5 estratégias de social selling que vão te diferenciar no mercado

Por Karina Kotake*

Você sabia que cerca de 20% dos posts no feed nas redes sociais são anúncios? Todos os dias somos impactados por centenas a milhares de propagandas, representando mais de 120 bilhões de dólares que devem ser investidos em mídia ainda este ano nas plataformas como Instagram e Facebook.

Mas a verdade é que a grande maioria desses anúncios não vai converter, e são poucos aqueles que conquistam a nossa atenção no meio do chamado “doom scrolling”. Diferente de apenas vender e subir anúncios nas redes, as empresas estão passando a investir em social selling, que parte da premissa de encontrar, engajar e construir os relacionamentos certos para que seus consumidores se lembrem da sua marca dentre tantas outras nas redes.

Karina Kotake

Por isso, trago algumas dicas que uso no meu dia a dia de marketing e social selling para inspirar a fazer a diferença.

Seja autêntico com a sua audiência

Gosto de lembrar que ser autêntico não é o mesmo que ser o diferentão ou o mais criativo. Copiar jargões, brincar com memes e disseminar as mesmas táticas promocionais com letras miúdas um pouco diferentes pode acabar mais confundindo do que trazendo credibilidade. É fácil perder a mão disso nas redes sociais, e as pessoas percebem a diferença quando uma marca é condizente ou não com os próprios valores e narrativa.

Portanto, não tenha medo de assumir a persona da sua marca e trazer isso com transparência e consistência nas redes sociais. O importante mesmo é que você saiba quem é seu público para direcionar a eles os esforços de relacionamento. E um levantamento recente da Edelman mostrou que 60% dos brasileiros fazem compras baseadas na identidade deles com os valores e crenças de uma marca.

Não deixe de fazer conteúdos em vídeo

Não é mero acaso que o WhatsApp acaba de lançar um recurso para trocar mensagens em vídeos curtos. Se teve algo que o sucesso estrondoso do YouTube, do Tik.Tok e do Instagram nos ensinou é que nenhum conteúdo engaja mais do que o vídeo. Seja para uma dancinha no Tik.Tok ou um preview de produtos no Reels, esse formato se tornou, segundo a Getty Images, o preferido de 88% dos times de marketing para anunciar nas redes.

Inspiradas ainda nos influenciadores digitais, vejo muitas indústrias apostando na interação em vídeo para impulsionar vendas de lojas. No Carrefour, por exemplo, vi campanhas em vídeo nas páginas das filiais trazerem taxas de quase 30% de engajamento. Muito disso, acredito, vem da necessidade de nos conectarmos, de olharmos um para o outro e de sentirmos que aquele vídeo – e aquela pessoa – estão falando conosco.

Invista na personalização dos anúncios

Estamos passando por uma transformação em que a personalização é muito mais que tratar um cliente pelos dados que ele preencheu em formulários. Acredito que uma marca não existe para todos os seus clientes, mas para cada um deles. E para 59% das pessoas, ter esse atendimento personalizado em toda a jornada é importante, como mostrou a nossa pesquisa “Omnicanalidade no Brasil”.

A Netflix, por exemplo, estuda os seus hábitos e gera listas cada vez mais assertivas do que pode te interessar. Grandes varejistas, como Magalu, estão fazendo o mesmo e usando a inteligência artificial para lançar projetos como o “Cérebro da Lu” para trazer respostas, sugestões e jornadas cada vez mais alinhadas com as necessidades individuais.

Plataformas como o Instagram e o Facebook permitem ainda que você alcance um público que está a poucos quilômetros do seu ponto de vendas, que compartilha interesses específicos da sua marca ou que já busca elementos que você pode oferecer. Ao utilizar isso de forma correta, seus anúncios se tornam cada vez menos em barreiras da jornada e passam a fazer parte de uma experiência.

Dê valor ao storytelling

Estava lendo uma pesquisa da BCG que dizia que 81% dos consumidores consideram anúncios com storytelling e conteúdos educacionais mais atraentes. Mas por que isso? Têm uma frase do Seth Godin que diz tudo: “marketing não é mais sobre o que você faz, mas sobre as histórias que você conta”.

