Vida acelerada impõe inovações

Velocidade na vida dos consumidores e empresários impacta ritmo da inovação das corporações

Pesquisa aponta como esses públicos encaram as mudanças provocadas pela conectividade

Grandes mudanças estão acontecendo no plano pessoal e social e as pessoas estão passando por transformações drásticas em seus valores, percepções e formas de relacionar com si e com o mundo. Que tipo de ser humano está sendo construído nesse novo contexto e qual impacto esse cenário provoca no consumo e relacionamento com as marcas? No intuito de ser um “abridor de latas da consciência”, a Officina Sophia Minds & Hearts, empresa pertencente à HSR Specialist Researchers, desenvolveu a pesquisa Uma Vida Conectada para entender como as pessoas estão se relacionando com a velocidade das transformações e se estão se sentindo beneficiadas com esse novo cenário.

Para a maior parte das 2.650 pessoas entrevistadas em todo o Brasil, com idade entre 18 e 49 anos, das classes ABC, a velocidade não é inimiga da perfeição. O estudo detectou que 60% dos respondentes admitem que estão fazendo as coisas de forma mais rápida e melhor do que há cinco anos, e este índice eleva-se entre os mais jovens (69%). Mais do que isso, elas acreditam que, de maneira geral, estamos todos nos sentindo beneficiados e nos transformando com o momento atual.

Ao mesmo tempo em que as pessoas sentem-se beneficiadas com a velocidade, elas exigem que suas respostas sejam na mesma medida (demandam que Indústria, Varejo, Serviços e os meios de comunicação estejam sintonizadas a velocidade que já vivenciam nos seus mundos individuais). No entanto, esse ambiente tem contribuído para aumentar a ansiedade, um dos “efeitos colaterais” da velocidade. Ansiedade ainda é um sentimento “novo” para as pessoas, administrar e compreender as suas facetas é difícil e, assim, grande parte delas não sabe como capitalizar o sentimento para favorecer a sua criatividade.

Como ficam as empresas nesse novo mundo? Com maior acesso à informação e contato com inovação, a capacidade de rápida transformação passa a ser exigência dos consumidores, que acham as empresas lentas em relação ao ritmo de novidades demandadas pelo mercado.

Os empresários também foram ouvidos na pesquisa e, para eles, a velocidade das transformações pode ser aliada. Mas 38% admitem que estão aquém do que o público – e eles mesmos – esperam. Para 52%, a velocidade das mudanças em suas empresas fica na média do mercado. Apenas 10% se acham na vanguarda.

“O desafio para as empresas é entender como essas mudanças afetam seu negócio e que ele, empresário, deve estar atento a essa visão e ao novo consumidor. É imperativo ter maior compreensão da mudança que está ocorrendo no ‘sistema operacional’ dos indivíduos. Da mesma forma, para os profissionais, de maneira geral (seja empresário, seja consumidor), é fundamental estar aberto a grandes transformações pessoais e corporativas, buscar novas visões e conhecimentos e entender com mais profundidade o indivíduo que está por trás do consumidor”, analisa Naira Maneo, sócia-diretora da Officina Sophia Minds & Hearts, responsável pela pesquisa. Por fim, ela dá um conselho: “Aproveite as mudanças e mostre sintonia com os novos momentos para gerar identidade”.

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone

Consumidor vai usar Black Friday para antecipar Natal

Consumidor planeja comprar na Black Friday, e pretende antecipar compras de Natal, afirma estudo da SBVC

A totalidade dos respondentes pretendem comprar algum produto na data este ano.

Black Friday já é a data mais importante para o e-commerce brasileiro. Segundo estudo do Ebit o comércio eletrônico deve faturar R$2,43 bilhões durante a Black Friday de 2018, alta de 15% na comparação com o ano passado. E o número de pedidos pode registrar uma expansão de 6,4%, passando de 3,76 milhões para 4 milhões.

