Colinas Shopping acompanha as novidades e tendências do varejo mundial em Nova York

Comitiva do shopping participou da NRF Retail’s Big Show, o maior evento do setor, que é realizado anualmente nos EUA

Uso da Inteligência Artificial e soluções para personalização e humanização do atendimento foram os pontos altos da feira

O Colinas Shopping acompanhou todas as novidades da maior feira de varejo do mundo. A NRF Retail’s Big Show, realizada neste mês em Nova York (EUA), trouxe debates sobre as tendências e desafios do setor, com participantes do mundo todo.

A superintendente do Colinas Shopping, Elza Mota, a gerente de Marketing, Margarete Sato, e a gerente administrativa e financeira, Mariana Simonetti, participaram de palestras, painéis, visitas técnicas e percorreram a exposição do evento, que contou com mais de mil corporações, entre grandes empresas e startups.

O uso da tecnologia tomou conta das discussões, em especial a Inteligência Artificial e como ela pode ser utilizada para melhorar a experiência do cliente, a partir da grande quantidade de dados que ela pode fornecer.

Segurança, sustentabilidade, inovação, novos meios de pagamento, engajamento do cliente, Retail Media e a reinvenção das lojas físicas foram outros temas de destaque abordados pelos especialistas durante o evento.

Margarete Sato conta que debates sobre tecnologia, especialmente Inteligência Artificial, deram o tom da programação, mas a preocupação com os anseios dos consumidores também foi destaque.

Elza, Luiza Trajano, Margarete e Mariana na NRF Retails Big Show 2024

“Vimos uma atenção com o cliente, em como ele enxerga o mundo e o que pode ser feito para melhorar sua jornada de compra. Fica a lição de que a IA e outras inovações tecnológicas vieram para ajudar, e não para substituir as pessoas. Com elas, podemos hiperpersonalizar ofertas a partir de dados coletados nas jornadas de compra, possibilitando previsão de demanda, automação e redução de custos. O varejo do futuro será das lojas inteligentes e humanizadas”, disse.

Sobre a NRF Retail’s Big Show

Referência por antecipar tendências do varejo mundial, a feira é promovida anualmente em Nova York pela National Retail Federation (NRF). Com o tema “Make it matter”, a edição 2024 da NRF Retail’s Big Show teve mais de 40 mil participantes, 6.200 marcas, 100 países, 1.000 expositores e 190 palestras. A delegação brasileira foi a 3ª com maior número de participantes, atrás apenas de EUA e Canadá.

Fonte: Cabana – Filipe Manoukian

Entenda mais sobre H-Commerce e Retail Media e as oportunidades que oferecem para marcas

IAB Brasil aponta como o crescimento do comércio eletrônico e a volta das lojas físicas abriram um leque de oportunidades para marcas e varejistas

Em todo o mundo, o panorama das compras está passando por uma transformação significativa devido ao rápido crescimento do e-commerce e à recuperação das lojas físicas após o período de isolamento social. Esses elementos impulsionaram o surgimento da era das “compras híbridas”, também chamada de H-Commerce. Essa tendência está moldando o setor do varejo e criando novas oportunidades para marcas e varejistas.

Diante deste cenário, o IAB Brasil, associação que tem como objetivo o desenvolvimento sustentável da publicidade digital no país, levantou os principais pontos para explicar o que é o H-Commerce e como as marcas podem se aproveitar dessa tendência.

O que é o H-Commerce?

O H-Commerce representa a fusão entre compras online e offline, à medida que os consumidores combinam as duas modalidades para atender às suas necessidades de compra. Atualmente, três em cada quatro consumidores já adotam essa abordagem híbrida, com quase 80% das pessoas pesquisando produtos e preços online antes de fazer compras em lojas físicas. No entanto, o H-Commerce não deve ser confundido com a multicanalidade, já que representa uma mudança na forma como os consumidores interagem com as marcas, unindo experiências online e offline de maneira complementar.

Como se dá o avanço do H-Commerce e do Retail Media?

Nos últimos seis meses, oito em cada dez consumidores compraram em três ou quatro canais diferentes, com mais da metade fazendo compras diárias ou semanais. O Retail Media, que engloba publicidade em sites, aplicativos e perfis de comércio eletrônico, bem como soluções de visual merchandising e sinalização digital em lojas físicas, está se expandindo rapidamente para atender a essa demanda diversificada.

A presença digital das redes de varejo fez com que elas se tornassem mídias proprietárias e estratégicas, permitindo que os anunciantes alcancem os consumidores de forma eficaz e personalizada. Como resultado, o mercado de Retail Media deve movimentar cerca de US$ 1 bilhão na América Latina em 2023, representando até 16,5% dos investimentos em e-commerce nos próximos dois anos, segundo um estudo publicado pelo eMarketer.

