Boa gestão de influencers gera grandes resultados

Gestão de campanhas com Influenciadores gera volume de negócios que já atrai gigantes

Por Thiago Cavalcante (*)

Se havia dúvidas sobre o poder de impacto dos influenciadores digitais, o Covid-19 serviu para acabar com elas. Por meio de diversas campanhas realizadas nos primeiros meses deste ano, as chamadas celebridades do mundo virtual ajudaram a convencer pessoas a ficarem em suas casas, usarem máscaras, doar alimentos aos necessitados e uma série de outras iniciativas que garantiram a construção de uma imagem simpática junto aos clientes para várias marcas no período da pandemia.

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Um indício de como a utilização desta estratégia já foi incorporada definitivamente ao orçamento das agências foi o faturamento alcançado pela startup brasileira Inflr, que superou os R$ 5,4 milhões entre janeiro a abril. A empresa desenvolveu a primeira plataforma que conecta anunciantes a influenciadores dentro de um marketplace onde os anunciantes promovem seus produtos e serviços utilizando a influência dos ‘famosos’ junto a seus seguidores nas redes sociais. Essa receita veio de clientes como Itaú, Droga Raia, Laureate, Porto Seguro, Heineken, GSK, Amstel, entre outros

Pesquisas estimam que a atividade publicitária com influenciadores deve movimentar até US$ 7 bilhões no mundo em 2020 e este montante, como era previsível não passou despercebido pelas gigantes globais da tecnologia.

Desta forma, marcas como Alibabá e Playstation anunciaram recentemente o lançamento de soluções que prometem fomentar ainda mais este setor.

A gigante chinesa acaba de lançar a AliExpress Connect. O objetivo da empresa é criar um serviço no qual pequenas e médias empresas possam contratar influenciadores com apelo comprovado ao seu público-alvo. Dentro do serviço, o influenciador conecta seus perfis em redes nas redes sociais e faz a solicitação para participar das campanhas, que podem variar desde a replicaca de conteúdo, passando pelo uso de hashtags ou geração de conteúdo original. O influenciador é pago de acordo com as vendas geradas por meio da sua divulgação.

Já o PlayStation Brasil lançou a plataforma Jogando na Rede, que possibilita conexão entre a empresa, os criadores de conteúdo e o público final. Os influenciadores precisam fazer as missões, disponibilizadas pela PlayStation Brasil, para ganhar pontos, que podem ser trocados por prêmios exclusivos dentro da própria plataforma.

Estudos recentes mostraram que a maioria dos internautas brasileiros segue personalidades nas redes sociais e até 50% destes seguidores consomem produtos indicados pelas novas vozes da era digital. Mas, apesar de toda a efervescência em torno de seus nomes e atitudes, é ainda preciso profissionalizar este mercado formado por influenciadores de diversos nichos e alcances. Isto porque os profissionais de marketing se deparam com muitas dúvidas no momento de tomar uma decisão sobre este tipo de estratégia. Qual é o melhor nome? Qual o real nível de engajamento dele ou dela junto aos seus seguidores? E é aí que a tecnologia preenche a lacuna.

O algoritmo criado pela Inflr, por exemplo, calcula o valor de influência do post baseado no real engajamento promovido pelo influenciador. A ferramenta gera um índice de qualidade que considera vários quesitos, mas principalmente o engajamento do post. Para que a análise seja precisa, o algoritmo é integrado em diversas API’s de machine learning, o que gera um score e, posteriormente, o valor do post.

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Desta forma a startup consegue entender, por exemplo, porque duas pessoas com 500 mil seguidores podem entregar resultados bastante diferentes e, portanto, cobrar mais ou menos pelo serviço.

Outros avanços podem ser vistos na possibilidade de fazer campanhas de remarketing e inclusive multissegmentar essa entrega por: idade, sexo, geolocalização, comportamento de compra etc.

Dessa forma, é possível concentrar em um único lugar tanto um repositório de influenciadores (divididos por diversos nichos) como uma central que pode ser usada por empresas de diversos tamanhos para impulsionar vendas.

E este é só o início.

Pelo que parece, a consolidação deste novo mercado para os influenciadores só depende de que eles se mantenham relevantes para os seus respectivos públicos. Isto feito, a tecnologia fará todo o resto para que eles influenciem cada vez mais e melhor, trazendo os resultados que o mercado publicitário tanto espera.

