IFABC muda de nome para se adaptar à era digital

De circulação para certificação – auditoria de mídia internacional evolui para se adaptar a era digital com mudança global

A Federação Internacional dos Institutos Verificadores de Circulação (IFABC, na sigla em inglês) passa a se chamar Federação Internacional dos Institutos Verificadores de Certificação. Em seu nome original, a International Federation of Audit Bureaux of Circulations agora será conhecida como International Federation of Audit Bureaux of Certification refletindo a diversificação da indústria de mídia.

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Embora os números de circulação de impressos tenham sido usados para definir uma marca de mídia, atualmente são apenas uma medição entre muitas. Por essa razão, a IFABC, fundada em Estocolmo em 1963 e com membros em mais de 36 países, anunciou sua estratégia de reposicionamento de marca. O objetivo principal é refletir sua abordagem abrangente para a medição de mídia acompanhando a digitalização em massa e diversificação da indústria da mídia em todo o mundo.

O reposicionamento da IFABC é uma resposta à evolução dos modelos de negócio de mídia mundial e aponta para um futuro cada vez mais digital e diversificado. As identidades dos editores de marcas de mídia não são mais definidas apenas por suas publicações impressas, já que evoluíram para marcas de mídia mais amplas com múltiplos produtos, tais como websites, eventos, seminários, conferências, aplicativos, vídeos, podcasts, webchats e muito mais.

Certificação, em vez de circulação, representa com muito mais precisão a abrangência das empresas de auditoria de mídia e a agilidade com que reagem – não se trata mais apenas de cópias entregues ou vendidas, mas usuários alcançados através dos vários dispositivos, edições online, publicações digitais, assinantes de newsletter, vistas únicas, visitas ativas e diárias, para citar apenas algumas métricas.

Membros entre os países amplamente representados na IFABC em todo o mundo já demonstraram práticas de medição eficientes no modelo de certificação sobre a circulação. Em Hong Kong, por exemplo, editores de aplicativos móveis auditam, não apenas downloads, mas, por plataforma, o número de visitas dos aplicativos, a duração da visita dos aplicativos, as páginas visitadas e os seguidores de plataformas sociais. Esta transição abrange todas as partes do ecossistema – editores, anunciantes e agências de publicidade – para ter confiança em investimento em aplicativos.

Enquanto isso, no Reino Unido, o trabalho do ABC no órgão de medição de transmissão de TV BARB como parte do Projeto Dovetail é o primeiro no mundo, em resposta à fragmentação de padrões de audiência e a proliferação de plataformas, canais e serviços de acompanhamento. Ele fornece um padrão de auditoria de visualização independente em tocadores de mídia ao vivo e VOD das redes de radiodifusão.

Na Espanha, a OJD aprovou recentemente um conjunto de regras para determinar as métricas e relatórios para mídia exterior, incluindo tanto o tráfego como a audiência com reconhecimento de rostos nos fornecedores que tem esta tecnologia instalada. Esta nova estrutura fornece um método de contabilização consistente para entender a audiência real da exposição digital, ao invés de apenas confiar em dados de audiência com base em amostras.

No Brasil, o IVC lançou a auditoria de campanha publicitária digital, bem como a sua própria tag de web analytics para fornecer uma fonte independente de comprovação. Ele mudou toda a sua base de auditoria digital com esta metodologia, e com o resultado de mais de 80 websites processam dados de mais de 2 bilhões de pageviews mensais. A mesma tecnologia foi adaptada para também auditar o desempenho de aplicativos.

“Nosso movimento para a certificação ao longo da circulação reforça cada parte da cadeia de valor das marcas de mídia e permite que o todo seja maior que a soma de suas partes”, comenta Pedro Silva, presidente global da IFABC e presidente executivo do IVC. Editores de marcas de mídia podem gerar receita com cada um e com todos os seus diferentes produtos muito mais eficazmente com a capacidade de destacar a crescente diversidade de alcance dos seus produtos através de certificação independente – o que trás muito mais credibilidade, para os investimentos em novas formas de publicidade.

“As agências de propaganda podem comparar diferentes veículos de mídia de forma mais consistente – oferecendo aos clientes, maiores níveis de confiança, transparência e responsabilidade nos seus investimentos em publicidade e a confiança em novos formatos. Os anunciantes, por sua vez, podem estar bem mais seguros de que eles não estão apenas recebendo pelo que pagaram, mas irão gerar o retorno do investimento, que os seus stakeholders exigem.”

Sobre a IFABC – A International Federation of Audit Bureaux of Certification (IFABC) é uma federação voluntária de organizações patrocinadas pela indústria que foram estabelecidas nas nações em todo o mundo. Os membros da IFABC têm um compromisso comum com mensuração precisa e transparente de dados de desempenho comparáveis de mídia impressa e novas mídias. Seu objetivo é trabalhar com as organizações nacionais e internacionais de forma que construtivamente apoie o trabalho de seus membros. A Federação visa encorajar e facilitar o intercâmbio de experiências e as boas práticas entre as organizações associadas, e está empenhada em trabalhar no sentido de uma maior padronização e uniformidade na mensuração de circulações e de outras métricas. A IFABC incentiva ativamente o estabelecimento de auditorias de certificação nos países onde não existam IVCs.

