Os bons tempos na publicidade sempre estão por vir. O resto é saudades.

Por Marlon Muraro*

Na vida, sentimos saudade do que vivemos, de quem conhecemos, dos momentos que compartilhamos. Isso é saudável.

Para muitos, a vida passada era melhor, as gerações anteriores eram mais capazes, a publicidade que se fazia era quase perfeita — e até a televisão era mais bem-feita. Isso é saudosismo.

Todos nós conhecemos um tio, uma avó ou mesmo um amigo que vive declamando juras de amor ao que já passou. Para eles, tudo era bom e melhor “naquele tempo”: tudo fazia mais sentido, tudo tinha mais sabor. Sempre que ouço esse tipo de discurso (sim, conheço algumas pessoas assim), tenho a sensação de que a vida seguiu seu curso… e elas se recusaram a continuar a jornada.

É natural sentirmos saudade de muitas coisas do passado — assim como, no futuro, sentiremos saudade do que estamos vivendo agora. Esse é o ciclo natural da vida. Na publicidade, não é diferente.

Talvez estejamos vivendo um vácuo criativo. Há muitos bons profissionais e clientes promissores, mas o que se cria e veicula está, na maioria das vezes, preso ao intervalo entre o medíocre e o pós-medíocre. São raros os exemplos atuais de publicidade que nos surpreendem, emocionam, nos fazem sorrir ou chorar. Mas eles existem. Se ainda não viu, assista ao filme do Boticário para o Dia das Mães (“Tormenta”) ou ao filme “Carta”, da Coca-Cola, para o Natal de 2020.

Quem gosta de publicidade sente saudade dos anos 70, 80 e 90 — épocas em que campanhas como essas surgiam todos os meses. E talvez essa seja a grande diferença: ainda existe publicidade de altíssima qualidade hoje em dia — o que mudou foi a intensidade e a frequência com que ela aparece.

Há explicações para isso: a adoção do algoritmo como guia criativo mais pragmático; a necessidade de rapidez para testes A/B; a volatilidade, a falta de atenção e de tempo do consumidor multitela; o uso indiscriminado da Inteligência Artificial (ou você acha que a I.A. faria um dos dois filmes que citei acima?) e até mesmo o receio dos clientes em correrem riscos e buscarem o novo, o disruptivo, o diferente.

Não sou saudosista a ponto de dizer que a publicidade do passado era melhor ou superior. Acredito apenas que o mercado, os clientes e a comunicação precisaram se transformar e se adaptar ao presente.

Mas que eu sinto saudade do que via nos intervalos comerciais da TV aberta… ah, isso eu sinto mesmo.

*Marlon Muraro é professor do Centro de Comunicação e Letras (CCL) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

São José Esporte Clube completa 92 anos com um novo patrocínio

Patrimônio da cidade e símbolo do Vale do Paraíba, o clube ganha o reforço do albert, que passa a integrar o grupo de empresas que apostam em sua representatividade.

O albert é o mais novo patrocinador do São José Esporte Clube e parabeniza o time pelo aniversário de 92 anos, celebrado nesta quarta-feira (13 de agosto). O nome do albert figura agora nos uniformes oficiais da equipe, juntamente com outras grandes empresas.

O albert marcou presença como patrocinador oficial do São José Esporte Clube nos jogos realizados em 27 de julho e 3 de agosto. As ativações aproximaram ainda mais a marca da comunidade esportiva, gerando novos associados e fortalecendo o relacionamento com torcedores, diretoria e equipe administrativa, que demonstraram entusiasmo e apoio à parceria.

O torcedor Daniel Rodrigues reforçou esse vínculo ao elogiar a atuação da equipe: “Parabéns a toda equipe que está fazendo um excelente trabalho de divulgação nos nossos jogos e apoio ao nosso clube de coração”.

Atualmente, o time do São José está em uma ótima fase e disputa a Copa Paulista, cujo campeão escolhe jogar o Campeonato Brasileiro da série D ou a Copa do Brasil em 2026.

“Assim como o futebol é paixão nacional, o São José faz parte da cultura dos joseenses e reúne famílias inteiras para assistirem às partidas nos finais de semanas. O patrocínio é a forma que encontramos para homenagear um time que é patrimônio da cidade e da região do Vale do Paraíba”, explica o idealizador do albert e CEO do grupo Vitae Brasil, Luis Namura.

