Artigo aborda as lives próprias

Lives próprias: um novo negócio a favor das marcas

por Rodolfo Darakdjian, da OPL Digital”

Assim que a quarentena teve início, em março desse ano, uma enxurrada de lives tomaram a internet.

Eram artistas dos mais variados gêneros que, impossibilitados de irem aos palcos, viram nesse formato uma boa forma de conexão com seus públicos também, quem sabe, de gerarem alguma receita.

Image by Nadine_Em from Pixabay

Acompanhamos então por semanas, lives sertanejas, infantis, pagodeiras ou regueiras; enfim, estava todo mundo lá. De segunda a segunda, por volta das dezoito horas, com certeza, tinha uma live perto de você.

Com esse boom, modelos comerciais foram criados e levados ao mercado e discussões até então desconhecidas, surgiram, como o fato de artistas consumirem bebidas alcoólicas durante os vídeos; e de repente essa história de live acabou virando uma boa oportunidade para marcas também buscarem conexão com seus públicos nesse momento em que muita gente estava presa dentro de casa.

Passados alguns meses, todos já estavam mais conformados com a situação da pandemia, já cientes dos novos hábitos e até, de certa forma, alguns segmentos do mercado retornando suas atividades lentamente.

Nesse cenário, porém, é interessante notar que as lives deverão continuar por muito mais tempo na vida dos brasileiros. Elas continuam lá, com seu público fiel, levando entretenimento toda noite, de segunda a segunda por volta das 18 horas… seja pelo Instagram, pelo YouTube ou qualquer outra ferramenta.

Porém, o que se nota agora, ou de alguns meses pra cá, é que – se antes as marcas embarcavam suas mensagens a custos altíssimos em conteúdos de artistas – agora essas mesmas marcas começaram a perceber que podem criar seus próprios conteúdos. Bom, não?

Nas últimas semanas, marcas como C&A e Renner usaram seus perfis em mídias sociais para buscar conexão com seus consumidores. Interessante notar que, na maioria das vezes, utilizaram o espaço para discutir questões sociais ou de categoria, não necessariamente esfregando o produto em tela.

Seria essa então uma nova tendência na comunicação de marcas num pós-pandemia? Na divulgação das lives de marcas que estavam pulverizadas pela internet, formatos comerciais citavam data e hora da live e o botão de ação já possibilitava ao usuário que, ao clicar, o evento fosse diretamente levado ao seu calendário.

Novos tempos! E sua marca, já pensou em construir lives para melhor dialogar com seus consumidores?

Fonte: Creativosbr – Daniella Azzoni

Coluna “Discutindo a relação…”

Só não aprendeu quem não quis…

Um dos ganhos inquestionáveis deste período de isolamento social (sim, o período é terrível, mas houve ganhos) é o acesso gigantesco que passamos a ter de forma gratuita a eventos, cursos e treinamentos.

Image by Manfred Steger from Pixabay

Todos que gostam e praticam comunicação, marketing e propaganda viram essa profusão ocorrer ao longo destes meses. Houve muito entretenimento (as lives musicais, principalmente), mas também muito curso gratuito, muitos eventos antes presenciais e pagos aconteceram de forma gratuita.

Dois exemplos: o Digitalks Expo e o Youpix Summit. Eu acompanhei tudo o que consegui, entre um compromisso e outro. Mas são só dois (ótimos) exemplos. Houve e está havendo muito mais. Muitas escolas (técnicas e universidades) abriram cursos e treinamentos gratuitos. Muitos profissionais por conta própria criaram e disponibilizaram conteúdos.

A Meio&Mensagem fez uma extensa série de lives diárias, de segunda a sexta, com grandes lideranças do mercado publicitário: o Conectando o Mercado. Vi vários deles ao vivo e outros fui buscar as gravações lá no canal deles no Youtube.

O mesmo ocorreu com a universidade em que trabalho. Ao mesmo tempo em que a Universidade de Taubaté (Unitau) correu para oferecer ensino remoto – em prazo recorde e com uma eficaz orquestração – também criou, produziu e disponibilizou uma grande e variada quantidade de lives e conteúdos gravados.