Os principais motivos para esse crescimento incluem a qualidade do tráfego, a capacidade de segmentação de público, o retorno sobre o investimento, os relatórios avançados em métricas e os dados primários dos consumidores. O ambiente rico em dados do varejo permite que o Retail Media ofereça uma visão completa das vendas em todos os canais.

E quais são as tendências para o futuro em H-Commerce e Retail Media?

As marcas e varejistas estão investindo em tecnologia para aprimorar cada vez mais a experiência do H-Commerce. Tecnologias de realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) estão desempenhando um papel fundamental nesse processo, proporcionando uma integração das experiências online e offline. A tecnologia de compras com AR já é um mercado de US$ 2 bilhões e deve crescer significativamente até 2031, de acordo com uma pesquisa do Allied Market Research.

O H-Commerce está redefinindo a maneira como as marcas interagem com os consumidores, oferecendo novas oportunidades e desafios. À medida que o Retail Media continua a crescer, as marcas que se adaptam a essa nova realidade e investem em inovação e estão bem-posicionadas para prosperar na era das compras híbridas.

O IAB Brasil tem trabalhado para auxiliar marcas e anunciantes a conhecerem mais sobre as tendências que permeiam a publicidade digital. Neste sentido, a associação lançou o whitepaper “Novos rumos do varejo online: oportunidades para marcas em retail media e H-Commerce” e abordou o tópico no episódio #38 do IABCast, intitulado “Os novos rumos do varejo online”.

Para saber mais, acesse o site do IAB Brasil.

Fonte: IAB Brasil

O que torna o Retail Media tão atrativo para as marcas?

Centrado no histórico real de compras dos shoppers, o retail media é a nova aposta dos gestores de marketing para gerar uplift de vendas e comprovar o ROI das campanhas digitais; Em duas palavras: performance e transparência

Por Caroline Mayer, VP da RelevanC no Brasil*

Para o varejo, o benefício imediato do Retail Media é a receita adicional obtida por meio da monetização do inventário de mídia e dos perfis dos seus clientes fidelidade. Além disso, permite ao varejista impulsionar suas vendas, em parceria com as marcas, oferecendo uma experiência personalizada que reflita o perfil de compra de cada cliente. Mensagens certas, para o cliente certo, e no momento certo!

Mas afinal, como maximizar / otimizar a receita ?

Traduzindo literalmente a expressão, Retail Media corresponde a qualquer publicidade no ambiente do varejo, seja loja física ou digital. Devido à explosão da publicidade digital e à cultura da exploração dos dados transacionais first party, o retail media vem cada vez mais se firmando como uma das modalidades mais assertivas para influenciar decisões de compras, gerar e metrificar resultados, com uma visão integrada do que acontece tanto no e-commerce como nas lojas físicas.

Por ser baseada em dados 1st Party, o Retail Media é o segmento da publicidade que mais tem se mostrado eficaz para que as marcas possam impactar especificamente o bom shopper ao longo da sua jornada, possibilitando a mensuração da performance com KPIs de business, lembrando que o bom shopper é aquele que compra produtos da marca, dos concorrentes ou ainda itens afins.

Agora, vamos explicar como os dados 1st party acompanham a jornada de compra para influenciar a decisão e medir a eficiência do marketing.

1 – Antes da Compra: Nesta etapa da jornada, é necessário trabalhar a notoriedade da marca e/ou do produto, influenciando o bom shopper enquanto ele navega pelas grandes mídias.

Algo que nem todo mundo sabe é que o parceiro de Retail Media pode prospectar os perfis dos usuários, de forma anonimizada, na sua jornada fora do e-commerce da rede varejista. Isso acontece por meio da compra de mídia nas DSPs (demand side platforms), que são redes de publishers dos sites de conteúdo, ou walled gardens como o Facebook, com o objetivo de trazer ele de volta para o site para apreciar as campanhas em voga.

Portanto, um segundo benefício que o Retail Media pode trazer são visitas na loja, patrocinadas pelas marcas, com potencial de acelerar uma re-compra no varejo.

Por isso utilizamos os dados 1st party transacionais e analisamos o histórico de compra, para assim poder segmentar o bom shopper dependendo dos objetivos comerciais da marca. Por um sistema de customer match, é possível impactar o bom shopper com a mensagem mais certeira.

E como isso é feito na prática? Bem, se o objetivo for fidelização, upsell ou cross sell, esse cliente pode receber mensagens direcionadas sobre as inovações e novidades da marca. Se o objetivo for conversão de novos clientes, podemos impactar compradores de produtos das outras marcas. Por fim, se o objetivo for penetração, é possível influenciar clientes de produtos com afinidade (por exemplo, quem compra pasta de dente pode ser impactado com mensagens de enxaguante bucal).

2 – Durante as compras: Este é o momento de influenciar o bom shopper que está na loja.

