De olho no fornecedor

Um papo sobre fotografia

O mercado publicitário está sempre alicerçado em quatro pilares: cliente, agência, veículos e fornecedores.

Os fornecedores são aqueles que prestam serviços e até entregam produtos específicos para agências e até anunciantes diretos (aqueles que não se utilizam de uma agência para realizar comunicação). Neste segmento podemos incluir gráficas, produtoras de áudio e vídeo, produtoras digitais, ilustradores e… fotografia.

Costumo dizer que se você quer saber se um determinado mercado publicitário é forte ou não, basta olhar para o número e a qualidade dos fornecedores. Eles são um excelente termômetro da “temperatura” de um mercado de comunicação. Têm enorme importância na qualidade final de peças e ações de comunicação.

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Dito isso, hoje vamos tratar de fotografia. Nosso papo é com Diego Migotto, proprietáio de um estúdio de fotografia localizado em Taubaté, o Diego Migotto Fotografia. Confira o que ele tem dizer:

1 – Que tipos de serviços o estúdio presta?

O estúdio presta serviços para produções fotográficas em geral. Desde produções Still (produtos, embalagens), moda, até em locações externas. O estúdio vai muito além de seu espaço físico, nosso princípio é ser uma produtora de imagens para atender todo o mercado publicitário.

2 – Como tem sido a procura para trabalhos publicitários? Esse é um bom segmento de mercado?

Cada vez temos ganhado mais abertura no mercado do Vale, há 4 anos já trabalhamos com algumas agências parceiras, o fator limitante na maioria das vezes era ter uma estrutura física com capacidade suficiente para produções fotográficas mais elaboradas, agora conquistamos essa estrutura capaz de suprir as principais necessidades. Hoje estamos de portas abertas para novos parceiros e em busca de novos clientes.
Acredito ser um bom segmento de mercado sim, pois tenho percebido dificuldade das agências em lidar com produções fotográficas, cada vez mais nosso objetivo tem sido solucionar esses problemas.

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3 – Qual é a estrutura do estúdio hoje?

A estrutura física do estúdio hoje totalizam 175m2, sendo 100m2 livres apenas para o estúdio, o restante é divido entre galeria, ilha de edição, escritório, etc. Contamos com todo equipamento fotográfico de ponta, estrutura completa desde a captura até finalização da imagem.

4 – O que você projeta para os próximos anos?

Estamos em constante atualização. Futuramente pretendemos criar uma equipe completa especializada na produção de imagens, passando por atendimento, fotógrafo até o arte finalista.

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Estágio em mídia social

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Para pensar bem

Evento sobre storytelling no SENAC convida a refletir

por Josué Brazil

Sábado último estive, pela manhã, no Senac SJCampos para acompanhar a palestra de Patricia Weiss (divulgamos aqui) sob o tema “O novo significado do Marketing e o futuro do Branded Content”. Tudo rolou muito bem e gostei bastante do conteúdo, embora tenha que ter saído um pouco antes do final.

O storytelling é, basicamente, conteúdo criado pela e para marca e no formato de narrativa. Ou seja, contar uma boa história que gere envolvimento, participação, engajamento e busque elementos emocionais e valores intangíveis para uma marca. Digo em minhas aulas que toda ação de storytelling e de transmedia storytelling e, antes de tudo, uma ação de branded content. Ele tem sido bastante utilizado porque é cada vez mais claro que os recursos’ações e peças convencionais obtém cada vez menos suceso. são cada vez menos eficazes.

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Patricia desenhou cenários e apresentou linhas teóricas que explicam as mudanças de tecnologia que potencializaram certos comportamentos das pessoas e fizeram com que tudo mudasse no cenário da comunicação mercadológica.

Uma das coisas que sempre procuro discutir nas minhas aulas é o quanto a publicidade brasileira se agarra aos métodos e procedimentos tradicionais e dá de ombros ao fato de o consumidor ter mudado. Dá de ombros também ao fato de o consumo das mídias e a relação das pessoas com elas também terem se alterado radicalmente.

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Auditório cheio para a palestra de Patricia Weiis no Senac SJCampos – Foto de Carlos Santis

Uma das situações que mais me chamam a atenção e que sempre tento discutir é o da unanimidade da TV aberta no Brasil. É quase inexplicável que agências e anunciantes aceitem pagar cada vez mais caro por menos audiência. Seguindo a linha de comparar comunicação com comida usada pela Patricia Weiss ao longo de sua palestra, é algo como pagar cada vez mais caro num prato que vem com cada vez menos comida.

O mais absurdo sob meu ponto de vista não é nem topar pagar mais por menos audiência. O maior absurdo é ainda comprar mídia com base em audiência. É ultrapassado e totalmente irreal hoje pagar por audiência. O mais importante é a ATENÇÃO. Ou seja, as pessoas podem até estar sintonizadas em determinado canal num determinado horário, mas é fato que a atenção dada ao intervalo comercial hoje é muito, muito menor do que vinte anos atrás. Um comercial de 30″para ser eficaz tem que ser muito mais atraente, divertido, criativo e calcado num bom – e verdadeiro – posicionamento. Está muito mais difícil.

Por outro lado, ações que gerem engajamento, conversa, diálogo e consigam gerar links emotivos fortes entre marca e consumidor têm muito mais chances de alcançar eficácia. É lógico que com menos alcance que a TV aberta. Indiscutível. Mas isso também está se alterando. Cada vez mais pessoas têm acesso a internet e à dispositivos móveis. Temos uma geração totalmente digital chegando com tudo ao mercado consumidor.

Sempre creditei boa parte do sucesso comercial da tv aberta no Brasil na contra mão do declínio das audiências ao modelo de comissionamento das agências de propaganda e à prática desenfreada do BV (bonificação por volume). Uma prática questionável em sua essência.

Está na hora de realmente pensar bem e começar a pensar em mudar o modelo! Boa semana!

Novidade na Triadaz

Triadaz traz novo redator

Rodrigo Henrique acaba de chegar para integrar a equipe de criação da Tríadaz, como redator.

O jovem redator participa do blog “Sobre Cinema” como colaborador.

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Rodrigo, novo redator da Triadaz