Uma das principais razões é que nos identificamos ao ver a experiência do outro, ao ver as aplicações daquilo com problemas que já enfrentamos e entender o motivo de algo existir, especialmente se aquilo faz parte da nossa realidade. Afinal, o que leva você a ficar horas na fila para comprar um iPhone recém-lançado: o preço ou a história de inovação da marca? Quem já assistiu a uma apresentação do Steve Jobs vai entender que histórias despertam emoções!

Tire o seu vendedor de trás do balcão

Sabia que 46% dos brasileiros sentem mais confiança em comprar um produto ao ver o vendedor de loja física anunciando-o nas redes sociais? Usar vendedores e promotores das marcas para falar com o público nas mídias sociais foi primordial para devolver a interação humana na tecnologia.

A grande maioria acredita que a presença destes consultores traz mais credibilidade e ajuda na jornada digital, seja ela finalizando nas redes sociais ou nos pontos físicos. Inclusive, 55% acredita que consultas via WhatsApp influenciam na decisão de compra.

A Casas Bahia, por exemplo, utilizou durante a pandemia cerca de 900 páginas individuais das lojas físicas nas redes sociais para promover produtos aos públicos locais. A campanha “Me chama no Zap” promoveu o papel deles para apoiar clientes nas decisões de compra à distância. Juntos, os vendedores subiram mais de 800 vídeos e alcançaram 30 milhões de pessoas em suas regiões.

Entre estas e outras estratégias de social selling, é possível ver que não são necessários meses de planejamento e que podemos colocá-las em prática agora mesmo. A sua audiência está vivendo um cenário digital saturado de anúncios superficiais e aleatórios, e os esforços que colocar para mudar esse cenário podem transformar as redes sociais em pilares de diferenciação e sucesso dos negócios. Bora fazer a sua marca ser lembrada?

*Karina Kotake – Atualmente atua como head de Marketing e Aquisições da Bornlogic e lidera os esforços de crescimento da empresa. A executiva possui 15 anos de experiência em marketing digital com marcas inovadoras de diferentes segmentos, como Natura, Arezzo, Diageo, Fini, Americanas, Renner, Dafiti, Gympass, Adyen, Huawei, MSD, Nissan, Kroton e muitas outros. Em 2011, fundou a KOK Fashion Lab, uma agência renomada de marketing digital especializada em ecommerces, e que se tornou uma das 10 agências mais desejadas para se trabalhar. Também foi professora de marketing, mídia e métricas na escola de negócios digitais do Magalu, a ComSchool.

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A Orquestração Multicanal: O Elo Entre Marcas e Consumidores

Por ​​Katerina Matthaiou*

Em uma era de intensa inovação tecnológica, o padrão de relacionamento entre marcas e consumidores se transforma. Grandes marcas não apenas proporcionam produtos ou serviços de qualidade, mas também desenvolvem uma forte narrativa ao longo do tempo, fundada na humanização de suas comunicações. A capacidade de surpreender, de evocar o inesperado, que impulsiona o engajamento e motivar o consumidor a voltar, transformando simples compradores em defensores da marca.

Esta surpresa muitas vezes reside na maneira como as marcas se comunicam. E aqui, a estratégia omnichannel, ou multicanal, assume um papel crucial. Na era digital, é insuficiente para uma marca estar presente em um único canal de comunicação. Em vez disso, as marcas precisam tecer uma teia, onde vários canais trabalham em harmonia para oferecer uma experiência homogênea ao consumidor, seja ele online, offline ou em movimento.

Pesquisas indicam que clientes envolvidos por meio de múltiplos canais tendem a comprar 1,7 vezes mais em comparação àqueles que interagem via um único canal. Ao ultrapassar os limites tradicionais e adotar uma abordagem integrada, as marcas ampliam seu alcance e eficácia.