Durante sua trajetória, o São José vivenciou momentos de altos e baixos, mas um ano especialmente marcante foi 1989, treinado pelo ex-meio-campista da Águia, Ademir Mello, e com um elenco composto por vários atletas de nível nacional, o São José surpreendeu todos os grandes e fez, no Martins Pereira, um dos jogos mais memoráveis de sua história contra o Corinthians. No dia 25 de junho, o time chegava, pela primeira vez, em uma semifinal do Paulistão e, com a vantagem de decidir em casa, buscava reverter o placar adverso da primeira partida na capital. A Águia driblou os corinthianos e garantiu a sua vaga na final com uma vitória de 3 a 0. Na finalíssima, enfrentou o São Paulo em duas partidas no Morumbi e sagrou-se vice-campeão Paulista. Após a bela campanha vitoriosa, o clube fez sua primeira excursão internacional para a Espanha, onde fez 9 jogos amistosos (com 5 vitórias e 4 empates). No mesmo ano, foi vice-campeão Brasileiro da Série B, o que assegurou novamente uma vaga na elite do Brasil.

Vários nomes de peso do futebol já passaram pelo clube e contribuíram para escrever sua história:

Émerson Leão – hoje técnico aposentado e que, como jogador (goleiro), foi campeão da Copa de 70 com a Seleção Brasileira. Ele começou sua carreira no São José, nos anos 60.
Roque Junior – ex-zagueiro da Seleção Brasileira campeão da Copa de 2002. Começou no São José nos anos 90. Ganhou destaque e foi negociado com o Palmeiras. Depois defendeu grandes clubes da Europa como o Milan-ITA e Bayer Leverkusen-ALE.
Dorival Junior – jogou no São José nos anos 90.
Viola – ex-atacante campeão da Copa de 94 com a Seleção Brasileira jogou o São José em 1990. Depois de defender o São José ganhou fama defendendo o Corinthians e mais tarde o Palmeiras.
Donizete Pantera – ex-atacante da Seleção Brasileira defendeu o São José em 1989. Brilhou jogando nos clubes cariocas como o Vasco e o Botafogo nos anos 90.

Mas o maior ídolo da história do clube é o atacante Tião Marino. Jogando com a camisa do São José, ele fez 224 jogos e marcou 82 gols nos anos 80, quando o clube chegou a jogar a elite do futebol paulista e brasileiro contra os grandes clubes do país. Hoje, ele está com 74 anos e mora em Ribeirão Preto.

A construção de um Centro de Treinamento, a administração sob concessão pública do estádio Martins Pereira, investimentos nas categorias de base e o apoio de uma cidade apaixonada pelo São José são alguns dos pilares para assegurar uma estrutura de acordo com as ambições do clube para as próximas décadas.

Sobre o albert:

O albert é uma rede que melhora as relações de consumo, ou seja, de quem vende e de quem compra. O app, está disponível nas regiões do Vale do Paraíba e Grande São Paulo e, segue em expansão. Ele possui esse nome para homenagear Albert Einstein, um dos gênios na história da Física.

Uma das ferramentas usadas pelo aplicativo é o cashback, mas com algo a mais. Além do cliente ganhar o benefício ao efetuar uma compra em um parceiro, é possível ganhar gratificações por meio do Member Get Member, ao convidar os amigos para usarem a plataforma.

Para entrar nessa rede e participar do aplicativo, é necessário receber um convite de um associado ou acessar esse link.

Fonte: Parceria Agência Maria Fumaça e Comunicaê – Patrícia Lima

ChatGPT e gestão de tráfego: como o marketing está mudando com a IA generativa

Na era da inteligência artificial (IA), as estratégias de marketing digital estão se reinventando — e o ChatGPT emergiu como protagonista dessa transformação. A crescente adoção da IA generativa está redefinindo a forma como marcas atraem audiências, otimizam conteúdos e impulsionam a gestão de tráfego digital.

A tecnologia vem ganhando relevância como motor de busca alternativo. Dados da Semrush mostram que a plataforma da OpenAI já gera tráfego de referência para mais de 30 mil sites, sobretudo nos segmentos de educação e tecnologia — um sinal claro de mudança no comportamento dos usuários. Hoje, mais de 54% das consultas são respondidas sem que haja necessidade de recorrer a uma busca tradicional na web, evidenciando a ascensão de um modelo centrado em respostas instantâneas e conversacionais.

No cenário global, ferramentas de busca com IA, como ChatGPT e Perplexity, já capturam 5,6% do tráfego de buscas em desktops nos EUA (junho de 2025), um salto expressivo em apenas 12 meses. Esse avanço impulsiona novas abordagens de otimização, como a Generative Engine Optimization (GEO), que busca tornar conteúdos visíveis e confiáveis para respostas geradas por inteligência artificial — uma evolução do SEO tradicional.

Profissionais de marketing vêm se adaptando rapidamente. Um artigo recente da Forbes destacou cinco prompts eficazes para potencializar o ChatGPT na geração de tráfego, aplicáveis desde pesquisas de mercado e definição de palavras-chave até a criação de rascunhos alinhados ao público-alvo. Na prática, marcas já utilizam a ferramenta para:

● Criar ideias de conteúdo e pautas (content ideation)
● Mapear público e comportamento (audience research)
● Redigir posts, e-mails e roteiros (content creation)
● Explorar oportunidades em eventos ou campanhas sazonais
● Transformar linguagem técnica em textos envolventes e acessíveis

Com mais de 180 milhões de usuários de internet e penetração de 86,6%, o Brasil é um terreno fértil para inovações digitais como o uso do ChatGPT em marketing e gestão de tráfego. A combinação de alto engajamento online e busca por eficiência coloca os profissionais diante de uma encruzilhada: insistir nos modelos clássicos de SEO ou abraçar a criação de conteúdo conversacional otimizado para IA.