Apesar da crise que o país vem enfrentando, o consumidor está animado e otimista para a Black Friday 2018. 100% dos entrevistados pretendem se arriscar nas promoções esse ano e pretendem gastar em média R$ 1.283,00. Em 2017 o gasto médio dos consumidores na data (soma de compras online e off-line) foi de R$ 1.178, segundo o Ebit.

As compras estão destinadas a uso próprio e a preferência é por Eletrônicos, Eletrodomésticos e Vestuários. Porém, parte dos respondentes (69%) pretendem gastar a mais pensando em compras para o final de ano, ou seja, planejam comprar para presentear no Natal. O valor destinado a compras de fim de ano se aproxima de 37% do total das compras da Black Friday. Essa é uma das descobertas do estudo “O fenômeno Black Friday no varejo brasileiro”, desenvolvido pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) em parceria com a Ferraz Pesquisas, que faz uma radiografia dos principais hábitos de compra, intenção de compra e opiniões em relação a Black Friday.

O estudo mostra que 57% concordam que a Black Friday é uma data para encontrar produtos de coleções anteriores ou que estão fora de linha, porém 47% acreditam que irão encontrar produtos de lançamento. A data está consolidada no país, e aos poucos os consumidores passam a ver vantagens de comprar (84%) na Black Friday. Porém, a credibilidade (67%) em relação as promoções ainda não estão em um patamar sólido.

O canal online é a principal fonte de pesquisa de preços, sendo que 100% dos entrevistados irão pesquisar antes de realizar a compra na data, principalmente em sites de busca, sites de lojas próprias e redes sociais. Assim como a busca por informações é online, o e-commerce (33%) se sobressai quando comparado com lojas físicas (18%) no processo da compra, porém a maioria utiliza os dois canais para fazer suas compras (49%).

Metodologia

O estudo entrevistou 403 consumidores em todo o país, e teve como objetivo quantificar aspectos relacionados aos hábitos de compra, intenção de compra e opiniões em relação a Black Friday, visando entender o impacto dessa data para o varejo brasileiro.

Disponível no site: http://sbvc.com.br/o-fenomeno-black-friday-no-varejo-brasileiro-2018/

Sobre a SBVC – Fundada em 29 de maio de 2014, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) é uma organização sem fins lucrativos, aberta, multissetorial e com atuação complementar às demais entidades de classe do varejo. Sua missão é contribuir para o aumento da competividade do varejo, por meio de conteúdos e estudos de mercado, promovendo networking entre executivos do varejo de todos os segmentos. A entidade tem como objetivo defender os interesses do segmento e promover ações sociais. A SBVC é sustentada por quatro pilares fundamentais: Conteúdo, Relacionamento, Responsabilidade Social e Apoio Técnico.

Fonte: SBVC – Fernanda Besnosoff – Coordenadora de Estudos e Pesquisas

O pagamento mobile

Os millenials e os pagamentos móveis: o caminho a seguir

Por Brennan Creaney*

Cada geração tem um impacto na sociedade – os baby boomers estão associados à redefinição de valores tradicionais, e a Geração X inaugurou uma era de tecnologia emergente. É, no entanto, a geração Millenial, que atingiu a maioridade em uma era digital, que é creditada por mudar não apenas como nos comunicamos, mas também como moldar o futuro da tecnologia. Tem havido inúmeros artigos prevendo tendências dessa faixa da população e prevendo sua influência em expansão nos mercados empreendedor e de consumo. Com aproximadamente 80 milhões de pessoas (nascidas entre 1980 e 1999) somente nos Estados Unidos, não é coincidência que esse grupo tenha sido um foco claro de pesquisa e análise.

Brennan Creaney – Diretor de Branding e Estratégia da Global Payments

Os millennials estão mais conectados à tecnologia do que qualquer outra geração anterior. Com o advento dos smartphones, o mundo deles está literalmente na ponta dos dedos. Quase 80% deles possuem smartphones, e em um dia comum “interagem com seus aparelhos mais do que qualquer outra coisa”. Desde manter contato com amigos e familiares, ler notícias ou fazer compras, eles dependem muito de seus celulares para estabelecer contato com o mundo. Com os smartphones fornecendo acesso contínuo a carteiras e aplicativos móveis que eliminam a necessidade de transportar dinheiro ou cartões de crédito, prevê-se que esse tipo de pagamento nas lojas dos Estados Unidos cheguem a US$ 503 bilhões até 2020.