Cada canal tem seu próprio valor e potencial. O SMS, por exemplo, é ótimo para entregar mensagens urgentes, alcançando efetivamente o consumidor, um recente estudo feito pela Upstream para uma operadora de telefonia móvel nacional, aponta que campanhas de retargeting via SMS podem trazer um CTR 3,5 vezes maior que o RCS (Rich Communications Service). Em contraste, o MMS (Multimedia Messaging Service), oferece diversidade de interação através de áudio, fotos e vídeos. Já o RCS, que funciona de forma semelhante ao SMS e também conta com ferramentas multimídias, apresenta taxas de engajamento impressionantes, mas ainda enfrenta dificuldades em ganhar aderência em muitos mercados, na mesma pesquisa foi possível constatar que a taxa de pedidos dos usuários do RCS é 67% maior do que o SMS.

O e-mail, continua sendo uma ferramenta essencial, principalmente por empresas, aqui os desafios como canal de marketing, é atribuído aos filtros de Spam, desativação de notificações e outras estratégias que desafiam as marcas.

No mesmo cenário surgem os aplicativos de mensagens como WhatsApp e Viber que se tornam cada vez mais indispensáveis, a exemplo disso, estatísticas apontam que esses aplicativos são visualizados dentro da faixa de 3 a 5 minutos em um único dia, reforçando seu potencial e sua entrega, apesar dos desafios associados a custos. As notificações push, embora eficazes, precisam ser manuseadas com cuidado para não se tornarem invasivas.

Na vanguarda dessa revolução multicanal, plataformas de mobile marketing surgem como facilitadoras essenciais, contar com uma delas favorece a compreensão e a aplicação da orquestração multicanal para marcas que desejam otimizar sua comunicação.

Ao investir em uma plataforma eficaz, as marcas podem simplificar a complexidade da gestão multicanal, garantindo que cada mensagem, seja ela via SMS, e-mail, aplicativos de mensagens ou notificações push, seja entregue no momento certo e com o impacto desejado. A era digital exige uma orquestração perfeita, e com a ajuda de soluções robustas de mobile marketing, as marcas estão melhor equipadas para superar esses desafios e se conectar genuinamente com seus consumidores.

*​​Katerina Matthaiou é Head de Produto e Crescimento da Upstream

Pesquisa da RD Station aponta que 73% dos profissionais de Marketing destacam a Inteligência Artificial como principal tendência para ter mais produtividade

Panorama de Marketing, que colheu respostas de mais de 1600 profissionais da área, traz uma análise detalhada do setor nos mais diversos tamanhos de empresa e segmentos

O levantamento inédito reúne informações de Inteligência Artificial, WhatsApp e Conversacional, Métricas e Dados, Redes Sociais e Ferramentas, Integração com área de Vendas, Metas de Marketing e muito mais

Jason Goodman na Unsplash

A RD Station, líder em soluções de tecnologia para Marketing Digital e Vendas no Brasil, em parceria com a TOTVS, Exact Sales, Lexos e TALLOS, lança a primeira edição do Panorama de Marketing, maior pesquisa do setor no Brasil. O levantamento, que ouviu mais 1.600 profissionais que atuam na área em empresas dos mais diversos portes e segmentos, analisa o cenário nacional sob diferentes aspectos. Entre os mais diversos insights, há destaque para a rápida representatividade e popularização da Inteligência Artificial (IA) nas operações de Marketing, eleita como estratégia mais relevante para gerar mais produtividade nos próximos anos (73%).

“O Panorama de Marketing 2023 traz uma profunda compreensão das tendências e dinâmicas atuais do mercado nacional, fornecendo insights valiosos para as estratégias futuras das empresas, e analisa diversos aspectos do dia a dia dos profissionais, como Inteligência Artificial, Metas de Marketing, Integração com área de Vendas, WhatsApp e Conversacional, Análise de Dados, Redes Sociais e Ferramentas, dentre outros. Nesta primeira edição, a Inteligência Artificial ganhou destaque nas operações de Marketing, principalmente com a alta aderência de uso do ChatGPT, que 59% dos profissionais afirmaram já usar em suas rotinas”, diz Bernardo Brandão, CMO da RD Station.