* Thiago Cavalcante é diretor de novos negócios da Inflr

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa

Coluna “Discutindo a relação…”

Qual será o papel da propaganda na retomada? Ou: vamos criar um climão?

Antes de qualquer coisa preciso escrever aqui que não há condição de prever o que virá com um mínimo de confiabilidade. E que a proposta desse texto não é um exercício de futurologia.

O que quero discutir aqui é o que a propaganda pode fazer para tornar o cenário pós isolamento social menos desastroso. Discutir que papel a propaganda pode exercer na retomada da economia e dos negócios.

Dito isso tudo vamos em frente!

Criar um ambiente positivo

A propaganda pode e deve trabalhar junto às marcas para criar um bom ambiente para o país. Buscar um discurso que reconheça as dificuldades, mas que ao mesmo tempo motive a população a enfrentar e ter esperança. Tem que ser um discurso positivo aliado a ações concretas por parte dos anunciantes.

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Creio que as agências e seus clientes devem pensar e por em prática coisas que ajudem as pessoas. Que as motivem.  O que exatamente será eu não sei. Marcas e agências vão ter que buscar o que é mais sensível e urgente em cada segmento. Já vimos um ensaio disso durante a pandemia por parte de alguns anunciantes e suas agências.

O que importa são as pessoas

O centro de tudo deve ser o lado humano. A preocupação verdadeira com as pessoas. As marcas precisam e devem vender. Produtos e serviços precisarão ser escoados. Mas entender o que pode de fato ser decisivo para que as pessoas retomem uma “vida normal” e comunicar e apoiar iniciativas em torno disso é fundamental.

A propaganda sempre foi motivadora

Sim, a propaganda ao longo da história ajudou a educar, a mudar e construir hábitos. Agora mais do que nunca deve buscar o diálogo, a comunicação de mão dupla. Ou melhor, multidirecional. Participar das conversas e construir discursos que resgatem a auto estima das pessoas. Que apoiem as pessoas em busca de novos caminhos e de novas soluções.

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Tornar visíveis as novas oportunidades

As marcas e as agência podem e devem mostrar às pessoas onde há novas oportunidades. Onde há espaço para uma nova colocação, um novo emprego, uma nova área de atuação econômica e até mesmo uma área que careça de empreendedores.

Sim, como diz aquele banco em suas peças publicitárias…

Só não dá pra ficar parado, só não dá pra não fazer nada. Temos que tentar. Mesmo que a gente erre. Mesmo que muitos digam que não estamos ajudando muito. Não importa. Temos que fazer.

Vamos começar a criar um climão positivo acima de todas as diferenças. Tá difícil. A política não ajuda. O isolamento também não. Mas não importa.

Acredito que temos a obrigação de fazer! Vamos criar esse climão!!!

Artigo trata de lives e o que é fundamental para fazê-las

 As lives estão em alta e você precisa saber o fundamental

por Paula Tebett*

As lives são uma ferramenta criada por diversas redes sociais com o objetivo de permitir que pessoas realizem transmissões ao vivo a seus seguidores. Um jeito de compartilhar conhecimento com a audiência e ao mesmo tempo interagir em tempo real. Por esse motivo, muita gente tem receio de apostar na ferramenta, seja por possuir algum bloqueio ou mesmo não saber por onde começar. Ter em mente com clareza que, na live, o conteúdo vai prevalecer, pode ser um excelente ponto de partida e ajudar a desapegar de pormenores que travam quem está transmitindo.

Paula Tebett

Aqui você confere seis dicas para falar sobre seu conteúdo de forma eficiente para a sua audiência e superar de vez o medo de transmissões ao vivo.

1 – Lembre-se: não é sobre você

Realmente não é fácil olhar para a câmera ou um celular e achar que tem gente naquela bolinha. Mas só dá para se soltar com a prática. Então, para isso, é preciso começar.

Não esqueça que o seu conteúdo não é sobre você, então não se preocupe com a aparência ou com o que os outros vão pensar. Você tem algo que ninguém possui: a sua identidade, o seu jeito. E muitas das pessoas vão se conectar com isso, com a sua maneira de transmitir informações e não com a do outro.

2 – Encontre um tema relevante e prepare um roteiro

Antes de mais nada, é necessário escolher sobre o que você quer falar. Para encontrar um tema relevante para a sua live, você pode pesquisar nos comentários dos seus posts, nos seus seguidores em suas redes sociais e até em grupos do seu segmento, quais são as dúvidas que precisam ser respondidas. Entenda as questões mais frequentes e elabore um conteúdo de valor em cima delas.

