Os desafios no marketing digital para este ano

O que esperar do marketing digital em 2019?

por Alessander Firmino *

Estamos no início de mais um ano e é hora de entender as oportunidades de marketing digital e o sucesso geral do comércio em 2019. Muitas mudanças dramáticas ocorreram no mercado de dados em todo o mundo ao longo de 2018, mas devemos celebrá-las, porque elas fomentaram a inovação que tornou a indústria mais forte do que nunca.

Foto: Pixabay

Novas oportunidades tecnológicas incríveis estão agora ao nosso alcance. Os avanços no último ano são notáveis e as ferramentas digitais para o sucesso – que esperamos há muito tempo – estão aqui para serem utilizadas. Se você está pronto para usá-las, o potencial de lucro é enorme.

Vejamos então as sete áreas principais de mudança e desafio para o comércio e o marketing digital em 2019:

1.Regulamento Geral de Proteção de Dados

Em 2018, a União Européia (UE) anunciou um conjunto abrangente de mudanças em suas leis para determinar como os dados dos consumidores são processados, armazenados e protegidos. As novas regulamentações de longo alcance repercutiram pelo mundo. No Brasil, também foi sancionada uma nova legislação que define como os dados dos cidadãos podem ser coletados e tratados, prevendo punições para transgressões. Todas essas mudanças devem afetar mais fortemente como as ações de marketing digital são concebidas em 2019 a nível global.

2.Gigantes da tecnologia

Casos de violação de dados têm tomado conta dos noticiários e as revelações não são boas. Soubemos de acusações recentes contra gigantes da tecnologia, incluindo o Facebook, o Google e a Amazon. Os índices de aprovação e a credibilidade destas empresas foram prejudicados. Elas têm agora um foco intenso no que diz respeito aos abusos acerca da privacidade do consumidor, potencial evasão fiscal e pegadas corporativas. Olhando para o futuro, as mudanças que devem ocorrer a partir de 2019, vão permitir que os líderes do setor explorem e implementem maneiras diferentes de controlar os dados de usuários compartilhados com anunciantes, garantindo que eles ofereçam ofertas confiáveis no mundo todo.

3.Maior investimento nos anúncios em vídeo

A demanda do consumidor por vídeo tornou-se quase insaciável e, como resultado, os Private Marketplaces (PMPs) devem observar grandes ganhos com publicidade em vídeo este ano. Os anunciantes estão ansiosos para fornecer anúncios premium no formato em sites de alta qualidade, com ênfase em publicidade dentro dos aplicativos. A popularidade do vídeo cresceu rapidamente e se fortaleceu: o gasto com publicidade digital em dispositivos móveis aumentou 17% no segundo trimestre de 2017 e surpreendentes 46% no segundo trimestre de 2018. Os gastos não param com os dispositivos móveis. A TV conectada e over-the-top TV (entrega de conteúdo de filmes e TV via internet, sem exigir que os usuários assinem um serviço tradicional a cabo ou satélite) têm agora uma demanda crescente. Todos os sinais apontam para um crescimento constante de gastos com anúncios em vídeo em 2019.

4.Dados omnichannel

Os varejistas e as marcas estão fazendo parcerias para manter seus relacionamentos lucrativos com os consumidores. Isso significa que, quando as gigantes da tecnologia protegem notoriamente os dados do consumidor que desejam compartilhar com as marcas, os parceiros de varejo são muito mais promissores. Na verdade, eles agora estão lucrando com a propriedade do relacionamento com o cliente, compartilhando dados de ponto de venda (PDV) e inventário em tempo real com as marcas. Isso fornece acesso oportuno a informações que podem ser incrivelmente valiosas ao planejar promoções e eficiências operacionais. O resultado é positivo para marcas, varejistas e consumidores, que obtêm os melhores produtos e os melhores preços.