Para isso utilizamos dados 1st party navegacionais, permitindo à marca ter visibilidade na boa categoria de produtos.

Vamos dar um exemplo: quando o consumidor busca por um produto em um site varejista, as primeiras opções que aparecerão, potencialmente, são as mais propensas à venda. Por meio do Retail Media, as marcas podem criar ações com mensagens personalizadas que priorizem seus produtos no filtro de buscas do varejista, gerando uplift nas vendas.

3 – Depois das compras: Agora é a hora de mensurar o uplift de venda, gerenciar insights sobre a performance, a mensagem de marketing, a segmentação de clientes para, enfim, podermos otimizar as campanhas seguintes.

É por isso que o varejista precisa ter como parceiro de Retail Media uma empresa com metodologias comprovadas para:

Processar dados em sintonia com as melhores práticas da publicidade, segmentando perfis de público relevantes para as marcas parceiras potenciais e impactando os compradores corretos, além de isolar grupos de controle com as mesmas características de perfil

Programar as campanhas dentro das plataformas de mídia, que podem ser múltiplas, e otimiza-las

Editar relatórios de acompanhamento de resultados (mídia e performance) para as marcas, com a mais alta frequência possível

Interpretar resultados, criar insights e recomendações

Sensacional, não? Estamos vivendo uma verdadeira revolução na publicidade e o grande motivo de comemorarmos esse avanço é podermos nos aproximar dos consumidores e impactá-los com mais eficiência. O Retail Media permite às marcas obter KPIs refinados para impactar o cliente em 360 graus, de forma ultra personalizada, reagindo ativamente com promoções e campanhas e tendo insights de negócios que tragam melhores resultados de vendas tanto na loja física como no online. Grandes marcas precisam estar cada vez mais antenadas com os novos hábitos de consumo para evoluir sua comunicação com o cliente onde ele estiver. Com o Retail Media, essas marcas agora podem medir diariamente a performance de suas mensagens e ações, reagindo imediatamente para tornar as interações com os clientes cada vez mais relevantes.

A maximização da receita para varejo é o grande atrativo do Retail Media, já que é a modalidade capaz de oferecer a melhor performance, transparência de resultados e frequência de dashboards.

O futuro do Retail Media será muito mais automatizado, com o surgimento de tecnologias que permitirão que as plataformas de compra e venda interajam com velocidade e precisão sem precedentes, gerando um ROI cada vez melhor.

O sucesso do Retail Media dependerá em parte da evolução dos varejistas em suas relações com os consumidores. Tal como na internet dos anos 90, a prestação de um serviço adicional permitirá reforçar o rigor e a relevância das ofertas oferecidas aos clientes finais, aumentando assim a sua satisfação.

A revolução do Retail Media será baseada na qualidade da solução e adequação ao mercado.

Publicidade digital: saiba o que está em alta

Setor deve movimentar cerca de US$ 557 bilhões neste ano, o que representa 65% da receita total de anúncios

Segundo o estudo Digital AdSpend Brasil, a publicidade digital nacional movimentou R$14,7 bilhões no primeiro semestre de 2022. Isso representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo período, em 2021.

Crédito: Pixabay

Para 2023 a expectativa, de acordo com pesquisa do GroupM e Magna, é que o setor movimente cerca de US$ 557 bilhões em todo o mundo, respondendo por 65% da receita total de anúncios do ano.

Confira abaixo o que está em alta no setor de publicidade digital em 2023.

Televisão e online andam lado a lado

Segundo pesquisa da Nielsen Media Research com a MetaX, 70% dos entrevistados usam smartphone enquanto assistem televisão. Ainda segundo o estudo, 49% dos entrevistados dizem buscar no celular por produtos que viram um anúncio na TV.

Além disso, dados da empresa GWI apontaram que Brasil é líder regional em tempo gasto pelas pessoas assistindo TV e streaming online, com 1h48 contra, 1h39 da média latinoamericana.

Segundo Khalil Yaghi, Country Manager da Equativ no Brasil, adtech global especializada em análise de vídeo, publicidade programática e monetização de vídeos online, o Brasil é um país propício para as marcas utilizarem as chamadas estratégias “Cross Devices”, que consistem em estar presente em todos os dispositivos que o usuário consome, guiando a jornada de compra.

“Uma das estratégias que têm sido mais utilizadas é a TV Sync, em que um conteúdo passa na TV e por meio de palavras-chave, pré-escolhidas, o anúncio é lançado no celular. Essa ferramenta se faz muito útil, visto que, as pessoas têm utilizado muito mais telas ao mesmo tempo”, explica Yaghi.

Com isso, as empresas têm a oportunidade de testar novos formatos que podem ser muito mais eficazes, por entender os hábitos dos consumidores e dar a eles a oportunidade de adquirirem produtos com muito mais facilidade.

