercado da publicidade está se diversificando e, consequentemente, se atualizando constantemente. Por isso, as perspectivas de negócio no meio digital para este ano certamente virão das mais variadas plataformas, indo desde os games até os podcasts.

Leila Borges Guimarães é Country Manager da Adsmovil Brasil

Segundo o relatório “Ad Spend Forecasts”, publicado pela agência Dentsu em janeiro, é previsto que o investimento global com publicidade digital seja de US$ 745 bilhões — cerca de US$ 117,2 bilhões acima do nível pré-pandemia de 2019 —, com um crescimento de 9,2% neste ano. Já no Brasil, o incremento deverá ser de 5%, com montante que deve totalizar US$ 8,7 bilhões, um valor bastante considerável. Porém, quais devem ser os principais fatores desse crescimento num cenário que ainda se recupera da crise econômica impulsionada pela pandemia?

O ecossistema digital está em constante movimentação, exemplo significativo disso foi a aquisição realizada pela Microsoft de uma das maiores produtoras de games do mundo, a Activision Blizzard, que contém aproximadamente 400 milhões de jogadores, em jogos como Call of Duty e Candy Crush.

Observamos que essa questão movimentou o mercado e deverá impactar não somente a tecnologia em si, mas também as estratégias de publicidade, com o intuito de criar mais alternativas de espaços publicitários em busca de investimentos mais volumosos.

Outro acontecimento que deve aumentar o investimento na publicidade digital neste ano é a Copa do Mundo, que ocorrerá em novembro no Catar. Trata-se de um evento que movimenta bilhões de fãs no mundo inteiro e não à toa deve se refletir não só em ações publicitárias nas redes sociais e nos veículos de conteúdo jornalístico, como também em jogos online e álbuns de figurinha, com o intuito de expandir a experiência dos consumidores com o evento. Assim, os espaços de publicidade digital serão expandidos e trarão para o mercado uma extensa gama de consumidores fiéis e sedentos por novidades.

Com isso, a tendência é de que grandes marcas devam expandir os seus negócios para aproveitar o momento. O metaverso — ambiente de realidade aumentada e virtual — é a novidade que deve revolucionar o mercado de publicidade nos próximos anos, por exemplo, com a criação de lojas virtuais que possam mostrar produtos diferenciados e estratégicos, que posteriormente poderão ser comprados de forma exclusiva ou limitada.

Essa novidade promete ser uma tendência, já que o consumo digital vem crescendo. Para se ter uma ideia, apenas o e-commerce brasileiro registrou um faturamento de R$ 161 bilhões no ano passado, o que representa crescimento de 26,9% em relação a 2020, segundo levantamento realizado pela Neotrust. Outra ação é de as empresas investirem em ativos digitais, como criptomoedas e NFTs.

Outra frente que deve ser bastante explorada pelas marcas é a publicidade no formato de áudio, principalmente, por meio dos podcasts que já vêm sendo um sucesso de audiência com conteúdos de diferentes editorias nas mais diversas plataformas. Isso é reforçado pelo levantamento “A influência da publicidade digital no universo dos podcasts”, realizada pela associação IAB Brasil, mostrando que 59% dos ouvintes de podcasts recordam os anúncios e 37% realizam uma pesquisa na internet sobre o produto ou serviço após ouvir a mensagem da empresa anunciante.

Portanto, as perspectivas para a publicidade digital neste ano prometem não ficar limitadas apenas aos formatos tradicionais. Além das possibilidades mencionadas e que já estão disponíveis, ainda podem surgir novidades, já que a tecnologia não para e com a chegada do 5G o ambiente se tornará ainda mais propício para o surgimento de alternativas criativas para serem usadas na publicidade digital.

Por fim, vamos precisar ficar atentos aos possíveis movimentos de outras big techs, como o realizado pela Microsoft, pois é inegável que aquisições como essa trazem mudanças rápidas e consideráveis nos mercados e com o segmento de publicidade digital não será diferente.

*Leila Borges Guimarães é Country Manager da Adsmovil Brasil