5.Inteligência Artificial dominando o marketing digital

A Inteligência Artificial e o Machine Learning estão proporcionando aos profissionais de marketing a capacidade de entregar mensagens relevantes e personalizadas diretamente aos consumidores. A IA fornece uma visão poderosa do comportamento do cliente, resultando em uma segmentação por público e planejamento de campanhas altamente precisos. Como resultado, o gasto com mídia pode ser otimizado. Somente aqueles com recursos avançados de publicidade computacional serão bem-sucedidos, por isso é hora de garantir que seus próprios esforços de IA sejam tão poderosos e benéficos quanto possível.

6.Gerenciamento de anúncios dentro das empresas

À medida que as marcas dedicam mais esforços à proteção e ao gerenciamento de dados do consumidor, muitas delas devem transferir a compra de mídia para dentro de casa. E à medida que mais operações baseadas em nuvem e soluções de Inteligência Artificial estiverem disponíveis, essa movimentação deve ficar mais gerenciável do que nunca. Embora existam muitos benefícios – como economia de tempo e custo, sem mencionar o controle e a proteção de dados preciosos do cliente – quando você pensa no tempo de retorno das agências, isso sem mencionar as cobranças às vezes chocantes, trabalhar com anúncios “em casa” pode ser um golpe para muitos.

7.Tecnologia visual e por voz

Você se lembra de quando a pesquisa de texto foi considerada uma tecnologia inovadora? Pois é! Atualmente, a pesquisa de dados foi superada pela pesquisa visual e por voz. De acordo com o Gartner, aqueles que redesenharem seus sites para dar suporte a buscas visuais e por voz e fornecerem experiências mais interativas e envolventes terão um aumento de até 30% nas receitas do comércio digital até 2021. Quando você é capaz de dar aos compradores a informação instantânea em micro momentos, o resultado é incrivelmente valioso para ambas as partes. Afinal, um consumidor envolvido é um consumidor lucrativo.

Com tudo isso, podemos afirmar que este ano, o sucesso do marketing digital será baseado na estratégia de dados para fortalecer suas parcerias com seus clientes. Ao fazer uma parceria com um provedor de dados que tem relações de trabalho com vários anunciantes e editores, você garante uma vitória em 2019!

*Diretor Geral da Criteo para o Brasil e América Latina

Fonte: Cíntia Yamashiro – FirstCom Comunicação

Comunicação com clientes: as lições de 2018 que devemos levar para 2019

Conheça algumas ações que contribuem para o customer success

por Marina dos Anjos, Gerente de Marketing da Scup*

Durante o ano de 2018 ouvimos falar muito em como uma marca deve estar orientada ao cliente e que, atualmente, o consumidor é o principal porta voz de seu negócios e, por isso, devemos sempre estar atentos à sua experiência e contribuir para que ela seja a mais positiva possível.

Como sabemos que a comunicação é uma área de grande importância para cumprir a missão de manter o cliente sempre feliz – seja no envio de um e-mail, uma interação pelas redes sociais ou um papo presencial – reuni algumas ações e estratégias que funcionaram super bem em 2018 e, certamente, irão te ajudar a melhorar cada vez mais o relacionamento com os clientes em 2019:

Inclua os emojis na comunicação da sua empresa

Usar emojis é uma maneira de marcar presença nas redes sociais e, ao mesmo tempo, diferenciar-se dos concorrentes. Eles não só mostram que a marca está atenta às tendências atuais, mas prova que ela é próxima de seus clientes. Afinal, nada poderia ser mais pessoal do que comunicar-se na mesma linguagem que seu consumidor usa para falar com os amigos e familiares.

Seja Mobile Friendly

As pessoas enxergam sua marca como uma coisa única. Elas esperam, portanto, uma experiência igualmente agradável em todos os canais, sejam eles online ou offline. No mobile, a expectativa é que não haja nenhum tipo de atrito na hora de realizar qualquer ação, independente do grau de complexidade dela. Ou seja: as pessoas não esperam nada menos do que experiências incríveis em todos os pontos da jornada.

Valorize as ferramentas de atendimento (e o seu cliente)

Ao receber um atendimento de qualidade, o consumidor se sente valorizado e espalha essa satisfação entre os amigos e seguidores. Dessa forma, você ganha duas vezes: aumentando a produtividade e recebendo a publicidade que mais importa: a orgânica.