Conexão entre Marketing e Vendas

Quando questionados sobre os desafios do setor em 2023, gerar demanda para vendas ainda é o maior (34%). Os dados mostram ainda que 51% dos profissionais de marketing são responsáveis também por metas de Vendas e que, em 2022, 75% das empresas não bateram suas metas de marketing. “No início do ano, realizamos a pesquisa Panorama de Vendas que trouxe resultados muito semelhantes, como que 71% das empresas não bateram suas metas no mesmo período. Ao ouvir os times na pesquisa Panorama de Marketing, vemos que há um desalinhamento e que não há processos bem definidos com times comerciais, em que apenas 18% dos respondentes dizem que há uma integração satisfatória entre os times de Marketing e Vendas, Por isso, a aproximação dessas duas áreas estratégicas devem ser conectadas e complementares, sendo vital para o crescimento dos negócios”, aponta Robinson Friede, Diretor de Geração de Demanda e Growth Marketing da RD Station.

Mesmo diante do cenário desafiador, os times de Marketing estão muito focados em melhorar as vendas: 76% dos respondentes estão com expectativa em atingir crescimento em 2023 e 41% das empresas almejam ultrapassar esse patamar com o mesmo investimento feito no último ano. Como estratégia, 45% das empresas priorizam Inbound Marketing, que permite elevar a qualidade dos relacionamentos e aumentar a presença digital das marcas.

Quando se trata de canal, WhatsApp é o destaque, pois além da utilização para divulgação de produtos e serviços, tem como maior poder de utilização as ações de vendas: 72% das pessoas respondentes usam no atendimento comercial e no fechamento de vendas e 55% no pós-venda. Enquanto na frente de marcas, a imensa maioria (85%) utiliza as redes sociais para criar estratégias mais personalizadas em canais como o Tik Tok e Instagram.

Relatórios, dados e análises de Marketing

Outros pontos essenciais para a operação, os dados ainda não são majoritariamente explorados no setor: cerca de 44% dos respondentes afirmaram não ter rotinas e processos definidos na documentação de informações, enquanto 56% possuem rotina e processos definidos, mas com mais da metade sem formalizar os dados. De acordo com os resultados, a maior parte dos profissionais de Marketing têm dificuldade de gerar relatórios ou fazer análises porque a atividade ainda é muito manual (56%), de priorizar a análise de dados na rotina (53%) e de coletar os dados que estão em muitas ferramentas ou locais diferentes (52%).

Entre os segmentos, há maior destaque negativo para consultorias e treinamentos e Engenharia e Indústria Geral, em que mais da metade (63%) têm dificuldade de priorizar a análise de rotina, seguidos pelo Varejo (60%). No total da pesquisa, apenas 27% dizem não ter nenhum problema em comprovar o sucesso das ações.

“A pesquisa é um guia para os times de Marketing. Nela, identificamos a ascensão de novos canais, ferramentas e tendências, como a IA, trazendo a necessidade de abraçar abordagens inovadoras para alcançar públicos diversificados, além da urgência de as empresas superarem as lacunas, como maior integração entre times de Marketing e Vendas, que começa na definição das metas, passa pelo acompanhamento de contatos que avançam na jornada de compra e também pelas possíveis mudanças de rota para garantir resultados. Percebemos ainda oportunidades em estratégias ainda pouco exploradas, como o Conversacional, que facilita a automatização do atendimento e ainda pode usar tecnologias, como a Inteligência Artificial, para que esse contato com o cliente seja mais humano e customizado”, conclui Bernardo Brandão.

Para ter acesso ao estudo completo Panorama de Marketing, basta clicar aqui.

Sobre o Panorama de Marketing e Vendas

A pesquisa foi realizada a partir da parceria entre a RD Station com TOTVS, Exact Sales, Lexos e TALLOS. Ela explora o cenário atual do Marketing no Brasil para diferentes tipos de empresas e setores. No total, foram colhidas mais 1.600 respostas de profissionais experientes na área, de todas as regiões do país, servindo como um guia de ideias para o aprimoramento das práticas de Marketing.

Fonte: RD Station