Transparência aumenta desempenho nas campanhas

Para editores ou espaços em que é possível inserir publicidade digital, mais comumente conhecido como “publishers”, ter transparência nos processos de veiculação de anúncios é importante. Dessa forma, é feita a prestação de contas em relação às métricas alcançadas nas campanhas, o que gera melhores resultados de otimização na distribuição dos anúncios. “A transparência nas campanhas publicitárias faz com que seja identificada a fonte de otimização, sendo assim, a estratégia é importante, porque permite que sejam feitos ajustes para aprimorar o desempenho. Isso facilita que ela seja feita de forma assertiva”, destaca Yaghi.

Além disso, a visibilidade obtida com a transparência proporciona benefícios imediatos na inserção publicitária, como o acesso a inventários premium, status dos estoques em tempo real e o desempenho preciso das métricas em torno de disponibilidade, receita, entre outros.

Consumidor e anunciante conectados em momentos chave com a Retail Media

Uma das mais comentadas tendências, tendo em vista o mercado em crescimento no Brasil, é a Retail Media. Com o rendimento global de mídias de varejo, as marcas buscam métodos alternativos para atingir e segmentar o público. Este formato de publicidade é considerado como uma 4ª plataforma da publicidade e consiste em oferecer soluções baseadas nos dados de navegação do consumidor relacionado à compra. Este mecanismo permite que os anunciantes consigam exibir seus produtos em variados momentos da jornada do usuário.

Em 2023, a estimativa da consultoria inglesa Warc, que integra o grupo Ascential, é de um crescimento de 10,1% na mídia de varejo, elevando os gastos com esse tipo de publicidade para US $121,9 bilhões globalmente.

Ainda segundo o levantamento da Warc, os gastos com retail media mais que dobraram durante 2019-2022, e deve se tornar mais valiosa para os anunciantes do que a TV linear até 2025.

CTV cresce na América Latina, onde 41% da população têm uma Smart TV

Essencialmente, a CTV é uma TV que se conecta automaticamente à internet ou usa um dispositivo para isso. Se enquadram nessa categoria as smart TVs, consoles de jogos e caixas de streaming, sendo que todas atuam como uma plataforma que executa aplicativos de streaming (OTT).

De acordo com levantamento da Comscore em colaboração com a IAB, a CTV atinge mais de 150 milhões de espectadores na América Latina, o equivalente a 41% de sua população, com 97% das residências possuindo pelo menos uma smart TV.

Além disso, a pesquisa aponta que, depois de ver uma publicidade, 32% dos espectadores aprendem sobre um novo produto; 31% procuram o produto anunciado; 24% discutem sobre o anúncio; 19% falam sobre a publicidade com outra pessoa e 15% compram o produto anunciado.

Publicidade em áudio já é realidade

Cada vez mais usuários ouvem podcasts, web rádios, plataformas de música e rádios offline, e a publicidade pode aparecer nos dispositivos. Para se ter uma ideia, estudo da Statista com Ibope e CupomValido.com.br mostrou que o Brasil tem 30 milhões de ouvintes de podcast, o que coloca o país como o terceiro maior consumidor do formato no mundo.

“Por meio da plataforma os anúncios chegam de maneira mais segmentada, de acordo com a categorização e palavras-chave dos usuários. O Brasil é um dos principais mercados de podcasts do mundo, isso abre uma vasta possibilidade para a publicidade e, dessa forma, as marcas apenas ganham ao investir nesse segmento”, pontua o executivo.

O mercado de publicidade digital se organiza para um mundo sem cookie

Há muito tempo se fala sobre o fim dos chamados “cookies”, pequenos arquivos salvos que os sites enviam aos navegadores, com a finalidade de coletar dados pessoais dos usuários. Segundo levantamento da IAB, 54% dos associados da empresa se dizem preparados para o fim dos cookies. Uma das estratégias adotadas é a segmentação contextual, utilizada por 54% dos profissionais de marketing, de acordo com o estudo da Insider Intelligence, 2021.

Com isso, o mercado de publicidade digital tem se reorganizado para se adequar às mudanças, ao investir em novas estratégias, como empresas que possuem tecnologias que utilizam novas formas de segmentação. Existem diversas estratégias que podem ser adotadas, principalmente com o avanço da inteligência artificial, que possibilita o mercado levar conteúdos relevantes para os consumidores.

“A segmentação contextual tem sido cada vez mais utilizada porque permite que as campanhas sejam formuladas a partir do que o usuário consome. A tecnologia desenvolvida pela Equiv lê os conteúdos em formato de áudio e vídeo e os transforma em texto, de forma a combinar com palavras chaves relevantes para a marca. Assim, os anúncios são inseridos em contextos adaptados e seguros para a audiência alvo”, finaliza Yaghi.

Fonte: Assessoria de Imprensa Toledo do Brasil