Devido ao grande número de millennials, eles compõem uma parte muito grande da população que gasta. Com o dispositivo móvel sendo a principal plataforma escolhida, além da necessidade de gratificação instantânea e a menor tolerância quanto às más experiências on-line, é importante que qualquer empresa em crescimento se preocupe em atrair o mercado millennial. Raramente um jovem dessa geração fará uma compra em dinheiro – na verdade, estima-se que apenas 4% do dinheiro movimentado no mundo envolva dinheiro físico, a partir dos próximos anos. Com essa necessidade de moeda digital, os provedores de serviços de pagamento incorporaram operações baseadas em nuvem, imagem ou proximidade e outras tecnologias para oferecer aos clientes a capacidade de realizar transações utilizando um dispositivo móvel como um terminal de ponto de venda.

Mesmo que os pagamentos móveis estejam se tornando mais populares, eles ainda enfrentam certas barreiras. Um fator significativo que contribui para essa hesitação do consumidor é a segurança. Uma pesquisa da VocaLink, intitulada “A Influência do Millenial”, descobriu que uma em cada quatro pessoas dessa geração planeja abandonar o uso de pagamentos móveis por preocupações com segurança. Isso levou às empresas de FinTech a pesquisar e integrar uma variedade de soluções de segurança. Reconhecimento facial, escaneamento de retina e verificação de toque podem ter sido a base de muitas histórias de ficção científica, mas atualmente estão se tornando realidade. As tecnologias de verificação de impressão digital e “selfie” para o processamento de pagamentos já foram implementadas, e os pagamentos biométricos provavelmente se expandirão globalmente, tornando-se predominantes em um futuro previsível, apesar dos desafios de adoção.

Foto: Pixabay

Esse futuro pode estar mais perto do que você pensa. Em breve, você poderá encontrar uma loja Amazon Go no seu bairro – onde você pode chegar, fazer compras e simplesmente ir embora com elas sem ficar de pé na fila do caixa. A tecnologia de pagamento agora é voltada para proporcionar experiências mais perfeitas aos clientes, que estão buscando recompensa imediata. Aplicativos de pagamento peer-to-peer, como Venmo e PayPal, são alguns exemplos de como os millennials estão conduzindo inovações tecnológicas que levam a uma experiência de compra rápida e sem interrupções. Com todas essas mudanças, as expectativas para a velocidade de entrega dos produtos e cumprimento de serviços de comércio eletrônico também mudaram bastante. Com o aplicativo da Amazon, você pode selecionar e comprar em poucos minutos e, com a entrega do drone Prime Air, até mesmo receber o produto em menos de uma hora.

A geração millenial é uma influência crescente no cenário de pagamentos móveis e, nos próximos anos, provavelmente verá um grande fluxo de adoção de dispositivos móveis. O seu alto uso entre os millennials continuará a ser impulsionado em tudo o que fazemos… tanto que o telefone pode eventualmente se tornar a nova identidade exclusiva e até mesmo o novo número do Seguro Social ou a impressão digital. Embora exista muita pesquisa e informações sobre as características dessa geração, é essencial entender que nem todos eles são iguais e o foco mais importante deve ser a oferta de produtos, serviços, experiências, etc. que correspondam às preferências individuais e forneçam personalização. No futuro, veremos uma continuação dos mundos sociais e de pagamentos se colidindo, e encontraremos novas maneiras de alavancar uns aos outros, de modo que a experiência de compras no varejo pela próxima geração seja voltada para o check-in, não o check-out.