Vi vários ex alunos e alunos postando nas redes sociais prints de certificados de cursos, treinamentos e eventos que conseguiram participar. Com certeza acrescentaram pontos importantes em sua formação pessoal e profissional.

Fica a lição: aprender é sempre uma questão de querer aprender.E neste período difícil quem quis aprendeu!

Artigo trata de exposição digital e marketing pessoal

Exposição virtual e Marketing pessoal

*por Flávia Roberta Fernandes

No período do isolamento social, a tecnologia intensificou a aproximação dos indivíduos, separados fisicamente. Lives, reuniões, eventos, todos estes acontecimentos facilitados pelas tecnologias da informação evidenciaram neste período, o comportamento frente “as câmeras” diárias do mundo virtual. Da mesma forma, reforçou certos cuidados de comportamento e uma atenção redobrada frente a tamanha exposição virtual.

Podemos considerar que a postura e comportamento devem ser balizados pelo tipo de evento virtual que participamos. Em um evento social on-line realizado entre amigos, a descontração, as brincadeiras e toda a informalidade são bem-vindas. Mas diferentemente, em um evento corporativo, uma reunião organizacional, lives ou gravações institucionais, a postura dos participantes deve refletir o profissionalismo, bem como os comportamentos advindos de suas competências técnicas e comportamentais.

No ambiente virtual, as informações, ações e atitudes pessoais ou organizacionais tornam-se mais aparentes e tomam proporções globais em tempo real, neste sentido cabe lembrarmos que a proximidade e a facilidade das conexões proporcionadas pelo ambiente virtual, podem ser um aliado para marketing pessoal ou um grande vilão e criar uma imagem negativa deste profissional.

Já que de alguma forma, cada indivíduo exerce uma determinada influência a um grupo social e tem a capacidade de projetar sua imagem ou a forma como pretende ser visto nos ambientes que percorre, alguns cuidados e atenção podem ajudar a reforçar a marca pessoal e profissional e até protege-lo de críticas quanto sua postura:

1. Se “nós somos nossa marca”, nosso valor deve ser fundamentado no produto do conhecimento que apresentamos. Expertises profissionais, Know-how, habilidades técnicas, comportamentais e relacionais devem ser a primeira impressão e a constante percepção que as pessoas devem ter de nós.
2. As redes sociais podem ser fortes aliadas para reforçar nosso conhecimento, habilidades e atitudes, para tanto, o cuidado com a privacidade, com as exposições da vida pessoal, com publicações e comentários ou abertura de informações organizacionais, devem ser observadas atentamente e até evitadas.
3. O tempo é uma moeda preciosa, por isso ser pontual, seguir pautas de reuniões, evitar conversas desnecessárias e respeitar o tempo estabelecido para os eventos virtuais, demonstra respeito aos participantes.
4. O marketing pessoal nas redes sociais não tem relação com egocentrismo, exibicionismo ou ainda, com uma promoção pessoal.

A construção da identidade e da credibilidade de um profissional não está dissociada da postura pessoal, ambas andam juntas e conectadas. Por isso é importante lembrar que a maneira como nos portamos em “ambientes informais”, como tratamos superiores ou subordinados, não deve ser oportunizada pela relação de ganha-ganha ou por uma posição hierárquica-social, mas regida pela métrica do respeito aos indivíduos a despeito de seus títulos e posições. Cabe ressaltar que no mundo virtual, tudo fica mais aparente, então cada vez mais as dualidades se sobressaem.

* Flávia Roberta Fernandes é professora-tutora do curso Assessoria Executiva Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Página 1 Comunicação – Ana Paula Scorsin

Uma boa estratégia para engajar equipes: gamificação

Gamificação com instrumento de engajar equipes

*por Luiz Alexandre Castanha

Em meio a um cenário cada vez mais desafiador para aprimorar a qualificação e aumentar a produtividade de profissionais, a educação corporativa tem sido uma solução cada vez mais adotada pelas empresas e algumas abordagens inovadoras têm se destacado.