Aproveite as possibilidades da Inteligência Artificial

A inteligência artificial é um mundo a ser explorado pelas empresas. Na era do imediatismo, a interação das marcas por meios digitais proporciona uma experiência personalizada e única para os consumidores.

Invista na fidelização do cliente

Hoje em dia é comum que as empresas passem mais tempo conquistando novos clientes do que fidelizando os que já existem. O processo de fidelização é, basicamente, construído pelo bom relacionamento, ágil e personalizado. Chamar o consumidor pelo nome, por exemplo, faz parte disso.

Saiba como usar hashtags

Melhor do que ser vista, é ser vista pelas pessoas certas. Sua empresa precisa não só de seguidores, mas de usuários que sejam possíveis clientes, e as hashtags podem ser uma ótima maneira de chegar até eles. Para isso, é necessário usar aquelas mais específicas. Elas trarão usuários que passam tempo curtindo e comentando as fotos que as acompanham.

Defina sua personas

Para não cair no erro de generalizar demais o público da sua empresa, é fundamental desenvolver personas cuidadosamente. Assumir que você já conhece sua audiência pode ser um erro grave e trazer grandes consequências para a marca, mas não incrementar a persona o suficiente, também. Nem um, nem outro: você precisa indicar os vários tipos de clientes que você tem e retratá-los com cuidado.

Seja transparente

Todo mundo sabe como é difícil acharmos marcas e também pessoas verdadeiramente transparentes sobre os seus produtos e serviços. E, por outro lado, é o que todos como consumidores procuram: autenticidade, verdade e confiança. A autenticidade é perceptível para os consumidores e cabe às marcas construírem uma boa relação com os clientes por meio de atitudes transparentes e reais.

*Sobre Marina dos Anjos

Marina dos Anjos é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Marketing e Vendas. Trabalha com comunicação corporativa desde 2009, tendo passado por agências de comunicação e atendido startups e empresas como BIC, boo-box (já vendida) e Scup (antes de passar a integrar a equipe da empresa). Na Scup desde 2014, foi head de conteúdo e atualmente gerencia o marketing da plataforma.

Fonte: Motim Comunicação Criativa – Bruno Lino

Coluna Branding: a alma da marca

As armas estão de volta e a cobra vai fumar

Não é de hoje que conceitos militares permeiam o mundo da comunicação. Termos como “below the line – atrás das linhas” e “target – público alvo”, demonstram bem que guerra inspira a propaganda e se relaciona com ela há muito tempo.

Hoje, um novo tipo de guerra e de comunicação se faz presente, trazendo de volta as velhas armas, como o uso da mentira, colocando a comunicação no centro da discussão novamente.

O termo “Firehose of falsehood – Mangueira das falsidades” aparece pela primeira vez em um artigo de Christopher Paul and Miriam Matthews e descreve um método novo de “propaganda” baseado no estudo das técnicas da influência digital dos russos, usado no caso da Crimeia. Essa técnica nada mais são que as chamadas “fake news”, mentiras replicadas em frequências e velocidades ampliadas, em grande potência de disparo como se fosse uma mangueira de bombeiro. Foi usada para desconstruir uma imagem consolidada e com bases culturais sólidas, distorcendo a realidade e o conhecimento cristalizado através da incursão da dúvida.

Essa técnica já está amplamente dominada, e não é mais uma “novidade” no mundo da propaganda, com uso comum nas mais diversas comunicações governamentais do mundo a fora.

O problema é que sabemos que testes de origem militares sempre vazam e acabam virando produtos de mercado, seja um simples travesseiro com gel da NASA, ou o surgimento da grande rede de comunicações que mudou a vida de todos, isso sempre vem parar no mercado comercial. É aí que a “cobra fuma!”.

As marcas podem sofrer muito com o exemplo da guerra híbrida e o uso do fake news para desconstruir imagens consolidadas. Este é o veneno que mata o branding e pode gerar perdas irreparáveis no mundo onde a marca é considerada o principal ativo de uma empresa.