*Diretor de Branding e Estratégia da Global Payments

Fonte: FirstCom Comunicação – Eduardo Mustafa

ACIT também pesquisou o Dia das Crianças

ACIT realiza pesquisa de expectativas para o Dia das Crianças

A Associação Comercial e Industrial de Taubaté (ACIT) realizou uma pesquisa para identificar a expectativa do comércio local com as vendas para o Dia das Crianças.

O estudo foi realizado em parceria com o Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais (NUPES) com o objetivo de identificar, além das expectativas, também as preferências de consumo das pessoas para essa data. Abordou-se, neste contexto, o tipo de presente que pretendem comprar, o valor médio, a forma de pagamento e o local da compra.

Foram entrevistados 253 pessoas na cidade de Taubaté, entre os dias 17 e 28 de setembro. A margem de erro é de 6 pontos percentuais para mais ou para menos, e um intervalo de confiança de 95%.

 

Com relação a intenção de comprar presentes na data comemorativa do dia das crianças, 83% dos entrevistados responderam que pretendem comprar presentes, enquanto 17% disseram não ter intenção. Os resultados apontam que os “Brinquedos” continuam sendo o item mais citado em 2018 (62,38%), com aumento de 10,18 pontos percentuais em relação ao ano de 2017. Já no seguimento “Roupas/Calçados” a opção por compra desse item em 2018 foi citada por 24,76%, observando-se ligeira queda em relação ao ano de 2017, que registrava 30,80%. Em relação aos produtos “Eletrônicos” ocorreu pequeno aumento, na intenção de compra em 2018 (12,86%), ante em 2017(7,60%).

Este ano parece que se pretende voltar ao que as crianças preferem (brinquedos e brinquedos eletrônicos). Porém vale ressaltar que, na medida do possível, o consumidor não pretende extrapolar seu orçamento. O intervalo mais citado foi o gasto entre R$ 50 e R$100, seguido pelo em segundo lugar com tickets de compra entre R$ 100 e R$ 300.

Também foi feito um levantamento da opinião de lojistas em 30 estabelecimentos comerciais associados à ACIT. De um modo geral, 13,33% dos comerciantes estão mais otimistas em relação às vendas do ano passado. Para estes empresários, as vendas devem crescer até 10%, em relação à 2017. A maioria dos estabelecimentos visitados (56,67%) esperam estabilidade, e 30% apontaram expectativa para redução nas vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Podemos concluir que, apesar do momento econômico pelo qual o país atravessa, ainda há lojista otimistas, que esperam ver as vendas crescerem, porém em menor número que em 2017, quando o estudo apontava que cerca de 42,53% acreditava no aumento das vendas. No outro extremo, aqueles que acreditam quer irão vender menos somaram 30% dos respondentes, apresentando aumento em relação ao ano de 2017 (19,54%). De forma geral, há expectativa de viés negativo. Ou seja, em 2017 tinha-se um número maior somando o item “estável” e “crescimento” (80,46%), do que em 2018 (70%), o que aponta uma redução de 10 pontos percentuais. Isto quer dizer que os comerciantes estão mais cautelosos no que se refere ao volume de vendas para este ano.

Como conclusão da pesquisa, podemos dizer que: o resultado das expectativas dos lojistas indicam maior cautela, no que tange a expectativa sobre o volume de vendas neste ano, em relação ao ano passado. “Brinquedos” mantém, como esperado, o item preferido para presentear nos “Dias das Crianças”, e apresentou crescimento na comparação com 2017, assim como a proporção daqueles que irão presentear com item “eletrônico”. Aumentou, também, a proporção de pessoas de irão “pagar a prazo”, de 30,85% em 2017 para 43,33% em 2018. O local preferido para realizar as compras ainda é o centro, no entanto reduziu de 60,73% em 2017 para 49,05% em 2018. A opção pela compra por meio da internet praticamente dobrou em relação ao ano anterior. Isto pode ter contribuído, também, para o aumento da preferência por compras em “CARTÃO”, que registrou 62,54% em 2018, em comparação aos 40,43% em 2017, visto que no e-commerce esta opção de pagamento é muito empregada.

Fonte: Acontece Comunicação e Eventos