É o caso da gamificação (do inglês gamification). O uso do design e da mecânica de jogos para enriquecer conteúdos educativos aumenta o engajamento, a produtividade e a sensação de pertencimento e propósito dos trabalhadores à corporação.

Luiz Alexandre Castanha

E a verdade é que a gamificação não é nenhuma novidade. Já tem dez anos de história, mas segue evoluindo de forma exponencial. Seu uso continua crescendo porque é amplamente validada em termos de resultados.

O mercado de gamification foi avaliado em US$6.8 bilhões em 2018, com a projeção de que a área alcance a marca de US$40 bilhões por volta de 2024. O retorno que a gamificação traz para as empresas fala por si próprio. Cada vez mais ouvimos sobre a qualidade do ambiente do trabalho, a motivação dos colaboradores e seu desempenho.

O momento também ajuda: nunca se jogou tanto no Brasil. De acordo com a 7ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), em 2020, 73,4% dos brasileiros dizem jogar jogos eletrônicos, independentemente da plataforma, um crescimento de 7,1% em relação ao ano passado.

As aplicações de gamification crescem nos mais diversos segmentos, em todo o mundo. Na área da Saúde, por exemplo, elas geralmente envolvem automonitoramento, atividades físicas e formação de profissionais de saúde, como é o caso da solução gamificada adotada em um hospital de referência de São Paulo. Trata-se de um simulador digital centrado no treinamento de uma situação de socorro a uma vítima de parada cardiorrespiratória.

No setor de Mobilidade também vemos cada vez mais novidades. No final de 2019, foi lançado o programa Uber Rewards – programa de fidelidade para usuários do app de transporte, que já chegou a 15 cidades brasileiras. Com ele, a empresa pretende aumentar a vantagem sobre os concorrentes. Seguindo o exemplo da Uber, o mercado de mobilidade e logística tende a apostar no gamification como fator de diferenciação e competitividade.

Já para treinamentos corporativos, o conceito de gamificação vem se apresentando como um complemento importante em e-learnings e outras soluções digitais voltadas à especialização, aprimoramento técnico e produtividade.

Utilizando recursos similares aos de jogos eletrônicos, são criados cenários capazes de envolver cada colaborador em um esforço individual, mas com metas e objetivos compartilhados.

A estratégia propõe uma competição saudável entre os colaboradores, com recompensas estimulantes. Além da chance de compartilhar evoluções pessoais e buscar soluções complementares para os desafios.

O exército americano, por exemplo, desenvolveu um simulador em realidade virtual para treinamento dos seus soldados. Utilizando um sistema de captura de movimentos, o game cria um ambiente realista, por meio de um equipamento com um display no capacete (que não tira a visão periférica) e permite que soldados e treinadores assumam diferentes papéis para simular vários cenários, com civis ou soldados inimigos.

A multinacional Microsoft também usa a gamificação para os colaboradores, por meio de um sistema que ajuda as equipes de testes a encontrarem falhas nas traduções dos softwares da empresa.

Desta forma, a estratégia tem se mostrado bastante efetiva em corporações. Tornar o trabalho mais eficiente usando a tecnologia para estimular os colaboradores e também divertir é algo possível.

E o que podemos perceber diante disso tudo é que não existem limites para a gamificação. Aplicar as técnicas dos jogos em universos que vão além da imaginação, com caminhos por ora mais lúdicos, por ora mais técnicos, é algo que tem um potencial indiscutível.

Ao lembrar que o Brasil é o 13º maior mercado de games do mundo, podemos perceber que temos conhecimento na área e habilidades a serem exploradas como maneira de expandir a aplicação do gamification, que é uma tendência mundial, sobretudo neste novo momento.

A ideia é exatamente não remar contra o que surge e vem de novo, e sim, aliar todas essas ferramentas digitais que temos hoje. É essencial avaliar o contexto para escolher a estratégia correta para educação. Só assim será possível tornar as atividades mais produtivas e os funcionários mais engajados e qualificados.

*Luiz Alexandre Castanha é especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais. Mais informações em https://alexandrecastanha.wordpress.com/

Fonte: Conecte Comunicação – Eliane Tanaka