“Ferramentas de inteligência artificial conversacional não substituem os buscadores tradicionais, mas inauguram um novo paradigma de engajamento digital”, afirma Matheus Mota, estrategista de conteúdo e Head de Marketing da Portão 3 (P3). “O foco deixa de ser apenas o SEO clássico, centrado em cliques, e passa a valorizar o que chamamos de GEO: a otimização para respostas geradas por IA. Marcas que souberem integrar essas tecnologias em suas estratégias sairão na frente, especialmente em um cenário onde a visibilidade começa já na primeira interação automatizada.”

Fonte: Jangada Consultoria de Comunicação

Marketing em xeque: mais de 70% das empresas não alcançaram essas metas em 2024

Por Renato Sobrinho*

Uma boa estratégia de marketing pode servir como um excelente GPS para guiar as empresas frente a um futuro cada vez mais promissor. Mas, como calibrá-lo corretamente, para que consiga apontar o melhor caminho? Para muitas empresas, as métricas de vendas acabam sendo as grandes referências para ajustar essa rota – algo que, nem sempre, contribuirá para que conquistem os objetivos desejados. Muitos outros dados podem ser utilizados para direcionar os planejamentos a serem seguidos, cabendo à cada organização essa alteração do foco para que consigam resultados cada vez melhores.

Segundo um estudo do Panorama de Marketing e Vendas 2025, 71% das empresas não atingiram suas metas de marketing em 2024. Quando nos aprofundamos na pesquisa para entender melhor o que pode ter prejudicado isso, 34% dessas equipes focaram essas ações para gerar uma maior demanda; 27% em fortalecer a marca; 14% em inovações digitais; e 13% em estreitar relacionamentos.

Esses dados evidenciam como grande parte dos negócios ainda prioriza o aumento do número de vendas na elaboração das ações que serão implementadas, o que, nem sempre, acaba contribuindo para a conquista do crescimento real da empresa. Dentro do marketing, existem muitas outras informações que podem servir como referência para definir o crescimento do negócio em questão, contudo, as nuances são diferentes e, portanto, nem sempre colocar as vendas em destaque pode ser a escolha mais sábia.

Outros números que podem servir como uma metrificação da evolução da empresa incluem novos clientes, consumidores fidelizados, crescimento dos números de seguidores nas redes sociais, aumento de menções na web, visitas aos espaços físicos, números de contatos recebidos, dentre muitos outros.

Com essa maior diversidade de dados em mãos, o marketing pode pegar emprestado um conceito central da área de growth, chamado de North Star Metric (Métrica Estrela Norte ou NSM), através do qual é possível evitar ilusões de crescimento e focar no longo prazo – mostrando o que realmente impulsiona o negócio, garantindo retenção e alinhando toda a empresa ao mesmo objetivo.

Ao utilizar essa tática de mensuração de resultados, pode-se fugir de possíveis falhas das quais os outros KPIs estão passivos de apresentar, como: otimizar para receita imediata e prejudicar o futuro, interpretar picos de vendas como crescimento real, perder de vista o valor real entregue ao cliente, desalinhamento entre áreas, ignorar problemas de retenção e engajamento, e medir o que é fácil e não o que importa.

Através do uso dessa ferramenta, tanto a miopia de marketing (enxergando apenas o que está à sua frente, ignorando possíveis oportunidades a serem exploradas) quanto a hipermetropia (não focar no que está à sua frente, visando apenas o futuro) podem ser evitadas. Dessa forma, novas metas de marketing podem ser definidas, junto a métricas que realmente farão sentido para o negócio.

Levando essa premissa aos dados apresentados no estudo acima, por exemplo, temos uma parcela de entrevistados que apresentam “inovar no digital” como uma meta. Mas, como isso pode ser mensurado? Como essa inovação vai impactar o crescimento do cliente? Provavelmente, são perguntas que não podem ser respondidas, mas que deveriam, para que essa estratégia consiga gerar valor ao negócio.

Sair da bolha de focar somente nos dados remetentes às vendas pode ser um grande desafio para muitas empresas, uma vez que exige que saiam dessa sua área de conforto e comecem a analisar outros números e fatores importantes. Porém, a visualização de suas operações por outros ângulos pode ser bem mais vantajosa e útil para seu crescimento ao longo do tempo.

*Renato Sobrinho é um especialista em Growth, Marketing e Vendas.