Sobre o IVC – O IVC é uma entidade nacional sem fins lucrativos responsável pela auditoria multiplataforma de mídia. Seu objetivo é fornecer ao mercado dados isentos e detalhados sobre comunicação, incluindo tráfego web, tanto de desktops quanto de smartphones, tablets e aplicativos, bem como circulação e eventos. Para isso, conta com plataforma única que interliga números de diversas audiências às agências mais importantes de todo o País. A entidade é composta por representantes de anunciantes, agências de propaganda e editores. IVC Brasil – A verdade allmedias. Para mais informações sobre o IVC Brasil acesse: www.ivcbrasil.org.br.

Coluna Branding: alma da marca

Branding pra todos

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Recentemente fui questionado em sala de aula se Branding era assunto apenas para grandes marcas, com grandes verbas de comunicação.

Logicamente percebi que esta não era uma dúvida incomum e que muitos alunos, assim como pessoas do mercado, não conseguiam definir corretamente este tema.

Esse artigo, então, tem como objetivo desmitificar um pouco deste assunto dando argumentos para que seja possível conceituar o nebuloso “Branding”.

Se você acredita que branding se define por design, propaganda ou marketing. Esqueça isso !!!

A primeira coisa que temos que entender é que Branding, ou Gestão de Marcas, não é produto, mas sim, processo. Portanto, se caracteriza por um trabalho de longo prazo composto por muitas ações e técnicas, que incluem desde design, propaganda, marketing, logística, recursos humanos, desenvolvimento de produtos e todo composto gerencial de uma empresa.

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Gestão de marcas , então, é assunto grande, mas necessariamente não exclusivo de grandes empresas. É possível fazer Branding em negócios de qualquer porte, desde que haja cultura corporativa. Este é o elemento básico.Quando digo cultura corporativa, penso na alma que faz a instituição ser construída, nas suas promessas ao consumido e nos valores que a diferencia, tornando-a competitiva.

Saber exatamente o que a nossa marca representa é o único pré-requisito para se fazer a boa gestão de marca.Dou como exemplo um bar de Taubaté chamado “Barril do Zé Bigode”. O bar mantém uma boa fama há decadas, é considerado um dos “points” tradicionais e é lembrado por todos, sem nem ao menos, ter uma identidade visual constituída, logotipo padronizado ou mesmo unidade no Naming. Alguns o chamam de “Barril do Bigode” outros de “Bar do Bigode” ou só “Bigode”.

Mas, este bar tem personalidade verdadeiramente de “boteco” e este conceito se apresenta no modo de servir o cliente, passa pelo design e se consolida nas receitas do cardápio.Isso o diferencia dos demais, chamando atenção de um público modal e mantendo fiel aqueles que tem o mesmo conceito como estilo de vida.

É logico que parte do sucesso do bar se deve ao momento e ao lugar, onde o público consumidor entende e aceita a característica “boteco” como sua preferência. No entanto, em outros momentos ou em outros lugares, bares com esta mesma característica podem ter mais dificuldades de se relacionar com o público alvo, e é nessa hora que o Branding aparece.

A gestão de marca trabalha a instituição criando o que os psicólogos chamam de “personas”, mascaras de contato que fazem a interlocução entre uma empresa e seus possíveis consumidores. Propaga, relaciona, atribui valor, diferencia e fideliza o estabelecimento, mantendo sempre intacto a alma da marca.

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E isso é caro?

Gosto de pensar em valor como define Kotler, sendo a diferença entre o benefício e o custo.

Dessa forma, no branding, mensuramos cada ação pensando assim: Se o valor investido traz o resultado esperado, não é caro!

Parece óbvio, né? Mas não é!

Como exemplo, peço que se imaginem gerindo marca de um bar como o que citei anteriormente. Famoso, tradicional e com cara de boteco. E digamos que temos pouco dinheiro para fazer uma ação e a necessidade de se movimentar faz com que tenhamos pressa em fazer algo, e então resolvemos colocar bandeirolas por toda varanda do estabelecimento com o objetivo de chamar atenção à nossa marca.

O que isso traria para o bar?

Chamaria atenção de novos clientes que nunca tenham visto o bar? Deixaria-o mais famoso do que é? Atrairia os clientes já consumidores pela curiosidade do algo novo? Agregaria valor a marca? Traria credibilidade ao mesmo?

Se todas respostas forem NÃO, seu único objetivo com a ação foi o desperdício. E isso é CARO!