O pior é que, este veneno está nas mãos dos publicitários e de sua big data, e novamente seremos nós, os comunicadores, que decidiremos como usar esta “tecnologia”. Seremos nós os que ganharão este dinheiro, mas também assumiremos este carma. Seremos nós quem teremos o direito moral de escolher se o uso disso melhorará ou piorará a vida das pessoas e a reputação da nossa profissão.

Estamos preparados? Aprendemos com a crise que abalou a imagem dos profissionais de propaganda? Teremos capacidade moral de escolher o certo?

Por enquanto são só perguntas, mas em breve as armas estarão de volta e ai teremos nossa resposta. Que Deus ajude a nossa grande nação!

Coluna Propaganda&Arte

Que tipo de leitor/escritor você quer ser em 2019?

Todo início de ano nós temos um costume quase “religioso” de verificar o que foi feito e quais metas nós queremos alcançar no novo ano que se inicia. E se essa mudança fosse um hábito de leitura? Será que você estaria disposto a mudar?

Eu sempre gostei de escrever tanto como forma de relaxar, extravasar ideias e emoções como profissão. Por isso, descobri que existem perfis de escritores e, consequentemente, de leitores.

Já pensou em qual perfil você se enquadra?

Quantos livros você lê por ano? Mais de 4 ou mais de 20? Qual tipo de leitura você gosta mais? Até que ponto estas leituras estão trazendo resultados para você? (mesmo que esse resultado seja uma satisfação ou um entretenimento). Você tem lido mais ou menos nos últimos 5 anos?

No meio de escritores (um universo bastante maluco onde você encontra todo tipo de interesse e perfis) vejo muitos escritores por ganância, enxergando num best-seller a oportunidade de vencer na vida, conseguir milhões de forma fácil. Outras pessoas que buscam escrever por paixão, sem foco em dinheiro ou fama, mas sim em aperfeiçoamento.

Não vejo um caminho certo ou errado aqui. Você pode ter o sonho de virar milionário escrevendo, mas precisa saber que o trajeto será bastante complicado. Isso se aplica aos leitores, que são cada vez mais raros hoje em dia.

Não estou aqui fazendo uma reclamação para falar sobre como o Brasil é um país que não favorece e incentiva a leitura, acho que temos uma cultura muito forte da TV, do vídeo, como no resto do mundo e os livros estão sim perdendo a batalha do entretenimento para plataformas como Netflix, e isso é algo a se pensar, pois livro não é só entretenimento, você aprende sobre visões, análises críticas, aprende a pensar melhor, articular e criar bagagem. Isso é imprescindível para o desenvolvimento mental do indivíduo crítico. Mas como disse, não estou aqui para reclamar de nada. Estamos livres para ler, escrever, ver Netflix, passear, fazer Yoga, plantar uma árvore, nem preciso te falar das vantagens de cada atividade. Isso é cultural e ponto. Mas sempre é possível mudar.

Veja as referências e locais aonde você consome conteúdo. São todos vídeos? Fotos? Textos? As notícias que você lê são de jornalistas independentes? Você já pensou nas comunidades alternativas de produção de textos? Você tem o hábito de ler e-books ou só impressos? Você já ouviu falar de plataformas, como Wattpad? Medium? Muitos escritores estão lá, do mundo todo, mas minha dúvida é: será que os leitores estão lá também?

Sigo nas minhas metas de 2019: escrever mais, ler mais, aumentar meu raio de leitura, diversidade de leitura, ler coisas de meu interesse, como: ficção científica, distopias, psicologia, etimologia, cultura, música, filosofia, mas também ler conteúdos que pouco me interessam, como: tabloides de notícia, fofoca, fanfics, culinária, dicas de beleza, moda feminina, correntes do whats, biografias de caras que nem gosto, softporn etc.

Você é do tipo que escreve/lê somente o que você gosta? Será que isso não está sendo um problema para sua evolução pessoal e profissional? Vamos sair dessa bolha em 2019?