Após escolher o tema, é necessário que você desenvolva um roteiro para a sua live, para que você não se perca no meio dela. Organize seu roteiro em tópicos, sendo estes os assuntos-chave a serem abordados na transmissão. Durante a sua live, você pode consultar estes pontos importantes para que você não se esqueça de nenhum tópico e desenvolva o assunto por inteiro.

3 – Divulgue as suas lives e mantenha uma frequência

Com tema escolhido e roteiro organizado, é hora de trabalhar na divulgação da sua live. A divulgação é um processo importante para que sua audiência saiba que você está entrando ao vivo em um dia e horário específico e possa te assistir. Por isso, invista um tempo na criação de uma arte bacana, que tenha informações sobre o tema a ser abordado, a data e o horário em que a live será realizada.

Use suas redes sociais como veículo de divulgação, pois lá é onde os seus seguidores te encontram. É válido também manter uma frequência em relação a data e horário das suas lives. Escolha um dia e um horário da semana para realizar as suas transmissões, assim a sua audiência entende que você estará frequentemente transmitindo conteúdo de valor.

4 – Iluminação, boa internet, ação!

Para transmitir aos seus espectadores uma sensação de profissionalismo e conseguir desenvolver neles um sentimento de empatia, uma boa iluminação e uma boa internet são aliados valiosos. É importante estar em um local bem iluminado e apresentável durante as suas transmissões para que sua audiência te enxergue com clareza. Uma boa internet evita inconvenientes como queda de conexão, que, geralmente, atrapalham o desenvolvimento das ideias durante a live.

Entretanto, não se desespere se a sua conexão cair, afinal, dependemos de outros meios e é uma situação comum de acontecer. Se você precisar utilizar a sua internet móvel ou estiver em um local em que você sabe que a conexão não é tão boa, não deixe de informar aos seus espectadores e explicar a situação. O uso de fones é recomendado, pois muitos deles também funcionam como um microfone, evitam ecos inconvenientes e melhoram o seu áudio.

5 – Não se preocupe com o número de espectadores

Não se desespere se, em um primeiro momento, não houver muitos espectadores. É normal acontecer, pois nesse momento sua audiência ainda está entrando para te assistir.

Em várias plataformas, como o Instagram, por exemplo, é possível deixar a live no seu perfil para que ela seja vista posteriormente por outras pessoas. Portanto, use esses segundos iniciais para falar com aqueles que verão a reprise da sua live, cumprimente-os e introduza o assunto que você falou, mesmo que teoricamente ainda não tenha falado, afinal, você está destinando esses segundos iniciais àqueles que irão ver o reprise da sua transmissão.

Quando as pessoas começarem a entrar na sua live, durante esses trinta segundos, gradativamente cumprimente-as. Após isso, comece a explicar o conteúdo que você vai abordar independentemente do número de espectadores.

6 – Interaja com a sua audiência

Nas lives, a audiência tem a oportunidade de interagir com você, pois eles podem enviar comentários enquanto a transmissão é realizada. Logo, seus espectadores podem fazer perguntas acerca do assunto que você está abordando. Então não se atenha completamente ao seu roteiro. Não tem problema responder as perguntas da sua audiência conforme a demanda e a possibilidade.

Também é possível, para aumentar o alcance, realizar transmissões em várias mídias sociais ao mesmo tempo. Só é necessário que você tenha mais de um dispositivo filmando o momento e transmitindo-o para qualquer rede social!

Mas o que fazer se o medo da câmera ainda persistir? Você pode começar fazendo o que nós chamamos de live collab, uma transmissão ao vivo em parceria com outra pessoa. Então, se você possui um bloqueio, que tal convidar alguém para entrevistar? Você realiza as perguntas e o seu convidado as responde. Além de ser simples, seu convidado faz uma participação especial e contribui para o seu perfil, gerando, na sua audiência, curiosidade e relacionamento.

Considerações

As lives são uma ferramenta importante e essencial para o seu negócio ou marca: elas aumentam o engajamento do seu perfil e o seu alcance. São uma plataforma em que você pode compartilhar seu conhecimento com a sua audiência e gerar interação em tempo real. Portanto, supere o seu bloqueio, coloque em prática essas dicas valiosas e comece já a produzir a sua primeira live!

*Paula Tebett é especialista em mídias sociais e marketing digital

Fonte: Goldoni Conecta – Assessoria de Imprensa