Valeria a pena guardar o dinheiro e investir em um letreiro iluminado, com grande design, que mantivesse a alma de boteco mas ao mesmo tempo trouxesse um certo requinte, mesmo que este custasse 30 vezes mais. Afinal, esta ação traria todos os benefícios esperados.

Caro e barato é relativo, mas fazer branding não depende desta relatividade. É saída para todos.

Climão de Natal

Bateu saudade!

Sabe, sou do tempo em que esperávamos ardentemente pela chegada de novembro para degustar os incríveis comerciais de Natal dos anunciantes tradicionais. Os jingles e filmes da Varig, os da Coca-Cola, o do Banco Nacional e seu famosos jingle. Era uma época divertida, lúdica, quase mágica.

Todos aqueles filmes e mensagens de paz e amor aumentavam a expectativa e a ansiedade pela chegada da noite de natal. Eu ficava pilhado. Muito ansioso!

https://youtu.be/xqGoYwOHju0

Os anunciantes caprichavam. Sempre havia mensagens bacanas e que ajudavam a nos transportar para o clima natalino. Não sei o que aconteceu. Se foi urgência por resultados, se descuido com o institucional e o branding, falta de verba, preferência por ações promocionais… não sei. O fato é que estes filmes natalinos foram rareando até praticamente acabar.

É claro que há honrosas exceções aqui e ali. Há ainda marcas e produtos que separam uma parte da verba para caprichar no Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Uma das marcas que resgatou este clima neste ano foi o Vale Sul Shopping. Filme de fim de ano com cara, clima, mensagem e emoção de fim de ano. Já falamos dele neste blog. Confira aqui.

Outra coisa que me veio a mente em uma das minha muitas idas e vindas entre o ABC e o Vale do Paraíba foi a época em que as empresas situadas às margens da Rodovia Presidente Dutra enfeitavam seus jardins e fachadas com decorações natalinas. Algumas, pelo menos na minha memória, eram incríveis.

Lembro de sempre admirar bastante as decorações feitas pela Johnson&Johnson em sua unidade fabril de São José dos Campos. Ficaram para sempre em minha memória. Estas decorações também foram minguando e, salvo engano de minha parte, sumiram.

Em Santo André, um conhecido hospital-maternidade faz uma belíssima decoração de Natal que vira atração das festas de fim de ano. As calçadas próximas ficam lotadas e as pessoas se aglomeram para ver, fotografar e elogiar. Virou tradição! E cria uma empatia enorme com o público.

Parte da decoração de Natal de um hospital em Santo André

Parte da decoração de Natal de um hospital em Santo André. Tem até neve artificial!

Acredito que esta ação (a decoração de jardins e fachadas) tinha um custo relativamente baixo e um incrível impacto, principalmente entre a comunidade próxima. Será que atualmente é tão oneroso assim para as empresas fazer tal ação? Acredito que não!

Comentei isso com minha esposa e ela me disse que, quando criança, ao voltar a noite de visita a casa da avó em São Paulo, ela e a irmã brigavam com o sono só para ver as indústrias iluminadas. Isso não tem preço!

Não sei se ao ficarmos mais velhos aquele clima natalino vai perdendo força em meio a correria do dia a dia adulto ou se realmente parte (significativa) deste sentimento deixou de ser trabalhado pelas marcas. Em tempos em que a empatia e a interação com o público são fatores decisivos, o uso desta época do ano para estreitar laços, criar fortes conexões emocionais e ganhar “share of heart” me parece perfeita. Uma janela indispensável.

Quem sabe mais ações como as do Vale Sul Shopping – e com a mesma criatividade e qualidade – surjam nos anos seguintes.

Nós agradeceríamos. Muito!

Nova agência digital chega ao mercado

Push é o novo player do mercado regional

Adriano Oliveira passou nos últimos anos  por algumas mudanças que foram muito significativas em sua vida.

Em 2011, após 4 anos de curadoria de conteúdo e gerenciamento do blog, encerrou o Cenamais, que foi um dos blogs mais influentes da região sobre cinema e TV, obtendo até reconhecimento em território nacional entre as pessoas do meio.

A partir deste momento começou a trabalhar como autônomo no meio digital, após ter adquirido algum tempo de experiência em agências e veículos do Vale do Paraíba.

Desde então desenvolveu e trabalhou em vários projetos de agências nacionais e internacionais, tanto na parte de desenvolvimento web, quanto na parte de produção de conteúdo para redes sociais.

Também passou pelo CCVP – o Clube de Criação do Vale do Paraíba, onde por algum tempo, teve a oportunidade de fomentar discussões através do blog, para o mercado regional. Tendo desenvolvido muitos contatos e adquirido bastante experiência, hoje o Adriano está subindo um degrau importante em sua vida de empreendedor: está começando a Push – Creative Office, uma agência de comunicação voltada para o mercado digital.

Produção de conteúdo, planejamento, monitoramento de marcas e desenvolvimento web são os principais serviços ofertados pela nova player do segmento de comunicação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

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